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Blog do Carlos David
Poesias, Histórias, Política, e outros assuntos
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Carlos David Lopes Morais - Fortaleza/Ce
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05/04/2012

Tio Chaga da Cabaceira.
(E por falar em saudade onde anda você)


Sinceramente nem sei como iniciar esse texto, a saudade é imensa, seu jeito simples, receptivo e amigo, tenho varias lembranças boas do meu tio, eu como homem que amo minhas origens, fazia questão de lhe tratar assim,”Tio Chaga da Cabaceira” ele também se deliciava com a forma do tratamento, pois tinha consciência e orgulho de sua origem da Cabaceira, tem vários momentos que recordo do meu tio, sua primeira loja de tecido em Reriutaba, era de frente a padaria do papai, pra ser mais preciso, sua loja era ao lado da “budega” do senhor Demarzinho, no quarteirão do mercado municipal, ele parecia ter pressa em tudo que fazia, era uma correria, atendia todos com muito jeito, de comerciante nato, sua loja as 05:00 hora da manhã no dia da feira, sábado, já recebia seus primeiros clientes antes do raia do dia, sua inteligência, manha ardilosa e subtil para o comercio lhe fazia uns dos maiores comerciantes reriutabense, o desenvolvimento econômico de nossa cidade, deve e muito ao “tio Chaga da Cabaceira”, recordo o dia do nascimento de sua segunda filha, Leda, no alvoroço do movimento em sua loja, com seu jeito simplório e calma, articulava pra mim, no meio da feira.

___Ei! Meu santo, diga ao compadre David, que afilhada dele nasceu nessa madrugada e esta tudo bem com a Veronquinha.

Eu rapidamente, corria e comunicava para meu pai, que o considerava como irmão, além de ser primos legítimos tanto do papai como da mamãe, os “cabaceiras” são todos uma mesma família, dificilmente alguém fora da família possa compreender esses laços. Meu pai era uma pessoa que gostava de tomar umas dozes com os amigos e parentes, certa ocasião lá estava ele com os amigos no bar do Chaga Morais, (seu irmão) onde parava todos os ônibus que chegava em Reriutaba, principalmente os da empresa horizonte, recordo como hoje, meu pai tomava Vodka, quando de repente chega “tio Chaga da Cabaceira” eufórico devido o grande inverno no ano de 1971, mas do que rápido, virou o copo de vodka de meu pai na sua boca, engolindo o trago rapidamente, engasgado e tose.

___Compadre David, veja a chuva, é inverno demais, com a fé em Deus, esse ano o inverno seja bom, porque no ano de 1970 passado foi uma negação, não deu nada, pra gente vender alguma coisa no comercio, é preciso que chova e traga alguma renda para o povo, somente assim o comercio melhora, e já estou indo, fiz uma promessa com Nossa Senhora do Perpetuo do Socorro, que logo nas primeiras chuvas, ia de Reriutaba à Cabaceira a pé, no chouto, até a casa da mamãe. Num piscar de olhos, saiu voado no rumo da estação do trem, mesmo com forte chuva foi e voltou a pé da Cabaceira, “tio Chaga da Cabaceira” não bebia, mas nesse dia engoliu o trago de vodka, com o propósito que seria a única vez, de nunca repetir tal ação.Os momentos mais difíceis da vida de seu compadre David Morais, ele esta ali, para o que der e vier, recordo no dia do falecimento de minha mãe, na época ele tinha um corcel verde coupe, desde o momento que teve conhecimento do acidente, ficou conosco, ele e tia Verônica, depois do diagnostico do Doutor Farias, resolveram correr atrás de recursos para salvar minha mãe, a principio com destino a cidade de Sobral, mas infelizmente não andaram muito, na subida do alto do Chapéu de Couro, ali onde a direita fica a cidade de Macaraú, minha mãe faleceu, o desespero foi grande, ficamos todos aéreos, ele não sabia o que fazer, queria muito nos ajudar, trazendo a Belinha de volta, mas era impossível, era o mês de novembro de 1972 , no próximo mês de dezembro era aniversario de sua filha Irismar, completava 15 anos, o planejamento de uma grande festa no Reriutaba-Club, com a banda “The Hippies” , foi cancelado imediatamente, nos restavam somente a tristeza, a dor e o conforto de Deus.Tenho varias recordações do “tio Chaga da Cabaceira”, quase todos os domingos minha família almoçava na casa do vovô José Furtado de Melo(Pai de minha mãe), lá na Cabaceira de Baixo, esse mesmo costume o “tio Chaga da Cabaceira” tinha, todos os domingos almoçava com sua mãe Conceição, que era vizinha de meu avô, alias eles eram irmãos, tia Conceição e vovô Jose , as ligações familiares eram fortes, agente éramos crianças, depois do almoço nossos pais dormiam no alpendre, fazia a sesta que só a Cabaceira tem, enquanto eu, meu irmão Fernando, os primos(as) se embrenhavam nas veredas, subindo e descendo as lajem, atrás da casa da tia Conceição, hoje sei que aquilo se chama F E L I C I D A D E. Os tempos passaram, fui obrigado a morar na cidade de São Paulo, parece que nosso destino estava predestinado, todos os anos eu via “tio Chaga da Cabaceira”, tinha ano que eu o via duas vezes, ele como grande empresário de nossa Reriutaba, estava constantemente na Paulicéa, fazendo suas compras de tecidos, todas as vezes ia espera ele no aeroporto de Congonhas, ele ficava no hotel Irradiação, avenida Ipiranga com a Rua Santa Efigênia, tinha pressa de tudo, ele se afinava como paulista, na hora de receber sua mala na esteira, em seguida me falava.

___Tenho que está o mais rápido possível no hotel, os representantes das fabricas de Holambra e Americana, já estão me esperando, vamos hoje mesmo para o interior, é lá que estão as fabricas, meu santo, peque logo um taxi. Eu o ajudava no que fosse possível, todas as vezes que tia Verônica lhe acompanhava, eu sabia que seu roteiro estava incluso a cidade do Rio de Janeiro, para visitação de familiares, fazia comentários da ponte aérea, ”Ora, pedi um água pra aeromoça e nem terminei de beber direito o avião já estava descendo no Santos Dumont, é uma rapidez danada”. O ínterim do aeroporto para o hotel, me falava da Reriutaba, da beleza de cidade que tinha o privilegio de morar, mas apreciava o grande movimento da cidade grande, o desejo de progredir falava mais alto,”Se a loja do povo fosse aqui, agente triplicava o faturamento”.O senhor sem duvida será eterno para nós da família e para a sociedade reriutabense, pela sua simplicidade, sua honestidade, pelo seu exemplo de solidariedade, pelo seu dinamismo, sua habilidade para o comercio, um pai exemplar, onde seus filhos podia sempre contar com ele, não estou falando somente no âmbito econômico, sempre agasalhou suas crias, eu sou testemunha de seu amor e carinho pela a filharada, sou grato a tudo que o senhor fez pela minha família, principalmente na década de 70, mais a vida é assim mesmo , ninguém veio pra ficar, raramente duramos 100 anos, e acredito assim como na terra, os encontros dos “cabaceiras” no céu, será cheio de alegria e divertido, principalmente se no meio de todos eles, tiver vários garajau de manga de varias espécie, manga manguita, manga verdadeira, manga jasmim ou manga foice do tio Raimundo Furtado Pellegrino, parece que ouço o “tio Chaga da Cabaceira” falar:

___Meu santo, isso é uma coisa de Deus, temos que agradecer todo santo dia.

Abraços.

Carlos David Lopes Morais

 
29/03/2012
Viajando dentro de mim.

Ah, os tempos passaram, mas nunca esqueci a minha ida pra São Paulo, a data de chegada foi no dia 31 de julho de 1973, tinha exatamente, dezoito anos e onze dias, naquela época a rodoviária era no centro, na avenida Duque de Caxias, no bairro da Luz, e lá estava Eu, à deriva, como vários nordestinos fugindo da seca, minha mala parecia uma cachorra da raça dálmata, branca com aquelas manchas preta, ao descer do ônibus da Itapemirim, foi como sair da Reriutaba e dá de cara com o Alasca, um frio de matar, a garoa insiste em me batizar, mas minha resistência nordestina confirma minha origem, meus gestos simples, matuto, cabeça ovulada e tipicamente nordestino, fica a mercê das mudanças e o novo estilo de vida, confirmava com meu olhar, sou da Reriutaba-Ceará, estou aqui por questão não só climática e sim por questões política, atormentado, poucos entenderiam meu pensamento, na verdade pelos meus poucos conhecimentos não sabia que havia frio naquela proporção, mas eu como bom nordestino estava disposto a enfrentar e superar qualquer “parada”, os meus olhos lacrimejando constantemente, com saudade do Ceará, eu queria e precisava trabalhar, a única opção era sair do meu Ceará, tempos de migração muito forte, nosso nordeste era abandonado por políticos sem nada a oferecer, época de ditadores sem escrúpulos, as coisas tinham que ser regida por eles, os militares, minha angustia e tristeza me torturava, mas com muita curiosidade do mundo novo que agora me ofertava, o impacto da grande metrópole com Reriutaba, era conflitante, tanta desordem na minha cabeça, muitas vezes me imaginava fora do Brasil, mas na verdade era mais um desses “Brasis” desconhecido por muitos, fui morar numa pensão no Bairro Bela Vista, conhecido como o Bexiga, bairro central da cidade, região totalmente italiano, com seus cafés e bares típico, o convívio com pessoas diferentes e totalmente alheia a minha formação, despedaça meu coração, chegava a pensar que somente eu tinha o juízo certo, o resto da população eram loucos ou endemoninhado com a rapidez que se caminhavam nas ruas, a descida da ladeira da rua Conselheiro Ramalho, para a rua Santo Antonio, se tornava um tobogã, e logo em seguida a escadaria para a avenida 9 de julho, associava a rapidez do paulistano com os choques que tomava na hora do banho, por ser chuveiro elétrico, pois estava constantemente levando choque no banho, sentia um abuso enorme da dona da pensão, tudo que eu falava , lá estava ela aos gritos, com seu sotaque alemão, “iá, iá, iá”, eu comigo pensava, o que será que essa doida quer dizer com esse, “iá, iá, iá”, mas agente acabava se entendendo, principalmente nos dias de vencimentos para pagar o pensionato, meu primeiro trabalho foi numa padaria enorme na Rua da Consolação, ao lado do jornal (O Estado de São Paulo), naquela época o jornal ficava na Consolação esquina com o viaduto Major Quietinho, viaduto corta a avenida 9 de julho, umas das principais avenida da cidade, até hoje não consigo entender por que os paulista chamam rua da Consolação, porque na verdade é uma grande avenida. Épocas de muito frio na capital paulista, eu sem agasalhos, minhas camisas eram de algodão branco e mangas curtas, tempos esses, que tinha passado pela uma grande desilusão na vida, a morte de minha mãe, com isso devido nossa formação nordestina ou reriutabense, era obrigado a permanecer uma boa temporada de luto, então vestia o básico, camisa de algodão branco, calça preta, e umas faixa preta no bolso, informando que meu coração esta enlutado, assim como eu rotulava os paulista de doidos devido as correria do dia, eles, os paulista me olhavam, “esse baiano é muito louco”.Minha solidão na metrópole era demais, em momentos de reflexão, recordava a praça da matriz em Reriutaba com meus amigos, a minha namorada que eu amava demais, a estrada da Cabaceira no rumo da casa de meus avós, as comidas deliciosas com pimenta do reino que somente a vovó Maria das Neves Lopes sabia fazer, os ralhos do vovô José Furtado Melo(pai da minha mãe) por correr e pisar nas suas plantações, dos banhos no rio Juré com meus primos(as) e meu irmão Fernando, as gaiolas do Fernando repleto de pássaros exóticos, galo-de-campina, canários da terra, golinhas e etc, muitas das gaiolas pendurada na cerca com os alçapões todos de boca aberto com suas armações doces a espera de uma nova vitima, com esse pensamento percebia a riqueza na qual eu vivia antes e no entanto foi trocado por outra riqueza que não nos leva nada, a sonolência e o cansaço, adormecia em poucos instante, o único momento em que me agasalhava do frio, por ter os cobertores da pensão.Quando menos espero o dia tinha amanhecido sem arvoredo e abstrato, sua gente corriam como desesperados, como numa corrida de quem chegar primeiro, leva o premio, aquilo me intrigava, fingia dormir e observava meu companheiro de quarto, morrendo de medo por não o conhecer, no entanto tinha que dividir o quarto por questões financeira, umas das coisas que mais me apavorava, o medo dele me matar, mas tinha que me acostumar e entregar o destino ao Criador, pedindo que nada de mal me acontecesse, durante quase um ano de adaptação na metrópole, a minha maior alegria era receber uma carta da minha inesquecível namorada, era como abrir os céus e eu entrava no seu mundo bom e puro, mesmo antes de abrir a carta, os brilhos de meus olhos refletiam o amor, de tanta alegria, passava horas e horas lendo e relendo, o cheiro de seu perfume favorito(sandallus) parecia embrenhar na carta, o amor era tão impetuoso que exalava no ambiente, de imediato me transportava de São Paulo à Reriutaba, e ali era encontrado seus carinhos, seus beijos, o amor e a harmonia que havia entre nós, guardava todas as cartas com grande cuidado e carinho juntamente com sua fotografia, em dias de descanso, lia e relia todas as cartas, olhando demoradamente para suas fotos.O tempo passa, o ano vindouro é 1974, a temperatura começa a imitar o meu Ceará, inicia a temporada de calor, me sinto melhor, na virada do ano do dia 31 para 1º de janeiro, na saída do trabalho, fui ver a corrida de São Silvestre na esquina da Consolação com Ipiranga, naquela época essas festividades eram a meia-noite, exatamente na passagem do ano, fiz critica aos atletas, “quero ver um cabra desse correr, de Reriutaba ao Carão com um Garajau de pão na cabeça”.O comportamento criticado antes por mim dos paulista começam a entranhar em mim, inicio a busca de novos horizontes, um novo emprego, percebendo que o atual não me oferecia grandes coisas, e inicio a procura, como ironia do destino o companheiro de pensão, no qual eu tinha medo, me dá umas dicas importantíssima, faz menção os classificados do jornal, “o estadão”, aos domingos que tem muitas ofertas de trabalho, imediato passei a procurar os anúncios de emprego, como uma graça dos Céus, vejo algo interessante, com o meu perfil, sem qualificação profissional, não requer habilidades nenhuma, o Serpro(Serviços de processamento de dados) recrutando pessoas de caráter temporário por 90 dias, no horário das 07:00 às 13:00, ficava no bairro da Luz, sentia também o amparo da luz Divina, isso foi a gota d água, a conciliação dos dois empregos foi perfeito, me deixando radiante de alegria, sentia o meu desenvolvimento profissional e pessoal progredir, sabia que tinha que encarar, pois sabia que somente assim poderia mais rápido agilizar pendências, pois até naqueles dias não foi possível comprar nada, nem mesmo de ordem pessoal. Junto com o ano que inicia, a jornada de trabalha aumenta, na chegada da cidade não tinha emprego, agora já me vejo com dois, no Serpro inicia as 07:00 saindo as 13:00 horas e na padaria inicia as 15:00 termino às 24:00, somente assim foi possível resolver as pendências, as fadigas eram demais , mais suportei os 90 dias com os dois empregos, quando menos espera fui obrigado a sair dos dois emprego e iniciar meu trabalho no Comind, instituição financeira, hoje falida, em seguida o encontro com os reriutabense que morava na paulicéia, Feliz Taumaturgo, Antonio Mauro Rosendo, Cezar Sá e Rogério Taumaturgo(Ipuense).

Abraços
Carlos David Lopes Morais

 
23/03/2012

LÍGIA, fotografei você na minha roleiflex.

Conhecer você foi uma alegria inusitada, meus olhos brilham com os limos da vida, como se a partir de agora possa liquidar os contornos mal feito da vida, bastaram poucos minutos para o amor contagiar, como iniciasse ali o que nos faltava, a felicidade, de relance me embelezei com o seu interior, sua áurea, seu pensar me fascina, conversamos de amores do passado sem escrúpulos, sem preocupação com os conflitos do que foi falado e ouvido, apesar das neuras e frustrações, falamos de política, a forma de ver a vida, com seus valores minuciosos, senti seu coração pulsar, o meu então, queria sair pra fora do peito, a correnteza da vida nos assusta, mas ficamos em sintonia, esquecemos tudo ao nosso redor, nosso sorriso carimba a alegria do encontro, sem rumo pedimos a informação que precisamos.

___Por favor, a senhora pode me informar onde fica à rua da Tripa?

Passeamos pela periferia como se estivesse em New York, Londres ou Paris, a travessia do rio da ponte, na velha estação de ferro, figurava o rio Sena, ficamos de mãos dadas para travessia, ajudar no equilíbrio, para evitar um eventual afogamento, o medo nos freia do mundo novo, desconhecido, mas há compatibilidade, sentimos nosso entender do mundo e pensamos basicamente iguais, nossos olhares continuo acelera constantemente, criando situações como se o mundo estivesse nos observando, mas voltamos a sorrir, cobrimos com um manto as conseqüências, saboreamos cada momento, sabemos que o vento esta a favor, mas não sabemos bem o rumo ou onde esse vento irá passar, nos tornamos vulnerável e seguimos a trilha que nos foi dado, nossa satisfação a comunidade é bem maior que nossa ansiedade, temos consciência que nada sabemos e estamos a cada dia aprendendo aquilo que a vida nos proporciona, é normal a vida dá volta para podermos nos encontrar, a procura e o sonho de um amor maior e ele agora transborda, poucos tem coragem, todos calam, as vertigens amedronta, as nuances realça para um mundo perigoso, mas nessa ocasião e embebido pelo o amor, nada nos assusta, as barreiras ficaram para trás, nosso palco estava praticamente pronto, seus olhos cintilantes e esverdeados, me dava sinal que devemos avançar, fica estabelecido como providência divina, a grande essência da vida temos como referencial o amor e seguimos como ave migratória, no percurso do voou alto, enxergamos de cima a grande queda d água, nossas almas tranqüilizava por um tempo, agora ninguém mais nos (espia)notava, agora somos nós que os observamos do alto atentamente, pousamos e juntamos as outras aves, nos tocamos, o calor de minha mão segurando a sua, deixava claro o carinho e amor por você, seu hálito puro e saudável exala a suavidade de manjericão, junto a você me sinto mais belo, um homem de sorte, meus olhos brilham com a satisfação de estar junto a você, feito uma reciclagem de valores, sentados, fingimos retirar todos os espinhos da vida, evitando as vulgaridades, as palavras de baixo calão, foram excluídas por pedido, em nosso ninho acendemos as velas, o vento sopra como uma tempestade seguidos de assobios sinalizando as grandes conseqüências futuras, superando o desejo de continuar, trocamos a posição da luz e nada acontece, como se a providência divina não aceitasse seu fogo, intrigado, revoltado e atordoado, choramos, nossas lágrimas se misturam e juntas aumenta a queda d água antes vista do alto, agora com um turbilhão nos leva para a grande cachoeira e despencamos sem ter onde nos apoiar, tentamos agarra a alguns arbustos, a tragédia é inevitável, a fertilidade e virilidade dos frutos em brotos, tombam sem serventia, suas vestes encarnada, fazem gosto de sangue em minha boca, ainda me restava a esperança das vestes serem rasgada para absorver meu pranto, mas não acontece, e o que antes era divino torna-se diabólico, o fel da ave explode e dilui ao jiló da vida, o amargo torna-se insuportável, pranto de choro me lacera, tomando o rumo de volta, cego, cabisbaixo, no percurso do voou solitário de retorno ,as chuvas molham e encharcam minhas penas, sinto um peso enorme, o mundo lamenta, mas não sentiu nenhum penar de mim, se tornando apática, insensível e egoísta, endossando sua concepção de vida, sentimentos mais sentimentos não nos leva a nada, e numa explosão de valores inversos fico a meditar, grandes qualidades há, mas seus defeitos são grandes, defeitos crônicos sem condições de correção e inversão, defeitos elaborados pela a vida, como um jarro de porcelana chinês caindo do 20º andar, impossível catar os fragmentos, seu narcisismo tem um exagero fora do comum, a ponto de destruir seus encantos, seus brios, tornando amarga e petulante, nesse momento de extrema dor, a tristeza complementa com as lagrimas da decepção, me manda cuidar da vida, aponta a direção, sigo como obrigação, como se a felicidade não pertence ao meu mundo, chego a pensar que o Criador foi injusto comigo, agora já desejo um buraco bem fundo, para me esconder, complexidade de culpa e inferioridade, sonhos chutados, neutralizados, vejo as gargalhadas de deboche de almas perdidas do além, estrangulando meu ego sem compaixão, vejo vários demônios batendo palma no trecho percorrido entre o purgatório ao inferno, como se nada construído tivesse valor, dificilmente terei o perdão, inerte, perda da guerra, mas consciente que esse amor não me pertence, a felicidade procurada não esta contigo, apesar que nunca julgamos a pessoa que amamos, se esse amor te cegou sem duvida ele é verdadeiro, os frutos em brotos mesmo jogado no chão sem serventia, eles floresce e brotam, com a riqueza da terra, misturado com esterco, como o ouro da alquimia dos “cabaceiras”, restaurando as magoas pedacinhos em pedacinhos em amor, mesmo deixando os rasgos na alma, cicatriz nunca corrigido, como se fosse complemento da sua missão no mundo, com os prantos caídos, sentindo acuado, ou será que o amor tem que doer? Resignado, perdendo o senso, com a consciência que a riqueza do amor é superar, com caminhos percorridos o tempo nos muda, independente de querer ou não, porém, o amor é um jogo cooperativo, as pessoas não foram feito para a solidão, com todas as mazelas do mundo, mas temos que acreditar numa futura felicidade, esse sonho nos fortalece criando expectativas adversas, para continuar na caminhada, mesmo sabendo que não encontraremos pessoas perfeitas, o verdadeiro amor é típico de seres imperfeitos. É impossível corrigir o passado, mas podemos tirar proveito com serenidade de experiência vitais para nossa vida, como também reciclar tantas bênção foram posto em nossas mãos e que não valorizamos. Tenho viajado para dentro de mim, carregando malas e bagagens, cansei de fotografar você, durante esses anos, suas revelações deixam claro a sua enorme ingratidão, Lígia.

Abraços,
Carlos David Lopes Morais

 

 

 
04/03/2012


ORIGINALMENTE FURTADO.

Uma das coisas que mais gosto quando vou a minha terra é conversar com meus tios, por recordar de meus avôs, José Furtado de Melo e Maria das Neves Lopes (Pais de minha mãe), na verdade sou apaixonado por minha terra, tenho um amor imenso por tudo relacionado a Reriutaba, como sempre falo ,”foi lá que nasci e é lá que quero morrer”, engraçado, recordo de tudo vivido por lá, sempre que inicia uma prosa com meus tios, meus olhos brilham, minha curiosidade são assopradas como brasas do fogão para fazer o primeiro café no amanhecer, fico atento a cada palavra, me identifico perfeitamente com eles, sem contar que tenho um carinho especial por todos meus tios e tias, às vezes choro quando as conversas tem relação fortes com minha mãe(Belinha), sempre quero saber mais e mais sobre minha família, e a fonte nunca esgota com relação os nossos antepassados, historias interessante que nos traz os verídico, que muitas vezes não há muito o que questionar, são como caminhasse para a verdade, são como os espíritos de nossos ancestrais nos confirmassem ali na calçada enquanto expomos as conversas, passando o cachimbo da paz e nos mostra as pelejas de minha bisavó(Mãe Ritinha) como judia, filha de judeus, vitima de perseguição pela a inquisição em Portugal, confirmando nossas indagações, como se estivesse presente em nossos “leros” , no meio das conversas afirmo para meu tio, que na verdade sou Furtado duas vezes pelo o fato de ser neto de Maria das Dores Furtado de Melo(Mãe de meu pai) e neto de José Furtado de Melo(Pai de minha mãe) nesse caso me sinto um cabaceira autentico e legitimo, apesar de Furtado não ter em meu sobrenome, por questões obvia, não cabia, mas tenho consciência que as origens não há a menor duvida.Na pausa para o café, somos obrigado a entrar na casa de meu tio, batendo em retirada da calçada, pois inicia uma forte chuva, os relâmpagos e trovões nos informar que as conversas estão apenas iniciando, principalmente pela chegada de nosso amigo Abdoral, ensopado pela chuva, rapidamente apeia de sua bicicleta e mais rapidamente inicia as conversas com todos os presente, confere o dinheiro do bolso, com proteção de um saco de plástico, rogando a Deus que nosso inverno seja cheio de fartura e que seja amenizado os sofrimentos da labuta de nosso sertanejo, sem menos esperar ele entra na conversa, desafiando todos, como ele seja o integrante da família conhecedor de toda a origem de nossa família, confirma a todos que nossa Cabaceira esta chovendo demais e com otimismo, fala antecipado da beleza de legumes que esse ano nos proporcionará, meu tio com sua sabedoria, escuta em silencio degustando o café com a bolacha “fogosa” tipicamente reriutabense, vez por outra mergulha a bolacha na xícara de café, recordando tempos atrás que comia farinha com café.

___Abdoral, dessa pisada tu vem da onde?

___Lá da Cabaceira, fui pegar 10 galinhas gordas para o restaurante do Paulão, com um detalhe importante, minhas galinhas só posso vender a R$ 22,00 cada uma, sem um centavo a menos, ultimamente o povo tem comido galinha de granja, puro hormônio, as galinhas do meu terreiro são sadias, se alimenta de produtos naturais e complemento com milho.

___Abdoral, o assunto em pauta é com relação as famílias da Cabaceira, por que são muitas, Morais, Alves, Melo,Rocha, Lopes, Furtados e outras que desconhecemos, nessa mistura foi gerado uma família só, tanto é que toda essa gente são nossos tios ou primos.

___Gury, talvez você não sabe, mas tinha gente da Cabaceira que tinha o sobrenome de Nepomuceno, muitos de nossa família não tem esse conhecimento, na minha opinião as pessoas bem nativo da Cabaceira são os Medeiros e Melo, creio que eles são os primeiros a chegar na nossa Cabaceira, eram finos negociadores, inteligentes, gentis e sociáveis, fazia a diferencia na época.

___Abdoral, tu esta esquecendo dos Furtados, hoje os grandes comerciantes reriutabense são da família Furtado e tanto é que esse sobrenome é predominante perante a família.

___Gury, macho, quando eu falo as coisas pra ti, tu não acredita, olha tu tem muito que aprender comigo, não pense porque tu teve a oportunidade de estudar nessas tuas andanças pelo o mundo que tu sabe de tudo, tu não sabe da missa a metade, vou te explicar o surgimento da família Furtado na Cabaceira, as coisas não foram como tu imagina, foi completamente diferente, antes mesmo de iniciar, peço que todos fiquem calados, para que vocês não me tenham como um matuto ignorante, irei narra pra vocês a origem da família Furtado, caso alguém discorde, deixe o questionamento pra quando eu terminar minha versão,certo Gury?

___Certo Abdoral, somos todos ouvidos.

___Pois bem, essas informações chegaram a mim de gerações a gerações, no fim do século XIX, lá pelos os anos de 1880, um cidadão de sobrenome Medeiros, morador antigo da Cabaceira, negociador de rapadura, farinha e outros gêneros, vinha com seu comboio de jumento da cidade de Sobral, como de costume fazia esse itinerário todas as semanas, na feira de Sobral se vendia sua mercadoria produzida em sua propriedade, mas como bom “cabaceira”, caso não encontrasse venda, trocava por mercadorias aceita e de boa demanda em nosso pé de serra, muitas vezes o escambo é melhor que venda, a rentabilidade triplicava, a margem de lucro é bem superior.

___Abdoral, estamos falando uma coisa e de repente tu muda, continua sobre os Furtado.

___Gury, macho, olha ai, depois quando sou grosseiro contigo, me chama de matuto ignorante, se acalme, é devido esse teu stress que tu esta cheio de psoríase, com o corpo cheio de pataca vermelha.

___Porra, Abdoral, continua...

___Pois bem, como estava falando, então o “cabaceira” retornando da feira de Sobral com o comboio de jumento, inicia uma grande chuva, ao passar por uma das veredas, escuta o choro de uma criança, o senhor Medeiros para e bota as ouças bem aguçadas, começa a caça daquele choro, abrindo os jenipapos, a principio fica atordoado, já quase pisando no choro, ver uma linda criança abandonada, alva, os olhos verdes, pareciam duas pedras de brilhantes, suplicando ajuda, como se entendesse a necessidade, surpreso e cheio de duvida o senhor Medeiros, não sabe o que fazer com a criança, procura por todas as imediações os pais da mesma, sem êxito, resolve levar consigo o rebento, cria com muito amor, como se fosse filho, entre o filho adotivo e os filhos legitimo havia grande divergência, o adotivo era branco como algodão, os filhos naturais tinha uma cor enferrujada, o tempo passa, foi preciso registrar e batizar o filho “branquelo”, senhor Medeiros cheio de alegria e orgulho, se programa com um amigo vizinho pra registrar o menino na cidade, os dois cela os animais e vão no cartório, na época era muito longe, somente na cidade Trórion, podia fazer os registros de gente.

___Porra Abdoral, que cidade é essa, macho ? Porra Abdoral para de inventar essas coisas?

___Gury, não me atrapalhe, pra seu governo, Trórion foi o primeiro nome dado a cidade do Ipú, na época nosso lugarejo pertencia ao Ipú, pois bem, continuando, quando chegaram no cartório, bateram palma, surge o chefe do cartório, homem designado pelo o rei para esses fins, tempos de Capitão-Mor, seu Medeiros fala de seu propósito de registrar seu filho, de imediato foi bem acolhido e recepcionado pelo o representante do cartório, logo em seguida é posto em pratica o processo de registro do menino, senhor Medeiros ainda pensava o nome da criança,quando foi pego de surpresa pelo o chefe do cartório.

___Senhor Medeiros, como é mesmo o nome da criatura?

Por alguns instantes o pai, fica sem saber o nome que daria ao filho, fica aéreo, dar-lhe um branco, mas num impulso responde ao chefe do cartório.

___O nome do meu filho é Zacarias.

___Zacarias de que? O sobrenome do menino?

Antes mesmo que senhor Medeiros responda, seu amigo com a simplicidade sertaneja de homem correto, autentico e no intuito de ajudar o amigo, grita lá da porta do cartório.

___Esse menino é furtado... foi furtado.

O dono do cartório sem pensar duas vezes, registrou o menino como Zacarias Furtado, sem dá por conta que naquele instante nascia mais uma família na Cabaceira, que hoje nos enchem de orgulho, tanto é verdade que todas as outras famílias se misturam com os descendentes do Zacarias Furtado, fazendo parte da grande clã “Cabaceiral” podemos dizer sem errar que muitos deles são líder e patriarca da prole e eu como Furtado que sou, parabenizo a todos os primos e tios.

___Abdoral,macho vamos tomar mais um café?

___Gury, gosto de tomar café na madrugada, no quebra-jejum, eu gosto mesmo é de uma talagada de cachaça serrana, como a chuva parou, vou ver se conserto a catraca da minha bicicleta, nos vemos por ai, fica com Deus.

Abraços

Carlos David Lopes Morais

 

 
11/02/2012

SEM IDEOLOGIA E SEM GARGALO.

Tem ações e atitudes que nos deixam perplexo, são como voltarmos a 40 anos atrás no tempo, ou mesmo saltar até mesmo para a década de 30 com o governo Getulio Vargas, ditador, obscuro e cheios de arte manias para a política, só com uma grande diferencia naquele tempo, como o país era composto por 85% de analfabetos, se fazia de tudo porque o povo não tinha o entendimento do povo de hoje, eles eram completamente manipulados e ridicularizados por seus dirigentes, hoje o povo além de serem menor o índice de analfabetos, temos as informações rápido e precisa, o povo esta mais atento as ações de nossos políticos, ou para aqueles que sonha um dia chegar ao topo da nossa política reriutabense, mas as coisas hoje estão difícil para os políticos espertos, exatamente por o povo não ser mais otário e abestalhado, hoje o Brasil é um todo, as informações de São Paulo e Rio de Janeiro, estão sendo vista e ouvidas na Reriutaba, Cabaceira, Riacho das Flores e todo os distritos, sem distinção de tempo ou mudança das informações, a própria qualidade de vida teve uma mudança pra melhor, tanto é que você deve se recordar que tempo atrás, não faz muito tempo, uns 10 anos atrás, era comum, não só em Reriutaba mais em todo sertão nordestino, o povo se erguendo para pedir esmolas, hoje quando chegamos em Reriutaba não há mais essa pratica, há exceções, mais não é muito corriqueiro, isso implica que houve uma mudança de vida, o povo já tem como sobreviver, mesmo com pouco, graças as ações social da união, se deve a distribuição de renda, como a bolsa família, bolsa escola e outros projetos do governo federal, então na verdade isso nos dá uma sustentação a mais para sobrevivência, onde antes tão bem mais sacrificada, então quero dizer que o povo anda esperto e cheio de conscientização dos nossos direitos e deveres como cidadão brasileiro, na verdade com um punhado de farinha na boca, nós raciocinamos melhor, temos a direção com mais sensatez, analisamos os pros e contras e com isso nossa contribuição para eleger nossos dirigentes políticos fica mais prudente, temos o bom senso para não errar tanto.Nós,os eleitores reriutabense tem muito que aprender e se ligar naquilo que esta ocorrendo com alguns grupos partidários, a projeção de um candidato se deve a união de um grupo, antes de lançar sua candidatura para a sociedade, saber do candidato o propósito e as intenções caso seja eleito, ser entendedor dos problemas sociais do município, analisar o planejamento governamental do candidato, como esse candidato pode gerar empregabilidade no município, em fim, o que nosso candidato pode oferecer a sociedade de um modo geral, é comum dentro dos partidos haver uma prévia e avaliar entre outros nomes de pré-candidato o melhor nome, esse é o dever do partido, a principio para que o nome do referido seja lançado definitivo para candidato, mas o andamento do processo nem sempre é assim, os critérios ficam a revelia, ou simplesmente chega alguém com um potencial econômico, trazendo o restante do partido à reboque, as consequência dessa tomada de atitude, é a sociedade que paga, muitas vezes as ideologias, as coerências são deixado de lado para favorecer, fulano ou beltrano, comportamento dos dirigentes do partido sem ética, onde são atitudes completamente errada, sei que algumas pessoas, tem idealismo, tem boas intenções de ajuda o próximo em nossa terra, mas há muitos que querem tirar proveito do poder publico e não sabe lidar com o poder, nunca podemos pegar uma pessoa e simplesmente candidata, foge da realidade brasileira, principalmente nos tempos atuais, não estou com isso dizendo que fulano ou beltrano não serve para gestor, é porque fica sem sentido, se você for sensato irá concordar comigo.Certa ocasião estava eu em Reriutaba, conversando com um político, fiz o seguinte comentário:

___Eu acredito que ainda irei ver essa cidade, administrada por uma pessoa humilde e que pertença o mundo do povão, que saiba o que é sofrimento, porque só assim ele valorizar os menos favorecidos e sem duvida criará subsídios para uma vida melhor dentro do município, ele sentirá na pele os anseios da sociedade e corremos o risco dele fazer uma boa gestão, como por exemplo, fazer o bem sem saber aquém, porque esse é o comportamento de um gestor, e nunca se achar estrela demais e não esquecer de quem colocou lá, foi o povo que acredita nele.

Mas pra minha surpresa antes mesmo que o nosso político me responda, chega Abdoral na sua bicicleta, de longe já captando as minhas palavras, antes mesmos de estacionar a bicicleta no meio fio, começa a sua explanação com referencia o assunto, cheias de razões e defendendo tese sem ter conhecimento apurado da verdadeira intenção de quem fala, provavelmente com umas talagadas de cachaça na cabeça, desce da bicicleta e pra minha surpresa, Abdoral esta de espora como se andasse de cavalo.

___Ei!! Abdoral,macho!! que diabo é isso? Tu anda de bicicleta e de espora como fosse preciso cutucar a bicicleta? Não me diga que é uma nova modalidade de bicicleta no Brasil , como se ela tivesse sensibilidade e o obedece conforme as esporadas?

___Gury, antes de responder sua pergunta, gostaria de falar uma coisa, amigo, nas andanças de Jesus Cristo pelo mundo ele escolher 12 apóstolos cada um tinha sua característica, personalidade e particularidade, entre eles um se destacava por ser um homem distinto,de boa família, se vestia muito bem, lorde, estiloso, fidalgo, participava de altas rodas no meio social, pertencia um grupo de fina cultura, era o mais polido dos doze, nunca, jamais, seria excluído do grupo por psicólogo dos mais alto nível, tinha o perfil perfeito para seguir Jesus Cristo, em nenhuma ocasião foi repreendido pelo seu mestre, agora lhe pergunto, você sabe de quem estou falando?

___Não, Abdoral

___Judas Iscariotes, agora vou lhe falar o porque estou de espora e andando de bicicleta, as esporas tem as mesma função de vários políticos metidos a besta em nosso Brasil , na realidade não serve pra nada.

Abraços

Carlos David Lopes Morais.

 

 
26/01/2012
O amor que resiste o tempo.
Maria Melo Lopes de Medeiros e Francisco Furtado de Medeiros.

O sertanejo antes de tudo é um forte,uma fonte de Deus inesgotável,a felicidade de conviver 68 anos com a mesma pessoa,é o caso de meus tios Maria Melo Lopes de Medeiros e Francisco Furtado de Medeiros,seu matrimonio foi no ano de 1944,no dia 10/01/2012 completaram 68 anos de casados,de perfeita união,com o mesmo carinho,harmonia e flexibilidade,são os ingredientes básico para uma união duradoura,em seu cotidiano com suas mãos enrugadas e tremulas,percebemos os gestos de afeto um com o outro,a lucidez viva com suas conversas coerente e claras,falando da vida,contrariando as estatística que o casamento é uma instituição falida,a família fala com orgulho do casal,o brilho nos olhos dos filhos demonstrado o orgulho e o agradecimentos a Deus por alcançar essa data tão importante,que é privilégios de poucos,mas orgulho mesmo é quando a matriarca Maria Melo Lopes Medeiros, nos fala:“Graças a Deus não tenho queixa da vida,o amor que foi gerado em nossa união,transbordou em nossos filhos,reflexo de nossa união,todos estão bem criados e todos estão bem”,o patriarca é enfático em confirma que a durabilidade do casamento é o amor,simplesmente o amor,conforme os ensinamentos de seus pais(nossos avós),somente a morte rompe a união de duas pessoas,que perante o altar de Deus,prometeram ser para sempre um só.Dessa união foram doze(12) filhos,José Antonio,Tomé,Tarcisio,Thales,Marcos,Isabel Mozinha,Virginia Maria,Maria das Neves,Antonia de Maria,Zeneide,Luzia Elande e Maria do Socorro,todos tem uma alegria infinita quando é cogitado a união de seus pais,o primogênito José Antonio relembra as lutas para viver em tempos difíceis,sabe a importância dessa data com todos vivos,com respeito e amor ao extremo com os pais,faz questão de todos os dias visitá-los varias vezes,os mesmos residem na rua dos Cabaceiras,nome de origem de sua própria família.As homenagens inicia com um terço,para que permaneça o conforto da alma,conforme ensinamentos de nossos ancestrais,Maria das Neves Lopes e José Furtado de Melo,os pais de Maria,a residência se torna pequena para acolher,filhos,noras,genros,netos,bisnetos,sobrinhos e amigos,todos prestigiam com carinho e amor,enquanto são servidos os salgadinhos e bolos,a casa ficou pequena para os convidados,mais grande pelo o coração que acolhe todos,esse comportamento nos leva a pensar nos verdadeiros valores de nossa vida,que somente o amor nos faz viver,não importa,ama-se pelo o cheiro,pelo mistério ou pela a paz que o outro lhe dá.No meio da festa,chegando a hora das fotos com a família,toda a família foi fotografada,numa etapa com os netos,bisnetos,noras,genros,sobrinhos e amigos,chegando a hora das fotos com todos os filhos,fui convidado para participar,fiquei emocionado,talvez por sofrer dessa carência de mãe,conhecedor por todos e da tia Maria,mais foi momento de grande felicidade pra mim,na verdade fiquei com os olhos cheio de lagrimas e travado,agradeço a todos,essa honra de ficar juntos com meus primos na hora dessa foto,amenizando essa carência,desde 1972.O titulo que foi dado ao texto”O AMOR QUE RESISTE AO TEMPO”,identifica perfeitamente,o grande amor de meus tios,onde a base esta no caráter,personalidade,as atitudes,reações,a atenção,onde os sentimentos são constantes e afetivos na hora de um precisar do outro,sobressair como uma pessoa digna,de forma verdadeira a impressionar a pessoa amada,fazendo a pessoa entender que é a pessoa mais importante em sua vida,não importa o sofrimento,não há desgaste no cotidiano,encontram prazer mútuos,regozija com o passar dos tempo,a paciência benigna com os defeitos que temos,o amor sabe que tudo vai dá certo,com o tempo será tudo benéfico,é como as águas do rio Juré na Cabaceira,correndo em pleno mês de julho,sabe que breve deixara de existir,por não ser perene,mas se delicia com o pouco tempo que lhe resta,te amarei até o fim.Desejo tudo de bom para meus tios,e que seu matrimonio serve de exemplo para seus descendentes,com tanto que os mesmos sinto esse amor verdadeiro.

Abraços
Carlos David Lopes Morais

 
18/11/2011

HÁ MUITOS ANOS ATRÁS

Já vai longe o dia em que essas conversas acontecia,era sempre assim,naquela casa de estuque,com partes do reboco caindo e portas feitas de cipó,bastava escurecer como se de lá,de um outro lado,um movimento começasse.Dois ou três rapazes,Moacir,Rossi e José,se movimentavam para a minha casa,muito comumente também alguma outra pessoa ou casal de visitantes era um movimento concomitante,o movimento da vinda dessas pessoas com o movimento da minha avó,que também se movimentava para acender a lamparina e colocá-la no chão da sala,bem ao meio,de modo que clareasse para todos nós que sentávamos em volta para começar a conversar,a sala não tinha móveis,somente dois bancos antigos nos quais as visitas e os homens se sentavam,enquanto minha mãe,minha avó e as crianças,eu e meu irmão,nos sentávamos no chão,as duas faziam artesanato,surrão ou chapéu,as vezes fiavam,eu e meu irmão ficávamos brincando com o fogo da lamparina ou subindo no colo delas e atrapalhando o serviço que elas faziam.Após algum tempo outro movimento começava,era minha avó se levantando para fazer o café.O café no substantivo definido,porque não havia variação,era certo acontecer,fazia parte do ritual,todos nós tomávamos um gole oferecido por ela e nesse começo de noite palavras caíam como gotas e iam tecendo o conteúdo da vida naquele lugar onde nada acontecia e que para mim tudo parecia acontecer.E acontecia mesmo,principalmente por causa daquelas conversas que eu presenciava,essas conversas faziam acontecer,ali se falava de tudo,da vida e da morte,do bem e do mal,era a filha ou o filho do outro,nosso parente de sangue ou de afeto,que não tinha feito algo muito correto ou algo grandioso,viajado,ganhado dinheiro,voltado e se estabelecido.Mudado o rumo da sua história,falas cheias de orgulho,mesmo em meio à pobreza.No caso do suposto incorreto, não era um falar mal,era uma mistura de preocupação,crítica, compreensão,cuidado e regra de bem viver,não devia ser assim,se tivesse sido desse ou daquele jeito teria sido melhor,fulano ou beltrano não estaria nessa situação.Era a colheita que foi boa e se celebrava,e também se não fora se falava do mesmo modo, lamentava-se,pedia-se ajuda a Deus para atravessar sem muito sofrimento até a próxima colheita.Num caso ou no outro,a questão era a avaliação da vida e a reorganização para o futuro que era certo,viria,eram os sonhos e as desavenças da vida,palavras da minha avó,que eram faladas repetidas vezes,dia após dia,que na época eu sentia apenas,hoje eu sei,que serviam para encaminhar a vida de uma forma total,ninguém analisava,apenas narrava,ninguém respondia, apenas ouvia ou falava daquele assunto ao seu modo e com os sentimentos que compartilhasse naquele momento.Amar e viver era a mesma a coisa,amava-se na hora em que se vivia,eram muitos os assuntos e envolviam sempre as mesmas pessoas,que dia após dia,se visitavam rapidamente,ao anoitecer,porque a labuta do dia seguinte pedia que deitassem cedo para cedo levantar.Era interessante,intrigante mesmo,a liberdade daquelas pessoas,não existia formalidade,para sair da roda era só levantar,dar boa noite e sair para ir embora,mato à dentro até cada um chegar a sua casa,que não era muito longe,era comum aqueles três jovens serem os primeiros a levantar para sair,um de cada vez e,há seu tempo,além da conversa,o café da dona Altina nos unia,esta roda se fazia em todas as casas da região,naquele mesmo horário e noite após noite,era uma gente que gostava e confiava na palavra,as vezes íamos à casa de alguém,mas era raro,porque tínhamos nossa roda de conversa e a rotina daquele fazer não podia ser quebrada.Naquele lugar onde a imprevisibilidade da natureza é constante,não havia imprevisibilidade nas pessoas,e assim passávamos nossas noites,que eram curtas...pela ausência do relógio.Ausência que nos fazia saber que algum tempo havia transcorrido e assim esse tempo não medido se transformava em noite alta e tínhamos que dormir,mas não antes da conversa chegar à sua culminância,aquilo que enaltecia a coragem (ou o medo) dos homens e que as mulheres também presenciava,afirmando a experiência corajosa dos seus próprios maridos,as almas do outro mundo ou as feras perigosas.Havia de tudo,animais da natureza ou da imaginação,onças,tigres,enormes tamanduás,dragões e lobisomens e a terrível alma do outro mundo,na roda de conversa da minha casa de infância todos já tinham visto as almas do outro mundo,almas sofridas,acorrentadas e gritando por salvação,pois,é claro,o motivo do sofrimento delas era alguma falta cometida durante a vida terrena,como a avareza,a soberba,a luxuria,e a desobediência,e para quem tinha cometido esses pecados o castigo era líquido e certo,e se não fosse nesse mundo seria no outro,e entre aos que tiveram contato com as almas penadas o mais experimentado era o meu avô,claro!Que contava a sua versão com requinte de detalhes,pequenos ruídos iniciais,arrastar de correntes,ranger de dentes,uivo de cães e para a minha desgraça,um desfecho,sempre com qualquer coisa de difuso.Nunca ficava claro para que eu pudesse compreender e me defender,só me restava o medo,muito medo e sofrimento na hora de dormir,sempre a espera do ritual que confirmaria a história do meu avô.

Tempos bons,tempos de infância encantada porque vivida meio a gente sacralizada.

(Escrito por Francisca de Assis Rocha Alves)

 
03/11/2011
Homenagem a minha mãe
Esse mês faz 39 anos que ela faleceu.

Isabel Melo Lopes {*}10/06/1933 {+} 13/11/1972.(Belinha)

Sra:.Helena e Sra: Belinha (in memoriam)

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Quantas saudades,recordo do seu sorriso lindo e franco como se fosse hoje,seus olhos esverdeados lhe atribuía e denunciava as origens da família “Cabaceira”,o amor era uma coisa infinito e inexplicável,tinha uma alta proteção para com os filhos,um cuidado especial,com todos os quatro,o desejo de vê-los todos bem com decorrer dos tempos,sabia como ninguém que a única benfeitoria primordial seria os estudos para um futuro promissor,por qualquer razão,mesmo banal,chorava,seu amor era aguçado por pouco motivo,falava da família com grande ênfase,seus valores da vida,transcendia com a educação de seu pai,José Furtado de Melo,que apesar de ser rude,mas era um sábio,era comum vê-la sair toda de branco com uma fita larga vermelha no pescoço por ser devota de Coração de Jesus,Nossa Senhora(Filha de Maria) ritual que lhe enchia de orgulho e felicidades,seu olhar era de ordens e conselhos para conosco,mas de puro amor,enquanto eu e meu irmão Fernando,ficava a observar sua caminhada no rumo da igreja matriz de Reriutaba,enquanto ficava sentados na calçada alta,na praça da Matriz,ela cruzava a pracinha,com seu olhar repudiava a forma das plantas serem destratadas,tinha uma defesa crucial com os menos favorecidos,ajudava a todos sem interesse algum,trabalhava no posto de saúde,sem qualificação profissional nenhuma,somente com a boa vontade,recordo do “Dão”,um senhor que trabalhava na sapataria do Senhor Doquinha,tinha um problema em um de seus olhos,para que fosse evitado uma infecção,muitas e muitas vezes seus curativos eram feito na nossa casa,ela com muito carinho e amor ao próximo,fazia tudo dentro da sua possibilidade.Por varias vezes meus parentes que eram muitos,lá da Cabaceira,ficavam doentes,alguns ficavam internados na maternidade,na rua São José,e todos os dias eu tinha uma obrigação de levar sopa e pão,a todos ali convalescendo,muitas vezes amigos vizinhos me ajudavam Rogerio e Romildo(gêmeos),Ricardo-Peam,Magalhães,Jairo(Doutor),Mateus Furtado(falecido) e outros que não recordo agora,tinha consciência de nossa origem humilde e sem recursos,todos que necessitavam de assistência médicas eram nossos tios e primos,porque os “Cabaceiras”são todos da mesma família,quando recuperados,os agradecimentos eram enorme,e a forma de falar,eram as gotas de lagrimas que corria de seus olhos,seus trabalhos social eram voluntários,seus ideais humanitários deixava claro os direitos e a igualdade a todos,envolvimento na política seria um gancho,para melhor servia a comunidade da Cabaceira tão sofrida e precisada de tudo,parecia nos dá sinal que seu tempo era pouco neste mundo,a fatalidade nos pega de surpresa,como o fim da jornada,nesse dia o mundo desabou na minha cabeça,minha fragilidade,a dor era imensa,na verdade eu não acreditava em nada em meu redor,deveria ser um terrível sonho,quando menos esperava nossa casa na rua da Lama(25 de setembro) cheias de gente,nossos vizinhos,Srs:Filemon,Zezé e outros choravam como se fossem da família,naquele dia sentia a Reriutaba quieta e muda,o povo da Cabaceira com seus prantos,se questionava o porque de sua morte precoce,com sua jovialidade,mas com sua crença em Deus,procurava o conforto e nos ajudava na medida do possível,a vida e o mundo desprega para seus quatro filhos,tentamos o apoio nos arbustos que nos restava,mas se foi com a correnteza do rio Juré que outrora nos acariciava,hoje parte indiferente,sem nos acenar,tentamos nos segurar em seus cipós de marmeleiros,mas sem firmeza,se tornando podre e escorregadio,somente ele podia nos acolher,mas nos deixa a revelia no mundo de meu Deus,a carência de afeto era tanta,que nos obrigava a implorar  o amor e atenção de terceiros,muitas vezes aceito e dado o conforto,só assim chegamos onde estamos hoje,com esse amor adotivo em abundância,fazendo revigorar o estimulo de continuar a vida.Gosto de recorda a minha mãe somente com a alegria que ela transmitia,como por exemplo o nascimento em 18/12/1964,da minha irmã e sua única filha mulher(Ana Marta),a luz e o amor se misturava com cheiro de talco,manjericão e aroeira,para ajudar na recuperação do parto,ervas essas vindas da Cabaceira pela minha avó(Maria das Neves Lopes),mas antes de aplicar conversa com o médico obstetra que lhe fez o parto,Doutor Tomás do Ipú,recebendo total apoio e aval do médico pelo fato de todas as plantas serem benéfica,tornando a recuperação rápida.Outra grande alegria da minha mãe era ver seus pais(José Furtado de Melo e Maria das Neves Lopes)passar um domingo em nossa casa,era radiante a alegria,tinha a felicidade estampada em seu rosto,que já era belo por natureza,foi nessa hora que senti que amor de mãe tem a mesma dimensão de amor de filho,devido seus beijos e abraços a todos,parece pensar em triplo,uma vez por ela,outra pelos filhos e outra pelos os pais,jamais deixava o fel da galinha estourar,tinha os dizeres do seu pai na ponta da língua,sonhava com dias melhores lá na casa de seu pai na Cabaceira,casa esta,metade de taipe,metade de tijolos pela a falta financeira de deixava como eles merecia.Dia 13/11/2011 correram 39 anos de sua morte,quero aqui deixa minha alegria por ser seu filho,orgulho,admiração,sinto tua falta até hoje,muitas vezes choro em silencio,sinto tua presença ou um parente da Cabaceira batendo palma na frente de nossa casa em Reriutaba.

___Tia Belinha,a mamãe mandou entregar a senhora essa medida de farinha e esse capote,mandou dizer também,que só Deus para pagar o que a senhora fez por nós,que Nosso Senhor Jesus Cristo irá abrir as portas do céu pra você.

 

Abraços

Carlos David Lopes Morais


 

 
13/10/2011

Se liga Sertão.

Não podemos esquecer as ações do passado para surgimento de um Brasil novo,estou falando de nossa independência do Brasil,que na verdade iniciou com os sonhos de alguns brasileiros no ano de 1788 à 1792 juntamente com o grande líder Joaquim José da Silva Xavier,o Tiradentes,como muitos brasileiro ele almejava a liberdade e o sonho de nosso povo ter melhores aproveitamento daquilo que sempre foi,e é nosso por direito,o nome Tiradente,devido o trabalho junto com parentes na área de saúde,mas na verdade ele não sabia extrair dente direito,é uma forma depreciativa e pejorativa por ser um péssimo arrancador de dente,o fracasso de nosso Tiradente se deve a covardia,crueldade,omisso e apunhalado pela as costas,essas coisas que até hoje é comum no nosso país,e com muito luta e veracidade foi concluído em 1822 por Dom Pedro I,sacando perfeitamente a vontade de nosso mártir,mas foi necessário correrem mais 30 anos para a liberdade tão sonhada ser concretizada,a independia do Brasil,somente no ano de 1822,Dom Pedro I com a espada em punho,grita na beira do rio Ipiranga,o processo de emancipação teve inicio nesse ano.Sempre que falam de liberdade surge átona,a liberdade de expressão a vontade de falar aquilo que bem entendemos,muitas vezes nos retraímos pelo o fato da verdade ir de encontro a pessoa que amamos,e a ofensa seria enorme,mas a vontade é grande de chegar e soltar os cachorros mesmo atingindo certas pessoas,tenho convicção que minhas manifestações nunca foram de encontro a primícias de vários grupos reriutabense,pelo o fato de não haver interesses particulares,também nunca me intitulo como o tal,me baseio nos ensinamentos de meu avô José Furtado de Melo(pai de minha mãe)a força que trago em mim sem duvida é de Deus,como as veredas da Cabaceira em encontro ao rio Juré,com suas águas límpidas e benéfica para um povo sofredor,com um detalhe muito importante,sem deixar que alguém tolde a água e nem manche meu uniforme de agricultor mesmo esse sendo feito de saco de açúcar,pela a falta financeira de comprar um novo,mas tenha o propósito de construir um mundo melhor,nosso povo reriutabense é merecedor de uma política participativa,isto é,que seja bem distribuída entre os mais necessitados,criação de  novos empregos,exigir dos gestores mais condições de sobrevivência,incentivos para grupos empresariais se estalem em nosso município gerando emprego para o povo,fazer com que a produção de um certo produto seja produzido em nosso município,gerando renda para o povo com sua mão de obra,melhorando a vida das famílias,só assim nossa economia,aquece o comercio e gera mais e mais emprego em cadeia,temos que ter em mente que isso pode ser concretizado e não fique só em sonhos,é preciso que corremos em busca desse objetivo,acredito que em futuro próximo nossa Reriutaba alcance essa meta,afinal de conta é pra isso que elegemos nossos gestores e também não podemos esquecer que na próxima eleição nossa câmara dos vereadores de Reriutaba,será composta por 11 vereadores conforme lei nº 001/2011 de 25/08/2011 aprovado com unanimidade,mais uma razão de exigir tais ações,nosso município com essas mudanças interna gera mais custos financeiro,sem falar nos pró-labores que serão pagos,então passa a ser um direito de nós,reriutabense,cobrar,exigir e ter em pratica as ações,passa a ser uma obrigação dos senhores representante do povo se mover em prol de melhorar a vida das famílias reriutabense,com isso não estamos pedindo favores nenhum aos senhores,é uma obrigação dos mesmos.Bom!! iniciei esse relato falando de um processo que foi iniciado e somente concluído depois de 30 anos,que foi nossa independência do Brasil,para que seja ventilado um progresso em nosso município,mesmo que seja pequeno,é necessário absorver e dar continuidade a essa direção que se encontra hoje,o nosso município,se faz necessário uma pessoa para substituir nosso atual gestor,que esse tenha a mesma cadencia e mentalidade,creio que nomes que são cogitados,alguns tem muito oferecer a nosso povo,é necessário essa continuidade para que não seja quebrado o intuito do processo administrativo e que seu substituto seja dinâmico,criativo e principalmente ame a Reriutaba acima de tudo,principalmente sua gente,porque é muito comum nesta cidade,desfazer tudo aquilo que foi feito pelo o prefeito do passado,sinceramente,isso nos traz uma decadência horrível,sabe aquelas birras políticas,com essas atitudes toda a ações do gestor ficam em vão,sem efeito,e isso é muito típico na política reriutabense,então é necessário valorizar e otimizar o processo e fazer valer as coisas boas do gestor que passou,encarar que foi como ele pôde fazer,sei que há excessão,como por exemplo,nos anos de 1996 à 2004 tempos em nossa cidade que não havia nada que se aproveitava no trabalho do gestor,todos os processos era a revelia,na verdade são coisas do passado,mas está presente até hoje na política e na historia reriutabense,suas conseqüência até mesmo hoje reflete no cenário político,relato por ser notório as coisas absurdas,não convém entrar no mérito da questão.A gestão atual reriutabense,contribuiu e muito para o desenvolvimento do município,houve um equilíbrio,o acesso as ações foram compartilhado com a sociedade,a priori com pessoas mais carentes,dando a oportunidade que lhe faltava para sobreviver com decência,ajudando dentro do possível,valorizando o ser humano como ativo mais precioso,tem mais,a auto-estima das pessoas,hoje se sentindo útil,antes discriminadas, e isso me deixa muito feliz,trilhando pelo lado do bem.Agora estou sempre em Reriutaba,por ser um recanto onde me sinto bem,há sempre aquelas conversas nas calçadas,e como sempre levando um “lero” com Abdoral,ele me fala:

___Gury,temos um candidato em uma cidade do interior do Ceara,que esta disposto a gastar R$ 2.000,000,00 na campanha para ser prefeito,sinceramente eu me assustei.

___Pois amigo Abdoral,nada me assusta,apesar de não compreende-lo,vejamos e analisamos,se o cidadão tem essa quantia disponível para gastar é porque ele ver o retorno depois de eleito certo?

___Certo.

___Agora vamos para os parâmetros de coerência,um prefeito das cidades do interior cearense ganha em média R$ 12.000,00 por mês,durante o ano,mesmo ele tendo o 14º salário,perfaz no ano um montante de R$ 168.000,00,multiplicado por 4 que seria a gestão de 4 anos,daria um montante de R$ 672.000,00,agora eu lhe pergunto,como pode um candidato gastar R$ 2.000,000,00 na campanha?Sem duvida amigo Abdoral,para que haja retorno esse montante sairá para seu bolso de forma não compreendida pela a sociedade que lhe elegeu,um absurdo,é como subestimar a inteligência do sertanejo,é como flagelar ainda mais os  humilde,e como padronizar toda a sociedade de burro,tenho consciência que nosso sertão, apesar de melhorias,ainda carece de muitas ações para o sertanejo viver com decência,mas é inadmissível a atitude desse candidato,então nós do sertão temos que ter bastante cautela em eleger pessoas dessa natureza,onde tudo gera e se compra com dinheiro,sei que meus sonhos são mirabolantes,mas temos que saber o que vamos fazer com nosso voto já que ele é o único escudo que temos para nos proteger desses péssimos políticos.

___Mas,Gury,você esta esquecendo que o povo também são uns bandos de interesseiro e sem vergonha,gostam de tirar proveito,já que o candidato se dispõe a dar,eles não deixam passar essa oportunidade de faturar um dinheiro extra.

___Eu sei disso amigo Abdoral,mas o “cabra” que bem entender,podia simplesmente não receber o dinheiro e votar na melhor proposta,que sem duvida é do adversário que não falou em dinheiro,lá na frente temos como cobrar e exigir dos senhores eleito,ações de melhorias para sociedade em um todo,assim o candidato eleito não teria argumentos de falar”Eu não tenho obrigação alguma de fazer nada por você,já que comprei seu voto”

___Gury,não é só os sertanejos que recebem dinheiro não,os lideres comunitários,os candidatos a vereadores,os que pertencia um partido e com o dinheiro viram para outro,sem o menor escrúpulo,nenhum respeito pela comunidade,quanto a ideologia partidária,ele nem sabe o que é isso,quer é se dar de bem,o resto que se lasque.

___Abdoral,eu sei disso,amigo,é típico no sertão cearense essas atitudes,muitos e muitos lideres e vereadores,são convincentes a esse comportamento,correm para onde tem melhores divisas,que na verdade compartilham e seguem à reboque dos poderosos sem saber onde chegar,estou falando dos maus políticos,acredito que ainda há pessoas honestas e com propósito bom para nossa sociedade,não podemos perder a esperança de um país melhor,assim seria morrer,tenho em meu ímpeto,de ver uma sociedade mas justa,ponderada,onde os menos favorecidos sejam enxergados como real cidadão,com seus direitos e deveres.

___Gury,vou chegar,tenho que resolver umas coisas lá na Cabaceira,você pode até não acreditar,mas tem uma galinha do meu terreiro que esta falando como se fosse gente e eu estou indo pra lá pra ver se descubra qual dela está falando,já faz mais ou menos uma semana que escuto e até hoje não consigo decifrar qual delas,mas na hora que eu pegar essa galinha,adeus pobreza,ficarei rico pra sempre.

___Ah!!!! Abdoral,macho,se liga,tu esta ficando doido ou quer fazer agente de besta.

___Não vejo nada de mais em uma galinha falar,se tu macho,acredita em coisas piores.

(Qualquer semelhança é mera coincidências)

 

Abraços

Carlos David Lopes Morais

 
27/08/2011
 
Festa da padroeira Reriutabense.


Quantas e quantas vezes nessa vida temos que ceder as mudanças dos tempos,tudo se modifica ate mesmos as festa de santos do interior,temos em mente uma coisa que venha acontecer,mas nada é como pensamos,temos que aceita a evolução dos tempos,a modernidade,os tempos de tecnologia,o sertão esta cheio dessa tecnologia,a começar pelo os meios de comunicação,a inquietude da sociedade,nos faz agora sonhar com as nostalgias de um passado rude e que não volta jamais,a euforia da comunidade continua a mesma,naquele dia para todos é uma data especial,todos bem arrumados,com sua melhor roupa,as novenas na igreja matriz de Reriutaba,continua com um ritual de muitos tempos atrás,a devoção a Nossa Senhora do Perpetuo do Socorro,nos dá um retorno dos tempos,todos rezam , mesmo sem estar dentro da igreja,a praça da matriz e as calçadas das residências transformam em parte extensiva da igreja,nesses eventos temos a oportunidade de rever vários contemporâneo,vivenciamos de certo modo nossa juventude,afinal de conta é uma festa tradicional desde os primórdios de Santa Cruz do Norte,primeiro nome dado a nossa cidade de Reriutaba,o brilho em nossos olhos,a alegria de Deus nos conceder essa dádiva dos tempos,não nos importamos com nossa estética,aparência física e sim a vida se torna prazerosa por continuar por aqui,corremos de um lado para outro sem saber o que procuramos,mas acabamos achando sem saber o que,ah!! mas até que enfim,chegamos no leilão,cheios de prendas,doados pelo os comerciantes e também pelo sertanejos que basicamente vivem da roça,temos de tudo um pouco,garrotes,cabras,ovelha,porcos,aves, gênero alimentícios,bolos e etc,as doações tem como objetivo ajudar nossa igreja e forma generosa de compartilhar com Deus e a padroeira,sentimos quase na obrigação de colaborar,somos místico,os gritos dos leiloeiros,nos assusta com os preços gritantes,onde os próprios doadores não tem acesso para arrematar qualquer que seja o produto,somente pessoas de poder aquisitivo bom,poderá arrematar alguma coisa,pois tem como objetivo arrecadar fundos para a igreja,me junto a maioria somente apreciando o movimento sem participar do leilão,acomodado em um banco da praça de frente para o movimento,quando sem notar a chegada de nosso amigo Abdoral,se aproxima com sua grande bicicleta,agora dessa vez,a bicicleta toda enfeitado com as bandeira do Brasil,do estado e do município,estaciona no meio fio da praça,a cabeleira brilha,nos seus trajes exótico,completamente lorde,cumprimenta algumas pessoa e logo em seguida se dirigi a mim e inicia uma conversa.

___Meu grande amigo , Gury , eu sabia que ia lhe encontrar por aqui,alias você agora vira e mexe esta em nossa Reriutaba,isso é muito bom é gratificante pra nós da Terrinha.

___Abdoral, o que é isso no teu cabelo? É brilhantina?

___Oh! Gury,se liga macho,esse negocio de brilhantina era na sua época,isso é gel,ficou “maneira” minha cabeleira ?

___Ficou Abdoral,tu esta parecido um graúna saindo do banho,mas esta legal.

___E ai Macho cadê as prendas que tu arrematou?

___Tú é doido,Abdoral,eu não posso arrematar uma agulha nesse leilão,esta tudo muito caro,e eu particularmente não posso,minha renda é muito inferior a tal façanha,então estou só aqui,apreciando o movimento,mas já me dou por satisfeito.

___Porra Gury,uma pessoa como tu,aposentado,cheio da grana,que eu sei,fica chorando,tu é muito é miserável,avarento,pois eu vou arrematar até tudo se me deixarem,”muié”prepara o garajau que nós vamos encher de um tudo,afinal de conta eu sou um homem rico.

Abdoral inicia a arrematar tudo que ver pela frente,bicicleta,ventilador,chegou a arrematar bolo no valor de CR$ 70,00 reais sem preocupação,sem falar nas ofertas para amigos e parentes que se encontrava no evento,frangos e cervejas para consumir ali mesmo,durante a duração do leilão,afinal de conta ele é um homem rico,já passa das 02:00 da manhã,Abdoral cheio de coragem,por ter acompanhados parentes e amigos nas talagadas de cachaça,confirma com sua esposa se todas as prendas arrematadas estão no garajau e solicita o encarregado do leilão sua conta,de imediato é providenciado e imprimido na impressora do computador a lista de mercadorias arrematada com os respectivos valores.

___Pronto seu Abdoral,aqui esta sua conta,todas as prendas arrematadas discriminadas,perfaz um total de CR$ 2.020,00.

Como se desconfiasse,olha,verifica todos os itens,confirma com sua esposa todas as mercadorias e se assusta com o montante,mas não se preocupa,tira de sua carteira um cheque e conversa por uns instante com o encarregado do leilão.

___Amigo,eu queria lhe pedir um favorzinho,tenho esse cheque no valor de CR$ 3.000,00,gostaria muito de receber a diferença da minha despesa,quero dizer o troco no valor de CR$ 980,00,recebi esse cheque de um grande amigo meu,lá da Serra.

Com a situação,o encarregado do leilão se dirigi ao gestor,para autorização da negociação,por alguns instante há resistência,mas não há outra saída a não ser receber o cheque do Abdoral,não tem como retroagir a situação,já que o leilão esta no finalmente e movimento se acabando,então é acatado o cheque,tudo resolvido,Abdoral esta com toda as mercadoria que queria e com dinheiro no bolso,empurra a bicicleta com o garajau amarrado na garupa,e se põe a caminhada em direção a sua casa,subindo o alto da cadeia,sorridente,feliz e com efeito da cachaça ainda em sua cabeça,proseando com sua esposa enquanto segue seu rumo,eu cheio de curiosidade,o observo,admirando sua coragem astuciosa,mas sem manifestação,lhe faço companhia até um certo ponto do caminho.

___Abdoral,me tira uma duvida,uma curiosidade,de quem é mesmo aquele cheque que tu deu lá no leilão?

___Gury,na verdade eu não conheço muito bem aquele sujeito,sei que ele é da Serra,o conheço de vista,de relance,recebi aquele cheque devido divida que o sujeito tinha comigo,mas o “cabra” que passa um cheque sem duvida o dinheiro esta no banco para que o mesmo seja pago,e caso o mesmo esteja sem fundo,isso já não é problema meu e sim de quem esta com o cheque.

___Rapaz,presta atenção nessas transações,as vezes entramos em fria.

___Gury,macho! Agora nesse momento eu não tenho mais nada com isso,acabei de passar o cheque,o problema passa a ser de quem esta com o cheque e de quem emitiu,não tenho mais nada haver com isso.

___Mas,Abdoral,de quem é mesmo esse cheque?

___Oh!!”Home”preocupado,ta bom então,vou lhe dizer,lembra aquele cara que vendeu a moto para o Zacarias da Cabaceira?

___Sim , o que tem haver com esse cheque?

___Pois é Gury , o cheque é dele.

Abraços
Carlos David Lopes Morais

 

 
24/06/2011
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Cabaceira – Seca, fé e felicidade.

___Ei !! menino,parece que vai chover,bota as cabras e os bodes prá dentro.

___Mas pai,cabras e bodes por natureza tem medo de chuva,elas irão pra baixo do alpendre sem eu precisar tanger elas pra lá.

___Pare de teimosia,faço o que eu mando.

___Certo meu pai, faço.

 Seus gritos ignorante com seu filho,o amedronta,enquanto escurece,com nuvens carregada,no crepúsculo,vejo a presença de Deus mais nítido,o sereno nos dá a sensação de bom inverno,os relâmpagos clareia as nuvens escuras no nascente,com os poucos pingos sobe o bafo da terra esturricada,com a pequena chuva toda natureza entrar em clímax,até mesmo o Carão canta,chamando a chuva e dando esperança ao sertanejo,sentado no alpendre,despojado,criando novas esperança de um bom inverno,com as lagrimas nos olhos,observa o firmamento como se soubesse decifrar e prever as chuvas,reza com penúria dedilhando as contas do rosário,roga ao Criador que derrame na terra toda a chuva necessária para encher seus tubos de mantimentos,da forma que se encontra,a sobrevivência no sertão semi-árido reriutabense se torna praticamente impossível,o único verde na caatinga é o mandacaru com seus frutos encarnados,água por essas bandas da Cabaceira,somente cavando poços no leito do rio Juré,para garantir a sobrevivência e de alguns bichos que resistir a seca.Maria das Neves Lopes,com seus passos lentos e curtos prepara nosso jantar,o fogo no fogão de lenha parece querer apagar, mas é motivado por ela com seus assopros e abano,revigorando as chamas,em pouco tempo transforma num fogaréu,no final da tarde é feita a ordenha de cabras e poucas vacas,todos magros pelo castigo da seca do ano de 1970 que passou,a sobrevivência dos animais se deve a ajudar de alguém da cidade,com resíduos baratos ou compra fiado para pagar Deus sabe quando,não há também interesse em vender fiado,mas o atravessador se dá por vencido,até mesmo para o comerciante,esta tudo perdido,tornando indiferente se o agricultor paga ou não,o perdido vira um risco de retorno caso haja chuva.

___Deixem leite para os cabritos e bezerros,eles também precisam se alimentar, principalmente nessa estiagens horrível.

Seus gritos de fúria ecoa em toda a chapada,o ódio e o medo,transformando em alerta para Deus,expondo seu sofrimento do flagelo,como clemência do suspiro final,seu filho com voz mansa,amedrontado,desata os areis rápido da ultima vaca e lhe responde.

___Sim,senhor meu pai,já estão todos mamando.

___Agora tragam o pouco leite e vamos jantar.

 Nosso jantar era carne de bode seca,arroz avermelhado,descascado no pilão,coalhada do dia anterior,farinha seca,pão de milho,capote cozido com seu caldo apimentado,era feito pirão e como sobremesa,rapadura raspada pelo meu  avô,o barulho da arrumação dos pratos de “aguidá”junta com algazarra dos netos,irrita meu avô,Maria submissa e com obediência ao marido,procura servir os netos sem trincar os pratos,a mesa pequena demais para comportar tanta gente,mas Maria improvisa surrões vazios no chão para comportar todos os netos,o amor de Maria com os netos era explicito,seus olhos brilham,cada um recebe um afago,constantemente era oferecido a repetição da comida,as lamparinas e o candeeiro acessos,o canto dos grilos,rege como canção de ninar,a pequena luz adentro do casebre faz figuras e imagens na parede de taipe,como se fosse alma penada,de repente nosso jantar se transforma num grande banquete com comidas maravilhosa,já escurecendo,o dia esmorece,é substituído por uma lua que já de prontidão fica ao nosso dispor,dando sinais para os animais noturnos que correm em busca de sobrevivência,tatus,corujas,preás,raposas,guaxinim,onças e outros,ouvimos os lamentos em nosso subconsciente das folhagens rangendo,nos faz pensar nos caiporas,lobisomem ou visagem de sete léguas.Sentamos no alpendre para a sesta e saborear a boca da noite,firmamento límpido em festa com as estrelas,um colorido como nunca visto,a escuridão do mundo realça as luzes e cores das estrelas,a lua tão clara cinzenta a noite como se fosse o inicio do amanhecer,vovô olha para o firmamento,o céu parece corta a esperança de chuva do sertanejo,ele cabisbaixo resmunga as murmuras do sertão,sua barba sempre para fazer,masca sua peia de fumo,com a cadencia das cabras e ovelhas ruminando a pouca alimentação do dia,deitadas no terreiro,vez por outra sentimos um vento frio vindo das bandas do rio Juré,suavizando o grande calor,os gravetos da caatinga nos dá som de estralar na mata,nos faz pensar coisas do outro mundo,por alguns instante sentimos medo,mas somos interrompido por Maria com uma bandeja nos servindo café adoçado com rapadura,em seguida recebemos um pedaço de beiju,nos deliciamos com a iguaria,era o que nos faltava para uma puxada de conversa com meu avô.

___Vovô,as vezes não entendo o senhor,minha mãe sempre esta falando para o senhor e vovó Maria,ir morar em Reriutaba,pois fique sabendo que lá tem energia o dia todo agora,basta ligar a tomada,no entanto vocês ficam nesse breu aqui.

___Meu neto,aqui temos a energia que necessitamos,você é que não enxerga,olhe para o firmamento,veja quanta beleza,olhe para as estrelas,a lua tem uma energia tão forte que eu seria capaz de achar uma agulha no chão,amanhã todas as luzes do mundo serão acessa,com somente uma lâmpada fornecida pelo o Criador,que é nosso sol,então nesse caso temos energia 24 horas do dia e nem é preciso ligar a tomada como você diz,e ainda temos a energia do rio Juré,que é praticamente o que nos dá nossa alimentação nas secas que nos assola,pra que essa besteira de morar na Reriutaba,se o que eu preciso pra viver esta aqui na Cabaceira.

___Mas,vovô,eu não estou falando dessa energia.

___Quando você nasceu,sua mãe lhe colocou em meus braços,falando,papai quero que batize meu filho,além de neto ele também será teu afilhado,e eu o fiz com muito orgulho,amor que sinto por você é o mesmo que sinto por sua mãe Belinha,sei que agora você não me entendeu,mas o tempo se encarregará de fazer você aluir o que estou lhe dizendo,você ainda é muito jovem para compreender tais proezas,mas também não tenho paciência para lhe explicar,e fique calado,pois tenho que rezar meu terço com a Maria das Neves,sua avó.

Sua palavra era uma ordem,impertinente com seu rosário,iniciava as orações com sua fé inabalável,parte das orações eram feita na cancela da propriedade,afastando os males espíritos,suas bocas balbuciavas as orações,vez outra cuspia a seiva do fumo que mascava,com seu chapéu em direção ao peito,espantava os mosquitos que molestava,iniciava os ventos da noite no sertão,isso levava para longe nosso cheiro,correndo o risco de chegar nas ventas de uma onça,tornando-se perigoso para um ataque,por precaução e cautela a reza é terminado dentro do casebre com as portas fechadas,pois a região é pé de serra,habita natural dos felinos,de bichos ferozes,com o termino das orações é finalizado com uma Salve!Rainha para nossa Senhora do Perpetuo do Socorro,padroeira de Reriutaba,para proteção de todas as mulheres que vão pari,sabendo eles que muitas morrem a míngua por não estancar o sangue nas hemorragias na hora do parto,situações que deixam o sertanejo em desespero e de mãos atadas.Ao dirigir para sua alcova,passa pelo o pote e bebe água,parecendo até mesmo beber toda a água,eu deitado na rede com cheiro de sabão caseiro e alva,amarrada pelo caibo do telhado,antes de dormir peço-lhe que me  abençoe,pensando firme na energia encontrado na Cabaceira pelo vovô,adormeça e como se pouco tempo dormisse surge nas brechas do telhado mal feito a luz com o alvorecer,corro para fora do casebre e sou testemunho da enorme lâmpada,citado pelo meu avô na noite passada,apesar de minha pouca idade,mas entendo perfeitamente,quando ele falou da energia divina,a partir daquele momento,houve um conflito de valores,passei a ser seu fã,e ficou para sempre seus ensinamentos.A labuta na roça inicia ainda escuro,os aboios aos animais é feito aos berros,alto e em bom tom,como se os mesmos entendesse suas ordens,as teimas dos bichos lhe deixa possesso,as veias do pescoço parece querer explodir,mas ate que enfim domina os bichos,olha para o céu reverencia o Criador tirando o chapéu e de volta a calma,suas preocupações com os bichos são grande,sabe que os mesmos não resiste muito tempo com a seca que tudo arrebenta,ate mesmo o mandacaru esta acabando,sente um amor pela as terras e com razão,sabe que a única forma de viver e tocar a vida é seu pequeno rancho,dá as ordens para seu filho alterando os afazeres nos próximos dias.

___Durante essas três semanas o gado irá passar o dia todo pastando lá nas terras de meu irmão,Moises,pois lá ainda resta um pouco de pastagens,peço a Deus que o tempo seja suficiente enquanto a chuva não chega,todos o santo dia depois da ordenha,leva todos eles e no fim do dia traz para cá.

___Sim senhor meu pai.

___Tú sabe onde é? No encontro do rio Juré com o rio Areia,conversei com Moises e lá as pastagens ainda estão cinzenta,e não esqueça de levar todos para beber água no “Barro Vinte”,somente lá tem a água que precisam,vamos tentar salva os bichos,o sacrifício vai ser demais,mas somos obrigado diante da situação,não desejo vender nenhum de meus bichos para o abate em Reriutaba,porque sei que os marchantes pagam muito pouco e o dinheiro não dá pra nada,nesse caso o melhor é ter paciência e lutar até o fim para sobreviver junto com o gado e Deus há de nos ajudar que logo caia chuva pelo menos para formação de pastagens no rio Juré.A vida toca em diante,mediante  da alteração dos afazeres,a vida fica mais penosa com ida,vinda do gado e outros bichos,para escapar da seca,promessas com São Francisco foi feita,para que o inverno seja bom,aos domingos,ainda escuro é selado o cavalo,com o coxim,a garupa muito confortável,pois Maria lhe acompanha,para a missa em Reriutaba,não esquece poucas moedas para ajudar em nossa igreja matriz,mesmo sem renda nenhuma tem a conscientização de compartilhar,sabendo que tem gente até mesmo pior de situação no sertão,Maria sobe numa cadeira para alcançar o animal em seguida inicia a cavalgada pela vereda,atalho que logo chega a estrada,o quebra jejum será na casa de sua filha Belinha em Reriutaba,o encontro de todos transforma numa felicidades incomparável .

___Vovô,me abençoe,eu também vou a missa com o senhor,estou quase pronto.

___Deus lhe abençoe.Meu neto,você entendeu quando falei da energia que tem lá na Cabaceira?

___Na verdade não vovô,mas sinto lá no meu coração que o senhor tem toda razão,é como um anjo tentando me explicar,mas não o vejo,só sinto.

Depois da missa,relâmpagos e trovões inicia uma grande chuva torrencial o obrigando fica em Reriutaba naquele dia,não era de costume pernoitar fora de sua casa,o brilho em seus olhos deixa claro a alegria que sentia,todos os seus pedidos foram atendidos por Deus e São Francisco,no primeiro semestre do ano de 1971 as chuvas geralmente eram no período da noite,durante o dia vinha o sol para fortificar ainda mais as plantações,como se Deus compensasse os flagelos e maus tratos do sertanejo no ano de 1970.

___Maria das Neves,noto que há uma diferencia desse inverno para os outros passados,durante a noite fica um sereno,com a fé que temos no Criador,vamos encher todos nossos tubos de mantimentos e já vejo o úbere de nossas vacas saliente de tanto leite,Deus tarda mas não falta,agora minha preocupação já é outra.

___O que “home”?

___”Muie” Estou aqui matutando,onde eu vou achar tanta cera para vedação dos tubos de mantimentos,pela a chuva que cai serão muitos os tubos cheios.

(Tributo a José Furtado de Melo e Maria das Neves Lopes) Pais de minha mãe.

Abraços!
Carlos David Lopes Morais, Fortaleza

 

 
11/06/2011
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O café do Manoel da Nana.

 

Às 05:00 horas da manha a cidade ainda esta paralisada,o mercado municipal inicia suas atividades com um abri e fecha de portas,os marchantes,comerciantes e poucos feirante se organizam para mais um dia no comercio,com consciência que não será grande o movimento a feira de hoje,afinal hoje ainda é sexta-feira e feira tradicional somente no sábado,o céu encarna nos primeiros raios de sol,o movimento da banca de café agita,a demanda faz com o Sr:Manuel corra de um lado para o outro para vencimento dos pedidos dos clientes,mas pra vender café,bolos,tapiocas e outros,basta ter uma boa receptividade,é importante,e isso não falta no barraqueiro,aqui se conversa de tudo,política,cotidiano reriutabense,os pros e os contras do gestor atual,na verdade é feita uma reciclagem do que esta acontecendo,o local e o ambiente é totalmente popular,o espaço e o púlpito para falatórios é dado a todos,como diria Abdoral,isso é uma democracia reriutabense,não importa se você chega de Landrover,bicicleta ou mesmo a pé,o importante é sua estória ter coerência e transformar em grandes gargalhadas,todas as dificuldades e pelejas da vida são esquecidas,transformando harmonioso com ajuda do Criador,a banca do Sr:Manoel,localizada bem em frente nossa igreja matriz.As criticas ora construtivas,ora pejorativa,os conflitos de gerações do passado com atual é notório,os valores e ingenuidade muitas vezes prevalece,é quando menos esperamos chega Abdoral com sua bicicleta toda enfeitada,todo faceiro,estaciona no meio fio,enquanto surge os cochichos,”Ele já deve ter tomado todas”sem ouvir a critica,pede um café e uma tapioca,pega um assento cruza as pernas e mesmo antes de cumprimentar,faz referencia a boa vida dos outros,esquecendo que esta aposentado sem nunca ter trabalhado na vida.

___Tu vém da onde Abdoral?

___Ai é tu? Ei Macho,tu depois de aposentado só vivi por aqui,homem desse,tem condição de passear por Paris,Londres ou New York,mas preferência é nossa Reriutaba,isso é que amor pela Terra,Gury eu já te falei a Reriutaba não é mais aquela da sua época,a coisa aqui mudou,eu nessa viaje estou vindo do Campo Lindo,tem uma CPRV na estrada parando todo mundo,fiquei com uma pena danada quando pararam o Zacarias da Cabaceira, com aquela moto que ele comprou.

___Sim,Abdoral o que aconteceu com ele?

___Ora!!Gury,eu sei toda a estória da compra daquela moto,ele comprou aquela moto sábado passado na feira daqui de Reriutaba,comprou a moto como se compra um jumento,olhou para os pneus,da mesma forma como se olhava para os dentes do animal,o cabra que vendeu a moto,não é de Reriutaba,ele estava de passagem no rumo da Serra,a moto nem placa tinha,documento da mesma nem cogitado foi,pediu R$800,00 pela a mesma,no momento o abestalhado do Zacarias tinha disponível R$500,00,ofereceu o cabra,ele aceitou e naquele mesmo instante o cabra sumiu,agora ficou o abacaxi para o pobre do Zacarias descascar,inclusive falei pra ele,rapaz toma cuidado essa moto deve ser roubada,mas ele nem ligou e continuou andando pra cima e pra baixo todo satisfeito,agora aconteceu o pior,Zacarias foi preso.

___Preso? O Zacarias foi preso?

___Sim,macho,preso,alias eu não sei porque esse espanto todo,parece até que isso não aconteceu lá por onde tu mora,sim macho,esta preso, ele e a moto na cadeia daqui,também não é pra menos,desde os tempos de colégio que notamos a falta de astucia e inteligência do Zacarias,na hora que os homens parou ele,pediram o documento da moto,ele não tinha,pediram a habilitação,também não tinha,a porra da moto nem placa tinha,então é natural que seja presa mesma,mas mesmo assim Zacarias foi liberado,na hora que foi saindo,o policial falou assim:Seu Zacarias o senhor esta liberado,mas deixe um cafezinho pra mim,invés do “fio d`egua”entender o propósito da coisa, falou para o guarda.

___Olhe,cafezinho aqui eu não tenho não,mas suba na garupa da moto,o que não falta aqui na Cabaceira é tio e primo,vou pedir qualquer um deles pra fazer um cafezinho pra você,quando o pobre menos espera já estava algemado,e pior,ouvindo as piores barbaridade da autoridade.

___Tú quer me afrontar,cabra,esta preso,por tentativa de suborno a autoridade,todo o procedimento foi feito com critério e agora vem com essa de querer me dá um cafezinho.

___Ei Gury , a coisa anda mudada pela nossa Reriutaba,aquela ingenuidade da década de 70 não nos pertence mais,e o Zacarias é o ultimo dos moicanos,pessoa assim sofre muito no mundo atual,mas o prefeito já subiu o alto da cadeira,para liberar o Zacarias,logo,logo ele esta comprando outra moto,espero que ele tenha aprendido a lição, que dessa vez seja mais esperto,e eu já estou indo.

___Abdoral,tu vai pra onde,macho?

___Gury,macho,hoje estou cheio de trabalho....
 

Abraços

Carlos David Lopes Morais

 
26/03/2011
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Os dramas da Cabaceira nas décadas de 40/50

Surpreso com o titulo?Devo confessar que também me surpreendi,pois é, meu irmão ,nos anos de 1947 à 1952 havia um Drama na Cabaceira,peças teatrais,isso mesmo,havia um grupo de moças estudantes que se habilitava a tal proeza,com suas inteligências e boa vontade,nos sonhos,nas artes e na evolução do tempo,conforme as informações era tudo feito como manda o figurino,as peças tinham produção e direção de Maria Amália,professora da época,filha de um mestre linha da estrada de ferro,senhor Abílio Venâncio,os roteiro eram feito com linguagem regionais,cheio de ênfase para chamar atenção da platéia,as atrizes se reservava entre personagens de homem e mulheres,na época os homem devido os preconceitos não tinha coragem suficiente para representar um personagem,então ficava tudo por conta das mulheres,muitas das jovem representava os personagens masculino,nessa época o Brasil era governado por Eurico Gaspar Dutra,primeiro presidente eleito pelo voto direto após o Estado Novo,engatinhava com inicio e retorno do governo Vargas,de ditador da década de 30 volta como republicano democrata,a sapiência da cultura,a miséria e o flagelo do sertão eram debatido para rumos incertos,as atrizes dos dramas,geralmente eram as filhas do Senhor José Furtado de Melo,moças distintas e lindas,Belinha,Adalgisa e Sinhá,tinham um domínio natural do palco,como se reconhecer e identificar o personagem nos mínimos detalhes,na arte de representar,estórias eram diversas,mas não faltava criatividade das atrizes e da diretora das peças,Maria Amália,foi professora de quase toda clã dos ”Cabaceira”,nos anos 40 e 50,além de muita simpática,era de uma concepção cultural fantástica,os dramas eram focado a luta pela sobrevivência no sertão,o cangaço,o humor e o preconceito,buscando influencias da época através de poucas noticias do mundo,tudo transformava em melodrama para empolgar e chamar atenção da platéia,as apresentações eram realizadas de uma forma lírica,nem falada e nem cantada,acompanhado por um instrumento,podemos dizer,era como se aboiar,para tranqüilizar,granjear e calmaria do publico,que não eram poucos,vinham gente até mesmo da Serra Grande para assistir os dramas,apesar dos pesares,mas era uma forma de ver a vida misturado as imaginações a cores e ao vivo,também uma forma de encontros de jovem para uma paquera,um olhar,mesmo que restrito a tabus e valores da época.Belinha era uma das filhas de José Furtado de Melo,uma das mais jovem,nasceu no ano de 1933 com apenas 17 anos,já fazendo parte do elenco,que apresentação dos drama,tinha uma liderança por natureza,era formadora de idéias,os valores da vida aglutinar com os ensinamentos de seu pai,que era dócil e a criatura do coração mais puro que já convivi em toda minha vida,onde o amor rege intensamente,até mesmo nas horas de rezar,era feito uma imitação de meu avô,com seu rosário de cores branco e azul,como se fosse analítico,medido pelas contas(rosário),feito as orações,o mesmo voltava para seu pescoço,para provir o bem da reza para a alma,com esse ritual,a vida se tornava branda e misteriosa,e assim tocava,correndo pelas veredas das caatinga,com o vento batendo em seu rosto,lhe trazia a alegria de viver,a felicidade reinava no lar pobre,as baixas e os banhados do rio Juré,trazia a  fertilidade da terra,fazia a sustentação necessária da família.Sempre em meus textos é comum falar dos dramas da seca,das dificuldades que meus ancestrais atravessaram pela sobrevivência,apesar de viver há 40 anos nas metrópoles,mas meu coração e minha alma são completamente rural,as alegrias,os meus anseios e minha vontade é de retornar as minhas origens ou pelo menos compartilhar a vida com tios e primos entre Reriutaba e Cabaceira,mais a vida nem sempre é como queremos e sonhamos,o aprendizado da vida e  do tempo me direciona para os verdadeiro valores da vida,creio que ainda tenho muito que aprender,pois só se aprende errando,e que crescer não é simplesmente fazer aniversario,e sim,constituir nossa própria identidade,mesmo que isso seja com a dor,temos que dá muitas cabeçadas nessa vida para clarear a consciência humana,os dramas teatrais,amenizava os dramas do cotidiano,o grande palco para as apresentações era o alpendre da casa de meu avô,a platéia ficavam sentados nos bancos improvisados na parte do terreiro,ao ar livre,depois feito a apresentação,no final de cada drama,era apresentado um reisado,folclórico regional dos mais tradicional reriutabense ,em seguida um forró com Abdoral tocando a sua sanfona pé de bode.É natural,termos sonhos ,desejos de consumo,muitas vezes saiamos de nosso torrão a procura de algo e nunca encontramos,porque o que procuramos na verdade esta lá no nosso pé de Serra e descobrimos depois de 35 anos,porque nossa mentalidade e valores chegou ao apogeu verdadeiro da vida,nada que buscamos nos satisfaz,precisamos de muito pouco para sermos feliz,basta cuspir o amargo adquirido no mundo a fora e viver como criança de antes na década de 60 e 70 em Reriutaba.

Abraços

Carlos David Lopes Morais

 
26/03/2011

APOSENTADORIA

Na verdade sou um reriutabense nato,não perco minhas raízes e sonho com um horizonte retroagindo o passado,o horizonte mostra o caminho já percorrido e intuitivamente nos mostra que devemos voltar as origens,mesmo que esta não seja atitude mais coerente,mas o amor e um passado tão receptivo nos faz sonhar e querer voltar a Reriutaba,às grandes alegrias e às inesquecíveis emoções foram vividas por lá,mas nem sempre as coisas faz efeitos como queremos, e logo uma tristeza invade todo meu ser,e um desespero nos leva as lagrimas porque procuramos em vão,reviver aquilo que o tempo estraçalhou na sua implacável passagem,se tornando impossível perseguir as pegadas vividas,o vento das madrugadas vividas na praça da matriz,tomaram rumos ignorados,a casa humilde de José Furtado de Melo(Pai de minha mãe) lá para bandas da Cabaceira,ruiu com tempo e foi abaixo,as folhas de outono,secaram e entristeceram sob a caatinga da Cabaceira,e nós em busca desse resgate precioso,o tempo em gargalhada,ri de nossa ingenuidade,assiste de camarote o nosso pesar,e tenho a sensação que leva para bem longe o que procuramos,ficando somente a saudade e um nó na garganta explodindo em choro.Agora exausto da caminhada,questionamos o próprio tempo,Porque passaste tão rápido?A resposta é o próprio silencio e quando chegamos até aqui,pedimos,suplicamos Oh! Tempo não corra,tenha piedade de nós,por favor não se apresse,odeio fila de banco,mas a sua fila ficarei o tempo que for necessário,sem reclamações, mudo ele corre mais rápido,a saudade do menino vendedor de pão,foi o alvo de sua própria baladeira,tornando vitima e nocauteado pelo o tempo,sobrevivendo,fareja com veemência a minha Reriutaba,não resta duvida que lá fui mais feliz,mesmo com minhas limitações de menino pobre,a felicidade esta no bem estar,não precisamos de nada para ser feliz,somente viver com harmonia no dia-a-dia,e isso estava no cotidiano reriutabense,a alegria era receber de presente um carrinho de plástico de minha mãe(Belinha),comprado no Magazine do Lulu Calixta ou ter acesso os brinquedos de meu amigo Betim(filho do Senhor Joca,agente da estação ferroviária),muitas vezes fazíamos nossos próprios brinquedo,com lata de óleo pajeú,rodinhas de matérial das sandálias japonesas,as molas do carro eram feito com material que chegavam com os fardos de tecidos da loja do tio Chaga da Cabaceira,com a nossa criatividade,chegavam ao designer quase original,esse processo de transformação se tornava fascinante pra mim,exibia com orgulho e fazia questão de falar que era criação minha,e lá vai eu caminhando e puxando com orgulho o brinquedo pelas as rua de Reriutaba,sem contar as broncas que levava de nossa professora Iquinha,por levar tais brinquedos para a escola,lá na rua da Tripa,eu quando chegava,ela logo em seguida guardava e somente era entregue na saída,e eu voltava puxando o carrinho,com meus personagens imaginários de um grande caminhoneiro,dessa e de outra forma foi vivido minha infância inesquecível,na minha Reriutaba,pobre mas boa.Os dias de feira(Sábado) era alterado o movimento da nossa cidade,o povo de todos os municípios vizinhos,tinha uma participação grande no movimento,eu apreciava as gaiolas cheias de pássaros em frente a farmácia do Senhor Assis Calixta,os preços dos pássaros eram tomados como a bolsa de valores,dependendo do canto, suas cores exótica,os mais barulhentos e espertos,tinha grande valor,o vendedor na época era “Pilôr Rosendo”,por sinal grande negociador,sabia como ninguém o valor de cada pássaro,os serranos tinha um domínio por completo nas vendas de frutas,tinha um álibi forte por ser todos banguela(Sem dentes),comia frutas demais e o teor de açúcar eram grande,nesse caso as carie eram comum nos dentes dos serranos,raramente se via um serrano com os dentes,as guloseimas  no mercado,feita por Maria Bemvinda,um pedaço de bolo mole com uma colherada de doce de leite por cima e as cocadas da Dona Avelina,eram um manjar dos deuses,os bolos manzapes,recheados com coco babão ralados, separados um a um com folhas de bananeira,os pães d!água esquentado com manteiga da terra da padaria dos senhores David e Joaquim Morais,a alegria dos cabaceiras com suas “budegas”cheias de gente,sinal que a feira esta com uma rentabilidade boa,correndo para subir a linha de ferro que corta a cidade,vejo de um lado todo o movimento da feira com nossa igreja matriz majestosa,de meia em meia hora os sinos badalava nos informando às horas,e do outro lado vejo um grande estacionamento de jumento em frente a casa do senhor Quim Honório,até a ponte da estação,mas tudo passa na vida,as mudanças e o desenvolvimento de hoje não muda meu amor por ti,ouvindo a musica de Edvar Castro que retrata bem o amor que sinto por minha terra.Te amarei,te amarei, te amo oh! Reriutaba.

Abraços

Carlos David Lopes Morais

 

 
04/03/2011
O despertar para o amadurecimento político reriutabense.
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Falar de Reriutaba para mim sempre foi muito prazeroso,tenho um amor e carinho por minha terra imenso,mas como nem sempre tudo é completo,sentia um desconforto dentro do âmbito político,fiquei sem vontade de escrever mais no site,mas creio que minhas atitudes serviu de alguma forma para o despertar de pessoas que tem boa vontade e o coração bom,foi preciso somente a lapidação e a conscientização do seu oficio como político,todos nós por instinto e naturalmente somos políticos,mas com uma diferencia,política não pode fazer confusão com“politicagem”são aspecto totalmente oposto,o cidadão político com boa vontade de ajudar a sociedade em um todo,cria melhorias para todos ao seu redor e não arrodear para tapinhas nas costas,como sempre estou lendo crônicas e narrativas em nosso site www.reriutaba.com e me deparei com algumas coisas boas e cheio de vida,como por exemplo o projeto de nosso amigo Clerton Furtado através do deputado Eudes Xavier, em beneficiar a comunidade de nossa Cabaceira no intuito de encanar água naquele lugar tão precisado,essa água também nos lava a alma,o bom político é aquele que mostra seus projetos e suas boas vontade de ajudar o próximo,é sentir o prazer do bem plantado,é se comprometer com o bem estar social,não importa se acertou ou errou,o propósito é beneficiar a sociedade em comum,acredito que essa nova era política seja repleto de homens de boa vontade,acredito que a Reriutaba que tenho em mente,seja iniciada com a conscientização desses novos políticos,tenho convicção que Clerton Furtado,seja uma peça importante nessa transição social e econômica reriutabense,vejo no horizonte no rumo do nascente uma grande guinada na política de Reriutaba,com a melhoria cultural do nosso povo,os maus políticos que se cuidem,suas trajetórias será curta,nossos sertanejos estão deixando pra trás as promessas infundadas e estão querendo ver ações e muitas ações sociais,o mundo mudou pra melhor,podemos observar o comportamento de nossa gente em uma eleição para presidente,o sertanejo fica mais solto com referencia seu voto,ninguém lhe faz proposta para a conquista de seu voto,e as urnas nos mostra resultado de um povo com o perfil mas exigente,apurado e demonstra as verdadeiras necessidade do povo reriutabense,temos que nos valorizar ,somos pobres,mas inteligente suficiente para dizer o que queremos, uma eleição para presidente em nosso município divergem das eleições municipais,nosso sertanejo não fica a mercê de proposta indecorosa de maus políticos,e por essa razão tenho que acreditar que exista bons políticos,volto a falar para meu povo através desse site,para fortalecimento e coerência, uma campanha eleitoral a nível nacional,no sertão cearense não existe grande manifestação, a busca pelo o voto praticamente não existe,os eleitores agem como realmente deve,afinal a parte financeira que os politicos troca por voto fica neutralizada,pois os chefes de currais eleitorais ficam indiferente a opção do eleitor,temos como exemplo a sucessão do presidente Lula,o povo retribuiu nas urnas todo o trabalho do presidente elegendo a Dilma,nos eleitores temos que cumprir nossa obrigação em votar , mas temos que cobra de nosso representante,prefeito,vereadores e gestores,mas atuação em trabalho social.Fui a Reriutaba no inicio do mês de fevereiro,como sempre fui até a Cabaceira,lugar onde me identifico,devido minhas origens,a leveza e a codificação da felicidade de meu avô José Furtado de Melo(Pai de minha mãe) ainda me dá lições de vida,a energia produzida no rio Juré,deixa claro os verdadeiro valores da vida,percebendo a mutação da vegetação e geograficamente,devido a estrada de asfalto, estrada essa que será benéfica a todos os sertanejos,para escoar seus produtos,locomoção mais rápida e conforto para todos,me proporciona enxerga dias melhores em nosso município,e acreditando na astucia e inteligência do sertanejo para desenrolar o jogo político,afinal de contas,coisas muito piores já atravessamos em nosso município,mas tenho que ser honesto,nosso lugar esta bem mudado pra melhor e com isso posso enaltecer o nosso sorriso.O café da manhã na banca do Manuel da Naná,encontro meu amigo Abdoral,nervoso e me parecia ter tomado umas três talagadas de cachaça,surpreso em me ver logo cedo,em seguida encosta sua bicicleta no meio fio da calçada e inicia uma prosa.
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___Ei Macho , tu por aqui!! Chegou quando?
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___Estou aqui desde ontem,estou matando a saudade de nossa Reriutaba
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___Rapaz,Tem situação na vida que não consigo entender,talvez seja minha leitura que é pouca ou então estou ficando mesmo doido,você me acredita que tem um cidadão ali na esquina querendo que o Campo Lindo seja emancipado e se torne um município independente,eu fico só na escuta,eu não vou entrar em atrito com um pessoa dessa,esta mais que claro que tal proeza é praticamente impossível pelas característica do distrito,mas o cidadão,defende a tese,grita e gesticula para todos,”Eu sou do Campo Lindo,meu pai é de Sobral e minha mãe de Reriutaba”.
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___Macho,tem gente que não se liga,diante da ultima declaração do cidadão,o pai é sobralense e a mãe reriutabense,concluímos que ele é porteiro daquele pequeno condomínio e pensa que é o sindico .
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Abraços!
Carlos David Lopes Morais

 
15/12/2010
ALQUIMIA DOS CABACEIRAS

Há ciências ocultas nunca compreendidas por todos,muitas vezes nos surpreendemos com o desenvolvimento das pessoas,tanto na parte pessoal como comercial,surge do nada para uma situação admirada por todos,é como o crescimento da mangueira,estamos sempre na luta para que a mesma vingue,adubando,dando-lhe atenção,quando menos se damos conta ela nos surpreende com seus frutos,é nessa hora que temos que ter muito calma,nossa criatividade entra em ação,não podemos nos empolgar e achar que já estamos no ápice,temos a cautela para sustentação permanente,humildade e perseverança ao extremo,a conquista ainda não esta completa,temos que ir muito além do esforço,conscientização espiritualmente, crescimento interior,orações de agradecimento ativa para uma telepatia com Deus,na primeira vista uma inspiração mística,filosóficos e oculta,comportamento inteligente de nosso ancestrais,para a fuga de perseguição,hoje não muito esclarecido,suas atitudes e forma de agir mercantilista nos faz classificar como procedência judaica,devido seus comportamento e suas habilidades para o comercio,mas nunca foi visto sinagogas no sertão reriutabense,mesmo levando em consideração que judeus não tem pátria,conforme pesquisa nada atina para essa origem,conforme nossos ancestrais, os”cabaceiras”decente de português,pessoas até aqui nômades,cheio de esperança,a procura de um mundo novo,chegando no lugarejo no fim do século XVIII,as terras sem proprietário,abandonadas e improdutiva,dão lhe boas vindas,tomam posse e se estabelece na terra,longínquo de todos,habitam sem resistência de terceiros,propício para situação em que alguns deles se encontrava,perante o tribunal religioso,seu afastamento da sociedade fazia necessário,mas perante a sua comunidade,era levado em conta as condutas morais, ética,honestidade,fundamentos e princípios básicos familiares,ao fixar residência e criar vínculos no lugar,gera harmonia,paz,alegria e alivio aos sofredores penalizado com a perseguição,o cultivo de culturas para subsistência,arroz,feijão,milho e farinha transforma o lugar naquilo que há de melhor,contando também com criações de pequenos rebanhos de animais,caprinos,suínos e aves,apesar dos castigos climáticos da natureza,por falta de chuva eles enfrentam a escassez e com trabalho árduo,primitivos e rudimentar,tornam obstinados e cheio de esperança com o descobrimento do lugar,se sentem livres e cheios de alegria de viver por viver dentro da cadeia alimentar da mãe natureza.Com o passar dos tempos foi realizando o domínio e integração por completo,se engajam em negociações de suas produção,não é necessário moeda corrente,sua linha de comercio mas praticado era o escambo,transação não muito fácil,devido avaliação de cada mercadoria,feito de acordo com sua necessidade,entre eles surgem os que se destacam nas negociações,transforma o pouco produzido na terra,em grande quantidade com sua inteligência hábil,sorte e desempenho bem sucedido,os riscos de perdas eram remotos,pois tudo se fazia necessário,nesse caso não faltava oportunidade de uma boa rentabilidade com as trocas que aparecia,com o passar dos tempos as vilas foram evoluindo,e concentrado pessoas onde viraram feiras livres para as transações comerciais,foi então que surgiu o nome do lugar, Cabaceiras,nome esse criado devido a grande produção de cabaças na beira do rio Juré,também uma forma de localização de moradia dos grandes negociadores,a economia direcionava para o extrativismo vegetal,fundamental para a época,tais como,cera de carnaúba,óleo de oiticica,couro de peles de animais e dando inicio a cultura do algodão,mercadorias com grande demanda,mercadoria que nos faltava em nossa região,era o sal,tinha um grande valor pela sua carência,toda sua produção estava no litoral,longe de nosso pé de serra,fazendo com que sua procura constante,realce seu valor,eram feito avaliação do maior consumismo da época e as negociações eram feito de acordo com as necessidades da comunidade,trazendo mais lucros para os negociadores,nessa época de Capitão-Mor,nomeado pelo o rei para exploração de toda a extensão da região norte do estado, o nordeste brasileiro passava por três anos consecutivos de secas,a sobrevivência era para os mais dotados de inteligência e que tinham a competência de fazer as contas aritméticas,esse comercio arcaico e primitivo prevalece até o inicio do século XX.Tenho orgulho de pertencer a essa família,trago comigo característica nítida de meus ancestrais,hoje nossa economia reriutabense esta lotado com muitos deles pelo o esforço,trabalho digno e dedicação,todos são merecedores da posição que galgaram no comercio de Reriutaba,indiferente de ser ou não ser judeus,são homens que contribuíram para o desenvolvimento de nossa cidade,certo ocasião estava eu passeando em Reriutaba,uma senhora conversando sobre a minha família,me questionou:

___Cardavid,
gostaria de entender,tem “Cabaceira” que não sabe nem falar,inicia um pequeno empreendimento aqui em Reriutaba e logo se destaca pelo seu crescimento,acredito que seus ancestrais lhe ensinaram a arte de negociar,porque com outros comerciante fora da família não acontece o mesmo.

___Na verdade eu não sei,mas sei que:Assim como,” New York está para os judeus,Reriutaba está para os Cabaceiras”.

Abraços!
Carlos David Lopes Morais

 

01/12/2010
AQUI SE FAZ,
AQUI SE PAGA.

Como sempre estou mencionando a Cabaceira em minhas narrativas ou crônicas , devido o lugarejo fazer parte de minha vida,por questões familiar,afetiva e raízes,por encontrar a alegria e a felicidade na casa pobre e humilde de meu avô,Jose Furtado de Melo ,(pai de minha mãe) no qual me espelho e o admiro até hoje,a colheita das culturas de arroz,feijão e milho eram feito somente uma vez ao ano devido a escassez de chuva,como bom cearense sabemos que a época invernosa,inicia em janeiro e findando no máximo até o mês de maio, esse é o período de plantação,quem não colheu no máximo até meio do ano,infelizmente não colhe mais no ano,pois a terra depois de julho torna-se improdutiva e o sertão transforma numa enorme caatinga de fazer dó,o semi-árido reriutabense adversa pela temperatura quente e falta de água,tornando inviável até para atividade agropecuária,principalmente para animais de portes maiores,como o gado,o sertanejo se limita a criação de animais de pequeno porte como cabras,ovelhas e galinhas,sem duvida esse problema crônico é muito mais político que climático,mesmo com todas as dificuldades o sertanejo não perde o humor e a vontade de viver,sempre há uma prosa a relatar,que se transforma numa grande gargalhada,como é o caso de nosso amigo Abdoral,falando de sua experiência de vida,de suas tentativas para se dá de bem.Abdoral sempre teve sorte na vida,tanto é que ele já esta aposentado,por incrível que pareça,mas nunca trabalhou na vida,sempre viveu na nossa Reriutaba,onde ele enfatiza de Paraíso,ultimamente ele colocou uma “budega” para seu filho,forma de complementar a renda da aposentadoria,contanto que ele não trabalhe,para que todos entenda, a “budega” é para o filho,mas uma coisa que Abdoral gosta é de sua criação de galinhas em sua pequena propriedade na Cabaceira,conforme o mesmo é uma atividade que não requer esforço nenhum.

___Gury,criar galinhas,não carece de trabalho algum,simplesmente uma vez ao entardecer jogo milho no terreiro,somente para complementar alimentação para as mesmas e pronto , o resto elas se viram na mata da caatinga para sobrevivência,temos em excesso sua alimentação favorita,insetos e cobras,são alimentos naturais,sem contar a limpeza que as mesmas fazem nos terreiros em ciscar a procura do alimento,essas rações de hoje e simplesmente para inchar os animais,não tem substancia nenhuma,sua dormida é nos poleiros do pau-d! arco mesmo, só lamento que temos que dividir com as raposas e guaxinim,mas tudo tem seu preço,a própria natureza me diz,que nem tudo é exclusivamente meu,sem falar nos ladrões que andam ultimamente por essas bandas,ultimamente podem faltar tudo em nosso município, menos pessoas aproveitador das coisas alheias, e isso me faz uma pessoa revoltada,não posso aceitar pessoas de má fé,tirando proveito de pessoas pobres do sertão,pois já vivemos com dificuldade,ainda aparece gente querendo nos roubar.Em um domingo desse fui até a casa do meu compadre Nepomuceno,próximo daqui apenas dois quilômetros,lá no Barro Vinte,tu conhece?Pois é,chegando lá me surpreendi com o que vi,seu terreiro sem nem uma galinha,capão,capote e peru,tinha sumido tudo,não tinha um pra conta a estória no terreiro,me senti num velório,aquela tristeza,cheguei a pensar besteira,conversa vai,conversa vem,a tristeza do compadre era de fazer dó,proseando sem muita vontade,ele me dizendo meio sem jeito,que foram dois “cabras” que roubaram todo o plantel das galinhas,sem muito entrar em detalhes com relação ao roubo das galinhas,aquilo me intrigava,chego a pensar que ele esteja sobre ameaças dos bandidos,ou coisa parecida,entro no assunto do roubo das aves.

___Compadre Nepomuceno , você viu quem roubo suas galinhas?

___Vi não compadre Abdoral,mas parece que é castigo de Deus,você acredita compadre que faz um mês que capei todos os frangos machos,tendo em vista sua carne mais saborosa e gorda na hora do abate,mas depois deles capados não cantavam mais,tinha comportamento esquisito,diante de uma galinha fogosa,coloca o pescoço debaixo da asa,como ser entendedor da situação e com isso se acanhava,compadre tal situação me deixava com um sentimento de culpa horrível,meu arrependimento matasse,eu estaria morto,o que eu fiz foi um afronto a natureza,Deus me castigou compadre,pelo meu egoísmo e ainda veio um “fio duma égua” e levou todos os meus bichos,mas começo tudo de novo,pra recomeçar basta ter a coragem,já pedi perdão a Deus,sei que errei,e prometi a mim mesmo e a Deus,nunca mais fazer tal malvadeza.

___Compadre Nepomuceno,quem foi o “cabra” que inventou essa coisa de capar os bichos?

___Foi um “cabra”muito do sem vergonha,lá das bandas da Itália,seu nome era Caio,você acredita compadre?Esse “cabra”tinha insônia e associava a falta de sono aos cantos dos galos na madrugada,se dizendo não dormir devido os barulhos dos bichos,incomodava,sendo assim ele criou uma lei,ordenando e proibindo todos de criar galos em sua região e como o povo necessitava dos animais para a própria sobrevivência,se obrigava a castrar os galos porque assim eles não cantavam,para satisfação e caprichos do italiano e nobre Caio,mas por grande castigo no dia de sua morte,não só os galos cantaram como cantaram também os amantes de sua mulher,foi descoberto que ele passava a noite inteira pastorando sua amada com medo de chifre,e sua maior neura era os cantos dos bichos,nesse dia houve uma grande festa e almoço de toda a comunidade,com os capões existente na província,quando amanheceu não havia um só capão no lugarejo,todos foram abatidos para a grande festa,assim iniciou uma nova vida na província.

___Compadre Nepomuceno,será que aconteceu aqui é o que estou pensando?

___Não,compadre Abdoral , você não esta pensando que eu....Compadre vamos mudar o rumo dessa prosa.

 
22/11/2010
ENQUANTO O CREPÚSCULO NÃO CHEGA.
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Meus olhos lacrimejam ao ti ver,a saudade é imensa,a felicidade por uns instante renasce e morre ao vê-la tão indiferente,
meu coração disparado pulsa no sonho do passado,e acorda para o presente,mas sobrevive como mandacaru na caatinga cinzenta da Cabaceira cheia de pedregulhos e tão indescritivelmente confuso, na calmaria e sensatez dos 55 anos,me vejo na agilidade e agitação dos 15 anos, tento fugir a todo preço,mas o elástico da vida,me puxa e em seguida solta e bruscamente desaba em sua direção,esbarro a você mesmo sem querer,surgindo o desespero e o afogamento por completo, a liberdade no passado,na qual era tão importante, fica presa ao teu olhar julgador,calado, de extremo piedade, dentro do teu desprezo, chego ao flagelo,por saber que teu olhar mais uma vez era de adeus, mas como bom reriutabense, meu sorriso estampado de cima pra baixo continua,somente meu “Eu” tem consciência da imprudência causadora de tanta dor e negligencia impensado,o questionamento de seus olhos me deixa claro que não devo aproximar de ti,mas mesmo de longe vejo teu sorriso,sinto essência e aroma de teu perfume “Sandallus”, enquanto te acompanho com meus olhos,meu coração delira de prazer,no entanto a razão fisga a energia que pouco resta,percebo sem duvida,que esse amor não é recíproco,mas sim em vão,mas colo em você,perpetuo,porque não há outra saída, a fuga constante do meu olhar é condenado pela a ansiedade,desejo,vontade de afagar e tocar ,mas há fuga da realidade, e corro pela a tangente como se estivesse perdido, nesse ínterim a orquestra toca”Unforgettable” e meus sonhos voltam a delirar,imaginando eu e você no salão dançante,colado sem que ninguém nos veja,como em outrora,puro,ambos genuinamente belos e inocentes. Ah!! as tertúlias do Reriutaba-Club, a quanto tempo, hoje todo em ruínas e praticamente demolido, fica transparente como meu coração, frágil e vulnerável,mas o tempo fica restrito, noto que já não há mais tempo hábil,o desabamento é certo,o mundo que nos resta é menor que já vivido, correu muita água debaixo da ponte,chego mesmo a pensar que você não é merecedora dessa amor constante,infinito e belo,que meus sonhos e delírios pertence somente a mim, essa tal felicidade somente a ti pertence,minha alma sem luz,dirigi o automóvel na Av.Jovita Feitosa, entra na Av.Alberto Monte, chega na Av.José Basto,é necessário avançar todos os semáforos, afinal são três horas da manhã, a violência urbana em Fortaleza esta demais,na madrugada opaca e sem vida , lá vou eu no mundo sem eira e nem beira,com meu mundo de sub refugio,avançando os sinais da vida, encantado com o sopro do passado tão bom e lindo.Em um passado próximo, ao me aproximar fiquei a “ver navios”com sua grosseria, meu atrevimento causa fobia de orgulho, sentimento esse que nunca me faltou, na vida não há castigo, somente conseqüência,me sinto um sertanejo com a enxada no ombro mas não tenho onde trabalhar por questões climáticas no sertão,o que me resta é me proteger do sol escaldante e pedir a Deus que venha logo o inverno,quem sabe ainda há tempo para brotar a felicidade, adormeço com o cansaço da festa, mas qualquer dia desse o amor desperta novamente, porque o verdadeiro amor não morre jamais, adormece para um despertar mais belo.
 
15/11/2010
PROCLAMAÇÃO DA REPUBLICA.15 de novembro de 1889, Alegria.
GOLPE MILITAR. 31 de março de 1964, Muita tristeza.
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A monarquia chega ao fim depois de 67 anos no poder,nosso imperador D.Pedro II,deixava a revelia os processos sociais e econômico do pais,a crise assolava toda a nação,a falta de atenção do governo com os trabalhadores liberais e entidades não governamental,transforma o Brasil num causo de abandono,com essas atitudes revolta a classe média trabalhadora,nosso imperador sem conhecimento de causa,interfere nas religiões trazendo descontentamento para igreja católica,corrupção na corte,manifestação política na imprensa somente com autorização previa da corte,falta de apoio aos produtores rurais,principalmente produtores de café,produto em expansão no Brasil,onde quem o produzia já tinha o poder econômico,mas lhes faltava o apoio do governo,com isso o movimento republicano crescia,e Marechal Deodoro da Fonseca com apoio de todas as classes trabalhadoras,dos republicanos,principalmente das forças aramadas e também dos intelectuais da época,como Rui Barbosa,Quintinho Bocaiuva,Campos Sales e outros, anuncia,assina e proclama a republica do Brasil,dando um basta no regime monarquia,na verdade se tratava de um golpe de estado benéfico a nação,os processos sociais e econômicos tomaram novos rumos favoráveis,a democracia passa a reger o pais,dando passos largos ao desenvolvimento e crescimento,a proclamação teve efeito no dia 15 de novembro de 1889 e em seguida dia 18 de novembro,D.Pedro II e família real zarpa para Portugal,como exílio em sua terra.Salve!! Salve!! a Republica do Brasil,coragem era o que não faltava no Marechal Deodoro da Fonseca e sua equipe,em busca de Brasil novo,em outras palavras “Esse Brasil é nosso,suas riquezas nos pertence”.
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Comparativo a esse golpe de estado relatado acima,benéfico e cheio de atitudes boas,ao golpe de estado de 1964,há uma diferença como da água para o vinho,seus valores são exatamente oposto,a inicial pela não liberdade de expressão,que no governo do Marechal Castelo Branco,todos ficam mudos,os processos sociais e econômicos ficaram restrito a grupos formados entre eles,enfim ocorre o inesperado,um regime Ditador e composto de força e poder a toda prova,AI-5 os protestos,farejam para um mundo fechado,cheio de contradições e nosso desenvolvimento lento,aquela caminhada de preguiça e de“João Teimoso”onde os gestores,não tinha consciência,somente a força bruta e imposições manipula o povo brasileiro,opressão,porradas e humilhações naqueles que ousava a enfrentar o regime de frente,na época foi criado dois partidos,ARENA pertencente ao governo e MDB oposição,mais com fachada,forma de enquadrar a população numa democracia não existente,chamado de bipartidarismo,partidos criado pelo próprio governo militar,para que nosso leitor entenda melhor,é como uma empresa,tem seu produto e lança o mesmo com outro nome,para que não haja concorrente no mercado,ideologia e a forma de comportamento é a mesma,e nessa forma de governo,ficamos com uma economia com atraso de décadas,trazendo misérias e sofrimento ao povo brasileiro e principalmente os nordestinos.
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As conseqüência de um governo,perverso,nos deixa mágoas e lembranças para sempre,podemos fazer uma narrativa no ano de 1969 à 1974,estamos no governo de Emilio Garrastazu Médice,governo este repressor,na época minha família,morava na praça da Matriz em Reriutaba, éramos vizinho de dois grandes homens reriutabense,na direita Senhor Doquinha da Sapataria e lado esquerdo Senhor Chagas Vieira,proprietário de uma loja de tecidos,tanto eu como,Ana Tereza,Tereza Dalva, Rogério,Romildo(gêmeos) estudava no Ginásio Raimundo Mesquita,por muitas e muitas vezes,ouvia nossos pais falando de política,sem entender nada,ficamos ouvindo calado,todos os jovens da época fazia as contribuições na igreja,como coroinha,ajudando o Padre Ataide nas missas,batizados e casamento,na programação dos eventos religiosos eu era designado a ajuda o Padre Ataide , nos batizados dos filhos dos sertanejos,povo que vinha de longe,Cabaceira,Campo Lindo,Oitizeiro e outros distritos,era grande o meu sofrimento,porque eu assistia dezenas de crianças morrendo a míngua,sem a menor assistência,e no sofrimento da suas mães correndo em direção ao Padre,gesticulando e falando em desespero:
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___Pe.
Ataide, pelo o amor de Deus, batize logo meu filho, ele esta morrendo, se não ele morre pagão.
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Época difícil para a sobrevivência em nossa Reriutaba,hoje tenho consciência que as crianças morria mesmo era de fome,devido a miséria,falta de trabalho para o povo,enfim nos faltava tudo,nossos governantes na época não tinha respeito muito menos compaixão do sofrimento de nosso povo,todos os sertanejos ficavam a “DEUS DARÁ”,os governos ditadores transformava a nação num verdadeiro massacre,quando não matava de porrada e torturas,matava de fome, e o mais incrível ninguém podia falar ou reivindicar nada,corria o risco de ser preso e torturado pelo o regime medíocre e cruel.
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Mas Deus nos ajudou a superar e essa face ruim passou,sei que muitos jovens que terão a oportunidade de ler esse relato,pode até pensar que são criação minha,mas na verdade não é,tenho toda a minha geração e contemporâneo que pode confirmar.
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Abraços
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Carlos David Lopes Morais
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10/11/2010

CHICO ROSENDO – O leiloeiro oficial do município de Reriutaba.

A historia dos leilões faz parte da historia da humanidade , as modalidades surgiram e creio que ainda virão outras, as regras são simples , o que não muda é o comportamento dos participantes , uma verdadeira batalha , bastava o produto ter uma boa aceitação , nesse ínterim há um impulso a maior oferta, dentro de um certo tempo de anuncio do produto , o mesmo será arrematado pelo melhor oferta ,os leilões de nossa cidade na festa de agosto sempre foram na esquina da União em frente nossa igreja matriz ,com objetivo de arrecadar fundos para a paróquia , nosso leiloeiro oficial era Chico Rosendo , cidadão distinto e conhecido por todos em Reriutaba , morava no São Jose , próximo o “Pelo Sinal” tinha umas característica inconfundível , tanto andava , como falava rápido ,fazia questão de encher de ênfase seus leilões ,gostava de falar nos leilões o nome da pessoa que tinha feito a doação da mercadoria para nossa paróquia , ou então nomes das senhoras da sociedade, por exemplo: ,”Esse doce de banana foi feito por Dona Tintinha” enquanto isso ele cheirava e confirmava , o cheiro esta maravilhoso, e aos gritos perguntava , quem dá Mais? Quem dá mais? Esta arrematado pelo senhor Abdoral e fechava a negociação. Onde o leilão além de arrecadar valores para paróquia se transformava engraçado e cheio de humor , além de leiloeiro , fazia questão de falar para todos , que virava lobisomem , e isso me deixava assustado e curioso , sempre que o via . estava lá , eu perguntando:

___Tio Chico , como é que uma pessoa virá Lobisomem ?

Ele com sua voz rouca e falando rápido , passava a me explicar , enquanto eu o atendia na Padaria Cinelândia de propriedade de meu pai , ele mesmo fazia questão de separar a sua mercadoria , separava os pães d água, as bolachas fogosa , e os biscoitos de água e sal , enquanto fazia a separação ,se aproveitava para comer tudo que via pela frente, no intuito de não pagar as mercadorias consumidas ali mesmo , falava com orgulho do poder sobrenatural ,que ele mesmo se intitulava.

___É muito simples vira um lobisomem ,quando a lua estive cheia e pontualmente a meia noite , você vai lá na encruzilhada do alto do Chico Veríssimo ,ali depois do Carão , se espoja juntos com os jumentos , se contorce e rosna , quando menos você espera , você aos poucos se transforma no bicho horrível ,assustador , suas unhas crescem , seus dentes e boca ficam como a de um lobo , a pelagem fica com de um bode “véi” , as orelhas pontiagudas com a do cão , e corre desembestado pelo o mundo a fora , tem a velocidade do vento ,com uivo assustador e horroroso , você não tem mas domínio sobre sua pessoa , recordo a ultima vez que virei lobisomem fui e voltei na cidade de São Paulo em cinco minutos ,sem contar que no meio do caminho , ataquei com violência um cidadão , me lembrei devido os fiapos de suas vestes permanecia em meus dentes , mas isso são coisas impactado com o diabo , não é pra qualquer um .

___Meu Deus! , livrai-me e me proteja que eu nunca veja uma criatura dessa.

___Tio Chico , mas qualquer um pode vira lobisomem ? Basta se espojar com os jumentos?

___Não , é necessário que a pessoa seja amancebado e que tenho no mínimo sete “ crutuvia”, caso não tenha esses requisitos o diabo não concede a tal transformação , corre o risco até mesmo de morrer , recordo que nosso amigo Abdoral , metido a valente , queria , porque queria , vira lobisomem , fez todo o ritual e não conseguiu , escapou da morte “fedendo” porque tinha uma imagem de Nossa Senhora do Perpetuo do Socorro no bolso da calça , isso foi a sua salvação , aqui em Reriutaba somente “Eu” tenho esse poder e mais ninguém.

___Tio Chico , sinceramente , o senhor esta de sacanagem comigo , o senhor nunca virou lobisomem , isso é estória tio , pois então dê uma prova que o senhor realmente vira lobisomem?

Ele com sua inteligência e criativo ,por algum tempo ficou parado e pensativo , começou a arregaçar sua camisa de mangas comprida e em seguida as calças até o joelho , mostrando tanto os cotovelos como os joelhos todos vermelhos e com um aspecto de feridas escamosa,eu observando suas atitude sem entender , me surpreendo com seu argumento de prova.

___ Aqui esta a prova, o lobisomem quando corre no meio do mundo ele usa os cotovelos e os joelhos , eu nunca inventei nada , é a pura verdade , isso acontece alheio a minha vontade , são coisas predestinada , eu não tenho culpa de ter essa maldição , mas tenho fé em Nosso Senhor Jesus que um dia me livrarei dessa penitencia , estou fazendo promessa com todos os Santos , agora eu lhe pergunto , que dia é hoje?

___Tio Chico , o senhor sabe que hoje é sábado , dia da feira de Reriutaba .

___Se hoje é sábado , isso implica que ontem foi sexta-feira , nessa noite o lobisomem saiu desembestado , descendo o alto da Vila Nova , atravessou a linha na estação e disparou no rumo da Cabaceira feito um louco com vários cachorros atiçando atrás , por isso que minhas feridas nos joelhos e cotovelos ainda estão tão inflamada , também diabo do lugar que só tem pedra.

Sua mercadoria já embrulhada , Chico Rosendo com sua rapidez rotineira se despede e tomando seu rumo e na sua saída falando sem eu entender muito bem.

___Diga ao compadre David que amanhã passo aqui pra pagar os pão e bolachas.

E num piscar de olhos , desaparece em direção a estação de ferro.

 
 08/11/2010
RERIUTABA COM A VITÓRIA DA DILMA ROUSSEFF

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O homem é um ser político por natureza , desde os primórdios de sua existência , estamos sempre sonhando com bem estar social , a vitoria de Dilma Rousseff para presidente nos mostra a conscientização de um Brasil hoje com mais sensatez nas urnas , sua vitoria foi simplesmente pela a razão , o voto partiu para embalar e endossar os projetos sociais da nação , coisa que outros governos não viabilizava , existia , mas ficavam na gaveta ,o “bem-estar” a população fez sua opção pela continuidade do governo Lula , com mais quatro anos de Dilma , o PT(Partido dos Trabalhadores) completa 12 anos no comando da nação , isso explica bem aos políticos o que o povo brasileiro quer , nada mais ou menos do que viver com dignidade , nossa sociedade Reriutabense mostrou nas urnas claramente a satisfação desse mundo novo que surge , direito iguais , acesso aos campos universitários , clareza de seus direitos , sonhos de consumo, com o resultados das urnas no primeiro turno , de 7.561 votos com margem de 81,02% contra 1.168 votos com margem de 12,52% para o partido do PT sentimos a satisfação de nossa gente , quando fomos para o segundo turno , Dilma teve uma aceitação maior ainda com 8.354 com margem de 85,41% contra 1.427 com margem de 14,59% , isso demonstra que nosso povo anda ligado com referencias seus direitos e obrigações de nossos gestores eleitos pelo o povo , eu particularmente fico muito feliz.Em setembro voltei a Reriutaba para festa de emancipação do municípios e em texto anterior falei de 89% de nossa gente eram pessoas menos favorecidos , as urnas reriutabense mostra bem essa margem , isso nos deixa nítido que existe uma nova mentalidade e comportamento de nosso povo com relação os políticos ,acredito que essa reforma política e ações efetivas no governo Lula , teve um resultado positivo , essa política concreta e geograficamente aplicada , dando ao menos favorecido a condição de viver, faz com que nosso município mostra o resultado pela satisfação , os frutos dessa política foram colhidos não só em Reriutaba como em todo nordeste. Ainda há muita pobreza no município , mas percebemos uma mudança nas condições de vida do sertanejo,os trabalhos sociais , como bolsa família e outros são os aspecto que chamam atenção para redução de pobreza e contribuindo para distribuição de renda , para ajuda da carência desse povo tão sofrido e desamparado por governantes anteriores , com nossa moeda valorizada podemos suprir nossa necessidade básica , falamos assim ,temos direito as refeições na mesa para nossa família , mas há muito que fazer , mas não deixa de ser um pequeno passo , mas uma conquista vitoriosa , porque quem não tinha o que comer , hoje se delicia com seu prato de feijão com arroz. A valorização do ser humano é fundamental , o ativo mais importante da nação , somos nós , o amparo faz com que todos nos sentimos confiante e nos enchemos de esperança para um futuro promissor , todos nós queremos respeito e atenção , afinal somos nós que fazemos essa nação , na esperança que Deus ilumine nossa presidente Dilma Rousseff e que realmente possa dá continuidade os projetos de Lula , nos trazendo menos misérias , menos depreciações as pessoas , e que a sociedade seja mais justa com os menos favorecido de nosso município , que cada uma possa levar sua cesta básica pra casa , é muito pouco o que a comunidade almeja ,diante dos pró-labore gigante de nossos gestores.Em síntese a miséria e a fome foi o impulso para essa eleição , o reconhecimento de um povo que a muitos e muitos anos padeceu nas garras de uns políticos sem compaixão e egoístas , espero que nosso gestor reriutabense viabilize os projetos da união e venha aglutinar junto ao nossos amigos conterrâneos reriutabense. Abraços.
Carlos David Lopes Morais
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