Dionísio Paiva Ximenes,  Rio Branco - Acre
.

Histórias de Reriutaba
.
Se você tem alguma história de nossa cidade, mande aqui que divulgaremos no site.

 
Dionísio - Acre
18/03/2011
Reinauguração do Estádio Silveirão em Reriutaba
Reinauguração do Estádio Silveirão: Jogada de Mestre! Gol de Placa e Lance Genial !!! Amanhã, dia 19 de Março, os cearenses comemoram o Dia do Padroeiro do Estado do Ceará. Dia das profícias para as previsões sobre inverno. Dia de São José! Para nós reriutabenses, amanhã dia 19, São José não será sómente o nosso Santo Padroeiro, ele receberá outra Cátedra. Para os reriutabenses, o Padroeiro do Ceará, também será o Santo protetor do esporte da cidade de Reriutaba. Com a inauguração do SILVEIRÂO, o Prefeito Oswaldo Lemos Thaumaturgo, faz uma jogada de mestre, transformando o velho campo de poeira, numa verdadeira praça de esporte, prendando a população de Reriutaba com uma obra dígna e a altura de sua gente! O esporte é um dos principais fatores básico de saúde. Com a construção do Silveirão, a Prefeitura de Reriutaba, passa a oferecer oportunidades para que os jovens esportitas e atletas de um mode geral, possam praticar esporte com cidadania e participar de competições esportivas, de "igual para igual" a nível estadual. Oswaldo Lemos, com essa obra pensou muito além de seus críticos - realizou uma Jogada de Mestre! Para abrilhantar a festa de inaugurtação do Estádio, a população de Reriutaba, recebe um presente por parte do Secretário de Esporte do Município, Oswaldo Neto, a altura da magnitude da obra. A vinda dos ex-jogadores do Mengão - campenões do mundo em 1971, para dá o "ponta - pé" inicial da partida, marcando assim, um verdadeiro Gol de Placa! À populção de Reriutaba - os verdadeiros contribuintes dessa obra e, que acreditou na Gestão do Prefeito Oswaldinho, meus parabéns! Sabendo que para participar do Evento, a entreda será feita com a entrega de alimentos não perecíveis. Uma ação de cidadania, que deve ser elogiada por todos. Um verdadeiro Lance Genial !!! Obrigado São José! E parabéns a todos que participaram na construção dessa Praça de Esporte!
 
 
 
 
 
Dionísio - Acre
12/03/2011
A Jegue, a Corda e o Milho.
Nas décadas de 60 e 70, em Reriutaba, os jovens da época não contavam com muitas opções de um relacionamento amoroso e
muito menos com a freqüência da relação sexual propriamente dita, dos dias atuais. Naqueles tempos a "coisa" era bem diferente.
Não havia esse modernismo ultraliberal, até mesmo para se falar sobre educação sexual, era considerado atentado ao pudor.
Para se conquistar uma mulher, dá-lhe um abraço, um beijo...
era uma verdadeira ladainha. Nem mesmo com a ajuda do Padre Ataíde, que muitas vezes agia como mediador,
dificilmente tínhamos êxito em nossas paqueras. Naquela época era realmente muito difícil se satisfazer sexualmente com a namorada.
O "Fico" ainda não existia e por tanto pouca coisa "Rolava" como fala e faz a rapaziada de hoje.
Achamos inclusive, que naquele tempo não "Rolava" - não porque as "Mulheres eram tão duras na queda e sim porque os
Homens eram muito Moles no tombo" ! Porém, como ninguém é de ferro, e como diz o Provérbio: Quem não tem Cachorro, caça o
Gato, aqui entra o Título de minha Estória: A jegue, a Corda e o Milho.
Pois é rapaziada de hoje! Saibam vocês, que nos anos sessenta e setenta, o grande "Fico" da Negrada era exatamente com umas
femeazinhas charmosas, quadrupedes e unguladas. Viviam pela periferia de Reriutaba,
principalmente na solta do seu Pretinho, estendiam-se até à casa de dona Chiquinha Carnaúba, às margens do Riacho São José e
toda a extensão da estrada de ferro, indo até o Aníbal. Hoje, grandes bairros da cidade.
Ao pessoal da época, não se preocupe, não irei citar aqui os nomes dos "ficantes", mesmo porque não eram poucos.
Apenas dizer que as parceiras que faziam "Rolar" as relações afetivas, eram as famosas Jegues que a noite vinham espojar-se nas
Praças da cidade. Recebiam nomes diversificados, que variavam de acordo com a paixão de seu parceiro! Pretinha,
Ratinha e a mais famosa delas a Mala Preta. Pasmem! Alguns Camaradas se apaixonavam mesmo! Padre Ataíde até batizou esta relação:
A chamou de Besteral. Só para terem idéia, havia alguns ficantes, que muitas vezes, quando estavam se ralacionado com a jeguinaha,
íam lá na cabeça da ficante, abraçava-lhe pelo pescoço e falava: Amor dá um beijo em quem te ama!
A corda era uma garantia de que se alguma coisa desse errado - para a parceira não perder as estribas - muitas das vezes a
bichinha não estava a fim, o parceirão dava uma de estuprador. Na altura do campeonato, um coice seria fatal.
O milho não era apenas uma recompensa à ficante e sim uma formula de conquista-la, já que muitas vezes o parceiro
não tinha habilidade para o Besteral. Ah! reriutabenses! que tempos românticos àqueles dos anos sessenta e setenta.
Que digam os Ficantes dos Besterais!!!
 
 
 
 
 
Dionísio - Acre
18/02/2011

Inverno reriutabense

     Como é bom visitar Reriutaba  em época invernosas,

     O verde da Caatinga -  o cantarolar dos Campinas!

     As  veredas  feitas -  Riachos, com águas límpidas,

     Transportando cobras, serpentes e pragas venenosas.

     Cabras, borregos e cabritos - no pasto a escaramuçar,

     Como Crianças que brincam nas ruas alegremente!

     A fartura que se expande, na mesa tão de repente,

     Deixando o reriutabense em êxtase a vislumbrar !

      E aqui estou na “Terrinha” a relembrar novamente,

      O passado de minha adolescência tão remota...

      Com a chegada  em Reriutaba, da época Invernosa,

     Volto ao passado, com minhas eternas Cambalhotas,

     Como um toque de mágica - sinto-me adolescente!

     E os tempos  Meus – de  outrora - vem me ao Presente!!!

     Ximenes

     18.02.11

 

 
 
 
Dionísio - Acre
22/11/2010
.
PESCARIA NA AMAZÔNIA 2
Meus conterrâneos de Reriutaba e todos os Migrantes da Terrinha em todos os quadrantes deste velho mundo, acabo de chegar da Pescaria na Amazônia, que como sempre, não difere daquela que escrevi neste site e "Que Ninguém Leu" nem mesmo o nosso crítico literária, o famoso Eusébio de Caucaia e ao abrir o reriutaba.com - me deparo com o que há de mais sagrado na concepção, no raciocínio e na mente do cérebro humano: O Poder do Pensar, que se manifesta na forma de convergência/divergência. Todo SER pensante tem sua Inteligência /Razão vindas da Providência Divina, por tanto, todos têm o poder de concordar/discordar. Tudo isso faz parte do Direito ao Contraditório. O Ser Humano, que em toda a sua existência "independentemente", das críticas e elogios más que, sendo capaz de viver conciliado socialmente neste contexto, está exercendo o seu dirieto de cidadão, norteado pelo mais profundo sentimento dos princípios democráticos. O respeito às idéias, e aos extratos sociais são a irrigação hematopética que nutrem a intração social e mantém viva a equidade na ralação Humana. Por tanto, reriutabenses fixos e migrantes pelo mundo a fora! Não quero defender nem discordar, do que escreveram no site esta semana - muito pelo contrário, venho expressamente aplaudir a todos! Como é bom lê esta oxigenação on-line. E digo mais, os "Bloquistas" estão no caminho certo, cada um definindo suas características próprias, mostrando personalidade e, principalmente independência democrática na forma de se expressar. Quero dá meus parabéns especial aos Leitores, que começam a lê intensamente o site e mostrar também, suas satisfações/insatisfações, pelas quais sua "razão crítica" interpreta seguindo assim, naturalmente, sua concepção filosofia/doutrinária, gerada em nosso cérebro. Blogueiros! Continuem escrevendo: Política, Humor, Contos, Cordel e Estórias, só assim, estaremos alimentando nossos Críticos. A crítica é salutar, desde que a interpretação não seja doentia. A liberdade de expressão é a melhor forma de mostramos que o Site Reriutaba, Com, é realmente um veículo de comunicação, que preza pela liberdade e cidadania de quem faz seu uso. Ao mesmo tempo em que admiro os Blogueiros, respeito os Críticos! Não tenham medo de Escrever, não tenham medo de Criticar, não tenham medo de Lê e não tenhamos medo de Opinar. Sigam o pensamento do nosso conterrâneo de São Benedito - Raimundo de Farias Brito: "No meio da dúvida que nos rodeia e da incerteza geral que nos domina, só uma coisa dá Força: A Virtude - porque tudo é claro para as Consciências Limpas"!!! Parabéns aos Blog's, aos Críticos e aos Leitores. E, em especial ao Site Reriutaba.com ! Essa guerra de expressão está apenas começando e como o Brasileiro não é de ferro, vem aí o RERIURIO, para dá uma esfriada na Negrada - não é mesmo Grande Eudes?
 
 
 
 
 
Dionísio - Acre
07/11/2010

PESCARIA NA AMAZÔNIA
.

Para os Leitores que ainda não sabem, Eu já tenho mais tempo de Acre do que de Reriutaba, por tanto hoje, vou transcrever para o meu Blog, uma "Cartinha" que escrevi para minha Mãe, logo que cheguei em Rio Branco/Ac, intitulada PESCARIA NA AMAZÔNIA, que trás algumas palavras genuinamente amazônicas, que ainda hoje mesmo, Dona Elizabette, as vezses fica me perguntando o significado dessas palavras: Fui convidado para passar um domingo na Colonia de um amigo, que fica na Gleba 10 da BR 364 - no sentido Porto Velho / Rio Branco, na Colocação Novo Acordo, no caminho ví muitas Castanheiras enormes cheias de Ouríço com Castanhas, na rodagem além de muita lama, muitas Toras á sua margem. Chegando a Colônia acompanhado do Caseiro, entramos na Floresta, de perto, conhecí Seringueiras, Castanheiras, Biribá, Taperebá, Cupuaçu, Samauma e Mógno, além de muitas outras árvores típicas da Amazônia. Depois de conhecer um pouco da Floresta, fomos pescar num Igarapé, passamos a Catraia e entramos num Igapó, pegamos a Malhadeira e subimos de Casco até o Barranco do Rio Abunã, na fronteira com a Bolívia. No local tinha muito Piúm e Carapanã, pegamos um Terçado e fizemos um Varadouro para chegarmos ao Ramal que dá acesso ao Rio. Aqui paramos num Tapirí, fomos á Taberna e tomamos uma 61 tirando o gosto Tacacá. O rio dava sinal de Vazante, e que com certeza, estava bom para a pesca de Surubim, Filhote e Tambaquí. Armamos as Malhadeiras, os Espineis e Caniços. Na Espera, aproveitamos e fomos até a Gameleira, pegamos a 12 - velha espingarda do Caseiro e entramos no Pique atrás de uma Paca. como não encontramos, matamos uma Cotía, pegamos uma Jabota e um Mata-Matar! A noite um Peixe Amunquinhado, debaixo de um Defumador, à beira do Igarapé. Sentamos, tomamos mais uma 61, tirando o gosto com Cascão e Mandím, a espera da Piracema de Aruanã, Filhote e Dourado. A floresta cerrada com muito Aça-peixe e Tabocal. Só ouvíamos o cantar da Saracura e o barulho dos Jacarés pegando Tambuatá para comer! Madrugadinha... dormimos num Tapirí de Paxiúba sem Mata -Junta e coberto com Cavaco, que ficava num Pique após uma Estrada de Seringa. Foi Peixe no Balde! E sem dúvida, uma bela Pascaría. Minha Mãe nunca assimilou as palavras amazônicas, más com certeza alguns Leitores do site, provavelmente já esteviram na Amazônia e saberá o significado das palavras desta carta.
 
 
 
 
 
Dionísio - Acre
25/10/2010
.
Humor da semana:
Todo final de semana, aos Domingos, um casal que morava próximo ao Distrito de Oitizeiro,
descia o pé-de-serra para assistir a Missa na Igreja Matriz de Reriutaba. Um belo domingo, montados a cavalo à caminho da Igreja, o Casal passando a barragem do Açude do Mato,
a Mulher na garupa do animal avista Dois Patinhos se beijando, e fala para o marido: Amor,
tá vendo aquele Casal de Patinhos se beijando? Claro! Ah se fossemos unidos daquele jeito!
O marido continua calado. Quase terminado de passar a barragem, os Patinhos continuavam a
se Beijar. A mulher novamente fala pro Marido: Amor a se fossemos unidos daquele jeito...
E o Maridão Calado. Ao voltar da Missa, ao morrer do sol, o Casal voltando para casa, a Mulher, outra vez observa que o Casal de Patinhos continuava se beijando e outra vez, murmura no
ouvido do Marido: Amor, a se fossemos unidos iguais aquele Casal de Patinhos!
O marido responde: "Mulher se tu prestar bem atenção verás que a Patinha é Outra"!!!!
 
 
 
 
 

Dionísio - Acre
19/10/2010
.
Estórias de Reriutaba

Como gosto de falar dos bons tempos de adolescência em Reriutaba, esta semana procurarei
relembrar duas Pessoas que viveram e marcaram em muito os anos 70, em nossa cidade.
Foram realmente figuras que por suas Atitudes Comportamentais, ainda hoje vivem na memória dos reriutabenses.
Foram Personagens excêntricas, cada uma com seus atos extravagantes de viver a vida.
Um altamente Naturalista o outro tinha visão Transformista. Eram vizinhos, um morava em residência
convencional o outro a natural, tinha como morada uma velha Oiticica. Ambos receberam o mesmo nome
de batismo - JOSÉ, carinhosamente chamados de ZÉ. O naturalista - Zé Piolho. O transformista - Zé Boneca.
Toda a negrada daquela época, que vier a lê esta estória, deve lembrar de tais Personagens.
Zé Piolho vivia como um maltrapilho, à sombra de uma velha oiticica, bem em frente da casa do
Antonio César - filho de seu Messias Teodoro. Tinha filhos e era muito pobre. Com pouca comida na mesa,
completava sua alimentação consumindo insetos e ectoparasitos, sendo o Piolho sua maior vítima.
O homem “torrava” tudo quanto era artrópode ou melhor, comia os bichinhos, era “cru” mesmo! Daí o nome de Zé Piolho.
Piolho era realmente um naturalista, controlava biologicamente tudo quanto era praga.
O homem era tão sujo que o “surugo” o deixava encardido sem se saber qual a cor natural de sua pele.
Seu corpo era um verdadeiro canteiro de cheiro - verde. Zé Piolho foi um vivente da natureza!!!
A situação vivida por Zé e sua Família, naquela época, não difere muito de outros Agregados Sociais,
que ainda hoje, vivem desamparados pela omissão do Estado.
Já o Zé Boneca, era um “homem” desculpa Zé, você era uma Boneca mesmo! Com bastante visão, gostava da Coisa Grande.
Tinha as pernas torneadas ( tão bonitas quanto as do Leão do Palmeiras ), Roberta Close, perdia em beleza; Rogéria, ficava atrás em elegância.
Rick Martin ( menudo ), que só agora teve coragem de sair do armário, mesmo com exercício de musculação, talvez seja “menos sarado” do que era Zé Boneca.
Naquele tempo não tinha essa coisa da Diversidade. Em Reriutaba - “afemininado”, era considerado um Baitola mesmo!
Daí a coragem de Zé, de enfrentar todo o preconceito de sua opção sexual. Boneca, sempre quis a coisa grande.
Mudou-se para são Paulo e de lá para Paris na França. Foi um gay cosmopolita!
“Deu tudo de si e a todos”, na busca da igualdade e da liberdade sexual - foi um precursor dos movimentos do transformismo no mundo gay.
Buscava sempre a equidade dos direitos à vida, na sua mais completa miscigenação comportamental. No Brasil este movimento pega Corpo,
Passeatas, Bailes Gay e Mídia é a Prova disso.
Reriutaba, naquele tempo, já dava a lição de como respeitar as diversificações, Zé Boneca - Por ser Bonita, jamais foi descriminada pelos reriutabenses.
Ainda hoje, a cidade é um exemplo de respeito ao cidadão, independentemente das diferenças, o Muinicípio não tolera Preconceito, se não vejamos:
Lá negro é “Preto” e as vezes “Timbungo”; pernas arqueadas é ”Cambota”; cabelos encaracolados é “Gringuim”; baixinho é “Batoré”;
estrábico é “Virolho”; obeso é “Gorducha”. Muito alto é “Varapau”; magérrimo é “Lombriga de C... de Pobre”. Enfim, em Reriutaba -
apelido nunca foi pejorativo e jamais haverá segregação racial. A Cidade dá exemplo de Cidadania!!! Passeatas Gay’s, todo mundo participa com entusiasmo.
Tem pessoas que, já ensaiam inclusive, alguns “rebolados de quadris”, leveza nos gestos de braços e até dão aquele sorrisinho a lá Monalisa.
Neste contexto, Zé Boneca deu uma lição de soxologia - foi dele o primeiro grito de libertação sexual, no município, que eclodiu para o mundo!
Boneca, era como papel de bodega, gostava de “estar” sempre com Peso em cima e por fatalidade da vida, morreu de acidente automobilístico,
no qual seu Corpo ficou sob o Peso do veículo sinistro.

Ximenes
19.10.2010


 
 
Dionísio - Acre
15/10/2010
Humor da semana
 Humor da semana: Quero comunicar aos leitores que rercebi um e-mail de um conterrâneo, solicitando que eu registrasse alguns fatos pitorêscos que ocorreram durante a Prova da "Besterada" no trecho Cariré/Reriutaba, quando da inauguração do Estádio Silveirão. Como no Município de Reriutaba neste período é muito seco, Oswaldo Neto, estava muito preocupado com a integridade da grama - único lugar verde neste período. Por conta disso, havia mais Fiscal de Grama do que Fiscal de Prova! Por outro lado Netão ficou muito satisfeito, na medidda que as "Èguas Espojavam", também adobavam o o tapete verde. As Bestas, com suas defecações sumárias ( inúmeras cagadas em pouco tempo e em pouco espaço ), produziram estêrco, suficiente para adubar a grama durante o resto do ano! O conterrâneo também me falou que a Besta Campeã é neta da "Pretinha", que pastava nos arredores da Solta do Seu Pretinho Rodrigues. Foi a Besta Velha que nos anos 70, fazia parceira com os adolesentes da época nos casos de antrozoosexualidade ( processo teratológio ), que Monsenhor Ataíde de Vascocelos, o chamava de "Besteiral".
O conterrâneo me falou disso com tanto Prazer, que acho inclusive, que Ele foi a Monta ( jóquei ) da " RÉ " só agora o danado me disse o nome da Besta Campeã da Prova. A fera se chamava RÉ! Me falou ainda, que a velha égua tinha um "FÃ Clube" muito parecido com a Torcida Organizada da "Turma do Fuba", e que durante toda a corrida os FÂ's da RÉ acreditavam em sua vitória tanto é, que homens e mulheres, acompanharam a RÉ, da lagarda a chegada - dando uma de "Besta" - gritando em coro: A RÉ ganha, a reganha... A Ré ganha, arreganha... Quando a Ré chegou ao pódio com mais de trinta "corpo" à frente da segunda colocada, os FÃ's foram ao delírio gritando: A RÉ ganhou! a Réganhou... Arreganhou!. Mulheres mais "Afoitas" gritavam estéricas: Nós sabíamos que a Réganhava. Mesmo caindo morta a RÉ ganhou!!! Que o esforço da RÉ permaneça em nossas lembranças e nos sirva de exemplo para sempre!!!
 
Dionísio - Acre
11/10/2010
Humor da semana
Com tantas inaugurações em Reriutaba, a Turma da "Cavalada", resolveu Organizar uma Corrida de Èguas no Trecho entre Cariré e Reriutaba. Imaginem vocês, a quantidade desses quadrupedes participando da Competição. Havia Ègua para todos os gostos! Nomes, nem me perguntem: Ana Raia; Ralâmpaga; Trovejada;
Rabicó e tantos outros... E raças, nem mesmo como Médico Veterinário, posso catalogar: Tinha de Pangaré; Raça Indefinada (R.I) a Quarto de milha. Foi uma verdadeira festa. Luiz Silva, o lucutor oficial da Competição, de cima um "palanque improvisado", através das Ondas Moduladas da FM - 103.3, dá início a transmissão da Corrida. Clerton Furtado, falando que o Município não faz nada ao não ser promover Eventos! A população de Cariré vai ao delírio! Os jóqueis afivelam as celas, metem as esporas nas éguas - começa a Largada! Antes mesmo dos Animais "Mucharem as Orelhas" e "despinguelar" Reriutaba a dentro, muita gente boa, de "rabichola entre as pernas" já ficara para trás, com o Muncubú enterrado no chão e Titela quebrada. A festa continuava... A chegada em Reriutaba,
foi no Novo Estádio de Futebol. O pódio estava cheio de gente entupida. O prefeito e autoridades! - os puxa-sacos, empunhavam bandeirolas,
representando Jóqueis e Èguas; muita gente simples e até torcida organizada. Ao chegar na reta final, a Ègua vencedora - a primeiríssima colocada - CAI MORTA! Chamaram o Veterinário. "Dotor eu Esporei tudo que pude essa Besta" - disse o Jóquei. O Veterinário constata: Sua Ègua Morreu em Amanaiara, más devido a Velocidade veio Caír Aqui!!!
 
Dionísio - Acre
03/10/2010
Histórias de Reriutaba:
Hoje irei narrar uma pequena Estória do cotidiano do sertão reriutabense, vivida por José e Maria, um casal de namorados que morava num "lugarejozinho" chamado Carnaúba, faziam inclusive, planos para casar. Sempre à noitinha, Maria recebia a visita de Zé, como era chamado carinhosamente.Tardinha, antes da boca da noite,
Zé chegava à casa de Maria, ela o esperava no alpendre. Ambos muitos tímidos, quase não falavam. A mãe de Maria a incentivava a ter um maior dialogo com o namorado. Maria com aquele jeitão de matuta retrucava: Ah! mãe, Zé gosta de mim é assim mesmo. Aos poucos Maria foi "desarnando". Com o passar do tempo, quando Zé chegava, Maria já puxava algum assunto: Boa noite Zé, de pronto o namorado respondia, boa noite Maria! Era um namorico de matuto mesmo. Uma bela noite, Maria toda fogosa rodopiando numa perna só, de uma velha cadeira feita de tiras de couro crú, quando de repente cai de pernas abertas "estatalada" no chão. Levanta-se rapidamente e pergunta: Zé, tu viu minha ligeireza? O namorado todo sem jeito responde: Vi Maria, só não sei é o nome! Papo vem papo vai..., Maria outra vez indaga: Amor - tu "vei" pela estrada ou pelo Atai? (atalho) Zé responde: Eu vim pelo "ATAI". Tu viu de baixo da moita de mofumbo, um Toletão deste tamanho? Vi amor. Maria bate forte no peito e exclama: Pois foi aqui a baixinha!!! Zé demonstrando todo o seu carinho fala, Maria tu é mesmo uma mulher Arrojada. Tempos depois, Zé fala pra Maria que vai pro Rio de Janeiro fazer suas "economias", depois voltar e casar. A namorada fica triste - fazer o que! No sertão é de praxe: todo mundo,
antes de casar, vai para o sul fazer seu pé-de-meia! Com Zé não foi diferente. O matuto pegou um Pau de Arara, zarpou para o Rio. Passados alguns meses,
Zé morto de saudade, já falando "o carioquês" liga para a casa dos pais: Ôlá Paizão... como andam as coisas aí no pedaço? O pai, quase não reconhecendo o
sotaque pergunta: È você meu filho, o Zé? Sou eu mesmo "Corôa". O pai mais alegre que "pinto ciscando curral" começa a falar das COISAS. Aqui está tudo bem.
Muito inverno, carnaúbas maduras, muito milho verde - tua mãe passa o tempo todo no moinho e de arupemba no colo, penerando massa de milho verde, pra fazer pamonha, canjica e pão-de-milho. Ô paizão... diz Zé, já estou com água na boca! O pai continua, filho as cabras estão todas paridas, aquela tua cabrita de pelo
azul e de "brinquinho" no pescoço - lembra? Claro pai... deu três cabritos ( um macho e duas fêmeas ). Agora mesmo, estão tudo ali "escaramulçando" e comendo
rama. E as vaquinhas Pai? A Fusca tá dando leite. A Cambraia apartou. A Coração e a Cara Branca, estão amojadas - o "úbre" de tão grande parece uma gamela! Paizão...me fala do Joli. Meu filho, nem te conto, todo dia o diabo desse Cachorro "acua" peba lá no buraco do capuchú no pé de Mutamba, onde tu tirava mel de
abelha. Os Inchús tu sabe né meu filho? Se acabaram, agora só resta "Boca-torta", e só serve para os meninos atirarem pedras de Baladeiras. Paizão... e o riacho,
 tá cheio? "Viche" Maria meu filho! A água está cobrindo o "Lambedouro". Velho!.. e os Preás, as Nambús e as Avoantes? Ah! meu filho, agora tem um tal de IBAMA... se agente armar um Fôjo, um Quichó, uma Gangorra e até mesmo uma Arapuca, os "Home" vem e Multa o dono. E se alguém botar "Tinguir" na água a pessoa
vaipresa. Caramba Pai, a parada aí tá dura!
É filho - os tempos mudaram. Pai, agora me responda baixinho, pra Mãe não ouvir. E Maria - minha Noiva, como é que ela está? O velho fez uma pausa, endureceu o tom da voz e falou: Meu filho, pode tirar o "Cabelo da Venta". O que houve com Minha Noiva, meu velho Acebídes? Filho é que ...fala logo Pai! Pois é meu filho... outra pausa: MARIA andou nuns "sambas" aí pelas bandas do Croatá dos Martins - se não mim engano, no Clube do Antonio Batista e por Lá meteram o "Talo Nela". O que meu pai? Meteram o Talo Nela? Isso mesmo filho. A danada já anda bem Embuchada! E segundo as "más línguas", o Pixote que fez mal a ELA não quer casar. ZÉ soltou e telefone, botou o pé na estrada ou melhor, no Calçadão de Copacabana, passou o túnel do Rebouças; Ipanema, Leblon - sempre pensando no que ouvira do Paizão: Maria embuchada, das quedas que ela pegava na cadeira e que nunca soubera o nome de sua Ligeireza. Do Toletão da Maria de baixo do Mofumbo do
Atalho - de seus elogios: Sempre dissera que sua namorada era realmente uma mulher Arrojada. Enfim, ia pensando em tudo que se passara com ele no velho Sertão de Reriutaba. Continuou andando pela a orla, passou no Feirão de São Cristovão, onde estava sendo realizado o ReriuRio/2010, tomou uma gelada com o Eudes e
toda a turma do site reriutaba.com - comprou Livros Autografados por Lucinda, Carlos David e Days Brito. Exausto, chegou em casa, vestiu seu uniforme, foi direto
para o "La Mole",restaurante carioca, tirar seu "turno" pois ainda hoje, trabalha lá como garçom. Mesmo sendo sua Namorada, uma mulher Arrojada - Zé, nunca mais
perguntou por MARIA. Hoje mesmo de "Auto Astral" até já me ligou confirmando sua presença no ReriuPedras 2011.
 
Dionísio - Acre
02/10/2010
Eleições 2010
Dia três de Outubro se aproxima. Sem dúvida, será o dia mais importante da vida política brasileira. È o dia "D", para nós eleitores de todo o Brasil, através do
nosso sufrágio, iremos eleger os cidadãos, que como Candidatos, receberão " Legítima Procuração" para governar e legislar o nosso País. Porém caro, eleitor saiba, que os "Eleitos" apenas receberão uma Procuração para Governar, ao Eleitor, compete as decisão de escolher seus legítimos procuradores. Como na democracia, todo o Poder Emana do Povo. Só através do Voto temos a oportunidade concreta de traçarmos não só novos caminhos, más formas novas de se caminhar!
Dia três de Outubro, oferece ao brasileiros todas as chances de Dirigir o Brasil nessa nova Caminhada. Independentimente do voto ser secreto, o que realmente contribui para um bom destino de um país é a consciência, o caráter e o "Saber" de cada um de nós eleitor, na hora do sufrágio popular. Pensem, meditem - esse é o momento de Reflexição. Como em todos os "grandes lances" que ocorrem em nossas vidas ( muitos de prazer, outros de riscos, uns concretos outros incertos... é própria vida em jogo), dia três do Outubro, não podemos ERRAR!!!, Como se fossemos um Pelé no futebol, vamos a campo ou melhor ás URNAS e sem medo de perder o "Lance", marcamos o Gol mais importante da história em favor do Brasil e em prol do Futuro de todos os Brasileiros!!! O destino do Brasil está em nossas Mãos e acima de tudo, na Consciência de cada um de nós Eleitor. Ah! se " Errarem o Lance", não me venham com reclamações. Nesta jogada o "Erro" é Injustificado...
 
Dionísio - Acre
24/09/2010
A tribos Reriús
Aproveitando os Poucos Instantes em que o site reriutaba.com, ficou fora do ar para processos de manutenção (quinze dias mais ou menos), fiquei lendo um Trabalho realizado por um grande Antropólogo/Pesquisador, que mostra uma Pesquisa sobre as Tribos Reriús, seu habitar, sua cultura, hábitos, seus Ancestrais e principalmente sobre seus descendentes no decorrer de seu longo processo ESTÓRICO, até chegar às Etnias atuais. Segundo a pesquisa, o território dos Reriús, em torno de “375 mil km quadrados”, vem sendo habitado por essas Etnias a mais de três mil anos. Era totalmente coberto por uma vegetação arbórea, idêntica ao serrado dos Aruanãs em Goiás. As espécies mais conhecidas eram a Aroeira, Pau’darco, Emburana, Jatobá, Cedro, Angico, Molungú e Pau-branco, Canafístula do boi e Inhiaré. Todas essas árvores foram exploradas na produção de madeira, para a construção de TABAS - morada habitual dos Reriús. Em sua topografia havia muitos
Riachos (São José, dos Porcos, das Flores, do Juré, do Muniz, do Moquém... e vários Açudes do Mato...). Os Reriús sempre se alimentaram da caça (Tatu, Mendengos, Preás e Rabudos), da pesca (Piaba, Cágado, Bodó, Cangati e algumas espécies de Munçum) e de aves ( Avoante, Jaçanã pé seco, e Rolas: Fôgo pagô, Cascavilina e Sangue-de-boi e alguns insetos como a Tanajura). Com relação a Tanjura “Indiozinhos” até cantam um refrão: cai...cai tanajura que tua bunda tem gordura! Depois de devastada a mata nativa, surge nova vegetação, tendo a Carnaúba e a Oiticica como árvores predominantes, consorciada com Jurema preta, Mofumbos e Velames e algumas espécies ciliares como Paco-paco, Mata-pasto e Bamburral. Aqui forma a Caatinga Reriutabana! Segundo a pesquisa, ainda hoje, os Reriús têm hábitos alimentares de comerem frutos da Carnaúba, da Gerematáia; do Melão de cerca, Remela de macaco, Canapum e Melancia da praia. O que mais me chamou a atenção nessa pesquisa foi a preservação Tribais. Todas elas com suas “Etnias” ainda vivas nos seus traços históricos e culturais se não vejamos: Os Rodrigues de tanto gostar do mato, viraram Mocó, os Vales, Regos - soterrados, vieram Pontes, que deram acesso aos Calixtos e Uchôas passarem pro além, levando Santa Cruz como Norte. Em decorrência do desequilíbrio ecológico, houve grandes metamofoses: os Galinhas d’água viraram Linhares. Os Botos deram lugar aos Camelos. Os Lobos dizimaram os Carneiros; Rochas migraram de Granja, sedimentaram Pintos. Ximenes de Aragão invadiram Prados! E Passos saltaram Barreiras. Os Memórias, escreveram seus nomes na Areia, ainda hoje vivem da cultura e do esporte. Cabaceira! tem Furtados feirantes - cheio de Morais! Bezerras, quando se amarra em Mourão - Castro! E Castro é uma castrada só. Os Lucindas que Ama’deu foram adotados pela Reriús. Em algumas xilografias Lemos que Aguiar, em simbióse com Thaumaturgo, serão sempre Caciques e Paiva, Faria’s, grandes primeiras Damas. Os Silvas; bem... O Silva gosta de peladas e muito blá-blá e segundo o POLVO vai ser presidente perpétuo. Os Cândidos ao som de Portelas, gritam perplexos: Silva - presidente perpétuo! Exclamam: Minha nossa senhora, socorro...socorro! Daí a origem do nome de nossa Santa Padroeira: Nossa Senhora do Perpétuo Socorro. Os Reriús, nos traços culturais são muitos “Festeiros”, estão sempre em Arribadas participando de Festas Tribais, algumas tradicionais como a ReriuFor, a ReriuRio e as realizadas nos seus próprios terreiros, com a CanaReriús. Algumas Etnías já pensam inclusive sair em retirada para se confraternizarem nas aglomerações da ReriuSampa e ReriuAcre. O Autor do texto explica que, a pesquisa ainda não é uma tese acabada, e seu Eixo Temático segue o pensamento de Herodoto, grande historiador grego, que diz: A história é um fato que não aconteceu, narrado por uma pessoa que não estava lá. Por tanto, qualquer índio, etnía ou tribo pode dissertar, concordar ou discordar com o “text
o em tese”, o mesmo não passa de um artigo fictiológico, mesmo porque todas as comparações aqui epigrafadas, apenas expressa o gênero do Humor.
Há exatamente 87 anos, a Reriús conquistava sua Hegemonia Indígena. Como tudo é festa, vamos desfraldar as lindas... “lindas” Bandeiras, em homenagem a essa grande Tribo. Eu mesmo há séculos “Minguado” palavra que em Kaxinauá quer dizer “Migrado” na Floresta Amazônica, quero bradar meu grito de guerra com os
Povos Reriús. Reriutaba! Receba meus parabéns, pelos seus 87 anos de vida, saiba que jamais você deixará de ser a minha grande e eterna ALDEIA!!!
 
Dionísio - Acre
07/09/2010
Humor da semana
: Um grande comerciante de Reriutaba mandou seu filho para estudar Medicina Veterinária em Fortaleza. Malandro, o filho chegando na capital, entrou foi na gandáia! Estudar que é bom Nada! Pegava a mesada do velho ia fazer farra nos Chatôs da Senador Alencar. Mesmo sem nunca ter frequentado Curso algum, alimentava o Pai, através de cartas fictícias dizendo que estava terminando Veterinária. Um belo dia o pseudo universitário, volta à Reriutaba. O velho morto de satisfeito com o futuro Doutor, reune seus Compadres para apresentar o filho e futuro Veterinário. No ínterim do encontro um "Cumpade" do velho fala: Douror, vamos lá na minha "ramada"
vê uma vaca minha que está com mais de uma semana sem Cagar! O malandro se apertou no tamburete sem saber o que fazer, por insistência do Pai, topou o convite. Chegando ao local onde estava o animal, pegou a cabeça da vaca, abriu sua boca com força e gritou para o dono: Tio, levanta o Rabo da Vaca
e bota o olho no "Cagador" da bicha! Na ânsia de saber o que animal tinha, o velho quase atolou seu olho, "anus adentro". O malandro pergunta:
O senhor tá mim vendo? O velho responde, não Doutor! Então já SEI ! " Sua Vaca Tá com Nó na Tripa" !!!!
 
Carlos Davi - Fortaleza
06/09/2010
De Sinimbu à Amanaiara.

____Ah ! Como o tempo voa , meu Deus pra mim foi ontem , lembro como hoje a grande festa no Sinimbu pela conquista da estação ferroviária.

___Sim , vovó , me conta ... me conta , como foi.

Ah!! Foi uma grande festa no ano de 1929 , creio que foi em dezembro , próximo o natal , Sinimbu ficou deveras animado , nesse dia fomos da Vitoria ,próximo a ponte
do Peixe , onde nossa família morava , a pé ,todos nós , naquela época ninguém tinha transporte , somente para apreciar a passagem do trem lá na estação ,
todos nós sem entender muito da chegada do progresso , mas todos , muito orgulhoso , antes mesmo da inauguração da estação já passava os trens , mas a
realização inaugural de verdade foi nesse dia,todos meus irmãos trabalhava na obra , trabalho árduo e grosseiro , mas não havia escolha , ou trabalhava na roça ou na
estrada , opção pela estrada ,era o dinheiro que rendia melhor , chova ou faça sol , o dinheiro estava na mão para atender nossas necessidades , nesse meio ano ,
enquanto durava a construção , havia festas quase todo dia para recepcionar os trabalhadores que vinham de longe contratados para o trabalho da estrada ,
todo aquele movimento nos deixava alegres e felizes , pois tudo era novo e surpreendente para nós , principalmente o trabalho oferecido , coisa rara na época ,
onde se tornava menos martírio pela a sobrevivência , até mesmos os “budegueiros” nos tinha mais atenção , pois sabiam que no dia marcado estava lá com o
dinheiro para liquidação da divida de mantimentos ,Deus sabe o que faz , pois naquele ano o inverno não estava muito favorável para nossa plantação ,
nem mesmo o rio Juré dava graça de sua água , no mês de dezembro nosso sol é clemente e ardido , nada me diz que seria um bom inverno , me fazia
lembrar até mesmo , a seca do ano de 1915 , essa foi terrível ,parecia que a terra esturricava , com a velocidade da ventania , havia queimadas e ligeiro se
tornava em incêndios, isso era a pior coisa que acontecia , não só destruía a caatinga que já não nos servia pra nada como acabava com os pequenos animais que
nos servia de alimentos no dia-a-dia , como nanbú,preá e outros.Se passaram 14 anos e no ano de 1943 o Sinimbu muda de nome passa a se chamar Amanaiara e
torna-se município de Santa Cruz ,hoje Reriutaba , foi realizado mais festas , mas essa festa já não fui , era preciso cuidar da filharada que eram muitos , e nesse ano
de 1968 , Eu e José completamos 50 anos de casados ,fazendo bodas de ouro , me sinto realizada , com a festa feito pelos meus filhos , casamos no ano de 1918 e
criamos todos nossos filhos com dignidade e não fizemos mais devido nossa posse , mas tenho o prazer de afagar meu neto , filho da Belinha , no alpendre de nossa
casa de frente ao nascente , com seus sonhos , criando figuras junto com as nuvens em movimento no céu e meio adormecido.

___Vovó , a senhora ouvi a ultima musica de Roberto Carlos? Será que as pilhas ainda agüenta? Pois escute, esse disco foi a filha do Sr: Julio Balacó que me emprestou ,
 mas temos que ter muito cuidado para não risca o disco alheio.

___Pois bote ai na radiola prá gente ouvir. E como é o nome dessa musica?

___”COM MUITO AMOR E CARINHO”

Eu vou fazer amor um ninho/com amor muito carinho/Pra você se abrigar/Eu vou lhe dar amor tão puro/Que maior amor eu juro/Você não vai encontrar...

Faça dos meus braços o seu ninho/Tenho amor muito carinho/E estou a lhe ofertar...

A musica nos contagiava por um tempo ,com a sesta do jantar de arroz avermelhado pelado no pilão, coalhada adoçada com rapadura rapada pelo meu avô , com pão de
 milho , carne de bode seca, os afagos e carinho de minha avó Maria das Neves Lopes , me deixava sonolento , enquanto aguardamos a hora de ir para a rede cheirosa ,
lavada nas lajes , com sabão caseiro , na certeza que amanhã será um novo dia e Deus acenderá as luzes para nossa nova alegria de viver.Que Deus os tenha ,
amor igual não vou encontrar mesmo , Salve o amor!!! Salve José Furtado de Melo!!! Salve Maria das Neves Lopes!!! Salve a Vitoria e Ponte do Peixe,
terra dos Calistas e Lopes , origem da minha avó.

Esse disco foi emprestado por uma das filhas do Sr: Julio Balacó , não lembro seu nome , mas tentarei localizar , ela é mais jovem que Magnólia e mais velha do que os
gêmeos (Remo e Rômulo ) , Marlene ? Shirley? Ou Lucia? Muito obrigado por ter proporcionado esse momento e desculpe por não lembrar seu nome.

 
Carlos Davi - Fortaleza
06/09/2010
Abdoral
  • Ah!!! Reriutaba esta muito mudada de tempos atrás , houve um desenvolvimento , a inicial pelas estradas , hoje em dois minutos você esta na Amanaiara ,
    em cinco minutos estamos na Varjota , em oito minutos estamos na Guaraciaba, lá não usamos mais jumentos nem tão pouco burros , hoje a coisa melhorou ,
    o sertanejo tange suas criações motorizado , o jornal nacional é assistido lá pelas bandas da Cabaceira como se estivesse em Fortaleza ou no
    Rio de Janeiro , todas as casas tem suas parabólicas , a imagem limpa , até melhor que na capital , mas o sertanejo permanecendo no antigo casebre ,
    com suas limitações no campo e na criações dos pequenos animais para a sobrevivência , como outrora , a diferença é a energia , que alegrar e brilhar,
    sendo a mais nobre das conquistas do sertanejo, fazendo uma bela cortina no espetáculo ilusório a base de mais promessas mirabolante dos políticos ,
    devemos aceitar que evoluímos , mas uma evolução coxo manco , onde ainda temos muito a fazer , com no sentido de lapidar nossos sertanejos para
    essa nova era de violência , nossas cidades do sertão cearense se transformou alvo de pessoas sem escrúpulo e de mal índoles , bandidos mesmo ,
    que tiram proveito da ingenuidade de nosso povo , da carência de segurança básica e com grande violência fazem o que querem dos municípios ,
    não faz muito tempo , uma equipe de gestores de Reriutaba veio até Fortaleza conversar com o secretario de segurança publico e foi feito esboço da
    carência de segurança em nosso município , mas nada foi feito no sentido de melhorias e amparo para tais fins , continua a revelia , a Deus dará ,
    a seca sempre atingiu os sertanejos , trazendo pobrezas e mazelas , mas com astucia e inteligência nossa gente sempre encontra uma saída de
    sobrevivência , mas com a violência urbana , o homem do campo fica vulnerável, fragilizado e perdido.No grande evento do ReriuFor me encontrei
    com diversos amigos(as) dos tempos áurea de nossa terra , inclusive Abdoral , amigo de longas data , conversamos bastante , relembramos
    nossa escola de alfabetização na rua da Tripa , nossa professora , dona Iquinha , enfim ficamos felizes por ter chegado até aqui com 55 anos ,
    filho de pessoa ilustre da Reriutaba, nunca saiu de nossa cidade , é reriutabense nato , o Paraíso como ele mesmo relatou , mas admite que
    há uma mudança radical das década de 60 e 70 para os dias atuais.

  • ___Gury , nossa Reriutaba , não é mais aquela de outrora , o problema que tu , “macho” , aparece por lá somente para passear nesses casos é
    maravilhoso , mas o cotidiano reriutabense esta cada vez mais violento.

  • ___Tudo bem , Abdoral , mas essa violência esta no mundo todo .

  • ___Certo , só que os ladrões de Reriutaba , são muito fuleragem , você acredita que nesses dias fui ao mercado compra meio quilo de fígado e lá
    vou eu alegre e satisfeito pra casa , com o fígado pendurado por uma palha de carnaúba, quando sou surpreendido por um cara de moto que tomou
    meu fígado e em seguida saiu voado , você acredita? Um absurdo Gury , fiquei com tanta raiva daquele filho de uma égua , graças a Deus ,
    eu não tinha um revolver , e não adianta reclamar pra ninguém , não há policiamento , não tem a quem pedir socorro , a poucos minutos ele esta em
     outra cidade devido a facilidade das estradas e o mais terrível almoçando o meu fígado.

  • ___Abdoral , essa violência urbana esta em todo lugar , não é pra existir , mas esta generalizado , as autoridades é que devia tomar providencia no
    sentido de combater esses crimes.

  • ___Concordo , mas aqui em Reriutaba a coisa é diferente , quando acontece essas coisas assim , você precisa ver como junta ” mundiça” e “mundiça” é
    coisa que procria rapidinho , no inicio tem dez , num piscar de olhos já tem cem , mas encontrei o culpado do assalto do meu fígado.

  • ___Achou o culpado , Abdoral? Quem?

  • ___Ora !!! O cabra que me vendeu , é claro , voltei ao mercado e fui logo esculachando , com meus argumentos , não deixei o marchante abrir a boca ,
    mesmo com toda exposição de suas ferramenta de trabalho , faca lambedeira e machado , que é um perigo , a raiva e a fome que me impulsionou
     para tal coragem.

  • ___Abdoral e qual foi seu argumento para culpa o marchante?

  • ___Gury , é claro que o marchante é o culpado , onde já se viu , compra carne ou fígado e você ter que levar pendurado numa palha de carnaúba?
    Isso é coisa dos antigos , no mundo atual não podemos expor a mercadoria comprada , é um perigo , temos que nos modernizar , afinal de conta
    Reriutaba é vista como cidade de gente fina , cidade de nobres , de pessoas ricas e abastardas .

  • ___ Abdoral nesse dia você devia ter almoçado com a família em restaurante?

  • ___Olha só como tu não conhece a Reriutaba de hoje , Macho!! Como diz o poeta , a única cidade do mundo que os restaurante são fechados
    para o almoço é Reriutaba.

  •  
    Dionísio - Acre
    19/08/2010
    Homenagem
    Hoje, vou me utilizar do site, para prestar uma homenagem simples porém verdadeira, de um reriutabense ilustre, mesmo que nunca tenha sido político, empresário ou pessoa
    da "sociedade" de Reriutaba. Más era um homem de fibra, trabalhador, genuinamente prestativo. Mecânico por excelência! "O Home" sabia tudo sebre bicho de roda, do velocípede a carreta. Para tirar alguém do prego, ficava o dia todo de plantâo, sentado à calçada do Posto de Gasolina do Toim Mororó ou na Peladeira de Arroz de Seu
    Adjemir Castro. De físico avantajado e força descomunal, para suspender um carro, não era preciso Macaco. Ele mesmo com seus ombros robustos, levantava o Loréu!
    Nasceu com uma anomalia nos pés e mãos. Tinha seis dedos em ambos os membros - a negrada o chamava de Pés -de- Prancha. De bom humor nunca se importava com
    o apelido. Seu forte era realmente a mecânica. Vivia o dia todo, sujo de graxa. Passava o tempo com as mãos cheias de estopa e ferramentas mecânicas. Era um "Socor
    rista" de veículos - um verdeiro Touring Club de Reriutaba! Lembro-me, quando cedo da manhã, eu passava para o velho RM, o pacato mecânico, já se encontrava Lá na caçalda do
    posto de gasolina, tirando seu Plantâo e oferecendo seus serviços mecânicos. Eu o comprimentava: Tudo bem "Seu Antoin Basil", como era chamado. Pois é pessoal, eu estou falando exatamente da figura excepcional que foi o Senhor Antonio Brasil, ele com a calma que lhe era peculiar, me respondia: Já vai pra "iscola" Sibito do Artur?
    Como eu pensava também em ser mecânico! Sair de Reriutaba, ainda adolescente, mesmo assim, ainda hoje a Figura Ìmpar do Seu Antonio Brasil, permanece
    viva em minha memória! Um abraço carinhoso aos seus familiares, que com certeza, continuam morando em Reriutaba!!!
     
    Carlos Davi - Fortaleza
    19/08/2010

    “É um privilegio ser reriutabense.”
    Trabalho que engrandece , trabalho necessário , trabalho sem fins de rentabilidade , de pessoas com sensatez e que tem Deus no coração , de um povo destemido
    que não foge a luta de praticar o bem ao próximo , mesmo com todos seus a fazeres na grande metrópole do Rio de Janeiro , encontra parte de seu tempo para ajudar
    e beneficiar nossos conterrâneo reriutabense , estou falando da iniciativa brilhante de nossos amigos em criar um associação de reriutabense na cidade do
    Rio de Janeiro , é com essa dignidade e com pessoas desse quilate que acredito num futuro melhor , para adejar novas idéias não é preciso ter cargos público e
    sim querer e fazer o diferencial ,a pureza e a harmonia com Deus aflora os corações de pessoas com bons intuitos , ter a bondade nos faz bem para a alma e
    nos purificamos pelo fato de ter sido útil , que aflora do nosso intimo compartilhando com nossos irmãos naquilo que podemos ajudar mediante nossas posses .
    Pessoas como Eudes , Francisco Ribeiro , Domingos Augusto e outros que façam parte da associação , são merecedores de nossas considerações ,
    apreço e respeito , muito me orgulho de ser conterrâneo , temos que ser justo com pessoas com esse talento e com essa iniciativa , nossa Reriutaba ,
    precisa de pessoas com essa bravura e despojado de idéias para um bem comum , e não temer de delegar projetos que venha a beneficiar a comunidade ,
    esse empenho solidifica e enaltece essas pessoas junto a nossa gente , trazendo uma melhor auto-estima e sentir que nem tudo esta perdido ,
    que nos resta ainda uma esperança para uma vida mais justa e digna. Nossa Reriutaba por questões , climática, políticas e outras ,
    expulsou famílias para todas as localidades do imenso Brasil ,a seca é inevitável , nosso sertanejo hoje lá lida melhor com esse flagelo , mas acredito que a
    maioria tem um amor grande por nossa terra , mesmo que não seja tão grande esse amor , mais tem boas lembranças , mesmo com seus escassos
    recursos , de agricultor de subsistência , mas ele enxerga suas belezas e muitos querem voltar.Com a criação dessa associação de moradores de Reriutaba na
    cidade do Rio de Janeiro , acredito que muito migrante de nossa terra sejam beneficiado com ajuda da mesma para que seja amenizado o sofrimento de muito,
    que simplesmente “arriba” sem estrutura , como foi o caso do Zacarias da Cabaceira,(Personagem do livro Crepúsculo Cabaceira) , na década de 70 , que
    ficou à deriva na rodoviária de São Paulo. Quero agradecer a essa equipe da associação e também ao site R.Com por todo esses trabalho social e de apoio
    ao povo reriutabense , eu estou a disposição de todos , acredite , como vocês , sonho com um mundo melhor , louvado seja os homens de boa vontade.

    Abraços a todos

    Carlos David Lopes Morais

     
    Dionísio
    09/08/2010
    O RERIUFOR III 2010
    RERIUFOR III eu estava lá! Pois é, leitores do reriutaba.com, este ano fiz um esforço e fui participar da Festa dos reriutabenses em Fortaleza. Foi uma verdadeira confraternização dos anos 70!!! Alguém mais jovem, poderia até imaginar: Ah! anos 70! e pensar, já sei que o evento só tinha velhos. Se enganaria redondamente. Muito pelo contrário, A turma dos anos 70, de Reriutaba nunca perdeu sua juventude e, pelo que eu ví, jamais perderá a índole de ser jovem. Todos continuam alegres, comunicativos - Vivos na excepção da palavra. Com todos esses anos, nunca pensei encontrar esta turma tão nova e tão divertida. O tempo envelheceu - a turma não!!! Estavam presentes os Ximenes: de Regina Célia e suas filhas, Silvana, Eliane e filha e Virgílio. De Maria Do Carmo, Antonio Auton, Clotildes, Dionisio, Jorge, Liliana e prole, Ana Silvia e muitos outros que no momento me foge da memória. A família Thaumaturgo: Oswaldinho, Galeno, Assis Junior, Joâo José ,Ricardo e seu ir
    mão mais novo que não lembro seu nome, Tereza Cristina , Cleide e Mercia. A família Rego: Jackson, Gilson, Valdenir e Bitonho. A família Pontes: Mozar, Fátima, Ribamar e Rêmulo, Antonio Luiz e Inauro. A família Paiva: Teté e filhos, Francisco Antonio, Benedito e muitos outros. A família Castro, representada por Alice, irmãs e primas. A família Morais também tinha seus representantes: Carlos David e filhos. Enfim, na festa estavam muitos outros filhos ilustre,que mesmo não sendo de famíla numerosa, sempre tiveram destaque e presença no Reriufor: Romildo Rocha, Macilon, Chico Pinto Theodoro e muitos outros que infelizmente não foram do meu tempo e por tanto não lembro seu nomes. Tive a oportunidade de conhecer também o Grande Eudes - coordenador do evento; Francisco Mauriene e sua esposa - reriutabense, residente no Rio de Janeiro, o Padre Emílio de quem o Clerton Furtado cobra muito e um conterrâneo da Cabaceira que mora em Pacajús e que no momento não lembro seu nome, inc
    lusive meu parente próximo. Tive a oportunidade de conhecer o cantor Edi de Castro o qual autografou uns de seus disco para mim. O grande ausente para mim, foi o Poeta Amadeu Lucinda e Zezinho de Caucaia com suas críticas ao Riacho das Flores. Enfim, o Reriufor III, é como diz Erasmo Carlos, uma verdadeira Festa de Arromba; dançamos e nos confraternizamos à vontade. Mesmo num pequeno espaço de tempo, em que foi realizado o Evento, o mesmo representou para nós reriutabenses presentes uma Eternidade prazerosa!!! Parabéns ao Oswaldinho, Mozar e Eudes patrocinadores/ realizadores do Reriufor III. - 2010.
     
    Dionísio
    13/07/2010
    Copa de 2014
    Termada a copa de 2010, na Àfrica do Sul, começa os preparativos para a Copa do Mundo em 2014, aqui no Brasil. Esperamos herdar o que aconteu de bom lá no continente africano. Primeiro a belaza dos Estádios - verdadeiros monumentos! Segundo, a cordialidade do povo anfitrião. E por último, o bom futebol apresentado pela Selação da Espanha - a grande campeã do mundo 2010! No Brasil, pelo andar da carruagem, e do meu ponto de vista, o quadro nosológico é preocupante: O Estado de São Paulo, o maior do País, ainda é incógnita, para sediar um dos grupos de seleções. Os demais Estádios, além de arcáicos, não se vê compromisso dos governates para deixá-los com estruturas adequadas a altura de verdadeiros templos de futebol, com aquitetura moderna e que expresse algo que represente o seu Estado. Por exemplo, No Ceará o Castelão deveria ser reformado com uma arquitetura que esboçasse uma figura geométrica de Jangada, símbolo maior do Estado. E não essa bomba que está na marquete, pindato de cores fora de prazo de validade. A contagem regressiva já começou. Onde anda o saneamento básico; o controle da violência; a infraestrutura de transporte aéreo; terrestre/interestadual e urbano; a repressão às drogas e roubos. Enfim, como está, o que o Brasil tem a oferecer aos participantes e ao torcedor? Como o brasileiro é versátil, esperamos que todos esses problemas, que são crônicos, sejam resolvidos em toque de mágica, porque o tempo corre. Com inerência ao futebol - a coisa ainda é mais preocupante. Os jogadores obrigatoriamente, serão os Exportados ou deremos prioridade a Prata de Casa? Na ótica do torcedor, o Treinador será tratado como Burro ou Quadrado? A versatilidade dos Gerentes Políticos e dos Organizadores da Copa eu não conheço, porém a Criatividade do Torcedor brasileiro, sou profundo conhecedor - mesmo porque também sou tocedor! Já tem "Nego" cadeira cativa de arquibancada, com o instrumento de som que será usado no jogo. Em vez de Vuvuzela, as tradicionais mãos à boca, acoplada ao nariz, gritando as tradicionais palavras/refrões dos estádios brasileiros: Fila-da-puta! Ladrão! Corno! dirigidas ao árbitro. Burro! Jumento! Baitola! dirigidas ao Técnico e Perna-de-Pau! Comprado e Bicha, quando dirigidas aos Jogadores. Posso garantir que o Barulho nas arquibancadas vai ter a mesma intensidade das vuvuzela africanas. Quanto ao nome da Bola, já tem muito nego se manifestando. Muitas pitacas já rolam por aí, com relação ao apelido da Redonda: No Rio de Janeiro - há uma corrente que quer batizar a Jobulana africana com o nome de A Violenta, em segundo plano; A bala perdida. Na Amazônia, o torcedor que vê-la com o nome de Carapanã. No Nordeste, muitos tercem para que a Redonda receba o nome de Estiagem, em segudo plano; A Jegue! No Sudeste, como a CBF, está colocando no gelo - o nome da Bola deve ser a Friagem. O mineiro diz égua - UAI!!! No Sul, o Gaúcho quer batizar a Jobulana de Rabichola ou até mesmo" Bicharada"!!! Como estamos em ano de eleição, entra na briga o torcedor/eleitor. Muitos querem ver a Jobulana como "Serrote", outros como "Rosquete" e uma minoria desejam que a Esfera receba o nome de "Marinete". Os Polícos como sempre, também querem seu espaço neste jogo... Desculpe, nesta copa. Principalmente os "Fichas Sujas" que fazem questão a Jobulana seja registarda como "A CORRUPTA" segundo "eles" é o nome que dá transparência para a Copa 2014. Esperamos que nessa Copa, não teremos manchetes tais como: Craque é preso com vários CRAK's no calção; Arrastão atrasa partida no Maracanã. Bala perdida atinge Àbrito; Tumulto na frente do Estádio, deixa vários feridos; Autoridades são presas falcificando Ingresso; Turista é assaltdo; Após apagão, partida será reiniciada. Bandeirinha recebe garrafada na cabeça; Torcida invade Estádio. Como brasileiro e torcedor doente, se Deus quiser iremos mostrar ao mundo, toda nossa criatividade gerencial/futebolistica, quebrar oTabu de 1950,e mostrarmos para todo o universo, que somos uma Nação competente e gritarmos junto com o Galvão, em só voz: Brasil, Brasil, Brasil - Campeão de 2014!!!!
     
    Dionísio
    09/07/2010
    Violência urbana
    A violência urbana vem grassando de forma linear às cidades do interior deste país, tendo como causas principais: A falta de uma política educacional voltada para a harmonia familiar; inexistência de um programa de incentivo a geração de emprego com cidadânia a incompetência do Governo Federal e Estaduais na implantação
    de uma política de coletividade no combate ao narcotráfigo,.Todos esses fatores, aliados a um Poder Judiciário moroso e capenga, não só do ponto de vista estrutural, como doutrinário. Em consequência de todo esse processo Teratológico, no qual o constitucional é vencido pelo inconstitucional; o lícito perde para o ilícito. Assim o cidadão brasileiro no seu dia-a- dia de labuta é vencido pelo oportunismo do bandido, restando, para nós brasileiro, a "Constitucionalidade da Impunidade." Todos os dias morrem pessoas humildes, fruto de assaltos á mão armada; inocentes morrem de balas perdidas. Outros são estuprados e mortos. Assaltos de bancos virou rotina, más não esqueçamos que todos os dias somos roubados também, pelos próprios Bancos, com suas Taxas cobradas de maneira arbitrária, regidas por um Sistema Bancário e, impostas pelos próprios interesses do Sistema Financeiro Brasileiro. O Brasil conta com uma Rede de Presídios de Segurança Máxima. Máxima? Máxima para os bandidos, que lá de dentro, operam livremente, como se fossem seus Escritórios, projetos de distribuição de drogas e execuções de matanças humanas.
    Todo isso ocorre nas barbas dos poderes Executivo, Judiciário e Legislativo! Também não vamos colocar a culpa somente nos Poderes Constitucionais de nosso
    País. O Brasil é uma Republica democrática e todos os poderes emana do Povo, porque não coloquemos também, parcela de responsabilidade de culpa em
    nós POVO. Brasileiros de todos os Estados Federados e Reriutabense em especial, só o Sufrágio nas Urnas, podemos iniciar novos tempos e formas novas de se caminha! Estamos num ano de eleição. Com o nosso Voto nas Urnas, é sem dúvida a Ferramenta mais adequada, que dispomos, se USADA ADEQUADAMENTE,
    para dizimar este Processo Patológico que se prolifera a Sociedade Brasíleira.
    Em três de Outubro, empunhemos nossas armas e vamos limpar esse câncer que corrói o Brasil. Só com a dignidade do voto se pode cobrar transparência e competência dos poderes constitucionais no Brasil. Por tanto brasileiros: MÃOS às URNAS!!!!
     
    Dionísio
    30/06/2010
    Festas Juninas e Copa do Mundo...
    Festas Juninas, Mês de Copa do Mundo, e daqui do Acre volto ao tempo e a Terrimha, para relembrar esse mesmo momento de agora aos momentos inesquecíveis do mês de Junho de 1970. A exatamente quarenta anos, em Reriutaba, também vivíamos este momento festivo de Festa de São João e Copa do Mundo. Naquela época os jogos eram transmitidos numa telavisão pública instalada pela na Praça Cel. Raimundo Rodrigues. Não se era a única telivisão da cidade, só sei que todo mundo se reunia lá para assitir
    os jogos do Brasil. Era grande o aglomerado de torcedores - uma verdadeira torcida oraganizada. Todos ficavam de olhares vidrados na Televisão, afinal de conta o Brasil
    tinha Pelé, Jairzinho e Tostão, considerados as feras da Copa. Não podemos esquecer que naqule ano, apesar da Copa e Festas Juninas, o Ceará sofria uma das maiores
    secas de sua história. E é por causas destes fatores que nascem o Pitorêsco na transmissão dos jogos do Brasil naquela Copa: Brasil e Uruguai, aPraça estava lotada, já era tardinha quando começa o jogo. Muita gente ansiosa, os mais velhos relembravam 1950, os mais novos sabiam que o Uruguai era uma Seleção muito forte. Começa o jogo, ainda hoje lembro-me da voz de Valdir Amaral, na transmissão radiofônica. È radiiofônica mesmo! Víamos a partida pela telavisão e ouvíamos as jogadas pelo rádio. Voltemos
    ao jogo Brasil x Uruguai. Era uma partida emocionante, o jogo era pau-a-pau como diz o matuto. De repente num lance infeliz, Clodoaldo - o líbero do Brasil, tenta fazer uma jogada bonita, dando de "charles" na bola, um uruguaio se aproveita da falha e faz o gol - Uruguai 1 a 0. Nisso um torcedor grita: Tem jeito não "vamo" ter que se contentar com esse veraozão! Outro tocerdor já mais melado que espinhaço de pão doce, joga uma garrafa de cachaça na televisão, só não quebrou o vidro do velho aperelho porque
    o Brito tiroude cabeça!!! Mais o jogo continuava e o próprio Clodoaldo, numa jogada de mestre empatou a partida. Daí por diante, foi só festa, o Brasil virou o placar e Pelé
    ainda fez aquela jogada de mestre em cima do Mazurqueveis - goleiro uruguaio! Vieram os outros jogos e o Brasil sagrou-se campeão do Mundo, ou melhor, tricampeão do Mundo!!! Todos se voltam para as festas juninas, esqueceram da seca, dos problemas... enfim, tudo era alegria. As garotas vestiram suas "Mini- saias" e saíram ás ruas se requebrando e gritando: Brasil, brasil, brasil... E a Negrada atráz gritava: Mexicu , mexicu, mexicu.... Reriutaba sempre foi assim, alegre e divertida. Espero que nesta Copa possamos gritar novamente Brasil! Brasil! Brasil!!! e viva a Africa do Sul!!!
     
    Dionísio
    08/05/2010
    J.K o Araras e o DNOCS:
    Foi alí no antigo Araras, até então Distrito de Reriutaba, hoje a Cidade de Varjota que Juscelino Kubitschek, nos meados de 1958, construi e inaugurou o Açude Araras, uma das maiores represas d'água do Nordeste. Com capacidade para armazenar quese três milhões de metros cúbicos de água, A Barragem do Araras compostas por argila e piçarra, é uma das mais longas, se não a mais longa do Ceará. Formada por duas paredes, uma principal e outra auxiliar; dividida por um serrote que deu orígem ao nome da barragem, Açude Araras. Ah! Me desculpem, eu não quero falar do Açude, na verdade quero relembrar da sua inauguração. Antes, porém temos que saber que naquela obra, trabalhou muita gente! Engenheiros, Feitores e Operários, estes últimos chamados carinhosamente de Caçacos. E é um desses Caçacos que eu quero dá ênfase a Estória. Com Açude pronto, foi preparado o palco para a inauguração. Montaram uma grande tenda, não só para o discurso do Presidente, como também para agregar o pessoal do "comes e bebes." A festa era regada a pão-de-ló, aluar de tamarindo, brôa, maria maluca e muita tapioca. Muita pinga além dos famosos refrigerantes: Grapette e Crusche. Os Caçacos - citados no início, todos com seus truk's, todos querendo aparecer para o Presidente J.K. Dado início à festança, começam os discursos. Primeiro o Prefeito, seguido do Governador, logo depois Juscelino Kubitschek começa a sua oratória. Os Caçacos já com o bucho cheio do mé, começam a fazer prezepadas. Juscelino continua a discursar, enfatizando o seu Governo, a Obra do açude e principalmente o DONOCS. Um dos Caçacos revoltado, talvez de esquerda, do contra?  Com as maos calejadas de tanto  trabalhar arrastando carrinho-de -mão, houvia atentamente o palavriado do Presidente. Para encerrar seu discurso, Kubitschek pediu uma salva de palmas dando ênfase ao Departamento Nacional de Obras Contra as Secas - DNOCS!  Um Feitor (apontador) puxa-saco, pediu a palavra e começou seu arrozoado: Presidente, DNOCS não significa só Departamento Nacional de Obras Contra as Secas. Sua sigla quer dizer também: Deus Não Ordena Caçaco Sofrer. Nisso o Caçaco de mãos calejadas grita: Seu Juscelino, este Feitor é muito é Corta-Jaca, DNOCS, nem é o que o senhor falou e muito menos o que disse esse Feitor Babão. Juscelino então pergunta, para você o que significa DNOCS? Não é Deus Ordena Caçaco Sofrer, é porque o Senhor só lê de frente pra traz. Eu só leio de traz pra frente. DNOCS, pra mim significa: Sofre Caçaco Ordinário Neste Departamento. Juscelino democrático que era, abriu aquele sorriso, deu uma tremenda gargalhada, abraçou o Caçaco e voou para os Ceus de Brasília. Ah, desculpem voou para o Céu!!!!
     
    Amadeu Lucinda-Rio
    07/05/2010
    O  MIGRANTE:
    A terra que nos viu nascer, o nosso berço natal exerce um grande poder sobre nós. O lugar onde nascemos é como a nossa própria mãe. Corta-se o cordão umbilical, mas continuamos ligados a ela por toda nossa vida. Quando nos ausentamos de nossa mãe levamos conosco o cheiro de seu suor que é o maior perfume que o nosso olfato já conseguiu sentir.  Quando deixamos a terra em que nascemos levamos também conosco o cheiro das primeiras chuvas e que ela emana, o cantar de seus pássaros e todas as lembranças de coisas que permearam nossa infância. Ninguém deixa o calo de sua mãe por prazer, deixamos por que somos expulsos pelos acontecimentos da vida. Não deixamos a terra mater por prazer, são as imposições da vida que nos obriga a deixá-la. E, aí migramos. Assim como aquele colo materno nos deu segurança nos primeiros meses de nossa vida, a terra que nos viu nascer, seu costume, sua sociedade, nossa família formou nosso caráter. Aqueles migrantes que hoje longe
     de nossa Reriutaba ou de minha Guaraciaba do Norte, enriquecem esse site com seus devaneios, tiveram todos eles uma coisa comum: sofreram ao deixar seu torrão natal e com ele muitos de seus amores; desde o pião que deixou o Riacho das Flores, o Oitizeiro ou os Morrinhos Novos, assim como o Dionísio que embora com curso superior deixou sua  sua Reriutaba.  Eudes, Chagas, Amadeu, Márcia, Mauriene, David, João, José, Maria ou Raimunda. Todos teriam ficado lá se houvesse uma maneira de lá viver com o mínimo de dignidade. Acontece uma coisa inexplicável: eu moro no Rio de Janeiro há cinqüenta anos, todas as vezes que visito minha terra, eu não me lembro que um dia saiu de lá, quando alguém pergunta onde moro eu digo de forma até inconsciente: eu moro nos Morrinhos. Isso com toda consciência não me lembro que um dia saiu de lá. Conversando certa vez com a Márcia Mendes – minha amiga - que visitara sua terra depois de vinte e três anos ela me disse que com ela acontecera a mesma c
     oisa. A maioria desses migrantes vence na vida; não sem antes passarem por grandes sofrimentos; alguns deles não; enveredam pelo caminho do mal, o mundo do crime. Há alguns anos tivemos aqui no Rio um bandido que deu muito trabalho pra polícia carioca, quando o mataram, soube que o mesmo havia nascido no Ipú e se criado na Varjota. Uma vez eu saia de uma aula na UERJ e ia almoçar, em frente ao Maracanã, ia atravessar a rua quando fui abordado por um sujeito que me pediu ajuda dizendo que estava com muita fome; a palavra fome me  comoveu, pois já senti na pele, estava disposto ajudá-lo quando ele falou que: no Ceará tinha casa e comida e que aqui dormia em marquise e passava fome, quando falou Ceará aquilo me tocou mais forte. - Você é do Ceará? Perguntei-lhe. Sim, respondeu-me. - De que lugar? De Guaraciaba do Norte me respondeu. - De que lugar? Quem são seus pais?  Quando ele me respondeu, desse-lhe que conhecia tudo porque também era de lá. Aí a coisa mudou! Disse-me ele,
     não estou com fome e nem preciso de sua esmola. - Sou assaltante, já matei no Ceará, já matei aqui e tenho mais dinheiro que você, e metendo a mão no bolso tirou um maço de dinheiros e acrescentou: não vou lhe matar por que você é do bem. - Eu sou do bem, e você é um otário, me diz que é bandido sem nem saber quem eu sou apenas porque lhe disse que também sou do Ceará? Posso te dá um cangapé aqui agora te jogar dentro desse Rio Maracanã que vai dar trabalho para os bombeiros o encontrar, ele era um sujeito pequeno e estava bêbado ou drogado. Ele foi embora sem me molestar, porém aquele episódio me deixou muito triste, pensei em seus pais, em sua família, em fim é a vida.                                                                                                        Amadeu Lucinda
     
     
    Dionísio
    07/05/2010
    Humor:
    Recentimente, a Rede Globo de Televisão, apresentou um programa no qual os cantores sertanejos fizeream uma grande homenagem ao Rei Roberto Carlos! O que mais me deixou feliz vou ouvir do próprio Roberto Carlos uma música que ele compôs para homenagiar um lugarejo bem " pequenenino" do interior de Reriutaba, más que sempre foi muito atraente pelos reriutabenses, chamado Quandú. Pois é, Roberto tem uma música que homenageia o nosso Distrito. Sua letra é mais ou menos assim: QUANDÚ, você se separou de mim, quase
     
    Dionísio
    26/04/2010
    Os Ciganos em Reriutaba
    Os Ciganos! Normalmente nos meses de setembro e outubro, chegavam em Reriutaba, mais precisamente alí nas mediações da vázea do velho riacho São José, entre a ponte e o Carão, um Povo meio estranho, de comportamento irreverente, hábitos atípicos aos do nosso! Um povo genuinamente nômades. Errantes por natureza! Fincavam os pés entre os carnaubais. Alí montavam seus acampamentos, normalmente feitos com empanada (panos velhos), permaneciam semanas e até meses, dependendo do volume de negócios que eles tentavam realizar. Os Ciganos viviam de "Rolo" eram trambiqueiros mesmo! Faziam todo tipo de troca. trocavam jerico por jegues. Latas velhas por latas amassadas, o importante era fazer rolo. Enquanto os homens saiam para negociar, as mulheres e filhas ficavam nos alojamentos, fazendo comida e catando piolho uma nas outras. Como todo povo errante, nunca davam importancia ás condições de higiene, nem corporal e nem ambiental. Em vez de luxo seus acampamentos eram verdadeiros lixo. Falavam um sotaque cantado, puxado... dando-lhes, a aparência de um povo realmente sofrido. O que mais chamava a atenção era seu dialeto, em seu linguajá, os Ciganos pronuncivam várias palavras estranhas á nossa lingua. lembro-me de alguma frases pronunciadas por eles: Ganjão vamos trocar este jiriquinho por uma medida de farinaaaa... O vendedor, respondia - dou um litro. O cigano falava pacientimente: Não Giron... trocou por uma "Medida" se Ganjão,,, aceitar, tá feito o negócio. Porém, uma das coisas que mais chamava a ateção da molecada, eram as moças ciganas - As ganjazinhas e Gironzinhas, mesmo apresentando aspecto maltrapilho, em função das condições de vida em que levavam, eram de uma beleza Ímpar! Passávamos o tempo todo "Brechando", elas - as ciganas, quando iam tomar banho nas cacimbas que os próprios ciganos contruíam dentro da solta. Os ciganos eram um povo muito simples, más que viviam em sociedade altamente organidas. Errantes como Avoante! Infelizmente não conheço nenhum estudo antropológico sobre a etinia desse povo que marcou minha infância para sempre!!!
    Dionísio
    26/04/2010
    A visita de Ciro Gomes e o governador Cid Gomes em Reriutaba
    Humor: Recentimente, o governador do Ceará, Cid Gomes, foi ao Distrito de Amanaiaras inaugurar uma rodovia. Na sua chegada foi aquela festa! Amanaiara ficou cheia de gente entupida. O calor insuportável, o governador com aquela estampa de Galã, suava mais do que tampa de chaleira! Corta-jaca para todos os lados, cada vez mais impedindo e dificultando o "Home" a pegar vento. Foi um verdadeiro corre-corre, realmente uma festa de Gala. Cid já quase não suportando o calor se dirigiu-se a um Quiosque, próximo ao palanque e pediu para a senhora dona da bodega, dois Ovos passados. Dona Maria, dona do estabelecimento, toda gabola, por está frente ao um Governador, rapidamente começou a fritar os Ovos. Neste ínterin, dois meninos que se encontravam dentro da bodega, um com fundo da calça rasgado e testiculos de fora. O outro menino vendo aquela situação grita: "Te ajeita que teus testículos tão de fora"! O governador ouvindo o garoto falar testículo, se virou para Dona Maria e invocou: Dona Maria nossas Escolas aqui estão ensinando muito bem! Porque o Senhor diz isso? Perguntou dona Maria. E ouvi o garoto falar testículo - isto é saber. Dona Maria abre o verbo... é nada seu Cid, é fome mesmo, se disser que é "OVO" eles vão e come! O governador acaba de comer os ovos e pergunta: Quanto custa os dois Ovos passados dona Maria? Ela de pronto responde: Cem Reais seu Governador. Cid se supreende com o preço dos ovos e exclama, Ovos aqui é tão difícil assim? Dona Maria sem perder a parada exclama: Não seu Cid, difícil aqui é Governador, que só vem de quatro em quatro anos!!! Cid calado... e supreso com a crítica da Mulher, voltou para o palanque e foi encerrar a Festa em Reriutaba. Parabéns Amanaiara pelo novo acesso pavimentado.
     
    Carlos David - Fortaleza
    18
    /04/2010

    "Socorrinha Martins - Colégio RM em Reriutaba"

    Nos anos de 1968 à 1972 eu estudei no Colégio Raimundo Mesquita, instituição esta ,
    jamais esquecida , não só por mim , como todos que ali estudaram , aproveitando  o ensejo ,
    de uma pessoa mencionar seu nome aqui no site , gostaria de homenagear e falar de seu
    grande valor , a pessoa impar de SOCORRINHA MARTINS, sem duvida foi um privilegio
    ter estudado com ela ,nada , mais nada nesse mundo pagará seus ensinamentos ,
    sua coragem , sua alegria , seu entusiasmo e o prazer de se dá a todos sem grande retorno ,

    na correta acepção da palavra , tenho consciência que é muito pouco o que falo pelo seu
    valor profissional  e humanitário , acredito que ela deve ter ensinado de quatro a cinco gerações.
    Através de seus ensinamentos iniciei meus horizontes pela a vida , na formação de meu caráter , integridade ,
    moral e respeito aos meus semelhantes conduzindo comigo no dia a dia um pouco de vós , e me orgulhando
    de  sua lapidação com a minha pessoa no contexto cultural  e pessoal ,   “aqueles que passaram por teus
    ensinamentos  , não irão sós , estarão sempre com vós , deixando um pouco de si e levando muito de ti “ ,  
    sinceramente eu fico emocionado em falar de uma pessoa como Socorrinha Martins ,  minha gratidão , por transmitir
    sua sabedoria , seus gestos e atitudes me falando o obvio , onde muitas vezes não a compreendia , mas hoje
    tenho convicção de seu propósito , e  a senhora fez germinar e contribuir indiretamente também pela formação de
    meus filhos , enriquecendo  e revigorando os valores complementares da vida , como para compreender
    teus ensinamentos foi preciso ser pai.Essas palavras são de agradecimentos pela a sua competência e dedicação
    com todos nós , milhares de alunos por todo esse Brasil , estão endossando essas palavras de enaltecer que se  
    faz jus e necessária , sua trajetória foi marcante pela sua dedicação e contribui ativamente  com todos que
    passaram pelo Colégio Raimundo Mesquita , Ah! Dona Socorrinha quanta saudade  , se Deus concedesse
    voltar sem duvida faria tudo diferente , não lhe dava tanto trabalho , nem seria tão teimoso e teus ensinamentos
    seria mais acolhidos, minha atenção seria mais precisa , mas a vida tem dessas coisas , quem não aprende com
    amor , acaba aprendendo pela a dor.
    Ensinar é um dom da vida , destinado a poucos , antes de transmitir o conteúdo temos que saber lidar com o ser
    humano , todos com suas particularidades , seus ímpeto e pensar diferenciado, por essas e outras rações
    nossa Socorrinha Martins foi e será sempre uma heroína e faz parte da historia cultural de nosso município.
    ___Cardavid , o que você faz nos corredores? Espere o professor dentro da classe.
    ___Dona Socorrinha , estou indo ao banheiro.
    Na verdade não havia essa necessidade e seu olhar lia nos meus  ,a grande farsa ,mas sua inteligência concedia
    a imprudência ,  mesmo captando a real situação , a malandragem de minha parte , hoje abordando essa
    grande professora , a sua importância e  a sua grande contribuição estendida a toda sociedade reriutabense ,
    para que esses  atuais jovens , saiba a importância e o valor de uma grande mestra, com suas habilidades 
    e personalidade forte , hoje com seus lindos cabelos brancos tingidos por milhares de alunos  pela dedicação de
    seu oficio.A senhora será eterna no meu coração , a forma de lhe agradecer é falando que :Eu te amo demais

    Abraços

    Carlos David Lopes Morais. 

     
    Dionisio
    16/04/2010
    As Quermeces e seus Ambulântes! Reriutaba,
    Como as demais cidades cearenses, tem aquela cultura de realizar festas alusivas a sua Santa Padroeira. Nesse período há uma grande movimentação de pessoas e fiéis. Empresários montam todo o tipo de aparato para ofercer diversão á população. Até a década de 1970, no decorrer desse evento religioso, apareciam os famosos "Parques" que se instalavam por tráz da Igreja Matriz. Alí naquele espaço, era montada toda uma estrutura de Quermece. Tinha de tudo: Rodas Gigantes, Tiro ao Alvo, as velhas Ondas - lembram das ondas? Sistema de som, com as famosas Amplificadoras, que prestava serviço de comunicação, principalmente levando os "Recadinhos Amorosos" dos eternos namorado ocultos - a maioria pedia para não ser identificado! A diversão que mais chamava a atenção eram as Canoinhas, armadas interpostas umas ás outras. Sempre acupadas por duas pessoas, sentadas poupa -a poupa. O balanço da canoa dependia da força dos canoeiros.
    Lembro-me de uma vez, em que dois Marmajos, um lúcido e outro mais melado do que espinhaço de pão doce - totalmente bêbado, lá das bandas do Riacho dos Porcos, entraram numa dessas canoas e começaram a se balançar. A turma vendo que eles estavam soltando a franga, começou a dá mais Corda gritando: Virem a canoa!!! Os dois matutos, cada vez mais soltavam a franga, davam tude si. A velha canoa quase chegava a virá o Pau de sustentação. De repente a danada se desprendeu e foi ao barro. Com o impulso, os dois caíram estatalados no chão, alí bem próximo a velha bomba de gasolina do Posto do seu Toinho Mororó. A turma do "acode - acode" correu para prestar socorro aos dois marmajos, ao se aproximarem, encontraram o Matuto que estava Bom, com duas costelas quebradas e mais a frente o Bêbado em posição de quatro pé, fazendo movimentos giratórios que nem jumento com pulga na orelha, resmungando palavrões. A negrada vendo a situação do matuto, pensando que ele estava também quebrado, grita: acudam o cara! Nisso ele se levanta e fala: Acudam o cara que nada seus porras! eu quero é meu espelho que eu comprei agora alí na banca do Autenor!!! Aliás, nas Quemerces o que não faltava era Ambulantes. Pensem numa categoria de vendedores diversificados. vendiam do espelho a brilhantina. Por falar em brilhantina, sem dúvia era o produto mais vendido nas quemerces. Havia umas que eram verdadeiros sebos. A negrada enchia o cabelo desses produtos, que com o calor escorria pelo lombo ía até a regada da ultima parte do corpo? Só sei que a mais usada, era uma tal de TIM. Dentre os Ambulantes, o maior número era "Ouríve" só vendiam missangra, relógios e jóias fabricados em Juazeiro do Norte. Ficavam em pontos estratégicos, sempre de acesso fácil ao público. Chegavam sedo ao local, abriam seus tabuleiros ( sempre de cor vermelha ), para impressionar os clientes. Os anéis eram as jóias mais preciosas, suas pedras eram furta-cor - lindas, lindas!!! Os Ouríves usavam a
    té Dedal, equipamento que media a grossura dos dedos. Os "Transcilim", eram os que chamavam mais atenção em volume e espessura - tinha cordão -de-ouro para todos os gostos! Saudosista que sou, ainda lembro-me de muitos desses Ouríves: Seu Didi de Paiva, Antonio Milton Paiva, Otávio Mororó, Josísas Linhares, Juvenal e muitos outros. Outra categoria de âmbulantes muito comum nas festas, eram os vendedores de Bugingangas, na área de alimentos: Sopas e bolos, tinha dona Geralda do Chico Roseno, com sua mão-de-vaca e Dona Maria Benvindo, com seu bolos "Wisfilipe" pensem em comidas gostosas! Outra turma de Ambulantes que marcava presença, era os Vendedores de Pirulitos - os verdaeiros meninos-ganha- pão, passavam tarde/noite com suas Tabas às costas cheias de pirulitos gritando em forma de rima: Olha o pirulito, olha o pirulito... enrolado no papel e enfiado no Palito! Outro âmbulante famoso era o vendedor de Picolé, não lembro seu nome. Era um negro forte e alto. Se não me enga
    no, seu apelido era Negro Asfalto, além de vendedor era humorista. Empurrando seu carrinho de picolé, mesmo sem ter um cliente por perto, ele passava o tempo gritando: Por favor, façam fila, mim ajude... façam fila, mim ajudem, façam fila! E continuava gritando: Olha o Picolé... é só cinquenta, mais também só é água! Continuava com suas expressões humorísticas: Pica - pica picolé! quantas picas você quer? Quando passava algum garoto por perto, ele falava: Garoto, vai lá em casa, pede a mulher pra matar uma galinha e diz que mais tarde eu vou comer Ela!!! Enfim as Quermeces e os Ambulantes, formavam o maior espetáculo na Festa da Padroeira de Reriutaba. A noite, normalmente era encerrada, com a presença do Padre José Ataíde de Vasconcelos, que descia da casa Paroquial e vinha apertar aos mãos da turma presente. A Amplificadora era desligada ao som de uma música romantica (brega), que ainda hoje lembro-me de alguns trechos, que é mais ou menos assim: Quem será, quem será...
    o amor que imagina eu. Quem será, quem será o amor para ser só meu. Eu só quero você, se você, mim quizer também, coração que eu ganhar... eu não vou dividir com ninguém!!! Leiam, lembrem e complementem!
     
    MARTA TELLES - RIO
    11
    /04/2010
    Nos anos de 70 77 foram meus melhores anos da minha vida eu e minha turma do correio a gente era tão malucas que iamos para cabaceira panhar manga. como era maluco aqueles tempos. a gente só ia pra fazer farra mesmo. eu ia em cima de um jumento e as meninas faziam uma festa jogavam pedra no jumento só pra verem eu cair rsrsrs. ñ valian nada que tempo inesquecivel e ainda por cima a inda tinha um senhor doido q. corria atrás da gente era o mudinho da rua são josé quem ñ lembra dele. tinha a Luzineide do seu sêbo q. matava a gente de rir..e um parque que ficava perto da caixa dá gua como a gente se divertiamos eu e minha turma e um joguinho de futebol q. a gente tinha formado´só de garotas . e o seu chico rodrigues pai da Tãnia da d. chaga lira. ele falava sempre me dá um dinheiro a ir só pra ver a gente rindo . agente aprontava muito q. saudades a gente fazia pecinha de tiatro com a chica dos óvos q. trabalhava na dó pinto eo toinho da rita do dó como lembro dele matava a gente de rir. a dorava vestir as roupas da mãe dele.
    tinha uma vontade de ser mulher. ele era muito maluco. más um dia eu volto lá vou lembrar aqueles tempos e o padre a taides como era a mado por todas nós eu amava ele. como sinto saudades dele me lembro cada palavra dele no sermão da missa para os jovens. adorava a pertae a mão da gente só soltava quando a gente pedia a benção a ele tinha um menino muito lindo q. se sentia muito. q. eu adorava dei meu primeiro beijo. e demorei muito a esquecer. que era o Francisco ribeiro da vila nova. era uma loucura só. como posso esquecer. se eu pudesse voltar no tempo voltava tudo outra vez. tem coiza na nossas vidas q. dá para escrever um livro.
     
    João Rodrigues - Rio
    10
    /04/2010
    Reminiscências
    O ano era mil novecentos e oitenta e três. Recordo-me muito bem porque foi um ano meio difícil no Ceará. O inverno não foi bom. E com pouca chuva o sertão fica feio e o povo, triste. Mas mesmo com todas as adversidades o cearense não desanima; e o reriutabense é igual ao mufumbo, enverga, mas não quebra.

    Antes de nascer o sol eu saltava da rede, me arrumava como podia, tomava um café que minha mãe deixava esquentando na caçarola na beira do fogão a lenha, engolia um pedaço de tapioca, às vezes nem isso, e partia com destino ao Colégio Raimundo Mesquita, mais conhecido na época como RM.

    Eu sempre saia às pressas, pois de Riacho das Flores, sítio onde eu morava, para Reriutaba era mais ou menos uma légua. E eu ia a pé. E voltava. Muitas vezes pegava uma carona com um amigo ou outro, de bicicleta, na garupa de um jumento, num carro de boi... tudo era festa. Às vezes nem tanto. Mas a vontade de estudar, e de vencer, era mais forte que o sol quente do meio-dia, que as areias do rio São José ou o lamaçal do Belchior.

    E pelas estradas afora, muitas vezes solitário, ia eu, com meus cadernos debaixo do braço pensando coisas que pensa um menino de onze anos. Para ser sincero já nem lembro muito o que eu pensava. Ia distraído, muitas vezes, ouvindo o canto dos passarinhos, matando uma mutuca aqui e ali – às vezes tinha a impressão de que ouvia o assobio do caipora, o que me fazia apertar o passo – tentando memorizar alguma questão de prova, ou pensando na menininha que sentava ao meu lado.

    Com os kichutes já brancos de poeira, eu chegava no alto perto da Copita e via Reriutaba me estendendo os braços, humilde e pequena, mas era minha. E mesmo em sua pequenez eu era engolido por ela, eu, apenas um menino de interior, me sentia como se estivesse em uma metrópole; atravessava a Vila Nova, passava em frente ao João Cebola, passava atrás do Oficial, pela pontezinha perto da antiga casa da Marlene cabeleireira, pela Barbearia do Joãozinho e me dava de cara com a Igreja matriz. A velha igreja na qual, anos após me crismei e que, em tempos de festas, costumava dar voltas e mais voltas ao seu redor, como fazia todos os garotos e garotas do interior.

    Naquela hora da manhã o pastel do Tito já exalava seu cheiro gostoso e me enchia de vontade de comer unzinho, pelo menos um. O relógio da igreja soava sete horas e eu saia correndo. Não queria chegar atrasado e ter que agüentar os carões da Dona Socorrinha, diretora do colégio. Muitas vezes, vadiando pelos corredores em hora de aula, avistava Dona Socorrinha vindo no mesmo corredor que eu, em minha direção; minha única solução era escapar no banheiro masculino, pois sabia que ali ela não entraria. Aprendi isso com os garotos mais velhos do que eu: Zé Macedo, Jorge Cascão, Fernandinho, entre outros.

    A hora do recreio era a mais gostosa. Contava as horas pra comer um pastel com um picolé de buriti que o Pirital vendia na porta do colégio. E iam embora minhas moedinhas.
    Crianças... Ah! Como são felizes em sua inocência. São felizes com uma simples volta ao redor da pracinha; ao comer um pastel com refrigerante no Tito; se deliciar com uma fruta no galpão enquanto olhava o trem passar; soltar pipa na Rua da Tripa, no bairro da Rampa... e até mesmo ouvir uma conversa meio maluca do Gerardinho era divertido. Sim, era divertido. E extraordinário. Vejo isso hoje, já bem distante de minha infância desbotada pelo tempo que isso são coisas únicas, exclusivas de minha tímida e pacata Reriutaba. Pois não há dois RMs, nem dois Piritals, nem dois Gerardinhos, nem duas Ruas da Tripa... tudo é belo em sua unicidade, assim como é bela e única a minha velha e boa Reriutaba. E que, mesmo distante milhares de quilômetros, me sinto em seu âmago, preso a ela como um bebê ligado à mãe pelo cordão umbilical.

    E, ao dormir, me vejo menino novamente, embalado pelas doces lembranças de uma infância marcada por belas histórias. O trem passa... o caipora assobia... um pastel se desmancha em minha boca.... ZZZZZZZZZZZZzzz....


    João Félix
     
    Carlos David - Fortaleza
    01
    /04/2010

    31 de março de 1964 , havia rumores em Reriutaba , que os comunistas estão chegando , isso no lado pejorativo e
    critico , comunistas era sinônimo de algo ruim , eles seriam os causadores da nossa infelicidade , contra o progresso
    e a plenitude do pais , eu particularmente não entendia nada que meu pai falava , havia discordância  entre ele e
    seus amigos , todos comerciante da época , uns defende  a revolução como esperança e dias de futuros melhores 
    e que a população podia ficar calma que o revolução foram para defender das garras de políticos sem escrúpulos
    e mal feitores .

    Concordando ou  não , naquele 31 de março de 1964 foi o ultimo dia do governo Janio Goulart  , os militares  se
    instalam no poder como guardiões de nossa nação , a paz  prometida e esperada pelos militares volta como
    sonho , nossa felicidade tinha  limitações, como suas manipulações sem êxito , olha tuas atitudes e sugestões
    não tem como fazer e se limita a certos prazeres ,no aguardo de dias melhores que nunca chagaram e voz não sai.

    __Ora ! eles sabem o que fazem.

    Hoje vejo que nunca souberam , o povo pagou e padeceu muito , os montantes de nosso progresso
    ficaram com poucos , a fatia de seus bolos gigantes cortaram proporcionalmente entre eles ,  se ninguém
    podia falar ou se  revelar contra , enquanto isso estava tudo bem , se podemos assistir televisão preta e
    branca com a imagem chuviscando em frente a Loja Ciclorama , onde o senhor de nosso convívio
    nos fala inocentemente .

    ___Meu Deus como esta chovendo em Fortaleza e aqui não cai uma gota.

    E nosso mundo lindo, belo e inocente , não  havia crise muito menos revolução  , todos nós simplesmente
    vivia como se o paraíso que foi , é e será sempre  Reriutaba..

     
    Amadeu Lucinda-Rio
    30/03/2010
     A Festa das Moças - continuação:
    Esse estabelecimento que eu gerenciava, como ele só existia em função da estrada em construção. Ao passo que a estrada avançava nós mudava ele de lugar, tevemos no Oitizeiro, no São José e por fim na Bananeira já no topo da Serra. Na Bananeira eu fui muito feliz, O povo daquele lugar é muito amável, e eu estava perto de tudo. Apenas poucos quilómetros de Guaraciaba do Norte, também de Reriutaba, uma vez que era uma descida e como meu transporte era uma Bike, descer todos os santos ajudam, para lá sempre que podia ia, com um amigo namorar as meninas de lá, naquele tempo Reriutaba já tinha meninas lindas, não é privilégio de vocês hoje, elas sempre estiveram lá. Esse amigo que me refiro é hoje próspero comerciante em Guaraciaba e continuamos amigos.Na Bananeira morava um reriutabense: João Mourão, sitiante e comerciante ali, ele tinho um casal de filhos na minha faixa etária e éramos muitos amigos, foram eles que me convidaram para "AFesta das Moças em Reriutaba" fui informado que esses meus amigos ele hoje é médico ou dentista em Ipú, ela casou-se e mora aqui no Rio, são pessoas da mais alta qualidade. O baile foi realizado no prédio da prefeitura, - "O Paço Municipal" - era um prédio suntuoso, nobre e moderno para a época e para o local.Tinha cinco grandes janelas de frente e nem uma porta frontal; as entradas eram feitas pelas laterais, e dando acesso aos vários salões muito bem ornamentados e super-iluminados, Porém a maior decoração daqueles salões era o material humano; não dá para descrever tanta beleza. Sempre que vejo nos anais da história descreverem o luxo a beleza, o glamur que foi o último baile do império na Ilha Fiscal no Rio de Janeiro, Eu me lembro e compara "A Festa das Moças em Reriutaba" em 1958; respeitando-se as proporções é claro. Além do luxo que havia naquele recinto, também havia muita organização. O prédio tinha sida pintado com cores suaves e com exclusividade para aquele acontecimento. As damas todas com seus vestidos longos e rodados confeccionados com exclusividade para aquele baile. Muitas com flores naturais ou artificiais no peito como adorno. Era olhar e ver inúmeras "Marilyn Monroe" todas muito alegres, pareciam borboletas. Os cavalheiros todos de branco. Eu mesmo estava vestido com um terno de linho -- S120 - branquinho; "estava nos trinques." Até mesmo a polícia militar que fazia a segurança estava vestida a rigor: uniformes branco com botões dourados. As orquestras eram duas, se revezaram durante a noite; não houve intervalo na música, começaram as 23:00 horas e só parou as 05:00 do dia seguinte. Os pares que se cansassem que parasse.. Aconteceu um fato de suma importância que eu não poderia deixar de registrá-lo. N o começo daquele ano eu namorei uma moça muito bonita em Reriutaba, além de bonita era de uma educação e de uma delicadeza quase angelical; ser gentil é uma das exigência para ser reriutabense. Não tivemos um namorocomo os de hoje: de ficar e etc, nos encontrava na praça da Matriz foi tudo muito puro, nunca fui a sua casa mais sabia quem era seu pai e conhecia um irmão dela. Ela tinha um irmão no Rio de Janeiro, esse arrumou um emprego pra ela no sul e mandou buscá-la, foi muito rápido e não tivemos tempo para se despedir; ao chegar no Rio ela me escreveu pedindo disculpas e imaginei ela está com saudades do Ceará não de mim, imaginei. Perdi contato com aquela menina: bonita , meiga e educada, é mais uma lembrança bonita de nosso infância que guardamos de nossa mocidade imaginei. Aquele baile era bancado pelas moças, portanto elas ganhavam o derei de dançar com quem queriam era elas que iam convidar o cavalheiro para dançar, Quem ganhasse um convite era privilegiado, boca livre; porém era constrangedor, numa sociedade machista como era na época. Fazia parte do jogo. O baile começou, os casais que eram noivos já sabiam com quem iriam dançar, porém aqueles que como eu não tinha se quer namorada, podia até sobrar, Tinha uma moça muito bonita podendo até se dizer linda, ela me olhava com carinho, outros rapazes se insinuaram porém ela não dava confiança e me olhava; fiquei orgulhoso, acho que estou agradando pensei. Não custou e ela veio me convidar pra dançar, dançamos sem as dividas apresentações, depois lhe convidei para me acompanhar numa cerveja, "era chik" Voltamos a dançar e quando falei em lhe namorar veio a surpresa: foi ai que ela se apresentou formalmente, disse-me o nome e que era irmã da menina que viera para o Rio de Janeiro e que estava dançando comigo a pedido de sua irmã para que eu não namorasse com ninguém. Ela me mandou uma carta me fazendo esse pedido. Estou prestando um favor a minha irmã e posso garantir que foi o favor mais prazeroso que já fiz; só agora entendo por que minha irmã gostou tanto de você.Confesso que fiquei desnorteado, com aquela paulada na cabeça. Mas tentei entender amizade daquela menina pela irmã, perdendo aquela oportunidade única. Dancei com ela toda a noite pela manhã nos despedimos nunca mais a vi. mais por uma noite em Reriutaba eu tive minha "Maryil Monroe" Aquele baile era tradição da cidade e acontecia desde os anos trinta, acho que aquele foi o último. conversando outro dia com uma autoridade de lá, ela me disse que não tem mais nem o baile nem as moças, discordei e disse: enquanto houver velhos e crianças também existirá moços, as maças de Reriutaba estão lá para quem quiser ver e são muito bonitas. Amadeu Lucinda.
     
    Carlos David - Fortaleza
    24
    /03/2010

     Patativa e patavina

    A fauna e flora de nossa matas , são ricas pela suas diversidades de espécie , cada um tem um colorido mais exótico ,
    lamentavelmente que algumas espécie estão extinção , o patativa com seu cântico melodioso e triste , mas muito atraente , 
    seu habitar natural é nos pé de serra, lembro que minha prima Anita Grinaldi tinha um patativa , era tudo pra ela ,
    tinha um valor sentimental incrível , nada faria ela desligar de seu patativa , seu canto alto e notório , fazia todos ouvir não só
    rua da Lama , onde ela morava , como também lá na rua da Tripa , se ouvia muito bem seu canto em Reriutaba , todos
    comentavam , esse patativa de Anita realmente é muito bom , deve ter um valor grande no mercado financeiro , mas desfazer
    de seu patativa esta fora de cogitação Anita jamais pensava em desfazer de seu pássaro , a principio Anita tem origem de
    família abastarda , rica e nobre , seu amor não será trocados por qualquer miséria ,mas o tempo foi passando  e Anita nota
    a decadência de seu pássaro , afinal de contas ele esta envelhecendo , sua força de canto já não é o bastante para que lhe ouça
    lá na rua da Tripa , o som fica mesmo pela a rua da Lama , a falta do patativa é tanta que até mesmo Senhores Filemom e Zezé
    entram em depressão , tanto era alegria que patativa exalava   em Reriutaba.

      Sábado dia de feira na Reriutaba , o que não falta nas suas ruas é serrano ,povo ordeiro e bom , uns bem aperfeiçoados  ,
    outros desdentados , uns vende frutas , outros cereais  e  um vende fumo de rolo , Anita chegando na feira percebe que o
    vendedor de fumo tem uma gaiola abaixo de sua mesa , com vontade de adquirir outro patativa , pergunta ao vendedor.

    ___Que pássaro é esse na sua gaiola?

    ___Um Patativa , pássaro lá do pé de serra , Patativa legitimo , canta que estrala  , e esta a venda , a senhorita gostaria de compra ?

    ___Mas ele me parece de outra espécie , vejo pela suas penas.

    ___Não senhorita esse é um verdadeiro patativa , ele é novinho ainda , essa marquinha que aparece em seu pescoço , parecido um
    terno com gravata , é devido a mudança de pena , pode ficar tranqüila.

    ___Quanto custa o “ bichim”?

    ___CR$ 100,00 cruzeiro , esta muito barato , alias seu Osmundo já botou CR$ 80,00 , mas não  lhe vendi.

    ___Pois esta certo aqui esta os CR$ 100,00 cruzeiros .

    E lá vai Anita  toda radiante e feliz com seu novo patativa , em seus sonhos a rua da Lama volte a ser alegria  de sempre , de
    imediato  Anita lhe coloca água fresca e alpiste , pois pássaro somente canta , bem cuidado , e cria uma expectativa e todos os
    vizinhos a espera do novo canto ,  mas  infelizmente o Patativa não cantou naquele dia  mas seu Filemom  tem o motivo pelo
    o qual o pássaro não cantou.

    ___Anita ,  ele viajou mais de três léguas de jumento e ainda sua gaiola pendurado no cambito da cangalha , como é que esse
    “bichim” vai canta agora ele esta moído de cansado , temos que entender que sabe amanha ele não cante.

    Na madrugada de domingo , todos acordaram com um canto alto e diferente , Anita olha para seu pássaro e surpresa com seu canto .

    ___Meu Deus fui enganada , isso não é patativa é um vém-vém , e todos ficam decepcionado e chocados enquanto seu Osmundo
    se aproxima e fala.

    ___Além de ser vém-vém ainda por cima é uma fêmea.

    ___Mas não tem nada não , na próxima feira eu conversa com aquele vendedor de fumo e pego de volta meus CR$ 100,00 .

    ___Voce nunca mais vai ver o vendedor de fumo , porque ele agora vai passar seu fumo  em outras feiras , quem sabe na
    Varjota , Amanaiara , Cariré ou até mesmo no Rio de Janeiro.

    Passaram os tempos e ficou a frustração e as neuras do povo da rua da Lama por seu patativa transformado em meras patavina ,
    dizem pelas bandas da Cabaceira que ele foi visto comendo uma cabeça de bode justamente com Anita , quem diria....

    (Qualquer semelhança e mera coincidência)

     
    Dionisio
    20/03/2010
    O Trem, o Trilho e o Troller:
    O Trem, o Trilho e o Troller: Como se sabe a Região Norte do Ceará é cortada pela Estrada de Ferro que liga Fortaleza a Crateús. Antiga REFFESA - Rede Ferroviária Federal S.A. Reriutaba é uma das cidades contempladas por este meio de transporte. Até a década de 70, funcionavam dois tipos de Trens: O trem cargueiro e o trem passageiro. É nesta ultima Locomotiva que vou entrar de carona em minha estória, com os pés no Trilho e no Troller. Pois bem, o Trem Passageiro, era composto de muitos vagões, com cadeiras simples e intercalads de lado a lado. Tinha um vagão exclusivo para cantina e bar - isso mesmo Bar! Ofereciam - se até uma cervejinha gelada. Esse trem, se não me engano, fazia a linha Fortaleza/Reriutaba, tres veses por semana, sempre no periodo noturno. Por causa do horário recebeu o nome de Corujão. Quem de Reriutaba e que viveu por lá até os anos 70, não se lembra do velho Corujão? Principalmente às sextas - feira, quando nas primeiras horas da madrugada, toda a Negrada ( coletivo de turma ), corria para a Velha Estação, na qual seu Zé Saldanha, através de um Sino, anunciava a chegada da velha locomotiva. A turma ia recepcionar os passageiros que vinham das bandas da Capital. A chegada do Corujão era uma festa só. Dizem os mais antigos que esse trem foi motivo de muitas estórias engraçadas. Uma delas foi quando seu Roberto Castro, fazendo uma viajem para Sobral, deixou seu chapeu cair por uma das janelas. O velho, seguro pra caramba! pulou do trem em movimento, para recuperar o chapeu. A sorte é que o Guarda do trem, presenciou o ocorrido, mandou o Maquinista parar o comboio, pegou o velho que se encontrava Estatalado no chão. Por sorte o velho não morreu. Outro fato pitorêsco, ocorreu com uma velha que viajava no vagão do bar. A velha apresentado sinais de caduquice, começou a gritar: Eu quero minha bolinha, eu quero minha bolinha, eu quero minha bolinha... Todos os passageiro começaram a procurar a bola da velha - em vão. Não encontraram a bola da velha. A velha, continuava gritando; Eu quero minha bolinha... O Guarda -de-trem, vendo áquela bagunça gritou: Ô minha velhinha! Sua bolinha deve ter caído no chão. A velha olhou parar o Guarda, meteu o dedo no Oríficio do nariz, tirou uma "Bistela", prensou sobre os dedos e falou quase chorando: Já que voces não encontraram minha bolinha eu vou fazer outra! Os passageiros caíram na gargalhada. O corujão também tinha seu lado perverso e que nos causava tristeza. Quase todos os dias ele atropelava alguns jegues, que amanheciam com seus corpos totalmente estraçalhdos, ás margens da ferrovia. Dando continuidade ao texto da estória, vem o Trilho. Pasme! O trilho marcou uma época para nós adolescentes. Além de servir de brincadeiras, onde fazíamos miniaturas de foices ( pegávamos pregos ripal e cabral ), entortávamos suas cabeças e colocávamos sobre os trilhos, com o peso da máquina, os pregos," achatados" transformavam - se em miniaturas de foices. Os trilhos também inspiravam equilibristas. Tinha uma turma ( Mestre Piru, Neco e Willian Mororó, Zé Antonio Pontes e muitos outros ), pegavam suas bicicletas e andavam grandes distâncias, sobre o trilho - parecia fácil, más não era. Muita gente boa não conseguia o feito. Para mim, o que o velho trilho mais marcou, foi quado comecei a fazer Serenatas. Como se sabe, durante o dia, com a ação do calor, o trilho se dilata. A noite, com o frio, ele se retrai. Nesse processo Dilatção/Retração, provovca um barulho nas emendas do trilho, como se fosse alguém jogando pedra nos seresteiros, já que fazíamos nossas serenatas no trecho entre a casa de Seu José de Sá a de Dona Fransquinha Alcântara. E tome medo das pedradas!!! O Troller era um pequeno veículo, com dois eixos e um tabuado de madeira, de tração manual, sempre estacionados próximo a estação nos trilhos/desvio. Quando Seu Gerardo Matias, responsável pelos mesmos dava um "cochilo" pegávamos um dos Troller, colocavamos no trilho principal e íamos muitas vezes até o Sarapó, De volta ladeira abaixo e descendo todo santo ajuda, o Troller desembestava. Era uma agonia para fazer o Bicho parar! Cadê o freio? O freio era com os pés nas rodas. Perdíamos tudo quanto era chinelos. Quando chegávamos em casa vinha a bronca dos pais e do senhor Gerardo Matías. Hoje fico analizando o risco que corríamos. Na época, era a nossa forma de brincar. E como brincávamos!!!
    Aos Críticos literários do site: Critiquem, más leiam....
     
    Carlos David - Fortaleza
    18/03/2010
    Extraido do livro Crepusculo Cabaceira
    No fim da tarde , o comercio reriutabense já finda , poucas “budegas” permanece aberta ,a grande exceção são as padarias e farmacias, nesse horário ouvimos longínquo a radio Tupinambá de Sobral , tocando “abismo das rosas” de Dilermano Reis , enquanto providenciamos as fornadas de pães no balcão , arrumação em ordem virtuosa para ênfase de nossos clientes , eu e meu pai em silencio, a mistura da musica com o abandono da cidade nos faz pensar e sonhar nas vendas de toda a mercadoria , mas pelo meu pai é descartável que tal proeza aconteça . ____Papai que fazer com tanto pão que sobrou de ontem?____Não há o que fazer , daremos para o povo da Cabaceira e da rua da Tripa.____Mas o prejuízo é demais , papai. ____Não temos outra alternativa.E assim era comprido sua ordem , sem questionamento. (Extraido do livro crepusculo Cabaceira)
     
    Carlos David - Fortaleza
    13/03/2010
    O golpe de estado 1964
    Enquanto “O golpe de estado 1964”
    Francisco Veras de Morais , meu avô paterno ,dificilmente vinha até nossa cidade Reriutaba , costumava fazer suas feiras e negócios mercantilismo no Campo Lindo , por natureza matuta e nativa , morava na Cabaceira de Cima , muito próximo ao pequeno distrito , como bom agricultor , tinha sua roça , seu pouco rebanho de ovelhas e cabras , umas vacas para sustentação do leite para filharada que eram muitos.
    ___Auxiliadora , vou comprar algumas coisas que nos falta
    ___Vai prá Reriutaba?
    ___Não , vou pro Campo Lindo , Reriutaba é muito longe e o que eu quero eu acho no Campo Lindo com uma vantagem , no Campo Lindo nosso compadre Manuel Gerardo pode nos facilitar nas compras.
    ___Homem , nos falta quase tudo , pelo o amor de Deus , não esqueça o querosene , se não a noite ficaremos sem a luz das lamparinas.
    ___Ora Auxiliadora , isso é o de menos , a noite foi feita pra dormir.
    Monta rapidamente em seu burro com três jumentos a sua frente , aproveita leva três “medidas” de farinha e quatro de feijão , para na hora oportuna fazer uma barganha , pois seu dinheiro em espécie é limitado , como bom brasileiro  é criativo e como gente da Cabaceira é ávido e implacável como um carcará ,em suas negociações , apesar de falar pouco , tímido , sorrateiro e analfabeto.
    Os primeiros raios do sol , já chegando ao lugarejo , percebendo que o comercio tradicional ainda permanece com suas portas fechadas , amarra os animais próximo a igreja , bebe um café , em seguida fuma mais um cigarro , feito de palha de milho com fumo de rolo , se deliciando com o prazer do fumo , faz sua referencia ao Criador na igreja , observa as pessoas, se olha arredado daquela gente  , tem o máximo de cuidado com seus jegues , afinal sua mercadoria valiosa esta em seus lombos , o sol  por completo se levanta e desponta , agora todos as “budegas” e lojas estão abertas e inicia a labuta e corre-corre da pequena feira.
    ___Bom dia ,  compadre Manuel.
    ___Bom dia ,  compadre Veras  , como vai a comadre e minha  afilhada?
    ___Tudo a Deus dará , compadre , na penosa de sempre.
    No meio da prosa , fala de seu intuito de compras , detalhando a mercadoria que deseja ,e em seguida fala da disponibilidade de sua mercadoria , ainda nos lombos dos jumentos , almejando o valor de suas mercadorias bem acima daquilo que quer comprar , tem consciência que é homem de pouca letra e pouca conta , mas sua astucia e sabedoria não se deixa abater , é conhecedor da boa demanda de sua mercadoria por essas bandas e espera a proposta de seu compadre.
    Antes de finalizar as negociações de barganha , o radio a pilha com deficiência anuncia coisas confusas e inexplicáveis , mas não deixa de ser um objeto de  consumo e desejável por todos dentro daquele flagelo ,  e começa a ouvir melhor as noticias.
    “O estado de Sítio foi recusado pelo Congresso Nacional”
    Com essa noticia desperta a curiosidade de Veras que se questiona. Esse  sitio que o radio fala será algum lá da Serra Grande?
    Sem conhecimento algum e cheio de ansiedade para adquirir o radio tão  sonhado e desejado , faz uma nova proposta ao seu compadre Manuel.
    ___Compadre a muito tempo quero comprar um rádio.
    ___Então chegou a hora , esse esta a venda compadre
    ___Olhe , tenho já minhas mercadorias separadas , fazemos o seguinte:
    ___O senhor fica com meu feijão e farinha e lhe dou mais 55 cruzeiro e levo o radio , o senhor aceita?
    Por um bom tempo Manuel pensativo, cálculos em sua cabeça para ver se valia apena a negociação, quando toma a decisão.
    ___Compadre , fazemos dessa forma , o senhor ainda fica me devendo 30 cruzeiro , nesse caso fechamos o negocio .
    ___Fecho caso concorde em eu fica devendo somente 15 cruzeiro.
    ___Fechado compadre , o radio é seu.
    Já passa de 11:30 da manha , a pequena feira praticamente finaliza , algumas “budegas” ainda permanece aberta  , é alvo para alguns gole de cachaça para comemorar a aquisição do bem tão  desejado ,  e lá vai Veras com seu burro impetuoso , tangendo seus jumentos , conduzindo suas compras que sua terra não produz , com o maior cuidado com o radio na sua lua de cela , se sentindo o maior , com os goles de aguardente ainda borbulhando sua cabeça , sonha com mais uma compra ,quem sabe de um sitio , que jura ter ouvido o radio falar.(Extraído do livro crepúsculo Cabaceira).Qualquer semelhança é mera coincidência.
     
    Carlos David - Fortaleza
    02/02/2010
    1966 ano de eleições em Reriutaba
    Em 1966 ano de eleições em Reriutaba , duas pessoas se prontificaram a nos ajudar e melhorar nossa vida em nosso município,
    os senhores: Luis Castro e Ivan Rego , os dois candidatos a prefeito , ambos com proposta mirabolante e efusivas, as oratórias eram claras e objetivas , dentro do quadro político, não havia muito o que falar, tudo e qualquer proposta era viável, pois nos faltava tudo, comunicação do município somente através dos rádios de Sobral, mesmo com sua carência, mais era o centro mais evoluído e onde era feito a polarização de nosso município em todos os gênero,como também cultural, nosso maior orgulho e ter uma loja em Reriutaba com uma filial em Sobral, quem não se recorda da loja de eletro domésticos do Senhor José Randal de Mesquita, onde seu slogam era “CICLORAMA EM PREÇO NINGUÉM RECLAMA” com sua matriz em Reriutaba e filial em Sobral, onde pela lógica e pelo crescimento dos municípios deveria ser o contrario. Na época quem ganha para governar nosso município foi Sr;Ivan Rego, alegria para muitos e tristeza para os perdedores, foi como dividir a cidade no nascimento e na morte, prefeito eleito improvisa um discurso na praça da matriz.___Irei governa com afinco e honestidade, darei o melhor de mim, farei ações pela saúde de nosso povo , se depender de mim , nenhum mulher morrerá de parto em nosso município, estará sempre a disposição carro da prefeitura para centros mais evoluídos e tenho projetos para educação e cultura.
    O tempo passa e nosso prefeito procurava o melhor para nosso município, uns ligados a ele o elogiam, outros depreciam sua gestão, mas que na verdade, todos esses prefeitos da época fazem a historia de nosso município. Em frente a prefeitura na década de 60 era um campo de futebol, todos jovens moradores da praça da matriz, jogava ali para divertir e naquele dia avistamos uma fila em frente a prefeitura , como bom interiorano todos ficamos cheio de curiosidade. ___ Ei !! Ricardo Peam , que fila é essa em frente a prefeitura ?___O prefeito dando material escolar, lápis , borracha e um livrinho___Que livrinho é esse?___Sei lá macho, só pedindo um pra agente ver. Com muito sacrifício conseguimos um livrinho, e para minha satisfação e alegria, era um gibi(revista em quadrinhos) de Monteiro Lobato com seus personagens, Narizinho, tia Anastácia e e t c, creio que nesse dia iniciei a ler de verdade , a leitura se tornava prazeroso e assim me estimulava a ler mais e mais...Nosso povo é cheio de inteligência e boa vontade , muitas vezes, projetos de alguns gestor não dá certo, mas temos que concordar que a maioria dos prefeitos de nossa terra tem boa vontade em ajudar a comunidade desde outrora, sei que há exceção, não faz muito tempo tivemos a infelicidade de eleger um representante sem o menor compromisso com o povo , mas superamos , e também quem não erra nessa vida , somente assim nosso povo terá mais consciência na hora de votar.“
    Ser reriutabense é um privilegio” de poucos e como criança continuo sonhando com uma sociedade mais justa, porque somente dividindo o pão de cada dia seremos felizes. Abraços, Carlos David
     
    Amadeu Lucinda-Rio
    27/02/2010
    Para Os Que Como Eu: Ama Essa Cidade..
    Quando moramos em uma casa ou apartamento confortável, dificilmente paramos para pensar no sofrimentos porque passaram os operários em sua construção. As nossas cidades em que habitamos também passaram por esse processo para que hoje tenhamos água, esgoto, luz, telefone e tudo que nos traz esse conforto, muitos se sacrificaram para esses serviços chegassem até nós. Assim como uma lagarta feia e pegajosa e até repugnante se transforma numa linda borboleta, nossa velha Santa Cruz passando por essa metamorfose se transformou nesse linda e aconchegante Reriutaba. Vou contar uma pequena história acontecida apenas para ilustrar o que acabo de narrar. A velha Santa Cruz e a recem-nascida Reriutaba tinham apenas uma fonte de comunicação com o Mundo, era a estrada de ferro, por ela chegava e saia tudo, pois não havia estradas para lugar algum e como ainda não havia ainda as irrigações, Reriutaba era dependente do Serra da Ibiapaba para quase tudo, farinha de mandioca alimento base do sertanejo, rapadura, pois era na serra que eram produzidas, mas principalmente frutas, pois não tendo estradas não se podia nem imaginar elas virem de outros lugares; a serra as produzia e era perto. Perto em termos, pois para lá também não havia estradas. A única via de acesso era a velha "Ladeira do Ribeiro" essa trilha de uma precariedade enorme fora aberta por escravos ainda no periodo colonial ou na melhor da s hipótese no tempo do Império, falo isso pela semelhança que havia num lugar chamado calcamento, com outras da época que me referi, construídas nas serras do sudeste: Paraty, Angra dos Reis, Miguel Pereira, Petropólis e tantas outras. Essa estrada era tão degradante que as mulas e os jumentos com suas cargas passavam muitas vezes as beiras de abismos que dava medo. Mas era por ali que vinha tudo isso que já falei e outras coisas que não falei. A feira era aos sábados, portanto sexta feira aquela via estava cheia de feirantes e comboieiros. Uma sexta feira daquelas, eu em companhia de meu pai, (meu ídolo) e muita gente descíamos essa ladeira, eu criança e no meio de uma cangalha de um burro, era só felicidade. Era inverno e naquele dia chovia muito, ainda paramos em alguns lugares para ver se a chuva diminui, mas nada São Pedro havia aberta as torneiras e não estava nem ai pra nós; a caravana era grande já tinha mais de vinte feirantes, traziam pra feira, fumo, frutas bolo de puba, buriti, rapadura, farinha e muito mais coisas. A chuva não parava e era cada vez mais forte, estava anoitecendo e nós chegamos num lugar antes um pouco do Oitizeiro, não sei se era Guandu ou se já era Oitizeiro, sei que era a casa do velho Pedro Arcanjo que tinha uma venda portanto ficou muito feliz com tanta gente. Vamos dormir aqui, todos concordaram; porém tinha outro problema, todos com fome e não tinha o que comer, o velho Pedro Arcanjo falou: eu resolvo foi no chiqueiro e matou um bode mesmo de noite e com chuva. Resolveu, a chuva não parava e como era muita gente os rapazes resolveram armarem suas rede num velho sótão, como a água passava naquele salão quando a noite aqueles do andar de cima quando precisaram fazer xixi não desceram, acertaram uma carga de pamonha de buriti do Valdimira que vinha da Sussuanha, Tinho o Mereré que trazia algumas gasgas de bolo e estava acompanhado de sua esposa D. Chiquinha e uma filha que não sei o nome, só que alguém descobriu que a moça ia era se casar, quando falaram D. Chiquinha virou uma arara e disse em alto e bom som para quem quizersse ouvir: minha filha não está prenhe para ir casar escondida. Eu que nunca tinha ouvida essa palavra perguntei ao meu pai: o que é prenhe papai? Ele disse a senhora ai está nervosa não sabe o que fala, me enrolou e não me ensinou, mas hoje eu sei. Amadeu Lucinda
     
    Carlos David - Fortaleza
    26/02/2010
    Extraído do livro "Crepúsculo Cabaceira"
    Ei !! menino, parece que vai chover, bota as cabras e os bodes prá dentro.___Mas pai, cabras e bodes por natureza tem medo de chuva, elas irão pra baixo do alpendre sem eu precisar tanger elas pra lá.___Pare de teimosia , faço o que eu mando ___Certo meu pai, faço. Enquanto escurece, com nuvens carregada, no crepúsculo, vejo a presença de Deus mais nítido, o sereno nos dá a sensação de bom inverno que nos garante o sustento dos bichos que em cadeia nos sustentará , com a pequena chuva , a natureza entrar em clímax, todos seus membros entra numa grande alegria, fazendo até mesmo o carão cantar. Maria , com seus passos lentos e curtos prepara nosso jantar, o fogo no fogão de lenha parece querer apagar, mas é motivado por ela com seus assopros e abano, revigorando as chamas , no final da tarde é feita a ordenha de cabras e poucas vacas, todos magros pelo castigo da seca do ano que passou, a sobrevivência dos animais se deve a ajudar de alguém
    da cidade, com resíduos baratos ou compra fiado para pagar Deus sabe quando , há também interesse em vender fiado , pois o atravessador se dá por vencido , não há o que perder, é um risco de ganhar no futuro. caso o agricultor pague, esta tudo perdido.___Deixem leites para os cabritos e bezerros , eles também precisam se alimentar, principalmente nessa estiagens horrível.Seus gritos de fúria parece ecoar em toda a região, seu filho com voz mansa, amedrontado, desata os areis rápido da ultima vaca e lhe responde.___Sim senhor meu pai, já estão todos mamando.___Agora tragam o pouco leite e vamos jantar. Nosso jantar era carne de bode seca, coalhada do dia anterior, farinha seca e pão de fubá, nossa mesa pequena demais para comportar tanta gente , mas Maria improvisava surrões no chão para todos os netos, de repente nosso jantar se transformava num grande banquete com comidas maravilhosa, já escurecendo, mas a luminosidade da lamparina, nos guiava para rede cheirosa e limpa. (Extraído do Crepúsculo Cabaceira), Qualquer semelhança e mera coincidência.
     
    Carlos David - Fortaleza
    11/02/2010
    Um reriutabense foi passear na Itália, chegando nas belas igrejas, viu uma mesa de mármore com um telefone em cima, muito curioso o reriutabense perguntou ao um padre que ali se encontrava:___ Senhor, porque esse telefone esta aqui?___Para nossos fiéis falar com o Paraíso, custa US$ 100,00 dólares cada ligação, reriutabense ficou invocado com aquela atitude.Reriutabense andou em varias cidades da Itália e todas as igrejas que andava encontrava o telefone na mesa de mármore e sempre perguntando aos padres, ele respondia com a mesma historia:___Para nossos fiéis falar com o Paraíso, custa US$ 100,00 dólares cada ligação. No entanto foi chegado ao fim, sua excursão, o reriutabense volta da Itália direto para Reriutaba, no dia seguinte foi até a igreja na praça da matriz em Reriutaba, para sua surpresa encontra também um telefone na mesa de mármore, só com detalhes diferente, abaixo do telefone estava escrito: LIGAÇÃO 0,25 CENTAVOS, ligação local.
     
    Dionisio
    09/02/2010
    Pegando uma Carona na disputa Intelectual/Aportuguesada, no site reriutaba.com, envolvendo
    Carlos David X Amadeu Lucinda, dois amigos meus, que irei contar minha estória de Reriutaba.

    A muitos anos atraz, um Reriutabense Nato, deixou a cidade natal e foi ganhar a vida no sul? Por que interrogação?
    Porque o" HOME" se arribou para São Paulo e como se sabe - São Paulo é sudeste, más para nós reriutabenses, a capital
    da garôa é Sul e acabou! nem Carlos David e nem Lucinda devem corrigir ou protestar essa expressão geográfica.
    É normal Cearense trocar gato por lebre; X por Ç; precário por precuária, etc.... E foi assim que o Reriutabense chegou em
    São Paulo, semianalfabeto, pronunciava e escrevia poucas palavras corretas. Porém tinha um DOM, era um êximo
    vendedor. mesmo falando e escrevendo errado, ganhou um emprego e que Emprego! Advinhem? De representante numa Multinacional. Más na Empresa encontrou um obstáculo, assim como David e Lucinda, estão encontrando neste Site, e simpliemente porque NÂO sâo analfabetos e sim porque sabem muito.Tanto é que corrigem erros.Teem visão crítica.
    Voltando ao reriutabense de São Paulo, seu grande obstáculo, residia no Secretário Geral da Empresa, que todo dia, para puxar o Saco do Patrão, mostrava os erros do pobre reriutabense através dos Fax que ele mandava para a empresa,
    em seus relatórios de vendas e pedidos. Leiam a alguns desses fax: Pratão, oje istô en riberão preto, fis uma renda de
    des mil contos. Amaiã vou pa sorocaba, o pidido lá rai ser mior, uns quinse mil conto,. Já min ligaro de campina, os Heme lá vai qurer conprar todo o istoque da inpreza. Graça a Deus que nossa venda tá com o satanás nos coro, já tô pensando incrusive comprar hunas vaquinas pra mina mae criá la na mina cidade. O secretário cheio de inveja do cearense, sabendo tudo redaçã comercial, pegava os Fax, ia direto mostrar os erros do reriutabense para o Patrão. O patrão satisfeito com o desempenho de vendas do cearense, independentimente dos seus erros de portugues e dentro da Competição Mercadológica, enfrentadada pela empresa, o que interassava era Lucros. E lucro é Venda. E venda era com o reriutabense. Resultado: A empresa priorizou os Erros/vendas do cearense e dispensou o secretário!!!! Mesmo formado, também erro muito ao escrever. Más escrevo! Espero que Lucinda e Carlo David, continuem errando, pois quero vê-los escrevendo Sempre!!!!
     
    Dionisio
    06/02/2010
    Leitores do Site
    Acabo de retornar de férias do Ceará. Como todos anos fiz a viagem de carro. Em Fortaleza tive a oportunidade de participar, como convidado do Casamento de Aribaldo Ximenes, filho de Geruza e Eribaldo Ximenes. com uma filha de Bitonio Rego, que infelizmente não recordo o seu nome agora. Sei que é uma moça muito bonita e simpática. O evento foi muito bonito, tudo muito organizado. Os pais dos noivos, umas simpatías. Geruza, nem se fala! Uma verdadeira dama. Para mim que, veio de muito longe, além da belissima festa, o ponto alto foi realmente a oportunidade de me encontrar com colegas que a muito tempo não os vias: Félix Taumaturgo, Zezão e esposa, Rogerio Paiva e Rita Ximenes, grande Mercia, José Emidio Memória, Gilson Rego, Grande Ordõnes, José Antonio e Douglas Ximenes, Oswaldinho e Tetè Paiva, enfim, muito colegas que por motivo da distância em que moro, são difíceis de encontrar. Foi uma bela festa que me propiciou um bom bate-papo. Dias depois fui á Reriutaba, junto com Carlos e Antonio Auton Ximenes, meus irmãos. Infelizmente era vespara do RerioRio e muitos dos contemporâneos meus, já se encontravam no Rio. Como ando de carro próprio, dei uma volta pela cidade. Fui a casa de Aníbal, onde tive a oportunidade rever Socorro Paiva, que se encontra de ferias na cidade. Fui a casa de Sezinha Paiva , minha prima, morando hoje lá do outro lado da velha estação ferroviária - ruas que quando eu morava lá, não existiam! Fui á casa de Suzana Uchôa, matar as saudades do tempo de Seu Aderson Uchôa, seu avó, com seu casarão e seus pés de ata, que quando meninos roubavamos seus frutos do quintal. Passamos pouco tempo na cidade, dormimos em um Hotel ás margens do igarapé, desculpem do riacho da estação, em frente a casa de seu João Senhor - Pai de Vianêz e Messias - o primeiro In-memória. Reriutabinha, mesmo estando mais crescida, contimua inconfundível, com gente simples, suas canaubeiras, suas pracinhas e os bate-papos, como sempre só até as Dez da Noite!!! Como já estou no batente aqui no Acre, quero mandar meu abraço ao Gilson Uchoa, Professor Inauro Pontes, Velho amigo Anchieta, Fernado Taumaturgo- empresário no ramo de peças de moto. Cloves Paiva, João Calos Taumaturgo, Chico da Dó e principalmente Para Dona Mocinha Macedo Pinto, que fui especialmente á sua casa, dê meus parabéns pelo seus Noventa anos de vida bem vividos. Lá tive a oportunidade de VÊ a filmagem da festa de seu aniversário: Como a Velha/Jovem tem netos e bisneto. sem contar que relembrei, através da filmagem, dos seus filhos, principalmenteos meus cotemporâneos: Macedo, Evilásio, Valneir e Demontier o famoso Castelo! Foi um grande passeio! Reriutaba continua a mesma, simples e acolhedora - como sempre!!!
     
    Amadeu Lucinda-Rio
    02/02/2010
    Nossos leitores do reriutaba.com
    Em novembro de 2007 eu visitava o Ceará com meu filho - Amadeu Junior - que é carioca e não conhecia a terra de seus pais, ficou encantado com o Ceará e seu povo, e até escreveu num artigo do jornal "O Guaracy" que não se perdoaria por ter levado quarenta anos para ir conhecer essa terra de gente de mente brilhante... Num certo dia desse passeio o convidei para conhecer alguns lugares que eu ama e, Reriutaba era um desses, agendamos que almoçariamos lá. Tivemos um problema: chagamos lá na hora do almoço; e o comércio estava feixado, ele é muito hilário e disse em tom de brincadeira: papai, vou fotografar para provar para meus amigos do Rio, que estive num lugar onde os restaurantes feixam pro almoço. Resolvemos visitar o Padre Emídio Moura e a Rádio Gen's ; fomos informados que o padre estava viajando e a Rádio estava fora do ar por causa de um acidente em sua antena. Estamos com fome e resolvemos que iriamos almoçar na Varjota; foi ai que uma moça nos informou um restaurante e pousada 'Comida e Sabor" somente a palavra comida aguçou nosso apetite, chegamos ao lugar indicado e não só comemos bem, como fomos tratados com fidalguia. Sabendo que sou escritor, a professora Gislândia esposa do proprietário se intereçou e me comprou um livro de minha autoria, sua sogra D. Fransquinha, me presentiou com um livro do Alderico Magalhães filho dos hoje, meus amigos: Lucy e Gilson. Entre tanta coisa bonita contida nele uma coisa me chamou atenção: "Reriutaba já teve um funcionário que tinha chifre" era um touro manço e muito querido que o prefeito Agrípio Soares doara a municipalidade
    e por isso ele se chamava MUNICÍPIO, ora meu caro Alderico, funcionário com chifre não é privilégio de Reriutaba, a grande diferença é que os chifres hoje são transparentes e invisiveis ou portateis, ao contrário dos do nosso touro todos viam; aliás isso me faz lembrar de um funcionário que andava muito triste e um amigo perguntou-lhe a razão de tanta tristeza ele falou que lhe disseram que sua esposa estava lhe botando chifre, o amigo muito generoso lhe disse: "chefre não existe, isso é coisa que estão colocando em sua cabeça"
     
    Dionisio
    24/09/2009
    Vou falar de José Wilian!
    Quem de Reriutaba dos anos 70, não conheceu a figura que é José Wilian. Pois bem, José Wilian, infelizmente veio ao mundo com um defeito físico na base dos Pés. Uma alteração patológica embrionária ( pés embolados), defeito este que nunca o trapalhou em suas atividades diária. Muito pelo contrário, era ativo por excelência! Jogava muita bola! Em virtude de seu defeito físico, tinha até mais potência no chute. O homem quando garoto, tinha um humor como ninguém. Era um artista. Com o defeito anatômico nos pés, seus Calçados eram improvisados, normalmente feitos de chinelos japonesas. Para se ter uma idéia, ele aproveitava somente a parte trazeira do chinelo para fazer sua alpargata! Só que naquele tempo, Reriutaba contava com uma turma pra lá de Pervessa: Morãozinho, Ribamar Pontes, Waschintan Mororó e muitos outros, todos muito amigo de José Wilian, porém quando essa turma ia jogar futebol, aproveitava o momento e enchia a alpagarta do alejado de Espinho de Algaroba, José Wilian ao calçar novamente os chinelos, tentando inclusive vibrar com as jogadas bonitas que fizera na pelada, deparava-se com uma série de picadas, causadas pelos espinhos entravados nos seus chinelos. como tinha os lado dos pés muito fino. Sentia uma dor mortal. Chorava, gemia e gritava: Seus filas da puta, vocês me pagam! Exclamava. E pagavam mesmo! Á noite quando a turma se reunia na Praça da Igreja, com sua bicicletas, estacionadas no meio fioda calçada, José Wilian, pegava Galhos inteiros de Algaroba e colocava de baixos dos pneus das bicicletas, com toda a extençao do Ramo colado no meio fio. como o local não er bem iluminado, a turma não percebia os espinho e quando pegavam, As Magrelas para ir embora, os espinhos provocavam vários furos nas câmaras de ar, deixando todo mundo a pé! Grande JOSÉ WILIAN!!! Quantas saudades!!!
     
    Dionisio
    23/05/2009
    Na década de setenta, as Praças Públicas, eram os pontos de encontro dos jovens da época. Nelas, todas as noites, homens e mulheres, compartilhavam das brincadeiras e bate papos. Naquele tempo Praça, só existiam três: A Praça do Ivan, a Praça Coronel Raimundo Rodrigues e a Praça da Matriz, ao lado da Igreja. Pois bem, era na Praça Matriz, que a turma, quase como obrigação, reunia - se todas as noites. Alí, os jovens da época, procuravam mostrar todo o seu talento. E como haviam jovens talentosos! Uns, êximios paqueradores; outros, se destacavam como grandes humoristas, brincalhões; e muitos gozadores natos. Todos tinham uma coisa em comum, gostavam e jogavam futebol. Porém um desses jovens, fazia parte do seleto time dos fanáticos por bola! Francisco do Doquinnha, carinhosamente chamado de CHIQUINHO. Chiquinho, dormia e acordava pensando em futebol. Tocerdor doente do Ceará Sporting Clube, como ele mesmo gostava de falar:o famoso Vovô de Porangabussu. Como Reriutaba não contava ainda com transmissões televisivas, Chiquinho ouvia os jogos num radinho de pilha, colado à porta principal da Igreja. Só assim o velho SEMP ( marca do rádio ), captava as ondas da Verdes Mares de Fortaleza, na voz vibrante de Gomes Farias e Paulino Rocha. Chiquinho foi se familiarizando com o esporte, com a voz dos locutores, com o nome dos jogadores e principalmente com as características individuais e táticas de cada jogador, que formava o elenco do Ceará. O homem almoçava e jantava futebol ! Tinha um problema, era epilético. Sofria com frequência, distúrbios de consciência e contrações musculares involuntárias, ( trinta ou mais por noite ). Doênça esta, que nunca afetou sua impetuosidade para defender os brios do Vovô, principalmente, quando travava discussão com torcedores "chatos" do Fortaleza ( Ru do seu Edmundo e Chico do Dó ). Chiquinho chegava cedo à Praça, fincava-se os pés no primeiro banco - de canto para a casa de Assis Calixto. Ponto estratégico para facilitar o encontro com toda a turma presente na praça. Lá, ele começa sua rotina: Falar de futebol, dava uma verdaeira aula de conhecimento do assunto. È aí que a turma de Gozador ( Dadal, Milson Uchoa, Anchieta, Ordones e muitos outros ), começava a fazer circulo em volta dele, só para enfenizar a vida do pobre e ver se ele sofria mais rapidmente, ataques apiléticos. Alguém perguntva e aí Chiquinho, como tá o Ceará? Na ponta da lingua ele respondia: O Vovô tá bom, treinou hoje e já está escalado pro jogo contra o teu Fortaleza: Com voz de locutor, começava tercer seus comentários precisos. Vai entrar em campo com Ita no gol, Daniel, na lateral direita; Cícero - beque central, Laudenir, quarto zaqueiro e Carlindo - na lateral esquerda. No meio de campo, Gojoba e Magela, podendo entrar no decorrer do jogo Artur. No ataque: Jorge Costa, Zezinho Fumaça, Gildo e Dacosta. No banco: Lima , Victor e Edmar. A turma persistia: Chiquinho, como vai ser esse jogo? Irradiado com o fanatismo pelo Ceará, começa a transmitir com antecipação, "em sonho de torcedor doênte", a partida, e, lógico imitando Gomes Farias: Apita o Juiz, Abrem-se as cortinas e os artitas entram em ação, bola rolando no Presidente Vargas. Ita, lança a bola para Daniel, Daniel para Gojoba, que passa para Magela. Magela lança de profundidade para Dacosta, que passa de passagem por Louro, vai a linha de fundo, cruza pro Gildo, sobe mais do que Pedro Basilio, cabeceia e È.... Nesse momento sofria um ataque epilético, ficava estático e estético. A turma já esperando o previsível, sem pena, metia-lhe Porrada, batiam até ele voltar ao normal. Segundos depois, recuperando os sentidos, sem perder a Pose, gritava: E tome bola Fortaleza!!! Para quem não sabe, grande Chiquinho foi para o Ceu, em decorrência de um desses ataques apiléticos.
     
    Dionisio
    01/05/2009
    Invernos em Reriutaba:
    Em 1966, ocorreu em Reriutaba um dos invernos mais intenso de toda a sua história. Talvez, o maior índice pluviométrico já registrado em todos os tempos no município. Naquele ano, o Açude Araras, sangrou com uma lâmina superor a um metro e setenta de altura. A água lambia as bordas das paredes do açude. Havia banhos para todos os lados; Naquel ano, só no sangradouro, morreram afogados: Seu Albetiso; Dr. Jaime, Juiz de Reriutaba e seu motorista - Gerardo Peba. Dizem inclusive que o corpo do juiz, numca fora encontrado. Infelizmente este ano, morreu no mesmo sangradouro, João batista Rodrigues (Batista do Joel), meu amigo/contemporâneo. Só para o leitor ter uma idéia, Reriutaba, ficara quase toda algada, principalmente o caial, rua São José, rua João Pessoa - hoje Cel. Raimundo Rodrigues e o campo de futebol. A casa que morávamos ( familia do seu Artur Ximenes), a ultima casa da rua João Pessoa - logo após seu Euclides Pinto, desmoronou por completo, por sorte é que havíamos desocupado-a três dias antes do ocorrido, se não teria ocorrido uma tragédia. A velha casa foi ao barro por completa. A força da água e a velocidade do desmoronamento foi de tal forma, que até os pombos que criávamos, muitos deles ficaram soterrados! Como a casa caiu na madrugada, seu Adalgiso Boto, que morava em frente,ouvindo o estrondo e não sabendo que já havíamos desocupado o imóvel, acordou e começou a gritar: Artur... Artur! Meu Deus Artur! Acordando assim, toda a vizinhança. Independetemente dos problemas ocorridos naquele rigoso inverno, aproveitamos para tomarmos banhos em tudo que eram riachos e grotas do munícipio, bem como plantamos nossos roçados de milho e feijão. Sem dúvida que naquele ano houve uma grande safra agrícola. Hoje, Reriutaba está passando pelos memos fenômenos da natureza. Altos ídices pluviométricos, deixa a cidade em estado de calamidade pública, e daqui do Acre, que também não para de chover, levo minha solidariedade a todos os reriutabenses que estão desabrigados, más na certeza de que o Governo do Estado e o Prefeiro Municipal, Dr. Oswaldo Lemos, compromissados com as causas públicas, darão todo o apoio ás comunidades atingidas pela alagação. Se o leitor prestar atenção, hoje a narrativa não é escrita com "E" de Estórias e sim com " H" de histórias de Reriutaba. Como a natureza é viva, claro que temos que nos preocuparmos com a pessoas vítimas da alagação, porém não deixemos de plantar, colher, curtir e viver essa dádiva da natureza - que é o inverno Cearense!!!
     
    Dionisio
    19/04/2009
    Festa de Agosto
    Festa de Agosto de 1968, todo mundo na Praça e no Patamar da Igreja. Como diz o matuto: "chei de gente intupido"! Aliás, era nesta festa alusiva a Padroeira de Reriutaba, que a Negrada da rua (cidade), aproveitava para tirar um SARRO nas matutas ( moças do interior), que vinham para evento. Naqule tempo, havia uma turma bem esperta: Zé Augusto (RU); Zé Emídio Carneiro; Antonio Auton Ximenes; Ribamar Pontes; Chico do Dó, os Meus Brancos (Antonio Carlos e Walneir Macedo) e muitos outros. Essa turma era considerada pelas interioranas os verdadeiros Rabos-de-Burros. Mais existiam também os sacanas, brincalhões (presepeiros). naquele tempo o grande Presepeiro era Toinho Ribeiro (Toinho de Zé Evaristo), apesar de toda a sua timedez, pensem num cabra fresco! Toinho, quando juntava-se a turma era um verdadeiro palhaço. Voltemos a festa de 68, todo mundo flertando as matutas, o interessante é que naquele tempo, para as moças do interior, os rapazes da cidade, eram tratados, no seu linguajá, como "rabo-de-burro", porém aceitavam o chamegar da negrada. Num desses chamegos, o RU, arranja uma cabocla e leva-a para namorar lá em cima da ponte da estação, noite a dentro, começou a PINAR NA NEGA. A matuta aceitava o carinho, más repetia sempre: Se tu for rabo-de-burro, eu te mato! Ru muito esperto, procurava de todas as formas, acariciar e provar pra moça que ele era de boa índole (boa intenção). Toinho, que no momento do amassa, passava pela ponte, viu Ru aos abraços com a matuta, chegou bem pertinho do colega e falou repetindo várias vezes: Bença papai, bença papai ...Mamãe já terminou de rezar e tá te esparando lá na praça!!! A matuta ouvindo aquilo, gritou: Eu sabia qui tu era rabo-de-burro! saiu correndo, sumiu na escoridão e deixou Ru vendo estrelas! Ru voltou-se para Toinho e gritou: baitola, essa, você mim paga!!!
     
    Dionisio
    05/04/2009
    Em 1966, Virgílio Távora, então governador do Ceará, saiu de Fortaleza para inaugurar uma mini-hidrelétrica, construída logo abaixo da barragem principal do açude Araras. Chegou num Teco-teco que aterrisou na pista de pouso do Distrito de Piçarreira, atual Varjota. Ao descer da aeronável, junto com as autoridades municipais, foram direto para o açude Araras. O piloto do Teco-teco, ficando sozinho na pista e, com a demora na volta das autoridades, Pegou o pequeno Teco-teco e num Vôo rasante, sobrevou Reriutaba. Como ainda era cedo da terde, preferiu realizar alumas manobras acrobáticas sobre o Município. Foi aqule corre-corre! Os reriutabenses, que jamais tinham visto uma aeronave e ainda mais com võos tão baixos, ficaram perplexos! O piloto continuava com sua ousadia. Com tantas manobras espetaculares, Seu CHICO SIMÂO,velho capataz do Coronel Raimundo Rodrigues, se encontrava exatamente tirando leite das vacas, logo alí no Açude do Mato. Vendo aquele bicho voando sobre sua cabeça, soltou tudo quanto foi de vacas e bezerros. Morrendo de medo, na sua ignorancia! sem saber o que estava acontecendo. Jamais, tivera tanto medo! O piloto vendo o povo nas ruas abismado! aí é que caprichava nas acrobacias. Ao sobrevoar novamente a lagoa do mato, onde seu CHICO estava. O avião Desgoverna-se e cai. Como seu Chico Simão era a única pessoa que se encontrava na velha lagoa (hoje aterrada), só ele presenciou todos os lances da queda do Teco-teco. Os populares vendo que o avião sumira, correram em direção a lagoa. chegando lá, viram seu Chico Simão tentando tirar o piloto que padia socorro. Terminada a operação salvamento, a turma correu para saber do Velho Capataz, como tudo tinha ocorrido. No seu linguajá simples e provinciano, rapidamente descreveu o ocorrido: Este BICHO DE ASA DURA PASSOU VÁRIA VEZ por RIBA de mim, aí Bateu com a asa naquela carnaúba, jogou a TITELA dentro d'agua, ainda peidadando auto, deu um CANGAPÈ e uma BUNDACANASC, ficou logo alí de CU PRA RIBA, como quem quer comer folha de BAMBURRAL... más eu acho que ELE queria MERMO era comer cimente de MILHÃ, qui nem Gola Culeira!!! Eu TEM certeza que o BICHO tava de PAPO seco.
     
    Amadeu Lucinda-Rio
    01/04/2009
    Depois que papai fazia a feira aos sábados em Reriutaba, esperava chegar as 2,40 horas para ir a estação par na passagem do trem, - O horário - comprar jornais e levá-los á Guaraciaba. Depois ia á "Sapataria Santa Cruz" comprar sapatos que lhe tinham encomendodo, depois das quatro horas, seguiamos com nossos animais que haviam ficados sobre a guarda do Lourival, filho do Claudio Moura. Depois de passar pelo Altamira, Açude do Mato, Pedra Funda e Oitizeiro, chagavamos ao Juré onde iamos dormir. A hospedagem era na casa do Zé Militão casado com D. Luísa Rosalino lá da Lagoa Grande, Zé Mitão era tampinha, enquanto D.Luía era uma mulher alta e bonita, eram recem-casados, Zé Mitão tinha uma bodega e também uma pequena tropa de jumentos, comprava ceriais na serra para vender no sertão por isso não raro D. Luísa ficava só. Naquela noite estava arranchados lá, meu pai com uma criança que por acaso era eu, e o Tizé Gonçal, esse também com uma criança: o Luizinho. É disnecessário dizer que esse tizé como nós chamava era muito espirituoso e muito engraçado; naquela noite D. Luísa estava só e tinha uma velhinha muito doente lá pras bandas de onde hoje passa a estrada de Guaraciaba. Ela queria visitá-la, porém havia o problema dos arranchados, não podia deixar a casa só com os estranhos, então ela convidou papai e tizé para tambem irem visitar a velhinha e fomos, a doente se chamava Maria Rôla. O caso dela era terminal, deitada numa rede, mal respirava. fizemos a visita e na volta D. Luísa perguntou ao Tizé Gonçal: seu zé o que o senhor achou da doentinha? Tizé disse: aquela rôla tá muito mole, aquela rôla não levanta mais. D. Luísa rindo falou: seu zé, o senhor é doido? Todos riram, inclusive meu pai, nós as crianças não entendendo nada mais já que todos riam, rimos também.
     
     
    DIONÍSIO
    Observando a fotografia de Reriutaba no Site reriutaba.com, escrevi um Soneto sobre a terrinha.
    FOTOGRAFIA AÉREA:
    Olhando tua fotogarfia aérea,
    Tudo vem em minha mente...
    Das saudades do passado,
    As lembranças do presente.
    Do percurso do Riacho São José,
    Às cachoeiras do serrote do Muniz.
    Tu tens um povo de muita Fé
    A alegria de uma gente muito Feliz!
    Tua Igreja de arquitetura majestosa,
    Teu suntuoso acesso à Guaraciaba.
    Tuas ruas de pedras - em calçamento...
    Tua feira tradicional - aos sábados,
    Com sua eterna frota de jumentos.
    Berço dos Rerius - Cidade de RERIUTABA!!!

    Dionísio Ximenes

    12.03.09

     
    DIONÍSIO
    Banhos em Reriutaba:
    Vendo as fotos das cachoeiras do Riacho do Juré, publicadas no site do amigo Luiz Silva, lembrei-me dos banhos que tomávamos na década de setenta, no velho riacho São José. A altura da casa de dona Chiquinha Carnaúba, logo alí na Solta, o São José tinha um meandro, que formava uma praia, na qual reunia-se a turma, masculina e feminina, para tormar banho. Uma turma esperta formada por Ordõnes, Prezado ( wilian ximenes ) e Océlio, para brexar melhor as meninas, por baixo d'água, inventaram um aparelho de oxigenação bem simples, tratava-se de uma câmara-de-ar de bicicleta. A câmara cortada transversalmente, um da turma colocava uma das pontas da câmra vedando o nariz, mergulhava, para passar as maõs no corpo das colegas, enquanto um outro colega, mantinha a outra ponta da câmra fora do nível da água, facilitando assim, a permanência do mergulhador por muito tempo debaixo d'água. Acontece que um belo dia, uma das garotas, não gostando da bricadeira, alarmou e o caso foi parar na delegacia. O delegado ciêntificado da brincadeira ( de mau gosto? ), conduziu todos os banhistas para a a delegacia. formada a confusâo: atentadoa ao pudor, paquera, paixão enfim, coisas de adolescentes! porém o delagado estabeleceu uma norma: O balneário seria dividido por uma cerca de arame. foi feita cerca da discórdia: Os homens, passaram a tomar banho do lado de cima da cerca e as mulheres, correnteza abaixo da cerca. Resultado, nunca mais os banhos do meandro do velho São José foi o mesmo!
     

    DIONISIO
    SONHO DE ADOLESCÊNCIA


     ... Ansioso, todas as tardes eu corria,
    Para ąs margens do RIACHO SÂO JOSÉ.
    Meio aos velames e mofumbos  -  de ponta-de-pé,
    Ficava a observar o bonito corpo de Maria!
    N'areia, suavemente a água, seu corpo percorria.
    Formando OÀSIS perfeitos! como o curso das marés.
    E, mansamente... vinha banhar-se, como banham os aguapés,
    Incontinenti! admirava eu, o esplendor do corpo Maria!
    Como um sonho! Jamais, acreditava no que via...
    Em frente a mim; aquele suntuoso vulto de mulher!
    E, no fulgor de minha adolescência - eu não sabia,                                        
    Que os eróticos pensamentos meus - eram apenas fantasias
    - E ali, nos meandros do velho Riacho, São José...
    Nunca! em tempo nenhum, banhara-se, qualquer MARIA !!!

     

    DIONISIO
    Passeio em Reriutaba:
    Em 1971, saí de Reriutaba e fui residir em Fortaleza.. Oito anos após voltei á terra natal. Como já cursava Medicina Veterinária na UECE, convidei um colega de curso, para conhecer a terrinha, já que na Universidade eu falava muito de Reriutaba. O colega aceitou o convite e lá vamos nós, rumo a cidade so pé - de -sarra!!!  Como o colega possuía carro, eu é que fui o carona. No percurso da viagem,  eu ansioso para matar a saudade dos amigos e familiares e colega fortalesense na espectativa de conhecer Reriutaba. Saímos de Fortaleza numa sexta feira, ao nascer do sol, chegando em  Reriutaba no morrer da tarde. Começa a minha ansiedade de rever amigos. Ao chegarmos no Carão, convsamos um bom tempo com dona Sofia e seu Cassemiro, fiquei sabendo que Miguel Dionísio, estava em Fortaleza cursando Agronômia. O colega já impacientado,  dirijimos-nos á zona urbana da cidade. Mostrei ao convidado a ponte sobre o Riacho São José, onde nos invernos pesados tomávamos banho. Logo alí ao lado velho riacho, dei uma paradinha na casa do Olavo e Joãozinho  Rego, andando mais um pouco, me encontrei com o Mago, filho de seu Napoleão, foi aquela festa! Já na rua São José , visitei seu  Edmundo e Nezinho, foi um verdadeiro festival de piadas - seu Edmundo gosta e sabe contar anedotas. Ainda na rua  São José, conversamos com Josias Linhares, Expedita Ximenes, minha colega de ginásio, Antonio Castro - dono da primeira  oficina da cidade. Estivemos também na casa de seu Adalgiso Boto, pai de Ordones e Zequinha. Já no final da rua, entramos na bodega da vèia Iza, comemos aquele pão doce com aluar de tamarindo. Na rua Ciqueira, passamos pela a casa do Dólar Ximenes, foi aquela algazarra! Rita, Vera, Maria Deusa - Geruza já morava em Fortaleza. Mais na frente me deparei com dona Chiquitinha com seus Pupilos excepcionais - nas caddeiras de roda, como sempre alegres!!! O colega já apurrinhado, falava vomos se não escuresse. Mesmo assim, passamos rapidamente no Sandoval, Zé Evaristo, Joaquim Lobo - grande alfaiate!!! Quando chegamos na casa do seu Antonio Ximenes - o Careca, o vizinho era O Antonio Ximenes Pezin. Na casa do Ximenes careca, o colega começou a gostar, só tinha menina bonita: Fátima, Diana, Célia... Prezado já foi convidando para merendarmos. Com aquelas belezas todas o colega aceitou na hora!!! antes de írmos a Praça da Igreja, ponto de referência da cidade, fomos até a pracinha do Ivan, lá encontramos com Hildebrandão, João Tomé, Carlito, Tatá, Gileno, passamos rapidamente pelo seu Julio Balacó, outra vez o colega gostou, estavam lá: Fátima Pontes, Magnólia, Shirley, Luzanira e Rita, todas írmãs e bonitas!!! Ainda na estrada de ferro, Falamos com seu Gerardo Matias,  Zé Antonio Pontes, Domitila, Dr. Olavao Thaumaturgo, Mister Haroldo, Glauco Ramos; seu Otávio Mororó, Sandra e Neco, seus filhos. Fomos á casa de Antoinio Barbeiro, seu Aristide, Zé Calixto e David Morais. Continuamos e fomos á estação ferroviária, falamos com seu Saldanha, Alceu estava no colégio. Espichamos mais um pouquinho e visitamos seu Valdemar Vieira, parceiro de meu pai seu Artur Ximenes, nas mesas de três setes!!!! Já que estávamos na quela área, fomos á casa de Dr. Zé de Sá, matar a saudade de Amélia e Rosa Sá. Em seguida fomos ao casarão de seu Mudim de Paiva, a onde me encontrei com Mauro Paiva, também colega de ginásio. De lá  por uma vereda, chegamos no Aníbal, pai de Budé e Cleide Paiva, hoje casada com Valmir, também meu colega de ginásio. Foi aí que o colega perguntou, porra Dionísio tú  parece que é candidato? Não vamos tomar uma não? Minha vontade era continuar visitando os colegas, más atendendo o pedido do convidado. Descemos direto pro bar do João Senhor. Aqui começa a festa. Como sempre o bar já estava lotado, me deparo de cara com Morãozinho, Chico Ribeiro e Toinho Ribeiro, Antonio Auton e Raimundo Ximenes, Ribamar e José Maria Pontes; Zezão e Carlão Aguiar, Policarpo, Zé Nilson e Chico do Joel; Rogério e Romildo Paiva; Anchieta, Dadal, Cabo Cebo; Milson e Gilson Uchoa; Nei e Jorge Ximenes,; Roberto Castro, Zé Emidio Carneiro; Gentil Theodoro, Antonio Cesar, Gilson e Magalhães Rego; Ocelio Paiva; Vaneir, Macedo e Castelo;  Os Chico Antonio Linhares e lopes; Owaldinho e joão carlos Thaumaturgo; Chico Eudes e Romildo Rocha; Miqui e Vianêz, Chico do Dó e Chico do Doquinha. enfim, toda a turma boa da época. Além da turma dos papudinhos: Curicaca, Maria Zaú, Azevedo e Piano. Tomamos todas. Antes  da dormida, casa de Tia Pia Paiva, batemos um papo com  Valmir da dona Prazer e com seu Autuapa - pai de Socorrinha. Enfim, fomos dormir. No outro dia acordamos cedo, fomos á casa de seu Pretinho Rodrigues, da dona Doca Uchoa,de seu Cândidio Portela e a noite fomos ao Lar da juventude reriutabense. jogamos um pouce dominó, Ping-pong. Antes de voltarmos á Fortaleza, conhecemos Lucinda, Mauriene, Orlando e Eudes do site reriutaba.com, que moram no Rio e Fátima que mora em Fortaleza. de volta  a capital, em Irauçuba, comendo uma paçoca, perguntei pro colega, que tal a terrinha, ele me respondeu: Um lugar muito bom pra se construir uma Cidade!!! OBSERVAÇÃO: Caro leitores, a estória pode até ser verdadeira, porque os personagens existem e/ ou existiram, porque muitos já moram no céu. O convidado é que é fictício. Quem acha que ficou de fora da visita, complemente a  estória.
     
    TIM MENDES-RIO
    Era por volta de 74 ou 75,época boas das famosas manguitas e mangas foiçes.época em que ricos e pobres de reriutaba engordavam de tanto comerem manga com farinha ( que delicia ).seu manuel linhares de saudosa memória ( mais conhecido com mané miseria) por sua fama de sovina,mâo de vaca. acordou bem cedo no sábado,dia da feira.chegando na feira seu manél  foi até o feirante assis priquitinho  um serrano bastante injuriado, nessa época a gente comprava manga era no cento . hoje equivalente a 1 real.entâo seu manél pediu as manguitas,mas exigiu ele mesmo ir colocando em sua famosa cesta( bolsa feita de palha de carnaúba) la pelas tantas assis priquitinho olhou para a famosa cesta de seu manel linhares e achando muito exagerado aquele monte de manga  desenbuchou: seu manéu, ai nâo tem só 100 mangas  não? seu manel mais que depressa, para poder sair no lucro retrucou. ocê está duvidando de mim?cê acha que sou ladrâo?tú quer contar quantas mangas tem?assis mais que depressa respondeu: quero sim, vamos ver quantas mangas tem aì?seu manél mais que depressa jogou todas as mangas em cima das outras que estavam sobre um surrâo estendidas no châo, e ainda falou: conta aí,e nâo vou levar mais nenhuma,vou comprar lá no zé mantulâo. ....moral da história: como poderia o coitado do priquitinho conferir as mangas si todas ficaram misturadas com mais de 600 manguitas?
     
    GILSON ALVES-MG
    Mamãe sofre acidente ao pegar carona no carro do chicão patriolino. Mamãe queria somente chupar cajú la localidade Oiticica. O mais interessante que ao saber da notícia , fui logo ligando para saber o estado da saúde da mamãe , achando que mamãe estava passando mal, ja fui perguntando-lhe: mamãe como você esta? Respondeu dizendo me : Ahhhhh filho estou toda roxa , a minha coxa esta roxa , machuquei meu joelho, tive alguns arranhões nos braços, mas estou bem , mas o que mais me preocupou meu filho , foi meus óculos, apesar que eu estava sem cinto de segurança, meus óculos e minha dentadura que foram arremessados longe , mas nada aconteceu com ambos. Mas mamãe eu aqui em Belo Horizonte , fiquei muito preocupado com seu estado de saúde e você vem me falar, que ficou preocupada com os óculos e sua dentadura!!!!! Amigos do site está historia aconteceu com minha mãe (Maria Alves da Silva), que reside na Rua Ritas Martins 119,
    no barro vermelho.
     
    DIONISIO
    Messias, filho do Seu João Senhor, um dos maiores zagueiros do time de Reriutaba. Sempre foi um bom moço, nasceu labioporinto (popularmente- beiço lascado),... todos de Reriutaba o chamavam carinhosamente de MIQUIA, em função de seu defeito físico, ele mesmo pronunciava assim seu nome. Miquia tinha dificuldades de pronunciar muitas outras palavras. Bom vamos ao pitorêsco da Estória: Seu João Senhor criava porcos em seu quintal, criação muitas vezes contestada pela vinhança, é que na criação desses animais biungunlados, há exalação de odores desagradáveis, Seu Zeca Alves, pai de Chico Antonio, era quem mais reclamava, porém Seu Joâo Senhor jamais desistiu de sua criaçâo. Messias , no fugor de sua adolescência, começou a fazer sexo com uma das porquinhas, ato essse que Padre Ataíde o chamava de Besteral. Miquia foi gostando da coisa, quando saía da escola ou voltava dos treinos de futebol, corria direto pra copular o animal. Um belo dia Messias estava fazendo amor com seu xodó, quando de repente aparece sua mãe. Vendo o filho naquela situação - grita Missias sai de cima desta Porca!!! Miquia já nas últimas... responde para a Mãe, sem nenhum constrangimento:
    SÓ RAIO RANDO RORRAR...!!! ( Só saio quando gozar).
     
    DIONISIO
    Ivan Rego era Prefeito de Reriutaba, quem conhece O Ivan sabe que ele sempre foi um grande orador e gosta de está na mídia. naquela época, midia era está próximo ás autoridades superiores e /ou em comunicação com elas. Um certo dia Ivan Rego estava sentado no seu gabinete de Prefeito, só coçando os ovos ( como diz na gíria sem fazer nada ), quando de repente entra na Sala, um servidor da Teleceará, Ivan  não perde tempo, para exnobar, pega o Telefone e fica falando: Pois é governador Virgílio, por aqui está tudo muito bem, um dia desse irei aí em Fortaleza buscar aquelas verbas que vossa excelência me prometeu para fazer as obras do Oitizeiro; da Carnaúba; do Serrote do Muniz; do Muquém; da Cabaçeira; do Carão; da Farinha; do Campo Lindo... e ainda vou dá um Aumentinho pros Servidores Municipais. Enquanto isso o Servidor da Teleceará, continua em pé, aguadando o Prefeito terminar seu discuro.  
    Passado mais algum tempo, Ivan baixa o telefone, se vira para o Técnico da
    Teleceará e com aquela Ar de Superioridade pergunta; O que desejas  meu nobre Eleitor?
    O TÉCNICO DA TELECEARÁ responde calmamente: EU VIM CONSERTAR O TELEFONE !!!
     
    DIONISIO
    Nas décadas de setenta e oitenta, os grandes líderes políticos eram Seu  Luis Castro e e Ivan Rego. Véspera de uma grande eleição, uma senhora já idosa, procura o Ivan Rego e pede-lhe sua aposentadoria. Ivan muito esperto fala pra Velha, que na próxima viagem à Fortaleza, providenciará a  aposentadoria da Velha. Passaram alguns meses, que nunca mais pensara no assunto, encontra-se com a Velha novamente, que foi logo lhe cobrando: Seu Ivan, cadê minha aposentadoria? Ivan com aquela pose que Deus lhe deu, respondeu: Minha Velha amiga e companheira de luta, tenho tentado de todas as formas lhe aposentar, o problema é que Luis Castro, meu adversário político, soube que eu estava lhe aposentando, foi lá em Fortaleza e atrapalhou todo o seu Processo de aposentadoria..   Resultado além de ganhar o voto da velha, ainda colocou a mesma contra seu candidato adversário. Nesse Pleto Ivan foi eleito Prefeito de Reriutaba!!!!
     
    DIONISIO
    Na década de 70, os jovens reriutabenses gostavam muito de fazer serenata.  Lembro-me de uma turma que adorava colocar uma música na porta das garotas. O nome da negrada ainda está aqui comigo: Milson Uchoa, Carlos David, Hildebrando, Océlio, Ordones e João Carlos Pereira. Cada um com suas preferências, tanto na música como na namorada? interrogação porque muitas das garotas, não sabiam  que o marmanjo era apaixonado por ela.  Pois bem uma das paqueradas á época, era Maria Cãndida, filha de seu Cãndido Portela.. Pensem numa mulher bonita! Seu Candido muito brincalhão, um dia, preparou uma boa para recepcior a negrada. Passou mais de uma semana enchendo um penico de fezes. Uma bela madrugada, a turma encostou  à casa do velho Cãndido e colocou a vitrola com o disco na agulha, com a seguinte música: A lua vem saindo cor de prata,. Seu Cândido já preparado, pegou o penico cheio de fezes jogou-o pela  janela e gritou: Lá vai merda pra quem tá na serenata!!!
     
    DIONISIO
    Era Festa de Agosto de 1969, Reriutaba lotava de gente, Gente de todos os quadrantes daquela região. A festa alusiva à  Padroeira, Nossa Senhora  Perpétua Socorro, tradicionalíssima. À noite montavam - se Barracas no Patamar da Igreja. Eram barracas de toda a natureza. A mais famosa das Barracas era exatamente, a barraca da Geralda, esposa de Chico Roseno. Geralda preparava uma sopa que só ela sabia fazer!!! A composição da sopa não me pergunte -  Era segredo de Dona Geralda. Bem, vamos a Estória: Josias Linhares, feirante no ramo de  " Orive" vendia ouro. Para  quem não conhceu era pai de Teté Paiva , primeira dama do município. Pois bem lá para tantas da noite do último dia de festa, Josias se diregiu á Barraca de Dona Geralda e pedeiu uma Pratada de Sopa, Geralda atendeu - o prontamente. Josias saboreou a Sopa, terminou de comer tada a Pratada falou: O sopa boa Geralda!!! A senhora tem lavado a burra vendendo sopa!!! Geraldo se lamenta e responde - QUE NADA JOSIAS, DURANTE ESSES DIAS TODOS, ESTE É O PRIMEIRO PRATO QUE VENDO!!!
     
    DIONISIO
    Seu Aderson Uchoa, foi o primeiro tabeleão público de Reriutaba. Morava naquele casarão frontal á praça Cel. Raimundo Rodrigues, que hoje mora Suzana, sua neta. Seu Aderson tinha vários netos, entre eles: Maurício, Jénarí, e Zé Aderson - irmãos. Todo ano nas Festas das Moças, eles vinham de Fortaleza para participarem do evento. Numa das ultimas festa, alacançada por Seu Aderson, com seus 90 anos, Maurício chega de Corujão, quase meia noite, vai logo tomando a bença ao velho: bença vovô, bença vovô!! O velho respondia, com aquela voz pausada: Deus te abençoi, meu neto... Maurício não perdia tempo, logo pedia dinheiro para comprar a mesa da Festa. Vovô me dá dinheiro para eu comprar a mesa do Clube. O VELHO RESPONDIA DE IMEDIATO; LEVE UMA DAQUI, CUIDADO PRA NÃO QUEBRAR!!!
     
    DIONISIO
    Elias Paiva ou simplismente ELIAS, é um deficiente físico, patologicamente cego. Porém de uma sensibilidade auditiva e de olfato, o que lhe permite enxegar melhor do que muito marmanjos normais. Elias ganha e /ou ganhava sua vida puxando um carrinho - de - boi, com lenha para vender porta a porta. Conhecia rua por rua de Reriutaba e principalmente os moradores da cidade! Tinha um slogan: sempre se dirigia as mulheres com a frase: Tudo bem meu amor, (citando o nome ), quer casar comigo? Sua grande paixâo era a professora Eluídes Marcedo. Em fim, Elias conhecia todo mundo pela voz. O detalhe da Estória: Teunúzia era garota que morava próximo à casa de senhor "Sitonio Calixto" tinha uma voz muito grossa, mesmo assim Elias a conhecia, todas as vezes que a encontrava falava: Tudo bem Teunúzia meu amor! Teunuzia com aquele voz rouca respondia, tudo bem Elias. Teunuzia um dia vai estucar em Fortaleza, seis meses depois volta de férias, ao descer do
      trem - lá vem Elias puxando seu carrinho de boi. Teunuzia vê Elias e grita : Elias meu amor como vai? Quer casar comigo - brinca? Elias não relembra a voz Grossa da Moça e responde: "Te fecha bicho, num gosto de Macho nâo!!! Teunuzia disse Elias sou eu, teu grande amor. Elias fala meu amor é a Professora Eluídes!!!
     
    AMADEU LUCINDA-RIO
    O TOCADOR DE PIFÂNO - Na década de quarenta, nas quebradas da Serra da Ibiapaba, entre Campo Grande e Santa Cruz, hoje Guaraciaba do Norte e Reriutaba respectivamente, no estado do Ceará, morava um sujeito inusitado. Era o João Moreira: baixinho, quase anão, gostava de tomar uma pinga, mas, era um artista nato, de uma habilidade incomum. Ele fabricava pifâno. Ele vivia embrenhado nas matas a procura de taquara, é uma espécie de bambú, a única que serve para fazer pifâno. Ele o construía de forma artesanal, mais eram perfeitos, de uma sonoridade sem igual. Moreiratambém tocava o tal instrumento com grande habilidade. Durante a semana, ele conseguia fabricar até trinta pifânos que eram vendidos em Reriutaba a duzentos réis, hoje vinte centavos. Sexta-feira á noite ou sábado de madrugada, lá ía ele rumo a feira para vender seus pifânos, saía ele tocando um pelo meio da feira para chamar atenção dos futuros freguêses. Se Moreira conseguisse vendê-los to
     dos, no fim da feira ele teria seis mil réis, hoje seis reais. Aí tomava umas pingas, ficava bêbado, comprava algumas coisas para casa: rapadura, café etc. Não dava para comprar muita coisa, para vocês terem uma idéia do preço da époco, um quilo de carne com osso custava dois mil e oitocentos réis, hoje dois reais e oitenta centavos. O dinheiro do Moreira nunca sobrava para ele comprar uma roupa, portanto a que ele usava era só remendo, e o resto todo rasgão. Dava pena ver tanta miséria. Um dia, um viajante, representante de uma empresa de São Paulo, estava fazenda a praça e viu o Moreira tocando seu instrumento e com uma sonoridade de dar inveja a Beethoven. Parou, ouviu e se aproximou do Moreira. Este logo oferesseu um pifâno para o desconhecido. O viajante comprou, e pagou o equivalente á vinte centavos. O desconhecido metendo a mão no bolso, tirou a carteira de notas e tirando dela uma nota de cinquenta mil réis, hoje cinquenta reais deu ao Moreira dizendo:
      - Vá e compre uma roupa para cobrir suas carnes e também para sua família. Faça sua feira. Pelo menos hoje você leva oque comer para sua família. Ele ficou muito feliz e entrou em uma bodega contando com euforia o acontecido.Foi aí que um gaiato estragou a festa do pobre Moreira. Disse o gaiato: Você recebeu o dinheiro daquele homem? Ele é um comunista, você sabia? Com o dinheiro do comunisma na mão, você vai direto para o inferno. Moreira arregalou os olhos e saiu á procura do desconhecido, e quando o encontrou, jogou o dinhero encima dele e disse: você pensa que compra minha alma com esse dinheiro. Você é um comunista. O moço tentou envão dizendo que não era comunista, e mesmo se fosse, o dinheiro não tinha nada haver. Moreira estava decidido, morreria de fome se necessário, porém dinheiro de comunista nunca. - Do Livro: "O Anjo da Noite e Outros Contos" de Amadeu Lucinda.
     
    DIONISIO
    Hoje irei contar três Estórinhas inerentes ao seu Manoel Bandeira. Pois è Seu Manoel Bandeira tinha um comercio atacadista, localizado quase na esquina da rua do seu Messias. Um certo sábado ( dia de feira), seu Manoel estava sentado no velho balcão, quando passa um matuto com um coro de uma onça pra vender. Seu Manoel o interroga: Hei matuto, uma Onça? O matuto levantou a cabeça e respondeu, não sinôr é só Couro. Seu manoel insiste: O couro é seu? O matuto novamente, meu acabrinhado, responde, não senhor é da Onça! No final da feira, o Matuto vem voltando, quando chega na frente do armazém, de Seu Manoel chama o matuto e pergunta: Quantos filhos você tem? O matuto de pronto responde: Tenho doze, seu Manoel o intercepta e fala, pois lá em casa eu não tenho filho, quem tem é a mulher. O matuto com seu ar ingêneo responde, o sinô é rico né sê, pode mandar fazer eu sô pobre, tenho que Labutar!!! A segunda estória, Seu Manoel estava sentado
     abaixo da janela de sua casa, louco pra tomar uma gelada, fala para José Flávio, seu empregado: Zé Fravo, pega a biscicreta, vai lá no bar do Gildo traga una caxa de cerreja pra eu beber aqui mesmo imbacho dessa jinela!!! A terceira estória: Seu Manoel foi merendar na banca de Dona Maria Benvinda, que ficava dentro do mercado, chegando lá falou: Dona Maria mim dê um doce de Leite, dona Maria respondeu, seu Manoel eu não faço mais doce de leite, porque o leite não Rende. Há dona Maria se você fizesse rocê RIndia muito mais. É seu Manoel mais o diabo é que o leite não Rende! E não rendendo eu não faço pra Vender!!!!
     
    DIONISIO
    Conversando com um conterana que chegava de passeio ?terrinha, perguntei-lhe pelo uma pessoa amiga de infância e que se achava doente. Disse-me ele: não a visitei, quero guardar dela ás coisas boas de nossa juventude, não a imagem de uma pessoa doente, sofrendo e quase morrendo. Ao chegar em casa, escrevi esse texto que vou reproduzí-lo e o dei de presente. OS BENEFÍCIOS DE UMA VISITA. "A arte de visitar, o costume de fazer visitas é uma benção, é uma dádiva divina. Os benefícios proporcionados pela a visita são incalculáveis. Tanto ao visitado como ao visitante. Quando Maria, a mãe de Jesus ficou grávida; uma das primeiras coisa que Ela fez foi, programar e executar uma visita á sua prima Izabel. A alegria que as duas sentiram e viveram naqueles três meses que ficaram juntas, foi muito grande. Quando Jesus nasceu, os Reis: Belquior, Gaspar e Baltazar, vieram do Oriente para visitá-lo. Visitar o menino Deus. Ofereceram-lhe: Ouro, Mirra e Incenso. Todavia, o
     maior presente foi, sem sombra de dúvidas, suas presencias. Quando Jesus sobe que seu amigo Lázaro estava doente, não perdeu tempo, foi visitá-lo. Nessa Ele chegou atrasado. Tinha morrido. Não havia ainda avião a jato como meio de transportes, as locomoções ainda eram feitas em jegues e camelos. Mas, isso foi de propósito. Jesus ao chagar o ressuscitou, mostrando assim o poder da visita. Se Ele não tivesse ido visitar Lázaro, não o tinha ressuscitado. Isto prova que, a visita tem poder de ressuscitar e també, que, a visita tem origem divina. Quando visitamos um amigo e esse está em situação boa, ele dividesua alegria conosco, quando ele está em situação ruim, ele sente que tem com quem contar, com quem dividir seus problemas. Quando ele está preso, ver na liberdade do amigo, um pouco da sua. Quando ele está doente, ver na visita do amigo um bálsamo e com quem dividir o peso de sua cruz. Quando você visita sua Terra Natal, teu pensamento te leva á infância, teu sangu
     e flue como na infância. É divino! Não deixe de visitar. O maior beneficiado é você.
     
    DIONISIO
    Senhor Ademar, uns dos mais bem sucedidos comerciantes de Reriutaba, seu comercio fica conjugado a loja de tecido de seu Artur Ximenes, no quarteirão do mercado; bem em frente à loja de seu Luis Castro. Seu Ademarzinho, como era conhcido pelo seu pequeno físico, adotou uma criança do sexo masculino, o batizou com o nome de Antonio. Antonio Velozo. O amor pela criança era tão grande que ele o chamava carinhosamente de TOINHO. O tempo foi passando e Toinho foi crescendo, como era estrábico ( os dois olhos dirigidos para o ápice do nariz ), a turma o apelidou de CABORÉ. - "em Reriuraba à época todo mundo tinha algum apelido, as vezes perfeito", que chegava a substituir o próprio nome. Seu Ademar ficava FURIOSSÍMO quando alguém chamava seu filho de Caboré. Aqui entra a parte pitorêsca da Estória: Aos sábados acontece a tradicional Feira de Reriutaba, seu Ademar, para aproveitar a presença dos feirantes ( serranos que vinham de Guaraciaba ),
      acordava cedo, ia até a rede de Toinho, tentava acordá-lo para ele ir abrir o comercio. Começava o ritual: Acorda meu filho,... acorda Toinho ...Toinho acorda! Toinho apenas se remexia na rede, hum..hum...hummm... seu Ademar ia perdendo a paciência. Acorda Antonio... Toinho novamente se remexia, rosnado: hum...hum... O velho já de paciência cheia, gritava: Acorda "Caboré fio duna égua". Aí sim, CABORÉ, rapidamente levantava-se, ia correndo abrir o comercio do velho Ademar!!! Hoje Antonio é um cidadão como tantos outros jovens da época que também tinham apelidos em substituiçâo ao nome próprio.
     
    DIONISIO
    Lendo a história de Lucinda Amadeu - Rio de Janeiro de 09.06.08, lembrei de um velho poeta popular que nos anos setenta veio fazer uma cantoria em Reriutaba, lá para as tantas da madrugada beteu-lhe uma fome da peste. O velho poeta procurou um restaurante aberto não encontrou; procurou uma lanchonete não encontrou; enfim não tinha se quer um quiosque aberto. Voltou ao banco da Cantoria, pegou aviola e excalmou: Reriutaba, cidade que nos conduz, de dia falta água, de noite falta luz, as padarias fechadas e os hoteis só tem cuscuz!!! Nisso o dia já raiando, uma galinha pulou na bandeja de dinheiro da Cantoria, derramando toda o dinheiro. O velho poeta pegou novamente a viola e rimou: Menino pega essa galinha pra deixar de alvoroço. Pega e leva pra cozinha e puxa logo seu pescoço, se não servir hoje pra janta, sevirá amanhã pro almoço!!!
     
    DIONISIO
    Nos anos setenta, o Reriutaba Esporte Clube era o único time da cidade. Há época o Reriutaba contava com excelentes jogadores, porém três eram destaques do time, Os zagueiros Riba e João Cebola e ponta direita Boinho. Numa partida contra o time de Ipu, Boinho que tinha como forte a velocidade, porém muito rude, pegou uma bola ainda no seu campo, despinguelou para a linha de fundo adversária. Riba - quarto zagueiro, ficou plantado em sua própria área. João Cebola subiu e foi pra área do adversário. Dentro da pequena área ele grita: Boin cruza po Riba! ( por alto), Boim levantou a cabeça e com sua força de interpretação, recuou a bola lá para o zagueiro Riba. David, atacante do time de Ipu, pegou a bola passou na carreira por Riba, driblou o goleiro Tipa e fez o gol. João Cebola, com uma raiva da peste gritou: Boin tu tem uma IMPRECUNDIA besta de ser atacante! Boim com aquele ar de quem entedeu, apenas falou: Tu nu mandô eu cruzar pro Riba. Detalhe: Até hoje procuro em todos os dicionários da lingua portuguesa e ainda não encontrei o sinônimo da palavra IMPRECUNDIA , citada por João Cebola. Quem souber escreva para mim dando os detalhes.
     
    DIONISIO
    Reriutabenses dos anos 70!!!

    Morava em Reriutaba um senhor chamado Benedito Serena, muito metódico com ar de intelectual. Quando das Festas dos Reis Magros, a NEGRADA ia a sua casa e o chamava vem pro pau! Benedito ficava uma fera. Um belo dia roubarm do seu quintal um Peru que sua irmã Quinca, SOCAVA para a festa de final de ano. Benedito enforecido, entrou com uma queixa - crime na Delegacia com o seguinte teor: Senhor Delagado, alguns melientes que infestam nossa Urbe, penetrarm no recinto sagrado de meu Lar e subtrairam do galinheiro uma Ave Galinhaça, pernalta que o vulgo a chama Peru. Não é pelo valor intrínseco do objeto, más é porque minha Mana Quinca prefiria emolala nas Festividades de seus Gemetrículos. Por tanto faça sua melícia chegar aos meliêntes e de volta, ao meu Lar trazer o subtraído. Fico no aguardo de sua eficiência! Assina : Benedito Sereno. O Delegado, à época, semeanalfabeto, leu a Queixa - crima e respondeu: Muito obrigado pelo convite. A noite estarei aí.
     
    DIONISIO
    Morava um casal de velho, numa casa recuada, em frente a linha do trem. Do lado direito, ficava a casa do seu Júlio Balacó, do lado esquerdo a casa do seu Gerardo Matias.Em frente do outro lado do trilho, a casa de meu pai. Esse casal de velho se tornou figura pitoresca: Todos os dias à tardinha, o Velho ia "BUTAR" as galinhas para dormir no galinheiro e gritava:" Chô diabo, diabo chô diabo, ...". A velha , que ficava fazendo renda no alpendre da casa exclamava: Diabo, que tanto diabo é esse, Diabo!!!dionísio.ximenes@hotmail.com
     
    CESAR-SP
    Cearense não vai em festa - Vai pra forró
    Cearense não entra - “Imburaca”
    Cearense não vai embora - “Pega o beco”
    Cearense não conserta - “Indireita”
    Cearense não bate - “Planta a mão”
    Cearense não briga - “Risca a faca”
    Cearense não fala: Vamos! - Fala: “Vumbora”
    Cearense não é errado - É “Desmantelado”
    Cearense diz palavrão - É “Esculhambado”
    Cearense não fica reto – Fica “Aprumado”
    Cearense não joga fora - “Rebola no mato”
    Cearense não discute - “Bota boneco”
    Cearense não sai para se divertir - Sai para “Botar boneco”
    Cearense não vigia - “Pastora”
    Cearense não enche a barriga - Fica com “Bucho cheio”
    Cearense não dá beijo - “Lasca” um beijo
    Cearense não abraça - “Arrocha o nó”
    Cearense não dá volta - “Arrudeia”
    Cearense não diz: Dá licença - Diz: “Ô o meio”
    Cearense não diz: Oi cara! - Diz: “Aí, macho!!!”
    Cearense não diz: Pô, Meu - Diz: “Oxente!” “Oxe!” “Eita!!!”
    Cearense não gosta de petiscos - Gosta de “Tira-gosto”

    Se você tem alguma estória de nossa cidade, mande no meu e-mail: dionisio.ximenes@hotmail.com que divulgaremos aqui no site.