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Homenagem que o correspondente de
Reriutaba Fabio Marques fez a Antonio Neilton
Apareceu um homem entre esses milhões de
habitantes terrestres, e esse homem veio a se tornar
imprescindível como amigo para todos.
Esse homem, não fez descobertas nem invenções, não
derrotou exércitos nem escreveu livros – esse homem era
singular.
Não fez nada daquilo que a outros garante a imortalidade
entre os mortais – o que nele havia de maior era ele
mesmo.
Possuía esse homem exímios dotes de inteligência – e
infinita delicadeza no coração.
A sua vida se resume em uma epopéia de divinas atitudes
– e num poema de humano amor.
Havia na vida desse homem, uma pátria e uma família,
esse homem vivia no mundo, mas não era do mundo – era
bom demais para isso.
Esse homem não mendigava amor – mas todas as almas boas
o amavam. Era amigo de muitos e mesmo assim não
conseguia fugir do tumulto da sociedade porque todos o
procuravam.
Irresistível era o fascínio de sua personalidade –
grande era a potência de suas palavras.
Todos sentiam o envolvente mistério da sua presença –
mas ninguém sabia definir esse estranho magnetismo.
Era um luminoso farol – esse homem. Não bajulava a
nenhum poderoso – e não destratava a nenhum miserável.
Brilhante como um cristal era o seu caráter, poeta algum
conseguiria descreve-lo em um de seus escritos. Esse
homem não discutia, falava simplesmente, para ele não
era a morte o ponto final de sua existência – mas o
berço para a vida verdadeira.
Deus te abençoe Neilton.
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