|
|
|
05/04/2012 |
Tio Chaga da Cabaceira.
(E por falar em saudade onde anda você)

Sinceramente nem sei
como iniciar esse texto, a saudade é imensa, seu jeito simples,
receptivo e amigo, tenho varias lembranças boas do meu tio, eu como
homem que amo minhas origens, fazia questão de lhe tratar assim,”Tio
Chaga da Cabaceira” ele também se deliciava com a forma do
tratamento, pois tinha consciência e orgulho de sua origem da
Cabaceira, tem vários momentos que recordo do meu tio, sua primeira
loja de tecido em Reriutaba, era de frente a padaria do papai, pra
ser mais preciso, sua loja era ao lado da “budega” do senhor
Demarzinho, no quarteirão do mercado municipal, ele parecia ter
pressa em tudo que fazia, era uma correria, atendia todos com muito
jeito, de comerciante nato, sua loja as 05:00 hora da manhã no dia
da feira, sábado, já recebia seus primeiros clientes antes do raia
do dia, sua inteligência, manha ardilosa e subtil para o comercio
lhe fazia uns dos maiores comerciantes reriutabense, o
desenvolvimento econômico de nossa cidade, deve e muito ao “tio
Chaga da Cabaceira”, recordo o dia do nascimento de sua segunda
filha, Leda, no alvoroço do movimento em sua loja, com seu jeito
simplório e calma, articulava pra mim, no meio da feira.
___Ei! Meu santo, diga ao
compadre David, que afilhada dele nasceu nessa madrugada e esta tudo
bem com a Veronquinha.
Eu rapidamente, corria e
comunicava para meu pai, que o considerava como irmão, além de ser
primos legítimos tanto do papai como da mamãe, os “cabaceiras” são
todos uma mesma família, dificilmente alguém fora da família possa
compreender esses laços. Meu pai era uma pessoa que gostava de tomar
umas dozes com os amigos e parentes, certa ocasião lá estava ele com
os amigos no bar do Chaga Morais, (seu irmão) onde parava todos os
ônibus que chegava em Reriutaba, principalmente os da empresa
horizonte, recordo como hoje, meu pai tomava Vodka, quando de
repente chega “tio Chaga da Cabaceira” eufórico devido o grande
inverno no ano de 1971, mas do que rápido, virou o copo de vodka de
meu pai na sua boca, engolindo o trago rapidamente, engasgado e
tose.
___Compadre David, veja a
chuva, é inverno demais, com a fé em Deus, esse ano o inverno seja
bom, porque no ano de 1970 passado foi uma negação, não deu nada,
pra gente vender alguma coisa no comercio, é preciso que chova e
traga alguma renda para o povo, somente assim o comercio melhora, e
já estou indo, fiz uma promessa com Nossa Senhora do Perpetuo do
Socorro, que logo nas primeiras chuvas, ia de Reriutaba à Cabaceira
a pé, no chouto, até a casa da mamãe. Num piscar de olhos, saiu
voado no rumo da estação do trem, mesmo com forte chuva foi e voltou
a pé da Cabaceira, “tio Chaga da Cabaceira” não bebia, mas nesse dia
engoliu o trago de vodka, com o propósito que seria a única vez, de
nunca repetir tal ação.Os momentos mais difíceis da vida de seu
compadre David Morais, ele esta ali, para o que der e vier, recordo
no dia do falecimento de minha mãe, na época ele tinha um corcel
verde coupe, desde o momento que teve conhecimento do acidente,
ficou conosco, ele e tia Verônica, depois do diagnostico do Doutor
Farias, resolveram correr atrás de recursos para salvar minha mãe, a
principio com destino a cidade de Sobral, mas infelizmente não
andaram muito, na subida do alto do Chapéu de Couro, ali onde a
direita fica a cidade de Macaraú, minha mãe faleceu, o desespero foi
grande, ficamos todos aéreos, ele não sabia o que fazer, queria
muito nos ajudar, trazendo a Belinha de volta, mas era impossível,
era o mês de novembro de 1972 , no próximo mês de dezembro era
aniversario de sua filha Irismar, completava 15 anos, o planejamento
de uma grande festa no Reriutaba-Club, com a banda “The Hippies” ,
foi cancelado imediatamente, nos restavam somente a tristeza, a dor
e o conforto de Deus.Tenho varias recordações do “tio Chaga da
Cabaceira”, quase todos os domingos minha família almoçava na casa
do vovô José Furtado de Melo(Pai de minha mãe), lá na Cabaceira de
Baixo, esse mesmo costume o “tio Chaga da Cabaceira” tinha, todos os
domingos almoçava com sua mãe Conceição, que era vizinha de meu avô,
alias eles eram irmãos, tia Conceição e
vovô Jose , as ligações familiares eram fortes, agente éramos
crianças, depois do almoço nossos pais dormiam no alpendre, fazia a
sesta que só a Cabaceira tem, enquanto eu, meu irmão Fernando, os
primos(as) se embrenhavam nas veredas, subindo e descendo as lajem,
atrás da casa da tia Conceição, hoje sei que aquilo se chama F E L I
C I D A D E. Os tempos passaram, fui obrigado a morar na cidade de
São Paulo, parece que nosso destino estava predestinado, todos os
anos eu via “tio Chaga da Cabaceira”, tinha ano que eu o via duas
vezes, ele como grande empresário de nossa Reriutaba, estava
constantemente na Paulicéa, fazendo suas compras de tecidos, todas
as vezes ia espera ele no aeroporto de Congonhas, ele ficava no
hotel Irradiação, avenida Ipiranga com a Rua Santa Efigênia, tinha
pressa de tudo, ele se afinava como paulista, na hora de receber sua
mala na esteira, em seguida me falava.
___Tenho que está o mais
rápido possível no hotel, os representantes das fabricas de Holambra
e Americana, já estão me esperando, vamos hoje mesmo para o
interior, é lá que estão as fabricas, meu santo, peque logo um taxi.
Eu o ajudava no que fosse possível, todas as vezes que tia Verônica
lhe acompanhava, eu sabia que seu roteiro estava incluso a cidade do
Rio de Janeiro, para visitação de familiares, fazia comentários da
ponte aérea, ”Ora, pedi um água pra aeromoça e nem terminei de beber
direito o avião já estava descendo no Santos Dumont, é uma rapidez
danada”. O ínterim do aeroporto para o hotel, me falava da Reriutaba,
da beleza de cidade que tinha o privilegio de morar, mas apreciava o
grande movimento da cidade grande, o desejo de progredir falava mais
alto,”Se a loja do povo fosse aqui, agente triplicava o
faturamento”.O senhor sem duvida será eterno para nós da família e
para a sociedade reriutabense, pela sua simplicidade, sua
honestidade, pelo seu exemplo de solidariedade, pelo seu dinamismo,
sua habilidade para o comercio, um pai exemplar, onde seus filhos
podia sempre contar com ele, não estou falando somente no âmbito
econômico, sempre agasalhou suas crias, eu sou testemunha de seu
amor e carinho pela a filharada, sou grato a tudo que o senhor fez
pela minha família, principalmente na década de 70, mais a vida é
assim mesmo , ninguém veio pra ficar, raramente duramos 100 anos, e
acredito assim como na terra, os encontros dos “cabaceiras” no céu,
será cheio de alegria e divertido, principalmente se no meio de
todos eles, tiver vários garajau de manga de varias espécie, manga
manguita, manga verdadeira, manga jasmim ou manga foice do tio
Raimundo Furtado Pellegrino, parece que ouço o “tio Chaga da
Cabaceira” falar:
___Meu santo, isso é uma
coisa de Deus, temos que agradecer todo santo dia.
Abraços .
Carlos
David Lopes Morais |
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
29/03/2012 |
 |
|
Viajando dentro de mim.
Ah, os tempos passaram, mas nunca esqueci a
minha ida pra São Paulo, a data de chegada foi no dia 31 de julho de
1973, tinha exatamente, dezoito anos e onze dias, naquela época a
rodoviária era no centro, na avenida Duque de Caxias, no bairro da
Luz, e lá estava Eu, à deriva, como vários nordestinos fugindo da
seca, minha mala parecia uma cachorra da raça dálmata, branca com
aquelas manchas preta, ao descer do ônibus da Itapemirim, foi como
sair da Reriutaba e dá de cara com o Alasca, um frio de matar, a
garoa insiste em me batizar, mas minha resistência nordestina
confirma minha origem, meus gestos simples, matuto, cabeça ovulada e
tipicamente nordestino, fica a mercê das mudanças e o novo estilo de
vida, confirmava com meu olhar, sou da Reriutaba-Ceará, estou aqui
por questão não só climática e sim por questões política,
atormentado, poucos entenderiam meu pensamento, na verdade pelos
meus poucos conhecimentos não sabia que havia frio naquela
proporção, mas eu como bom nordestino estava disposto a enfrentar e
superar qualquer “parada”, os meus olhos lacrimejando
constantemente, com saudade do Ceará, eu queria e precisava
trabalhar, a única opção era sair do meu Ceará, tempos de migração
muito forte, nosso nordeste era abandonado por políticos sem nada a
oferecer, época de ditadores sem escrúpulos, as coisas tinham que
ser regida por eles, os militares, minha angustia e tristeza me
torturava, mas com muita curiosidade do mundo novo que agora me
ofertava, o impacto da grande metrópole com Reriutaba, era
conflitante, tanta desordem na minha cabeça, muitas vezes me
imaginava fora do Brasil, mas na verdade era mais um desses “Brasis”
desconhecido por muitos, fui morar numa pensão no Bairro Bela Vista,
conhecido como o Bexiga, bairro central da cidade, região totalmente
italiano, com seus cafés e bares típico, o convívio com pessoas
diferentes e totalmente alheia a minha formação, despedaça meu
coração, chegava a pensar que somente eu tinha o juízo certo, o
resto da população eram loucos ou endemoninhado com a rapidez que se
caminhavam nas ruas, a descida da ladeira da rua Conselheiro
Ramalho, para a rua Santo Antonio, se tornava um tobogã, e logo em
seguida a escadaria para a avenida 9 de julho, associava a rapidez
do paulistano com os choques que tomava na hora do banho, por ser
chuveiro elétrico, pois estava constantemente levando choque no
banho, sentia um abuso enorme da dona da pensão, tudo que eu falava
, lá estava ela aos gritos, com seu sotaque alemão, “iá, iá, iá”, eu
comigo pensava, o que será que essa doida quer dizer com esse, “iá,
iá, iá”, mas agente acabava se entendendo, principalmente nos dias
de vencimentos para pagar o pensionato, meu primeiro trabalho foi
numa padaria enorme na Rua da Consolação, ao lado do jornal (O
Estado de São Paulo), naquela época o jornal ficava na Consolação
esquina com o viaduto Major Quietinho, viaduto corta a avenida 9 de
julho, umas das principais avenida da cidade, até hoje não consigo
entender por que os paulista chamam rua da Consolação, porque na
verdade é uma grande avenida. Épocas de muito frio na capital
paulista, eu sem agasalhos, minhas camisas eram de algodão branco e
mangas curtas, tempos esses, que tinha passado pela uma grande
desilusão na vida, a morte de minha mãe, com isso devido nossa
formação nordestina ou reriutabense, era obrigado a permanecer uma
boa temporada de luto, então vestia o básico, camisa de algodão
branco, calça preta, e umas faixa preta no bolso, informando que meu
coração esta enlutado, assim como eu rotulava os paulista de doidos
devido as correria do dia, eles, os paulista me olhavam, “esse
baiano é muito louco”.Minha solidão na metrópole era demais, em
momentos de reflexão, recordava a praça da matriz em Reriutaba com
meus amigos, a minha namorada que eu amava demais, a estrada da
Cabaceira no rumo da casa de meus avós, as comidas deliciosas com
pimenta do reino que somente a vovó
Maria das Neves
Lopes sabia fazer, os ralhos do vovô
José Furtado Melo(pai
da minha mãe) por correr e pisar nas suas plantações, dos banhos no
rio Juré com meus primos(as) e meu irmão Fernando, as gaiolas do
Fernando repleto de pássaros exóticos, galo-de-campina, canários da
terra, golinhas e etc, muitas das gaiolas pendurada na cerca com os
alçapões todos de boca aberto com suas armações doces a espera de
uma nova vitima, com esse pensamento percebia a riqueza na qual eu
vivia antes e no entanto foi trocado por outra riqueza que não nos
leva nada, a sonolência e o cansaço, adormecia em poucos instante, o
único momento em que me agasalhava do frio, por ter os cobertores da
pensão.Quando menos espero o dia tinha amanhecido sem arvoredo e
abstrato, sua gente corriam como desesperados, como numa corrida de
quem chegar primeiro, leva o premio, aquilo me intrigava, fingia
dormir e observava meu companheiro de quarto, morrendo de medo por
não o conhecer, no entanto tinha que dividir o quarto por questões
financeira, umas das coisas que mais me apavorava, o medo dele me
matar, mas tinha que me acostumar e entregar o destino ao Criador,
pedindo que nada de mal me acontecesse, durante quase um ano de
adaptação na metrópole, a minha maior alegria era receber uma carta
da minha inesquecível namorada, era como abrir os céus e eu entrava
no seu mundo bom e puro, mesmo antes de abrir a carta, os brilhos de
meus olhos refletiam o amor, de tanta alegria, passava horas e horas
lendo e relendo, o cheiro de seu perfume favorito(sandallus) parecia
embrenhar na carta, o amor era tão impetuoso que exalava no
ambiente, de imediato me transportava de São Paulo à Reriutaba, e
ali era encontrado seus carinhos, seus beijos, o amor e a harmonia
que havia entre nós, guardava todas as cartas com grande cuidado e
carinho juntamente com sua fotografia, em dias de descanso, lia e
relia todas as cartas, olhando demoradamente para suas fotos.O tempo
passa, o ano vindouro é 1974, a temperatura começa a imitar o meu
Ceará, inicia a temporada de calor, me sinto melhor, na virada do
ano do dia 31 para 1º de janeiro, na saída do trabalho, fui ver a
corrida de São Silvestre na esquina da Consolação com Ipiranga,
naquela época essas festividades eram a meia-noite, exatamente na
passagem do ano, fiz critica aos atletas, “quero ver um cabra desse
correr, de Reriutaba ao Carão com um Garajau de pão na cabeça”.O
comportamento criticado antes por mim dos paulista começam a
entranhar em mim, inicio a busca de novos horizontes, um novo
emprego, percebendo que o atual não me oferecia grandes coisas, e
inicio a procura, como ironia do destino o companheiro de pensão, no
qual eu tinha medo, me dá umas dicas importantíssima, faz menção os
classificados do jornal, “o estadão”, aos domingos que tem muitas
ofertas de trabalho, imediato passei a procurar os anúncios de
emprego, como uma graça dos Céus, vejo algo interessante, com o meu
perfil, sem qualificação profissional, não requer habilidades
nenhuma, o Serpro(Serviços de processamento de dados) recrutando
pessoas de caráter temporário por 90 dias, no horário das 07:00 às
13:00, ficava no bairro da Luz, sentia também o amparo da luz
Divina, isso foi a gota d água, a conciliação dos dois empregos foi
perfeito, me deixando radiante de alegria, sentia o meu
desenvolvimento profissional e pessoal progredir, sabia que tinha
que encarar, pois sabia que somente assim poderia mais rápido
agilizar pendências, pois até naqueles dias não foi possível comprar
nada, nem mesmo de ordem pessoal. Junto com o ano que inicia, a
jornada de trabalha aumenta, na chegada da cidade não tinha emprego,
agora já me vejo com dois, no Serpro inicia as 07:00 saindo as 13:00
horas e na padaria inicia as 15:00 termino às 24:00, somente assim
foi possível resolver as pendências, as fadigas eram demais , mais
suportei os 90 dias com os dois empregos, quando menos espera fui
obrigado a sair dos dois emprego e iniciar meu trabalho no Comind,
instituição financeira, hoje falida, em seguida o encontro com os
reriutabense que morava na paulicéia, Feliz Taumaturgo, Antonio
Mauro Rosendo, Cezar Sá e Rogério Taumaturgo(Ipuense).
Abraços
Carlos David Lopes Morais |
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
23/03/2012 |
|
LÍGIA, fotografei você na minha roleiflex.
Conhecer
você foi uma alegria inusitada, meus olhos brilham com os limos da
vida, como se a partir de agora possa liquidar os contornos mal
feito da vida, bastaram poucos minutos para o amor contagiar, como
iniciasse ali o que nos faltava, a felicidade, de relance me
embelezei com o seu interior, sua áurea, seu pensar me fascina,
conversamos de amores do passado sem escrúpulos, sem preocupação com
os conflitos do que foi falado e ouvido, apesar das neuras e
frustrações, falamos de política, a forma de ver a vida, com seus
valores minuciosos, senti seu coração pulsar, o meu então, queria
sair pra fora do peito, a correnteza da vida nos assusta, mas
ficamos em sintonia, esquecemos tudo ao nosso redor, nosso sorriso
carimba a alegria do encontro, sem rumo pedimos a informação que
precisamos.
___Por
favor, a senhora pode me informar onde fica à rua da Tripa?
P asseamos
pela periferia como se estivesse em New York, Londres ou Paris, a
travessia do rio da ponte, na velha estação de ferro, figurava o rio
Sena, ficamos de mãos dadas para travessia, ajudar no equilíbrio,
para evitar um eventual afogamento, o medo nos freia do mundo novo,
desconhecido, mas há compatibilidade, sentimos nosso entender do
mundo e pensamos basicamente iguais, nossos olhares continuo acelera
constantemente, criando situações como se o mundo estivesse nos
observando, mas voltamos a sorrir, cobrimos com um manto as
conseqüências, saboreamos cada momento, sabemos que o vento esta a
favor, mas não sabemos bem o rumo ou onde esse vento irá passar, nos
tornamos vulnerável e seguimos a trilha que nos foi dado, nossa
satisfação a comunidade é bem maior que nossa ansiedade, temos
consciência que nada sabemos e estamos a cada dia aprendendo aquilo
que a vida nos proporciona, é normal a vida dá volta para podermos
nos encontrar, a procura e o sonho de um amor maior e ele agora
transborda, poucos tem coragem, todos calam, as vertigens amedronta,
as nuances realça para um mundo perigoso, mas nessa ocasião e
embebido pelo o amor, nada nos assusta, as barreiras ficaram para
trás, nosso palco estava praticamente pronto, seus olhos cintilantes
e esverdeados, me dava sinal que devemos avançar, fica estabelecido
como providência divina, a grande essência da vida temos como
referencial o amor e seguimos como ave migratória, no percurso do
voou alto, enxergamos de cima a grande queda d água, nossas almas
tranqüilizava por um tempo, agora ninguém mais nos (espia)notava,
agora somos nós que os observamos do alto atentamente, pousamos e
juntamos as outras aves, nos tocamos, o calor de minha mão segurando
a sua, deixava claro o carinho e amor por você, seu hálito puro e
saudável exala a suavidade de manjericão, junto a você me sinto mais
belo, um homem de sorte, meus olhos brilham com a satisfação de
estar junto a você, feito uma reciclagem de valores, sentados,
fingimos retirar todos os espinhos da vida, evitando as
vulgaridades, as palavras de baixo calão, foram excluídas por
pedido, em nosso ninho acendemos as velas, o vento sopra como uma
tempestade seguidos de assobios sinalizando as grandes conseqüências
futuras, superando o desejo de continuar, trocamos a posição da luz
e nada acontece, como se a providência divina não aceitasse seu
fogo, intrigado, revoltado e atordoado, choramos, nossas lágrimas se
misturam e juntas aumenta a queda d água antes vista do alto, agora
com um turbilhão nos leva para a grande cachoeira e despencamos sem
ter onde nos apoiar, tentamos agarra a alguns arbustos, a tragédia é
inevitável, a fertilidade e virilidade dos frutos em brotos, tombam
sem serventia, suas vestes encarnada, fazem gosto de sangue em minha
boca, ainda me restava a esperança das vestes serem rasgada para
absorver meu pranto, mas não acontece, e o que antes era divino
torna-se diabólico, o fel da ave explode e dilui ao jiló da vida, o
amargo torna-se insuportável, pranto de choro me lacera, tomando o
rumo de volta, cego, cabisbaixo, no percurso do voou solitário de
retorno ,as chuvas molham e encharcam minhas penas, sinto um peso
enorme, o mundo lamenta, mas não sentiu nenhum penar de mim, se
tornando apática, insensível e egoísta, endossando sua concepção de
vida, sentimentos mais sentimentos não nos leva a nada, e numa
explosão de valores inversos fico a meditar, grandes qualidades há,
mas seus defeitos são grandes, defeitos crônicos sem condições de
correção e inversão, defeitos elaborados pela a vida, como um jarro
de porcelana chinês caindo do 20º andar, impossível catar os
fragmentos, seu narcisismo tem um exagero fora do comum, a ponto de
destruir seus encantos, seus brios, tornando amarga e petulante,
nesse momento de extrema dor, a tristeza complementa com as lagrimas
da decepção, me manda cuidar da vida, aponta a direção, sigo como
obrigação, como se a felicidade não pertence ao meu mundo, chego a
pensar que o Criador foi injusto comigo, agora já desejo um buraco
bem fundo, para me esconder, complexidade de culpa e inferioridade,
sonhos chutados, neutralizados, vejo as gargalhadas de deboche de
almas perdidas do além, estrangulando meu ego sem compaixão, vejo
vários demônios batendo palma no trecho percorrido entre o
purgatório ao inferno, como se nada construído tivesse valor,
dificilmente terei o perdão, inerte, perda da guerra, mas consciente
que esse amor não me pertence, a felicidade procurada não esta
contigo, apesar que nunca julgamos a pessoa que amamos, se esse amor
te cegou sem duvida ele é verdadeiro, os frutos em brotos mesmo
jogado no chão sem serventia, eles floresce e brotam, com a riqueza
da terra, misturado com esterco, como o ouro da alquimia dos
“cabaceiras”, restaurando as magoas pedacinhos em pedacinhos em
amor, mesmo deixando os rasgos na alma, cicatriz nunca corrigido,
como se fosse complemento da sua missão no mundo, com os prantos
caídos, sentindo acuado, ou será que o amor tem que doer? Resignado,
perdendo o senso, com a consciência que a riqueza do amor é superar,
com caminhos percorridos o tempo nos muda, independente de querer ou
não, porém, o amor é um jogo cooperativo, as pessoas não foram feito
para a solidão, com todas as mazelas do mundo, mas temos que
acreditar numa futura felicidade, esse sonho nos fortalece criando
expectativas adversas, para continuar na caminhada, mesmo sabendo
que não encontraremos pessoas perfeitas, o verdadeiro amor é típico
de seres imperfeitos. É impossível corrigir o passado, mas podemos
tirar proveito com serenidade de experiência vitais para nossa vida,
como também reciclar tantas bênção foram posto em nossas mãos e que
não valorizamos. Tenho viajado para dentro de mim, carregando malas
e bagagens, cansei de fotografar você, durante esses anos, suas
revelações deixam claro a sua enorme ingratidão, Lígia.
Abraços,
Carlos David Lopes Morais
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
04/03/2012 |
|
ORIGINALMENTE FURTADO.
Uma das coisas que mais gosto quando vou a minha terra é conversar
com meus tios, por recordar de meus avôs, José Furtado de Melo e
Maria das Neves Lopes (Pais de minha mãe), na verdade sou apaixonado
por minha terra, tenho um amor imenso por tudo relacionado a
Reriutaba, como sempre falo ,”foi lá que nasci e é lá que quero
morrer”, engraçado, recordo de tudo vivido por lá, sempre que inicia
uma prosa com meus tios, meus olhos brilham, minha curiosidade são
assopradas como brasas do fogão para fazer o primeiro café no
amanhecer, fico atento a cada palavra, me identifico perfeitamente
com eles, sem contar que tenho um carinho especial por todos meus
tios e tias, às vezes choro quando as conversas tem relação fortes
com minha mãe(Belinha), sempre quero saber mais e mais sobre minha
família, e a fonte nunca esgota com relação os nossos antepassados,
historias interessante que nos traz os verídico, que muitas vezes
não há muito o que questionar, são como caminhasse para a verdade,
são como os espíritos de nossos ancestrais nos confirmassem ali na
calçada enquanto expomos as conversas, passando o cachimbo da paz e
nos mostra as pelejas de minha bisavó(Mãe Ritinha) como judia, filha
de judeus, vitima de perseguição pela a inquisição em Portugal,
confirmando nossas indagações, como se estivesse presente em nossos
“leros” , no meio das conversas afirmo para meu tio, que na verdade
sou Furtado duas vezes pelo o fato de ser neto de Maria das Dores
Furtado de Melo(Mãe de meu pai) e neto de José Furtado de Melo(Pai
de minha mãe) nesse caso me sinto um cabaceira autentico e legitimo,
apesar de Furtado não ter em meu sobrenome, por questões obvia, não
cabia, mas tenho consciência que as origens não há a menor duvida.Na
pausa para o café, somos obrigado a entrar na casa de meu tio,
batendo em retirada da calçada, pois inicia uma forte chuva, os
relâmpagos e trovões nos informar que as conversas estão apenas
iniciando, principalmente pela chegada de nosso amigo Abdoral,
ensopado pela chuva, rapidamente apeia de sua bicicleta e mais
rapidamente inicia as conversas com todos os presente, confere o
dinheiro do bolso, com proteção de um saco de plástico, rogando a
Deus que nosso inverno seja cheio de fartura e que seja amenizado os
sofrimentos da labuta de nosso sertanejo, sem menos esperar ele
entra na conversa, desafiando todos, como ele seja o integrante da
família conhecedor de toda a origem de nossa família, confirma a
todos que nossa Cabaceira esta chovendo demais e com otimismo, fala
antecipado da beleza de legumes que esse ano nos proporcionará, meu
tio com sua sabedoria, escuta em silencio degustando o café com a
bolacha “fogosa” tipicamente reriutabense, vez por outra mergulha a
bolacha na xícara de café, recordando tempos atrás que comia farinha
com café.
___Abdoral,
dessa pisada tu vem da onde?
___Lá da
Cabaceira, fui pegar 10 galinhas gordas para o restaurante do
Paulão, com um detalhe importante, minhas galinhas só posso vender a
R$ 22,00 cada uma, sem um centavo a menos, ultimamente o povo tem
comido galinha de granja, puro hormônio, as galinhas do meu terreiro
são sadias, se alimenta de produtos naturais e complemento com
milho.
___Abdoral,
o assunto em pauta é com relação as famílias da Cabaceira, por que
são muitas, Morais, Alves, Melo,Rocha, Lopes, Furtados e outras que
desconhecemos, nessa mistura foi gerado uma família só, tanto é que
toda essa gente são nossos tios ou primos.
___Gury,
talvez você não sabe, mas tinha gente da Cabaceira que tinha o
sobrenome de Nepomuceno, muitos de nossa família não tem esse
conhecimento, na minha opinião as pessoas bem nativo da Cabaceira
são os Medeiros e Melo, creio que eles são os primeiros a chegar na
nossa Cabaceira, eram finos negociadores, inteligentes, gentis e
sociáveis, fazia a diferencia na época.
___Abdoral,
tu esta esquecendo dos Furtados, hoje os grandes comerciantes
reriutabense são da família Furtado e tanto é que esse sobrenome é
predominante perante a família.
___Gury,
macho, quando eu falo as coisas pra ti, tu não acredita, olha tu tem
muito que aprender comigo, não pense porque tu teve a oportunidade
de estudar nessas tuas andanças pelo o mundo que tu sabe de tudo, tu
não sabe da missa a metade, vou te explicar o surgimento da família
Furtado na Cabaceira, as coisas não foram como tu imagina, foi
completamente diferente, antes mesmo de iniciar, peço que todos
fiquem calados, para que vocês não me tenham como um matuto
ignorante, irei narra pra vocês a origem da família Furtado, caso
alguém discorde, deixe o questionamento pra quando eu terminar minha
versão,certo Gury?
___Certo
Abdoral, somos todos ouvidos.
___Pois
bem, essas informações chegaram a mim de gerações a gerações, no fim
do século XIX, lá pelos os anos de 1880, um cidadão de sobrenome
Medeiros, morador antigo da Cabaceira, negociador de rapadura,
farinha e outros gêneros, vinha com seu comboio de jumento da cidade
de Sobral, como de costume fazia esse itinerário todas as semanas,
na feira de Sobral se vendia sua mercadoria produzida em sua
propriedade, mas como bom “cabaceira”, caso não encontrasse venda,
trocava por mercadorias aceita e de boa demanda em nosso pé de
serra, muitas vezes o escambo é melhor que venda, a rentabilidade
triplicava, a margem de lucro é bem superior.
___Abdoral,
estamos falando uma coisa e de repente tu muda, continua sobre os
Furtado.
___Gury,
macho, olha ai, depois quando sou grosseiro contigo, me chama de
matuto ignorante, se acalme, é devido esse teu stress que tu esta
cheio de psoríase, com o corpo cheio de pataca vermelha.
___Porra,
Abdoral, continua...
___Pois
bem, como estava falando, então o “cabaceira” retornando da feira de
Sobral com o comboio de jumento, inicia uma grande chuva, ao passar
por uma das veredas, escuta o choro de uma criança, o senhor
Medeiros para e bota as ouças bem aguçadas, começa a caça daquele
choro, abrindo os jenipapos, a principio fica atordoado, já quase
pisando no choro, ver uma linda criança abandonada, alva, os olhos
verdes, pareciam duas pedras de brilhantes, suplicando ajuda, como
se entendesse a necessidade, surpreso e cheio de duvida o senhor
Medeiros, não sabe o que fazer com a criança, procura por todas as
imediações os pais da mesma, sem êxito, resolve levar consigo o
rebento, cria com muito amor, como se fosse filho, entre o filho
adotivo e os filhos legitimo havia grande divergência, o adotivo era
branco como algodão, os filhos naturais tinha uma cor enferrujada, o
tempo passa, foi preciso registrar e batizar o filho “branquelo”,
senhor Medeiros cheio de alegria e orgulho, se programa com um amigo
vizinho pra registrar o menino na cidade, os dois cela os animais e
vão no cartório, na época era muito longe, somente na cidade Trórion,
podia fazer os registros de gente.
___Porra
Abdoral, que cidade é essa, macho ? Porra Abdoral para de inventar
essas coisas?
___Gury,
não me atrapalhe, pra seu governo, Trórion foi o primeiro nome dado
a cidade do Ipú, na época nosso lugarejo pertencia ao Ipú, pois bem,
continuando, quando chegaram no cartório, bateram palma, surge o
chefe do cartório, homem designado pelo o rei para esses fins,
tempos de Capitão-Mor, seu Medeiros fala de seu propósito de
registrar seu filho, de imediato foi bem acolhido e recepcionado
pelo o representante do cartório, logo em seguida é posto em pratica
o processo de registro do menino, senhor Medeiros ainda pensava o
nome da criança,quando foi pego de surpresa pelo o chefe do
cartório.
___Senhor
Medeiros, como é mesmo o nome da criatura?
Por
alguns instantes o pai, fica sem saber o nome que daria ao filho,
fica aéreo, dar-lhe um branco, mas num impulso responde ao chefe do
cartório.
___O nome
do meu filho é Zacarias.
___Zacarias de que? O sobrenome do menino?
Antes
mesmo que senhor Medeiros responda, seu amigo com a simplicidade
sertaneja de homem correto, autentico e no intuito de ajudar o
amigo, grita lá da porta do cartório.
___Esse
menino é furtado... foi furtado.
O dono do
cartório sem pensar duas vezes, registrou o menino como Zacarias
Furtado, sem dá por conta que naquele instante nascia mais uma
família na Cabaceira, que hoje nos enchem de orgulho, tanto é
verdade que todas as outras famílias se misturam com os descendentes
do Zacarias Furtado, fazendo parte da grande clã “Cabaceiral”
podemos dizer sem errar que muitos deles são líder e patriarca da
prole e eu como Furtado que sou, parabenizo a todos os primos e
tios.
___Abdoral,macho
vamos tomar mais um café?
___Gury,
gosto de tomar café na madrugada, no quebra-jejum, eu gosto mesmo é
de uma talagada de cachaça serrana, como a chuva parou, vou ver se
conserto a catraca da minha bicicleta, nos vemos por ai, fica com
Deus.
Abraços
Carlos
David Lopes Morais
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
11/02/2012 |
|
|
|
SEM IDEOLOGIA E SEM GARGALO.
Tem ações e atitudes que
nos deixam perplexo, são como voltarmos a 40 anos atrás no tempo, ou
mesmo saltar até mesmo para a década de 30 com o governo Getulio
Vargas, ditador, obscuro e cheios de arte manias para a política, só
com uma grande diferencia naquele tempo, como o país era composto
por 85% de analfabetos, se fazia de tudo porque o povo não tinha o
entendimento do povo de hoje, eles eram completamente manipulados e
ridicularizados por seus dirigentes, hoje o povo além de serem menor
o índice de analfabetos, temos as informações rápido e precisa, o
povo esta mais atento as ações de nossos políticos, ou para aqueles
que sonha um dia chegar ao topo da nossa política reriutabense, mas
as coisas hoje estão difícil para os políticos espertos, exatamente
por o povo não ser mais otário e abestalhado, hoje o Brasil é um
todo, as informações de São Paulo e Rio de Janeiro, estão sendo
vista e ouvidas na Reriutaba, Cabaceira, Riacho das Flores e todo os
distritos, sem distinção de tempo ou mudança das informações, a
própria qualidade de vida teve uma mudança pra melhor, tanto é que
você deve se recordar que tempo atrás, não faz muito tempo, uns 10
anos atrás, era comum, não só em Reriutaba mais em todo sertão
nordestino, o povo se erguendo para pedir esmolas, hoje quando
chegamos em Reriutaba não há mais essa pratica, há exceções, mais
não é muito corriqueiro, isso implica que houve uma mudança de vida,
o povo já tem como sobreviver, mesmo com pouco, graças as ações
social da união, se deve a distribuição de renda, como a bolsa
família, bolsa escola e outros projetos do governo federal, então na
verdade isso nos dá uma sustentação a mais para sobrevivência, onde
antes tão bem mais sacrificada, então quero dizer que o povo anda
esperto e cheio de conscientização dos nossos direitos e deveres
como cidadão brasileiro, na verdade com um punhado de farinha na
boca, nós raciocinamos melhor, temos a direção com mais sensatez,
analisamos os pros e contras e com isso nossa contribuição para
eleger nossos dirigentes políticos fica mais prudente, temos o bom
senso para não errar tanto.Nós,os eleitores reriutabense tem muito
que aprender e se ligar naquilo que esta ocorrendo com alguns grupos
partidários, a projeção de um candidato se deve a união de um grupo,
antes de lançar sua candidatura para a sociedade, saber do candidato
o propósito e as intenções caso seja eleito, ser entendedor dos
problemas sociais do município, analisar o planejamento
governamental do candidato, como esse candidato pode gerar
empregabilidade no município, em fim, o que nosso candidato pode
oferecer a sociedade de um modo geral, é comum dentro dos partidos
haver uma prévia e avaliar entre outros nomes de pré-candidato o
melhor nome, esse é o dever do partido, a principio para que o nome
do referido seja lançado definitivo para candidato, mas o andamento
do processo nem sempre é assim, os critérios ficam a revelia, ou
simplesmente chega alguém com um potencial econômico, trazendo o
restante do partido à reboque, as consequência dessa tomada de
atitude, é a sociedade que paga, muitas vezes as ideologias, as
coerências são deixado de lado para favorecer, fulano ou beltrano,
comportamento dos dirigentes do partido sem ética, onde são atitudes
completamente errada, sei que algumas pessoas, tem idealismo, tem
boas intenções de ajuda o próximo em nossa terra, mas há muitos que
querem tirar proveito do poder publico e não sabe lidar com o poder,
nunca podemos pegar uma pessoa e simplesmente candidata, foge da
realidade brasileira, principalmente nos tempos atuais, não estou
com isso dizendo que fulano ou beltrano não serve para gestor, é
porque fica sem sentido, se você for sensato irá concordar
comigo.Certa ocasião estava eu em Reriutaba, conversando com um
político, fiz o seguinte comentário:
___Eu acredito que ainda
irei ver essa cidade, administrada por uma pessoa humilde e que
pertença o mundo do povão, que saiba o que é sofrimento, porque só
assim ele valorizar os menos favorecidos e sem duvida criará
subsídios para uma vida melhor dentro do município, ele sentirá na
pele os anseios da sociedade e corremos o risco dele fazer uma boa
gestão, como por exemplo, fazer o bem sem saber aquém, porque esse é
o comportamento de um gestor, e nunca se achar estrela demais e não
esquecer de quem colocou lá, foi o povo que acredita nele.
Mas pra minha surpresa
antes mesmo que o nosso político me responda, chega Abdoral na sua
bicicleta, de longe já captando as minhas palavras, antes mesmos de
estacionar a bicicleta no meio fio, começa a sua explanação com
referencia o assunto, cheias de razões e defendendo tese sem ter
conhecimento apurado da verdadeira intenção de quem fala,
provavelmente com umas talagadas de cachaça na cabeça, desce da
bicicleta e pra minha surpresa, Abdoral esta de espora como se
andasse de cavalo.
__ _Ei!!
Abdoral,macho!! que diabo é isso? Tu anda de bicicleta e de espora
como fosse preciso cutucar a bicicleta? Não me diga que é uma nova
modalidade de bicicleta no Brasil , como se ela tivesse
sensibilidade e o obedece conforme as esporadas?
___Gury, antes de
responder sua pergunta, gostaria de falar uma coisa, amigo, nas
andanças de Jesus Cristo pelo mundo ele escolher 12 apóstolos cada
um tinha sua característica, personalidade e particularidade, entre
eles um se destacava por ser um homem distinto,de boa família, se
vestia muito bem, lorde, estiloso, fidalgo, participava de altas
rodas no meio social, pertencia um grupo de fina cultura, era o mais
polido dos doze, nunca, jamais, seria excluído do grupo por
psicólogo dos mais alto nível, tinha o perfil perfeito para seguir
Jesus Cristo, em nenhuma ocasião foi repreendido pelo seu mestre,
agora lhe pergunto, você sabe de quem estou falando?
___Não, Abdoral
___Judas Iscariotes,
agora vou lhe falar o porque estou de espora e andando de bicicleta,
as esporas tem as mesma função de vários políticos metidos a besta
em nosso Brasil , na realidade não serve pra nada.
Abraços
Carlos David Lopes
Morais.
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
26/01/2012 |
|
|
O amor que resiste o tempo.
Maria Melo Lopes de Medeiros e Francisco Furtado de Medeiros.

O sertanejo antes de tudo é um forte,uma fonte de Deus inesgotável,a
felicidade de conviver 68 anos com a mesma pessoa,é o caso de meus
tios Maria Melo Lopes de Medeiros e Francisco Furtado de
Medeiros,seu matrimonio foi no ano de 1944,no dia 10/01/2012
completaram 68 anos de casados,de perfeita união,com o mesmo
carinho,harmonia e flexibilidade,são os ingredientes básico para uma
união duradoura,em seu cotidiano com suas mãos enrugadas e
tremulas,percebemos os gestos de afeto um com o outro,a lucidez viva
com suas conversas coerente e claras,falando da vida,contrariando as
estatística que o casamento é uma instituição falida,a família fala
com orgulho do casal,o brilho nos olhos dos filhos demonstrado o
orgulho e o agradecimentos a Deus por alcançar essa data tão
importante,que é privilégios de poucos,mas orgulho mesmo é quando a
matriarca Maria Melo Lopes Medeiros, nos fala:“Graças a Deus não
tenho queixa da vida,o amor que foi gerado em nossa
união,transbordou em nossos filhos,reflexo de nossa união,todos
estão bem criados e todos estão bem”,o patriarca é enfático em
confirma que a durabilidade do casamento é o amor,simplesmente o
amor,conforme os ensinamentos de seus pais(nossos avós),somente a
morte rompe a união de duas pessoas,que perante o altar de
Deus,prometeram ser para sempre um só.Dessa união foram doze(12)
filhos,José Antonio,Tomé,Tarcisio,Thales,Marcos,Isabel Mozinha,Virginia
Maria,Maria das Neves,Antonia de Maria,Zeneide,Luzia Elande e Maria
do Socorro,todos tem uma alegria infinita quando é cogitado a união
de seus pais,o primogênito José Antonio relembra as lutas para viver
em tempos difíceis,sabe a importância dessa data com todos vivos,com
respeito e amor ao extremo com os pais,faz questão de todos os dias
visitá-los varias vezes,os mesmos residem na rua dos Cabaceiras,nome
de origem de
sua própria
família.As
homenagens inicia com um terço,para que
permaneça o conforto da
alma,conforme ensinamentos de nossos ancestrais,Maria
das Neves Lopes e José Furtado de Melo,os
pais de Maria,a residência se torna pequena para
acolher,filhos,noras,genros,netos,bisnetos,sobrinhos e amigos,todos
prestigiam com carinho e amor,enquanto são servidos os salgadinhos e
bolos,a casa ficou pequena para os convidados,mais grande pelo o
coração que acolhe todos,esse comportamento nos leva a pensar nos
verdadeiros valores de nossa vida,que somente o amor nos faz
viver,não importa,ama-se pelo o cheiro,pelo mistério ou pela a paz
que o outro lhe dá.No meio da festa,chegando a hora das fotos com a
família,toda a família foi fotografada,numa etapa com os
netos,bisnetos,noras,genros,sobrinhos e amigos,chegando a hora das
fotos com todos os filhos,fui convidado para participar,fiquei
emocionado,talvez por sofrer dessa carência de mãe,conhecedor por
todos e da tia Maria,mais foi momento de grande felicidade pra
mim,na verdade fiquei com os olhos cheio de lagrimas e
travado,agradeço a todos,essa honra de ficar juntos com meus primos
na hora dessa foto,amenizando essa carência,desde 1972.O titulo que
foi dado ao texto”O AMOR QUE RESISTE AO TEMPO”,identifica
perfeitamente,o grande amor de meus tios,onde a base esta no
caráter,personalidade,as atitudes,reações,a atenção,onde os
sentimentos são constantes e afetivos na hora de um precisar do
outro,sobressair como uma pessoa digna,de forma verdadeira a
impressionar a pessoa amada,fazendo a pessoa entender que é a pessoa
mais importante em sua vida,não importa o sofrimento,não há desgaste
no cotidiano,encontram prazer mútuos,regozija com o passar dos
tempo,a paciência benigna com os defeitos que temos,o amor sabe que
tudo vai dá certo,com o tempo será tudo benéfico,é como as águas do
rio Juré na Cabaceira,correndo em pleno mês de julho,sabe que breve
deixara de existir,por não ser perene,mas se delicia com o pouco
tempo que lhe resta,te amarei até o fim.Desejo tudo de bom para meus
tios,e que seu matrimonio serve de exemplo para seus
descendentes,com tanto que os mesmos sinto esse amor verdadeiro.
Abraços
Carlos David Lopes Morais
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
18/11/2011 |
|
|
|
HÁ MUITOS ANOS ATRÁS
Já vai longe o dia
em que essas conversas acontecia,era sempre assim,naquela casa de
estuque,com partes do reboco caindo e portas feitas de cipó,bastava
escurecer como se de lá,de um outro lado,um movimento começasse.Dois
ou três rapazes,Moacir,Rossi e José,se movimentavam para a minha
casa,muito comumente também alguma outra pessoa ou casal de
visitantes era um movimento concomitante,o movimento da vinda dessas
pessoas com o movimento da minha avó,que também se movimentava para
acender a lamparina e colocá-la no chão da sala,bem ao meio,de modo
que clareasse para todos nós que sentávamos em volta para começar a
conversar,a sala não tinha móveis,somente dois bancos antigos nos
quais as visitas e os homens se sentavam,enquanto minha mãe,minha
avó e as crianças,eu e meu irmão,nos sentávamos no chão,as duas
faziam artesanato,surrão ou chapéu,as vezes fiavam,eu e meu irmão
ficávamos brincando com o fogo da lamparina ou subindo no colo delas
e atrapalhando o serviço que elas faziam.Após algum tempo outro
movimento começava,era minha avó se levantando para fazer o café.O
café no substantivo definido,porque não havia variação,era certo
acontecer,fazia parte do ritual,todos nós tomávamos um gole
oferecido por ela e nesse começo de noite palavras caíam como gotas
e iam tecendo o conteúdo da vida naquele lugar onde nada acontecia e
que para mim tudo parecia acontecer.E acontecia mesmo,principalmente
por causa daquelas conversas que eu presenciava,essas conversas
faziam acontecer,ali se falava de tudo,da vida e da morte,do bem e
do mal,era a filha ou o filho do outro,nosso parente de sangue ou de
afeto,que não tinha feito algo muito correto ou algo
grandioso,viajado,ganhado dinheiro,voltado e se estabelecido.Mudado
o rumo da sua história,falas cheias de orgulho,mesmo em meio à
pobreza.No caso do suposto incorreto, não era um falar mal,era uma
mistura de preocupação,crítica, compreensão,cuidado e regra de bem
viver,não devia ser assim,se tivesse sido desse ou daquele jeito
teria sido melhor,fulano ou beltrano não estaria nessa situação.Era
a colheita que foi boa e se celebrava,e também se não fora se falava
do mesmo modo, lamentava-se,pedia-se ajuda a Deus para atravessar
sem muito sofrimento até a próxima colheita.Num caso ou no outro,a
questão era a avaliação da vida e a reorganização para o futuro que
era certo,viria,eram os sonhos e as desavenças da vida,palavras da
minha avó,que eram faladas repetidas vezes,dia após dia,que na época
eu sentia apenas,hoje eu sei,que serviam para encaminhar a vida de
uma forma total,ninguém analisava,apenas narrava,ninguém respondia,
apenas ouvia ou falava daquele assunto ao seu modo e com os
sentimentos que compartilhasse naquele momento.Amar e viver era a
mesma a coisa,amava-se na hora em que se
vivia,eram muitos os assuntos e envolviam sempre as mesmas
pessoas,que dia após dia,se visitavam rapidamente,ao
anoitecer,porque a labuta do dia seguinte pedia que deitassem cedo
para cedo levantar.Era interessante,intrigante mesmo,a liberdade
daquelas pessoas,não existia formalidade,para sair da roda era só
levantar,dar boa noite e sair para ir embora,mato à dentro até cada
um chegar a sua casa,que não era muito longe,era comum aqueles três
jovens serem os primeiros a levantar para sair,um de cada vez e,há
seu tempo,além da conversa,o café da dona Altina nos unia,esta roda
se fazia em todas as casas da região,naquele mesmo horário e noite
após noite,era uma gente que gostava e confiava na palavra,as vezes
íamos à casa de alguém,mas era raro,porque tínhamos nossa roda de
conversa e a rotina daquele fazer não podia ser quebrada.Naquele
lugar onde a imprevisibilidade da natureza é constante,não havia
imprevisibilidade nas pessoas,e assim passávamos nossas noites,que
eram curtas...pela ausência do relógio.Ausência que nos fazia saber
que algum tempo havia transcorrido e assim esse tempo não medido se
transformava em noite alta e tínhamos que dormir,mas não antes da
conversa chegar à sua culminância,aquilo que enaltecia a coragem (ou
o medo) dos homens e que as mulheres também presenciava,afirmando a
experiência corajosa dos seus próprios maridos,as almas do outro
mundo ou as feras perigosas.Havia de tudo,animais da natureza ou da
imaginação,onças,tigres,enormes tamanduás,dragões e lobisomens e a
terrível alma do outro mundo,na roda de conversa da minha casa de
infância todos já tinham visto as almas do outro mundo,almas
sofridas,acorrentadas e gritando por salvação,pois,é claro,o motivo
do sofrimento delas era alguma falta cometida durante a vida
terrena,como a avareza,a soberba,a luxuria,e a desobediência,e para
quem tinha cometido esses pecados o castigo era líquido e certo,e se
não fosse nesse mundo seria no outro,e entre aos que tiveram contato
com as almas penadas o mais experimentado era o meu avô,claro!Que
contava a sua versão com requinte de detalhes,pequenos ruídos
iniciais,arrastar de correntes,ranger de dentes,uivo de cães e para
a minha desgraça,um desfecho,sempre com qualquer coisa de
difuso.Nunca ficava claro para que eu pudesse compreender e me
defender,só me restava o medo,muito medo e sofrimento na hora de
dormir,sempre a espera do ritual que confirmaria a história do meu
avô.
Tempos bons,tempos
de infância encantada porque vivida meio a gente sacralizada.
(Escrito por
Francisca de Assis Rocha Alves) |
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
03/11/2011 |
Homenagem a
minha mãe
Esse mês faz
39 anos que ela faleceu.
Isabel Melo Lopes {*}10/06/1933 {+} 13/11/1972.(Belinha) |
|
 |
|
Sra:.Helena e Sra:
Belinha (in memoriam) |
|
.
Quantas saudades,recordo do seu sorriso lindo e franco como se fosse
hoje,seus olhos esverdeados lhe atribuía e denunciava as origens da
família “Cabaceira”,o amor era uma coisa infinito e
inexplicável,tinha uma alta proteção para com os filhos,um cuidado
especial,com todos os quatro,o desejo de vê-los todos bem com
decorrer dos tempos,sabia como ninguém que a única benfeitoria
primordial seria os estudos para um futuro promissor,por qualquer
razão,mesmo banal,chorava,seu amor era aguçado por pouco
motivo,falava da família com grande ênfase,seus valores da
vida,transcendia com a educação de seu pai,José Furtado de Melo,que
apesar de ser rude,mas era um sábio,era comum vê-la sair toda de
branco com uma fita larga vermelha no pescoço por ser devota de
Coração de Jesus,Nossa Senhora(Filha de Maria) ritual que lhe enchia
de orgulho e felicidades,seu olhar era de ordens e conselhos para
conosco,mas de puro amor,enquanto eu e meu irmão Fernando,ficava a
observar sua caminhada no rumo da igreja matriz de Reriutaba,enquanto
ficava sentados na calçada alta,na praça da Matriz,ela cruzava a
pracinha,com seu olhar repudiava a forma das plantas serem
destratadas,tinha uma defesa crucial com os menos
favorecidos,ajudava a todos sem interesse algum,trabalhava no posto
de saúde,sem qualificação profissional nenhuma,somente com a boa
vontade,recordo do “Dão”,um senhor que trabalhava na sapataria do
Senhor Doquinha,tinha um problema em um de seus olhos,para que fosse
evitado uma infecção,muitas e muitas vezes seus curativos eram feito
na nossa casa,ela com muito carinho e amor ao próximo,fazia tudo
dentro da sua possibilidade.Por varias vezes meus parentes que eram
muitos,lá da Cabaceira,ficavam doentes,alguns ficavam internados na
maternidade,na rua São José,e todos os dias eu tinha uma obrigação
de levar sopa e pão,a todos ali convalescendo,muitas vezes amigos
vizinhos me ajudavam Rogerio e Romildo(gêmeos),Ricardo-Peam,Magalhães,Jairo(Doutor),Mateus
Furtado(falecido) e outros que não recordo agora,tinha consciência
de nossa origem humilde e sem recursos,todos que necessitavam de
assistência médicas eram nossos tios e primos,porque os
“Cabaceiras”são todos da mesma família,quando recuperados,os
agradecimentos eram enorme,e a forma de falar,eram as gotas de
lagrimas que corria de seus olhos,seus trabalhos social eram
voluntários,seus ideais humanitários deixava claro os direitos e a
igualdade a todos,envolvimento na política seria um gancho,para
melhor servia a comunidade da Cabaceira tão sofrida e precisada de
tudo,parecia nos dá sinal que seu tempo era pouco neste mundo,a
fatalidade nos pega de surpresa,como o fim da jornada,nesse dia o
mundo desabou na minha cabeça,minha fragilidade,a dor era imensa,na
verdade eu não acreditava em nada em meu redor,deveria ser um
terrível sonho,quando menos esperava nossa casa na rua da Lama(25 de
setembro) cheias de gente,nossos vizinhos,Srs:Filemon,Zezé e outros
choravam como se fossem da família,naquele dia sentia a Reriutaba
quieta e muda,o povo da Cabaceira com seus prantos,se questionava o
porque de sua morte precoce,com sua jovialidade,mas com sua crença
em Deus,procurava o conforto e nos ajudava na medida do possível,a
vida e o mundo desprega para seus quatro filhos,tentamos o apoio nos
arbustos que nos restava,mas se foi com a correnteza do rio Juré que
outrora nos acariciava,hoje parte indiferente,sem nos
acenar,tentamos nos segurar em seus cipós de marmeleiros,mas sem
firmeza,se tornando podre e escorregadio,somente ele podia nos
acolher,mas nos deixa a revelia no mundo de meu Deus,a carência de
afeto era tanta,que nos obrigava a implorar o amor e atenção de
terceiros,muitas vezes aceito e dado o conforto,só assim chegamos
onde estamos hoje,com esse amor adotivo em abundância,fazendo
revigorar o estimulo de continuar a vida.Gosto de recorda a minha
mãe somente com a alegria que ela transmitia,como por exemplo o
nascimento em 18/12/1964,da minha irmã e sua única filha mulher(Ana
Marta),a luz e o amor se misturava com cheiro de talco,manjericão e
aroeira,para ajudar na recuperação do parto,ervas essas vindas da
Cabaceira pela minha avó(Maria das Neves Lopes),mas antes de aplicar
conversa com o médico obstetra que lhe fez o parto,Doutor Tomás do
Ipú,recebendo total apoio e aval do médico pelo fato de todas as
plantas serem benéfica,tornando a recuperação rápida.Outra grande
alegria da minha mãe era ver seus pais(José Furtado de Melo e Maria
das Neves Lopes)passar um domingo em nossa casa,era radiante a
alegria,tinha a felicidade estampada em seu rosto,que já era belo
por natureza,foi nessa hora que senti que amor de mãe tem a mesma
dimensão de amor de filho,devido seus beijos e abraços a
todos,parece pensar em triplo,uma vez por ela,outra pelos filhos e
outra pelos os pais,jamais deixava o fel da galinha estourar,tinha
os dizeres do seu pai na ponta da língua,sonhava com dias melhores
lá na casa de seu pai na Cabaceira,casa esta,metade de taipe,metade
de tijolos pela a falta financeira de deixava como eles merecia.Dia
13/11/2011 correram 39 anos de sua morte,quero aqui deixa minha
alegria por ser seu filho,orgulho,admiração,sinto tua falta até
hoje,muitas vezes choro em silencio,sinto tua presença ou um parente
da Cabaceira batendo palma na frente de nossa casa em Reriutaba.
___Tia Belinha,a mamãe
mandou entregar a senhora essa medida de farinha e esse
capote,mandou dizer também,que só Deus para pagar o que a senhora
fez por nós,que Nosso Senhor Jesus Cristo irá abrir as portas do céu
pra você.
Abraços
Carlos David Lopes
Morais
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
13/10/2011 |
|
|
|
Se liga Sertão.
Não
podemos esquecer as ações do passado para surgimento de um Brasil
novo,estou falando de nossa independência do Brasil,que na verdade
iniciou com os sonhos de alguns brasileiros no
ano de 1788 à 1792 juntamente com o
grande líder Joaquim José da Silva Xavier,o Tiradentes,como muitos
brasileiro ele almejava a liberdade e o sonho de nosso povo ter
melhores aproveitamento daquilo que sempre foi,e é nosso por
direito,o nome Tiradente,devido o trabalho junto com parentes na
área de saúde,mas na verdade ele não sabia extrair dente direito,é
uma forma depreciativa e pejorativa por ser um péssimo arrancador de
dente,o fracasso de nosso Tiradente se deve a
covardia,crueldade,omisso e apunhalado pela as costas,essas coisas
que até hoje é comum no nosso país,e com muito luta e veracidade foi
concluído em 1822 por Dom Pedro
I,sacando perfeitamente a vontade de nosso mártir,mas foi necessário
correrem mais 30 anos para a liberdade tão sonhada ser
concretizada,a independia do Brasil,somente no ano de 1822,Dom Pedro
I com a espada em punho,grita na beira do rio Ipiranga,o processo de
emancipação teve inicio nesse ano.Sempre que falam de liberdade
surge átona,a liberdade de expressão a vontade de falar aquilo que
bem entendemos,muitas vezes nos retraímos pelo o fato da verdade ir
de encontro a pessoa que amamos,e a ofensa seria enorme,mas a
vontade é grande de chegar e soltar os cachorros mesmo atingindo
certas pessoas,tenho convicção que minhas manifestações nunca foram
de encontro a primícias de vários grupos reriutabense,pelo o fato de
não haver interesses particulares,também nunca me intitulo como o
tal,me baseio nos ensinamentos de meu avô
José Furtado de Melo(pai
de minha mãe)a força que trago em mim sem duvida é de Deus,como as
veredas da Cabaceira em encontro ao rio Juré,com suas águas límpidas
e benéfica para um povo sofredor,com um detalhe muito importante,sem
deixar que alguém tolde a água e nem manche meu uniforme de
agricultor mesmo esse sendo feito de saco de açúcar,pela a falta
financeira de comprar um novo,mas tenha o propósito de construir um
mundo melhor,nosso povo reriutabense é merecedor de uma política
participativa,isto é,que seja bem distribuída entre os mais
necessitados,criação de novos empregos,exigir dos gestores mais
condições de sobrevivência,incentivos para grupos empresariais se
estalem em nosso município gerando emprego para o povo,fazer com que
a produção de um certo produto seja produzido em nosso
município,gerando renda para o povo com sua mão de obra,melhorando a
vida das famílias,só assim nossa economia,aquece o comercio e gera
mais e mais emprego em cadeia,temos que ter em mente que isso pode
ser concretizado e não fique só em sonhos,é preciso que corremos em
busca desse objetivo,acredito que em futuro próximo nossa Reriutaba
alcance essa meta,afinal de conta é pra isso que elegemos nossos
gestores e também não podemos esquecer que na próxima eleição nossa
câmara dos vereadores de Reriutaba,será composta por 11 vereadores
conforme lei nº 001/2011 de 25/08/2011 aprovado com unanimidade,mais
uma razão de exigir tais ações,nosso município com essas mudanças
interna gera mais custos financeiro,sem falar nos pró-labores que
serão pagos,então passa a ser um direito de nós,reriutabense,cobrar,exigir
e ter em pratica as ações,passa a ser uma obrigação dos senhores
representante do povo se mover em prol de melhorar a vida das
famílias reriutabense,com isso não estamos pedindo favores nenhum
aos senhores,é uma obrigação dos mesmos.Bom!! iniciei esse relato
falando de um processo que foi iniciado e somente concluído depois
de 30 anos,que
foi nossa independência do Brasil,para que seja ventilado um
progresso em nosso município,mesmo que seja pequeno,é necessário
absorver e dar continuidade a essa direção que se encontra hoje,o
nosso município,se faz necessário uma pessoa para substituir nosso
atual gestor,que esse tenha a mesma cadencia e mentalidade,creio que
nomes que são cogitados,alguns tem muito oferecer a nosso povo,é
necessário essa continuidade para que não seja quebrado o intuito do
processo administrativo e que seu substituto seja dinâmico,criativo
e principalmente ame a Reriutaba
acima de tudo,principalmente
sua gente,porque é muito comum
nesta cidade,desfazer tudo aquilo que foi feito pelo o prefeito do
passado,sinceramente,isso nos traz uma
decadência horrível,sabe aquelas birras políticas,com essas atitudes
toda a ações do gestor ficam em vão,sem efeito,e isso é muito típico
na política reriutabense,então é necessário valorizar e otimizar o
processo e fazer valer as coisas boas do gestor que passou,encarar
que foi como ele pôde fazer,sei que há excessão,como por exemplo,nos
anos de 1996 à 2004 tempos em nossa cidade que não havia nada que se
aproveitava no trabalho do gestor,todos os processos era a
revelia,na verdade são coisas do passado,mas está presente até hoje
na política e na historia reriutabense,suas conseqüência até mesmo
hoje reflete no cenário político,relato por ser notório as coisas
absurdas,não convém entrar no mérito da questão.A gestão atual
reriutabense,contribuiu e muito para o desenvolvimento do
município,houve um equilíbrio,o acesso as ações foram compartilhado
com a sociedade,a priori com pessoas mais carentes,dando a
oportunidade que lhe faltava para sobreviver com decência,ajudando
dentro do possível,valorizando o ser humano como ativo mais
precioso,tem mais,a auto-estima das pessoas,hoje se sentindo
útil,antes discriminadas, e isso me deixa muito feliz,trilhando pelo
lado do bem.Agora estou sempre em Reriutaba,por ser um recanto onde
me sinto bem,há sempre aquelas conversas nas calçadas,e como sempre
levando um “lero” com Abdoral,ele me fala:
___Gury,temos um
candidato em uma cidade do interior do Ceara,que esta disposto a
gastar R$ 2.000,000,00 na campanha para ser prefeito,sinceramente eu
me assustei.
___Pois amigo Abdoral,nada
me assusta,apesar de não compreende-lo,vejamos e analisamos,se o
cidadão tem essa quantia disponível para gastar é porque ele ver o
retorno depois de eleito certo?
___Certo.
___Agora vamos para os
parâmetros de coerência,um prefeito das cidades do interior cearense
ganha em média R$ 12.000,00 por mês,durante o ano,mesmo ele tendo o
14º salário,perfaz no ano um montante de R$ 168.000,00,multiplicado
por 4 que seria a gestão de 4 anos,daria um montante de R$
672.000,00,agora eu lhe pergunto,como pode um candidato gastar R$
2.000,000,00 na campanha?Sem duvida amigo Abdoral,para que haja
retorno esse montante sairá para seu bolso de forma não compreendida
pela a sociedade que lhe elegeu,um absurdo,é como subestimar a
inteligência do sertanejo,é como flagelar ainda mais os humilde,e
como padronizar toda a sociedade de burro,tenho consciência que
nosso sertão, apesar de melhorias,ainda carece de muitas ações para
o sertanejo viver com decência,mas é inadmissível a atitude desse
candidato,então nós do sertão temos que ter bastante cautela em
eleger pessoas dessa natureza,onde tudo gera e se compra com
dinheiro,sei que meus sonhos são mirabolantes,mas temos que saber o
que vamos fazer com nosso voto já que ele é o único escudo que temos
para nos proteger desses péssimos políticos.
___Mas,Gury,você esta
esquecendo que o povo também são uns bandos de interesseiro e sem
vergonha,gostam de tirar proveito,já que o candidato se dispõe a
dar,eles não deixam passar essa oportunidade de faturar um dinheiro
extra.
___Eu sei disso amigo
Abdoral,mas o “cabra” que bem entender,podia simplesmente não
receber o dinheiro e votar na melhor proposta,que sem duvida é do
adversário que não falou em dinheiro,lá na frente temos como cobrar
e exigir dos senhores eleito,ações de melhorias para sociedade em um
todo,assim o candidato eleito não teria argumentos de falar”Eu não
tenho obrigação alguma de fazer nada por você,já que comprei seu
voto”
___Gury,não é só os
sertanejos que recebem dinheiro não,os lideres comunitários,os
candidatos a vereadores,os que pertencia um partido e com o dinheiro
viram para outro,sem o menor escrúpulo,nenhum respeito pela
comunidade,quanto a ideologia partidária,ele nem sabe o que é
isso,quer é se dar de bem,o resto que se lasque.
___Abdoral,eu sei
disso,amigo,é típico no sertão cearense essas atitudes,muitos e
muitos lideres e vereadores,são convincentes a esse
comportamento,correm para onde tem melhores divisas,que na verdade
compartilham e seguem à reboque dos poderosos sem saber onde
chegar,estou falando dos maus políticos,acredito que ainda há
pessoas honestas e com propósito bom para nossa sociedade,não
podemos perder a esperança de um país melhor,assim seria
morrer,tenho em meu ímpeto,de ver uma sociedade mas
justa,ponderada,onde os menos favorecidos sejam enxergados como real
cidadão,com seus direitos e deveres.
___Gury,vou
chegar,tenho que resolver umas coisas lá na Cabaceira,você pode até
não acreditar,mas tem uma galinha do meu terreiro que esta falando
como se fosse gente e eu estou indo pra lá pra ver se descubra qual
dela está falando,já faz mais ou menos uma semana que escuto e até
hoje não consigo decifrar qual delas,mas na hora que eu pegar essa
galinha,adeus pobreza,ficarei rico pra sempre.
___Ah!!!! Abdoral,macho,se
liga,tu esta ficando doido ou quer fazer agente de besta.
___Não vejo nada de
mais em uma galinha falar,se tu macho,acredita em coisas piores.
(Qualquer semelhança é
mera coincidências)
Abraços
Carlos David Lopes
Morais |
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
27/08/2011
|
|
Festa da
padroeira Reriutabense. |
|
|
|
Quantas e quantas vezes nessa vida temos que ceder as mudanças dos
tempos,tudo se modifica ate mesmos as festa de santos do
interior,temos em mente uma coisa que venha acontecer,mas nada é
como pensamos,temos que aceita a evolução dos tempos,a
modernidade,os tempos de tecnologia,o sertão esta cheio dessa
tecnologia,a começar pelo os meios de comunicação,a inquietude da
sociedade,nos faz agora sonhar com as nostalgias de um passado rude
e que não volta jamais,a euforia da comunidade continua a
mesma,naquele dia para todos é uma data especial,todos bem
arrumados,com sua melhor roupa,as novenas na igreja matriz de
Reriutaba,continua com um ritual de muitos tempos atrás,a devoção a
Nossa Senhora do Perpetuo do Socorro,nos dá um retorno dos
tempos,todos rezam , mesmo sem estar dentro da igreja,a praça da
matriz e as calçadas das residências transformam em parte extensiva
da igreja,nesses eventos temos a oportunidade de rever vários
contemporâneo,vivenciamos de certo modo nossa juventude,afinal de
conta é uma festa tradicional desde os primórdios de Santa Cruz do
Norte,primeiro nome dado a nossa cidade de Reriutaba,o brilho em
nossos olhos,a alegria de Deus nos conceder essa dádiva dos
tempos,não nos importamos com nossa estética,aparência física e sim
a vida se torna prazerosa por continuar por aqui,corremos de um lado
para outro sem saber o que procuramos,mas acabamos achando sem saber
o que,ah!! mas até que enfim,chegamos no leilão,cheios de
prendas,doados pelo os comerciantes e também pelo sertanejos que
basicamente vivem da roça,temos de tudo um
pouco,garrotes,cabras,ovelha,porcos,aves, gênero alimentícios,bolos
e etc,as doações tem como objetivo ajudar nossa igreja e forma
generosa de compartilhar com Deus e a padroeira,sentimos quase na
obrigação de colaborar,somos místico,os gritos dos leiloeiros,nos
assusta com os preços gritantes,onde os próprios doadores não tem
acesso para arrematar qualquer que seja o produto,somente pessoas de
poder aquisitivo bom,poderá arrematar alguma coisa,pois tem como
objetivo arrecadar fundos para a igreja,me junto a maioria somente
apreciando o movimento sem participar do leilão,acomodado em um
banco da praça de frente para o movimento,quando sem notar a chegada
de nosso amigo Abdoral,se aproxima com sua grande bicicleta,agora
dessa vez,a bicicleta toda enfeitado com as bandeira do Brasil,do
estado e do município,estaciona no meio fio da praça,a cabeleira
brilha,nos seus trajes exótico,completamente lorde,cumprimenta
algumas pessoa e logo em seguida se dirigi a mim e inicia uma
conversa.
___Meu grande amigo ,
Gury , eu sabia que ia lhe encontrar por aqui,alias você agora vira
e mexe esta em nossa Reriutaba,isso é muito bom é gratificante pra
nós da Terrinha.
___Abdoral, o que é
isso no teu cabelo? É brilhantina?
___Oh! Gury,se liga
macho,esse negocio de brilhantina era na sua época,isso é gel,ficou
“maneira” minha cabeleira ?
___Ficou Abdoral,tu
esta parecido um graúna saindo do banho,mas esta legal.
___E ai Macho cadê as
prendas que tu arrematou?
___Tú é doido,Abdoral,eu
não posso arrematar uma agulha nesse leilão,esta tudo muito caro,e
eu particularmente não posso,minha renda é muito inferior a tal
façanha,então estou só aqui,apreciando o movimento,mas já me dou por
satisfeito.
___Porra Gury,uma
pessoa como tu,aposentado,cheio da grana,que eu sei,fica chorando,tu
é muito é miserável,avarento,pois eu vou arrematar até tudo se me
deixarem,”muié”prepara o garajau que nós vamos encher de um
tudo,afinal de conta eu sou um homem rico.
Abdoral inicia a
arrematar tudo que ver pela frente,bicicleta,ventilador,chegou a
arrematar bolo no valor de CR$ 70,00 reais sem preocupação,sem falar
nas ofertas para amigos e parentes que se encontrava no
evento,frangos e cervejas para consumir ali mesmo,durante a duração
do leilão,afinal de conta ele é um homem rico,já passa das 02:00 da
manhã,Abdoral cheio de coragem,por ter acompanhados parentes e
amigos nas talagadas de cachaça,confirma com sua esposa se todas as
prendas arrematadas estão no garajau e solicita o encarregado do
leilão sua conta,de imediato é providenciado e imprimido na
impressora do computador a lista de mercadorias arrematada com os
respectivos valores.
___Pronto seu Abdoral,aqui
esta sua conta,todas as prendas arrematadas discriminadas,perfaz um
total de CR$ 2.020,00.
Como se
desconfiasse,olha,verifica todos os itens,confirma com sua esposa
todas as mercadorias e se assusta com o montante,mas não se
preocupa,tira de sua carteira um cheque e conversa por uns instante
com o encarregado do leilão.
___Amigo,eu queria lhe
pedir um favorzinho,tenho esse cheque no valor de CR$
3.000,00,gostaria muito de receber a diferença da minha
despesa,quero dizer o troco no valor de CR$ 980,00,recebi esse
cheque de um grande amigo meu,lá da Serra.
Com a situação,o
encarregado do leilão se dirigi ao gestor,para autorização da
negociação,por alguns instante há resistência,mas não há outra saída
a não ser receber o cheque do Abdoral,não tem como retroagir a
situação,já que o leilão esta no finalmente e movimento se
acabando,então é acatado o cheque,tudo resolvido,Abdoral esta com
toda as mercadoria que queria e com dinheiro no bolso,empurra a
bicicleta com o garajau amarrado na garupa,e se põe a caminhada em
direção a sua casa,subindo o alto da cadeia,sorridente,feliz e com
efeito da cachaça ainda em sua cabeça,proseando com sua esposa
enquanto segue seu rumo,eu cheio de curiosidade,o observo,admirando
sua coragem astuciosa,mas sem manifestação,lhe faço companhia até um
certo ponto do caminho.
___Abdoral,me tira uma
duvida,uma curiosidade,de quem é mesmo aquele cheque que tu deu lá
no leilão?
___Gury,na verdade eu
não conheço muito bem aquele sujeito,sei que ele é da Serra,o
conheço de vista,de relance,recebi aquele cheque devido divida que o
sujeito tinha comigo,mas o “cabra” que passa um cheque sem duvida o
dinheiro esta no banco para que o mesmo seja pago,e caso o mesmo
esteja sem fundo,isso já não é problema meu e sim de quem esta com o
cheque.
___Rapaz,presta
atenção nessas transações,as vezes entramos em fria.
___Gury,macho! Agora
nesse momento eu não tenho mais nada com isso,acabei de passar o
cheque,o problema passa a ser de quem esta com o cheque e de quem
emitiu,não tenho mais nada haver com isso.
___Mas,Abdoral,de quem
é mesmo esse cheque?
___Oh!!”Home”preocupado,ta
bom então,vou lhe dizer,lembra aquele cara que vendeu a moto para o
Zacarias da Cabaceira?
___Sim , o que tem
haver com esse cheque?
___Pois é Gury , o
cheque é dele.
Abraços
Carlos David Lopes Morais
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
24/06/2011
. |
|
|
|
Cabaceira – Seca, fé e
felicidade.
___Ei !! menino,parece que vai
chover,bota as cabras e os bodes prá dentro.
___Mas pai,cabras e bodes por natureza
tem medo de chuva,elas irão pra baixo do alpendre sem eu precisar
tanger elas pra lá.
___Pare de teimosia,faço o que eu
mando.
___Certo meu pai, faço.
Seus gritos ignorante com seu filho,o
amedronta,enquanto escurece,com nuvens carregada,no crepúsculo,vejo
a presença de Deus mais nítido,o sereno nos dá a sensação de bom
inverno,os relâmpagos clareia as nuvens escuras no nascente,com os
poucos pingos sobe o bafo da terra esturricada,com a pequena chuva
toda natureza entrar em clímax,até mesmo o Carão canta,chamando a
chuva e dando esperança ao sertanejo,sentado no
alpendre,despojado,criando novas esperança de um bom inverno,com as
lagrimas nos olhos,observa o firmamento como se soubesse decifrar e
prever as chuvas,reza com penúria dedilhando as contas do
rosário,roga ao Criador que derrame na terra toda a chuva necessária
para encher seus tubos de mantimentos,da forma que se encontra,a
sobrevivência no sertão semi-árido reriutabense se torna
praticamente impossível,o único verde na caatinga é o mandacaru com
seus frutos encarnados,água por essas bandas da Cabaceira,somente
cavando poços no leito do rio Juré,para garantir a sobrevivência e
de alguns bichos que resistir a seca.Maria
das Neves Lopes,com seus passos lentos e curtos prepara nosso
jantar,o fogo no fogão de lenha parece querer apagar, mas é motivado
por ela com seus assopros e abano,revigorando as chamas,em pouco
tempo transforma num fogaréu,no final da tarde é feita a ordenha de
cabras e poucas vacas,todos magros pelo castigo da seca do ano de
1970 que passou,a sobrevivência dos animais se deve a ajudar de
alguém da cidade,com resíduos baratos ou compra fiado para pagar
Deus sabe quando,não há também interesse em vender fiado,mas o
atravessador se dá por vencido,até mesmo para o comerciante,esta
tudo perdido,tornando indiferente se o agricultor paga ou não,o
perdido vira um risco de retorno caso haja chuva.
___Deixem leite para os cabritos e
bezerros,eles também precisam se alimentar, principalmente nessa
estiagens horrível.
Seus gritos de fúria ecoa em toda a
chapada,o ódio e o medo,transformando em alerta para Deus,expondo
seu sofrimento do flagelo,como clemência do suspiro final,seu filho
com voz mansa,amedrontado,desata os areis rápido da ultima vaca e
lhe responde.
___Sim,senhor meu pai,já estão todos
mamando.
___Agora tragam o pouco leite e vamos
jantar.
Nosso jantar era carne de bode
seca,arroz avermelhado,descascado no pilão,coalhada do dia
anterior,farinha seca,pão de milho,capote cozido com seu caldo
apimentado,era feito pirão e como sobremesa,rapadura raspada pelo
meu avô,o barulho da arrumação dos pratos de “aguidá”junta com
algazarra dos netos,irrita meu avô,Maria submissa e com obediência
ao marido,procura servir os netos sem trincar os pratos,a mesa
pequena demais para comportar tanta gente,mas Maria improvisa
surrões vazios no chão para comportar todos os netos,o amor de Maria
com os netos era explicito,seus olhos brilham,cada um recebe um
afago,constantemente era oferecido a repetição da comida,as
lamparinas e o candeeiro acessos,o canto dos grilos,rege como canção
de ninar,a pequena luz adentro do casebre faz figuras e imagens na
parede de taipe,como se fosse alma penada,de repente nosso jantar se
transforma num grande banquete com comidas maravilhosa,já
escurecendo,o dia esmorece,é substituído por uma lua que já de
prontidão fica ao nosso dispor,dando sinais para os animais noturnos
que correm em busca de
sobrevivência,tatus,corujas,preás,raposas,guaxinim,onças e
outros,ouvimos os lamentos em nosso subconsciente das folhagens
rangendo,nos faz pensar nos caiporas,lobisomem ou visagem de sete
léguas.Sentamos no alpendre para a sesta e saborear a boca da
noite,firmamento límpido em festa com as estrelas,um colorido como
nunca visto,a escuridão do mundo realça as luzes e cores das
estrelas,a lua tão clara cinzenta a noite como se fosse o inicio do
amanhecer,vovô olha para o firmamento,o céu parece corta a esperança
de chuva do sertanejo,ele cabisbaixo resmunga as murmuras do
sertão,sua barba sempre para fazer,masca sua peia de fumo,com a
cadencia das cabras e ovelhas ruminando a pouca alimentação do
dia,deitadas no terreiro,vez por outra sentimos um vento frio vindo
das bandas do rio Juré,suavizando o grande calor,os gravetos da
caatinga nos dá som de estralar na mata,nos faz pensar coisas do
outro mundo,por alguns instante sentimos medo,mas somos interrompido
por Maria com uma bandeja nos servindo café adoçado com rapadura,em
seguida recebemos um pedaço de beiju,nos deliciamos com a
iguaria,era o que nos faltava para uma puxada de conversa com meu
avô.
___Vovô,as vezes não entendo o
senhor,minha mãe sempre esta falando para o senhor e vovó Maria,ir
morar em Reriutaba,pois fique sabendo que lá tem energia o dia todo
agora,basta ligar a tomada,no entanto vocês ficam nesse breu aqui.
___Meu neto,aqui temos a energia que
necessitamos,você é que não enxerga,olhe para o firmamento,veja
quanta beleza,olhe para as estrelas,a lua tem uma energia tão forte
que eu seria capaz de achar uma agulha no chão,amanhã todas as luzes
do mundo serão acessa,com somente uma lâmpada fornecida pelo o
Criador,que é nosso sol,então nesse caso temos energia 24 horas do
dia e nem é preciso ligar a tomada como você diz,e ainda temos a
energia do rio Juré,que é praticamente o que nos dá nossa
alimentação nas secas que nos assola,pra que essa besteira de morar
na Reriutaba,se o que eu preciso pra viver esta aqui na Cabaceira.
___Mas,vovô,eu não estou falando dessa
energia.
___Quando você nasceu,sua mãe lhe
colocou em meus braços,falando,papai quero que batize meu filho,além
de neto ele também será teu afilhado,e eu o fiz com muito
orgulho,amor que sinto por você é o mesmo que sinto por sua mãe
Belinha,sei que agora você não me entendeu,mas o tempo se
encarregará de fazer você aluir o que estou lhe dizendo,você ainda é
muito jovem para compreender tais proezas,mas também não tenho
paciência para lhe explicar,e fique calado,pois tenho que rezar meu
terço com a Maria das Neves,sua avó.
Sua palavra era uma ordem,impertinente
com seu rosário,iniciava as orações com sua fé inabalável,parte das
orações eram feita na cancela da propriedade,afastando os males
espíritos,suas bocas balbuciavas as orações,vez outra cuspia a seiva
do fumo que mascava,com seu chapéu em direção ao peito,espantava os
mosquitos que molestava,iniciava os ventos da noite no sertão,isso
levava para longe nosso cheiro,correndo o risco de chegar nas ventas
de uma onça,tornando-se perigoso para um ataque,por precaução e
cautela a reza é terminado dentro do casebre com as portas
fechadas,pois a região é pé de serra,habita natural dos felinos,de
bichos ferozes,com o termino das orações é finalizado com uma
Salve!Rainha para nossa Senhora do Perpetuo do Socorro,padroeira de
Reriutaba,para proteção de todas as mulheres que vão pari,sabendo
eles que muitas morrem a míngua por não estancar o sangue nas
hemorragias na hora do parto,situações que deixam o sertanejo em
desespero e de mãos atadas.Ao dirigir para sua alcova,passa pelo o
pote e bebe água,parecendo até mesmo beber toda a água,eu deitado na
rede com cheiro de sabão caseiro e alva,amarrada pelo caibo do
telhado,antes de dormir peço-lhe que me abençoe,pensando firme na
energia encontrado na Cabaceira pelo vovô,adormeça e como se pouco
tempo dormisse surge nas brechas do telhado mal feito a luz com o
alvorecer,corro para fora do casebre e sou testemunho da enorme
lâmpada,citado pelo meu avô na noite passada,apesar de minha pouca
idade,mas entendo perfeitamente,quando ele falou da energia divina,a
partir daquele momento,houve um conflito de valores,passei a ser seu
fã,e ficou para sempre seus ensinamentos.A labuta na roça inicia
ainda escuro,os aboios aos animais é feito aos berros,alto e em bom
tom,como se os mesmos entendesse suas ordens,as teimas dos bichos
lhe deixa possesso,as veias do pescoço parece querer explodir,mas
ate que enfim domina os bichos,olha para o céu reverencia o Criador
tirando o chapéu e de volta a calma,suas preocupações com os bichos
são grande,sabe que os mesmos não resiste muito tempo com a seca que
tudo arrebenta,ate mesmo o mandacaru esta acabando,sente um amor
pela as terras e com razão,sabe que a única forma de viver e tocar a
vida é seu pequeno rancho,dá as ordens para seu filho alterando os
afazeres nos próximos dias.
___Durante essas três semanas o gado
irá passar o dia todo pastando lá nas terras de meu
irmão,Moises,pois lá ainda resta um pouco de pastagens,peço a Deus
que o tempo seja suficiente enquanto a chuva não chega,todos o santo
dia depois da ordenha,leva todos eles e no fim do dia traz para cá.
___Sim senhor meu pai.
___Tú sabe onde é? No encontro do rio
Juré com o rio Areia,conversei com Moises e lá as pastagens ainda
estão cinzenta,e não esqueça de levar todos para beber água no
“Barro Vinte”,somente lá tem a água que precisam,vamos tentar salva
os bichos,o sacrifício vai ser demais,mas somos obrigado diante da
situação,não desejo vender nenhum de meus bichos para o abate em
Reriutaba,porque sei que os marchantes pagam muito pouco e o
dinheiro não dá pra nada,nesse caso o melhor é ter paciência e lutar
até o fim para sobreviver junto com o gado e Deus há de nos ajudar
que logo caia chuva pelo menos para formação de pastagens no rio
Juré.A vida toca em diante,mediante da alteração dos afazeres,a
vida fica mais penosa com ida,vinda do gado e outros bichos,para
escapar da seca,promessas com São Francisco foi feita,para que o
inverno seja bom,aos domingos,ainda escuro é selado o cavalo,com o
coxim,a garupa muito confortável,pois Maria lhe acompanha,para a
missa em Reriutaba,não esquece poucas moedas para ajudar em nossa
igreja matriz,mesmo sem renda nenhuma tem a conscientização de
compartilhar,sabendo que tem gente até mesmo pior de situação no
sertão,Maria sobe numa cadeira para alcançar o animal em seguida
inicia a cavalgada pela vereda,atalho que logo chega a estrada,o
quebra jejum será na casa de sua filha Belinha em Reriutaba,o
encontro de todos transforma numa felicidades incomparável .
___Vovô,me abençoe,eu também vou a
missa com o senhor,estou quase pronto.
___Deus lhe abençoe.Meu neto,você
entendeu quando falei da energia que tem lá na Cabaceira?
___Na verdade não vovô,mas sinto lá no
meu coração que o senhor tem toda razão,é como um anjo tentando me
explicar,mas não o vejo,só sinto.
Depois da missa,relâmpagos e trovões
inicia uma grande chuva torrencial o obrigando fica em Reriutaba
naquele dia,não era de costume pernoitar fora de sua casa,o brilho
em seus olhos deixa claro a alegria que sentia,todos os seus pedidos
foram atendidos por Deus e São Francisco,no primeiro semestre do ano
de 1971 as chuvas geralmente eram no período da noite,durante o dia
vinha o sol para fortificar ainda mais as plantações,como se Deus
compensasse os flagelos e maus tratos do sertanejo no ano de 1970.
___Maria das Neves,noto que há uma
diferencia desse inverno para os outros passados,durante a noite
fica um sereno,com a fé que temos no Criador,vamos encher todos
nossos tubos de mantimentos e já vejo o úbere de nossas vacas
saliente de tanto leite,Deus tarda mas não falta,agora minha
preocupação já é outra.
___O que “home”?
___”Muie” Estou aqui matutando,onde eu
vou achar tanta cera para vedação dos tubos de mantimentos,pela a
chuva que cai serão muitos os tubos cheios.
(Tributo a José Furtado de Melo e
Maria das Neves Lopes) Pais de minha mãe.
Abraços!
Carlos David Lopes Morais, Fortaleza
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
11/06/2011
.
O café do
Manoel da Nana. |
|
Às 05:00 horas da manha a cidade
ainda esta paralisada,o mercado municipal inicia suas atividades com
um abri e fecha de portas,os marchantes,comerciantes e poucos
feirante se organizam para mais um dia no comercio,com consciência
que não será grande o movimento a feira de hoje,afinal hoje ainda é
sexta-feira e feira tradicional somente no sábado,o céu encarna nos
primeiros raios de sol,o movimento da banca de café agita,a demanda
faz com o Sr:Manuel corra de um lado para o outro para vencimento
dos pedidos dos clientes,mas pra vender café,bolos,tapiocas e
outros,basta ter uma boa receptividade,é importante,e isso não falta
no barraqueiro,aqui se conversa de tudo,política,cotidiano
reriutabense,os pros e os contras do gestor atual,na verdade é feita
uma reciclagem do que esta acontecendo,o local e o ambiente é
totalmente popular,o espaço e o púlpito para falatórios é dado a
todos,como diria Abdoral,isso é uma democracia reriutabense,não
importa se você chega de Landrover,bicicleta ou mesmo a pé,o
importante é sua estória ter coerência e transformar em grandes
gargalhadas,todas as dificuldades e pelejas da vida são
esquecidas,transformando harmonioso com ajuda do Criador,a banca do
Sr:Manoel,localizada bem em frente nossa igreja matriz.As criticas
ora construtivas,ora pejorativa,os conflitos de gerações do passado
com atual é notório,os valores e ingenuidade muitas vezes
prevalece,é quando menos esperamos chega Abdoral com sua bicicleta
toda enfeitada,todo faceiro,estaciona no meio fio,enquanto surge os
cochichos,”Ele já deve ter tomado todas”sem ouvir a critica,pede um
café e uma tapioca,pega um assento cruza as pernas e mesmo antes de
cumprimentar,faz referencia a boa vida dos outros,esquecendo que
esta aposentado sem nunca ter trabalhado na vida.
___Tu vém da onde Abdoral?
___Ai é tu? Ei Macho,tu depois
de aposentado só vivi por aqui,homem desse,tem condição de passear
por Paris,Londres ou New York,mas preferência é nossa Reriutaba,isso
é que amor pela Terra,Gury eu já te falei a Reriutaba não é mais
aquela da sua época,a coisa aqui mudou,eu nessa viaje estou vindo do
Campo Lindo,tem uma CPRV na estrada parando todo mundo,fiquei com
uma pena danada quando pararam o Zacarias da Cabaceira, com aquela
moto que ele comprou.
___Sim,Abdoral o que aconteceu
com ele?
___Ora!!Gury,eu sei toda a
estória da compra daquela moto,ele comprou aquela moto sábado
passado na feira daqui de Reriutaba,comprou a moto como se compra um
jumento,olhou para os pneus,da mesma forma como se olhava para os
dentes do animal,o cabra que vendeu a moto,não é de Reriutaba,ele
estava de passagem no rumo da Serra,a moto nem placa tinha,documento
da mesma nem cogitado foi,pediu R$800,00 pela a mesma,no momento o
abestalhado do Zacarias tinha disponível R$500,00,ofereceu o
cabra,ele aceitou e naquele mesmo instante o cabra sumiu,agora ficou
o abacaxi para o pobre do Zacarias descascar,inclusive falei pra
ele,rapaz toma cuidado essa moto deve ser roubada,mas ele nem ligou
e continuou andando pra cima e pra baixo todo satisfeito,agora
aconteceu o pior,Zacarias foi preso.
___Preso? O Zacarias foi preso?
___Sim,macho,preso,alias eu não
sei porque esse espanto todo,parece até que isso não aconteceu lá
por onde tu mora,sim macho,esta preso, ele e a moto na cadeia
daqui,também não é pra menos,desde os tempos de colégio que notamos
a falta de astucia e inteligência do Zacarias,na hora que os homens
parou ele,pediram o documento da moto,ele não tinha,pediram a
habilitação,também não tinha,a porra da moto nem placa tinha,então é
natural que seja presa mesma,mas mesmo assim Zacarias foi
liberado,na hora que foi saindo,o policial falou assim:Seu Zacarias
o senhor esta liberado,mas deixe um cafezinho pra mim,invés do “fio
d`egua”entender o propósito da coisa, falou para o guarda.
___Olhe,cafezinho aqui eu não
tenho não,mas suba na garupa da moto,o que não falta aqui na
Cabaceira é tio e primo,vou pedir qualquer um deles pra fazer um
cafezinho pra você,quando o pobre menos espera já estava algemado,e
pior,ouvindo as piores barbaridade da autoridade.
___Tú quer me
afrontar,cabra,esta preso,por tentativa de suborno a autoridade,todo
o procedimento foi feito com critério e agora vem com essa de querer
me dá um cafezinho.
___Ei Gury , a coisa anda mudada
pela nossa Reriutaba,aquela ingenuidade da década de 70 não nos
pertence mais,e o Zacarias é o ultimo dos moicanos,pessoa assim
sofre muito no mundo atual,mas o prefeito já subiu o alto da
cadeira,para liberar o Zacarias,logo,logo ele esta comprando outra
moto,espero que ele tenha aprendido a lição, que dessa vez seja mais
esperto,e eu já estou indo.
___Abdoral,tu vai pra
onde,macho?
___Gury,macho,hoje estou cheio
de trabalho....
Abraços
Carlos David Lopes
Morais |
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
26/03/2011
.
Os
dramas da Cabaceira nas décadas de 40/50 |
|
Surpreso com o titulo?Devo confessar que também me surpreendi,pois
é, meu irmão ,nos anos de 1947 à 1952 havia um Drama na
Cabaceira,peças teatrais,isso mesmo,havia um grupo de moças
estudantes que se habilitava a tal proeza,com suas inteligências e
boa vontade,nos sonhos,nas artes e na evolução do tempo,conforme as
informações era tudo feito como manda o figurino,as peças tinham
produção e direção de Maria Amália,professora da época,filha de um
mestre linha da estrada de ferro,senhor Abílio Venâncio,os roteiro
eram feito com linguagem regionais,cheio de ênfase para chamar
atenção da platéia,as atrizes se reservava entre personagens de
homem e mulheres,na época os homem devido os preconceitos não tinha
coragem suficiente para representar um personagem,então ficava tudo
por conta das mulheres,muitas das jovem representava os personagens
masculino,nessa época o Brasil era governado por Eurico Gaspar
Dutra,primeiro presidente eleito pelo voto direto após o Estado
Novo,engatinhava com inicio e retorno do governo Vargas,de ditador
da década de 30 volta como republicano democrata,a sapiência da
cultura,a miséria e o flagelo do sertão eram debatido para rumos
incertos,as atrizes dos dramas,geralmente eram as filhas do Senhor
José Furtado de Melo,moças distintas e lindas,Belinha,Adalgisa e
Sinhá,tinham um domínio natural do palco,como se reconhecer e
identificar o personagem nos mínimos detalhes,na arte de
representar,estórias eram diversas,mas não faltava criatividade das
atrizes e da diretora das peças,Maria Amália,foi professora de quase
toda clã dos ”Cabaceira”,nos anos 40 e 50,além de muita
simpática,era de uma concepção cultural fantástica,os dramas eram
focado a luta pela sobrevivência no sertão,o cangaço,o humor e o
preconceito,buscando influencias da época através de poucas noticias
do mundo,tudo transformava em melodrama para empolgar e chamar
atenção da platéia,as apresentações eram realizadas de uma forma
lírica,nem falada e nem cantada,acompanhado por um
instrumento,podemos dizer,era como se aboiar,para
tranqüilizar,granjear e calmaria do publico,que não eram
poucos,vinham gente até mesmo da Serra Grande para assistir os
dramas,apesar dos pesares,mas era uma forma de ver a vida misturado
as imaginações a cores e ao vivo,também uma forma de encontros de
jovem para uma paquera,um olhar,mesmo que restrito a tabus e valores
da época.Belinha era uma das filhas de
José Furtado de Melo,uma das mais jovem,nasceu no ano de
1933 com apenas 17 anos,já fazendo parte do elenco,que apresentação
dos drama,tinha uma liderança por natureza,era formadora de
idéias,os valores da vida aglutinar com os ensinamentos de seu
pai,que era dócil e a criatura do coração mais puro que já convivi
em toda minha vida,onde o amor rege intensamente,até mesmo nas horas
de rezar,era feito uma imitação de meu avô,com seu rosário de cores
branco e azul,como se fosse analítico,medido pelas
contas(rosário),feito as orações,o mesmo voltava para seu
pescoço,para provir o bem da reza para a alma,com esse ritual,a vida
se tornava branda e misteriosa,e assim tocava,correndo pelas veredas
das caatinga,com o vento batendo em seu rosto,lhe trazia a alegria
de viver,a felicidade reinava no lar pobre,as baixas e os banhados
do rio Juré,trazia a fertilidade da terra,fazia a sustentação
necessária da família.Sempre em meus textos é comum falar dos dramas
da seca,das dificuldades que meus ancestrais atravessaram pela
sobrevivência,apesar de viver há 40 anos nas metrópoles,mas meu
coração e minha alma são completamente rural,as alegrias,os meus
anseios e minha vontade é de retornar as minhas origens ou pelo
menos compartilhar a vida com tios e primos entre Reriutaba e
Cabaceira,mais a vida nem sempre é como queremos e sonhamos,o
aprendizado da vida e do tempo me direciona para os verdadeiro
valores da vida,creio que ainda tenho muito que aprender,pois só se
aprende errando,e que crescer não é simplesmente fazer aniversario,e
sim,constituir nossa própria identidade,mesmo que isso seja com a
dor,temos que dá muitas cabeçadas nessa vida para clarear a
consciência humana,os dramas teatrais,amenizava os dramas do
cotidiano,o grande palco para as apresentações era o alpendre da
casa de meu avô,a platéia ficavam sentados nos bancos improvisados
na parte do terreiro,ao ar livre,depois feito a apresentação,no
final de cada drama,era apresentado um reisado,folclórico regional
dos mais tradicional reriutabense ,em seguida um forró com Abdoral
tocando a sua sanfona pé de bode.É natural,termos sonhos ,desejos de
consumo,muitas vezes saiamos de nosso torrão a procura de algo e
nunca encontramos,porque o que procuramos na verdade esta lá no
nosso pé de Serra e descobrimos depois de 35 anos,porque nossa
mentalidade e valores chegou ao apogeu verdadeiro da vida,nada que
buscamos nos satisfaz,precisamos de muito pouco para sermos
feliz,basta cuspir o amargo adquirido no mundo a fora e viver como
criança de antes na década de 60 e 70 em Reriutaba.
Abraços
Carlos David Lopes
Morais |
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
26/03/2011 |
|
APOSENTADORIA
Na verdade sou um reriutabense nato,não perco minhas raízes e sonho
com um horizonte retroagindo o passado,o horizonte mostra o caminho
já percorrido e intuitivamente nos mostra que devemos voltar as
origens,mesmo que esta não seja atitude mais coerente,mas o amor e
um passado tão receptivo nos faz sonhar e querer voltar a Reriutaba,às
grandes alegrias e às inesquecíveis emoções foram vividas por lá,mas
nem sempre as coisas faz efeitos como queremos, e logo uma tristeza
invade todo meu ser,e um desespero nos leva as lagrimas porque
procuramos em vão,reviver aquilo que o tempo estraçalhou na sua
implacável passagem,se tornando impossível perseguir as pegadas
vividas,o vento das madrugadas vividas na praça da matriz,tomaram
rumos ignorados,a casa humilde de José Furtado de Melo(Pai de minha
mãe) lá para bandas da Cabaceira,ruiu com tempo e foi abaixo,as
folhas de outono,secaram e entristeceram sob a caatinga da
Cabaceira,e nós em busca desse resgate precioso,o tempo em
gargalhada,ri de nossa ingenuidade,assiste de camarote o nosso
pesar,e tenho a sensação que leva para bem longe o que
procuramos,ficando somente a saudade e um nó na garganta explodindo
em choro.Agora exausto da caminhada,questionamos o próprio
tempo,Porque passaste tão rápido?A resposta é o próprio silencio e
quando chegamos até aqui,pedimos,suplicamos Oh! Tempo não
corra,tenha piedade de nós,por favor não se apresse,odeio fila de
banco,mas a sua fila ficarei o tempo que for necessário,sem
reclamações, mudo ele corre mais rápido,a saudade do menino vendedor
de pão,foi o alvo de sua própria baladeira,tornando vitima e
nocauteado pelo o tempo,sobrevivendo,fareja com veemência a minha
Reriutaba,não resta duvida que lá fui mais feliz,mesmo com minhas
limitações de menino pobre,a felicidade esta no bem estar,não
precisamos de nada para ser feliz,somente viver com harmonia no
dia-a-dia,e isso estava no cotidiano reriutabense,a alegria era
receber de presente um carrinho de plástico de minha mãe(Belinha),comprado
no Magazine do Lulu Calixta ou ter acesso os brinquedos de meu amigo
Betim(filho do Senhor Joca,agente da estação ferroviária),muitas
vezes fazíamos nossos próprios brinquedo,com lata de óleo pajeú,rodinhas
de matérial das sandálias japonesas,as molas do carro eram feito com
material que chegavam com os fardos de tecidos da loja do tio Chaga
da Cabaceira,com a nossa criatividade,chegavam ao designer quase
original,esse processo de transformação se tornava fascinante pra
mim,exibia com orgulho e fazia questão de falar que era criação
minha,e lá vai eu caminhando e puxando com orgulho o brinquedo pelas
as rua de Reriutaba,sem contar as broncas que levava de nossa
professora Iquinha,por levar tais brinquedos para a escola,lá na rua
da Tripa,eu quando chegava,ela logo em seguida guardava e somente
era entregue na saída,e eu voltava puxando o carrinho,com meus
personagens imaginários de um grande caminhoneiro,dessa e de outra
forma foi vivido minha infância inesquecível,na minha Reriutaba,pobre
mas boa.Os dias de feira(Sábado) era alterado o movimento da nossa
cidade,o povo de todos os municípios vizinhos,tinha uma participação
grande no movimento,eu apreciava as gaiolas cheias de pássaros em
frente a farmácia do Senhor Assis Calixta,os preços dos pássaros
eram tomados como a bolsa de valores,dependendo do canto, suas cores
exótica,os mais barulhentos e espertos,tinha grande valor,o vendedor
na época era “Pilôr Rosendo”,por sinal grande negociador,sabia como
ninguém o valor de cada pássaro,os serranos tinha um domínio por
completo nas vendas de frutas,tinha um álibi forte por ser todos
banguela(Sem dentes),comia frutas demais e o teor de açúcar eram
grande,nesse caso as carie eram comum nos dentes dos
serranos,raramente se via um serrano com os dentes,as guloseimas no
mercado,feita por Maria Bemvinda,um pedaço de bolo mole com uma
colherada de doce de leite por cima e as cocadas da Dona
Avelina,eram um manjar dos deuses,os bolos manzapes,recheados com
coco babão ralados, separados um a um com folhas de bananeira,os
pães d!água esquentado com manteiga da terra da padaria dos senhores
David e Joaquim Morais,a alegria dos cabaceiras com suas
“budegas”cheias de gente,sinal que a feira esta com uma
rentabilidade boa,correndo para subir a linha de ferro que corta a
cidade,vejo de um lado todo o movimento da feira com nossa igreja
matriz majestosa,de meia em meia hora os sinos badalava nos
informando às horas,e do outro lado vejo um grande estacionamento de
jumento em frente a casa do senhor Quim Honório,até a ponte da
estação,mas tudo passa na vida,as mudanças e o desenvolvimento de
hoje não muda meu amor por ti,ouvindo a musica de Edvar Castro que
retrata bem o amor que sinto por minha terra.Te amarei,te amarei, te
amo oh! Reriutaba.
Abraços
Carlos David Lopes
Morais
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
04/03/2011
O despertar para o amadurecimento
político reriutabense. |
|
. |
|
Falar de Reriutaba para mim sempre foi muito
prazeroso,tenho um amor e carinho por minha terra imenso,mas como
nem sempre tudo é completo,sentia um desconforto dentro do âmbito
político,fiquei sem vontade de escrever mais no site,mas creio que
minhas atitudes serviu de alguma forma para o despertar de pessoas
que tem boa vontade e o coração bom,foi preciso somente a lapidação
e a conscientização do seu oficio como político,todos nós por
instinto e naturalmente somos políticos,mas com uma
diferencia,política não pode fazer confusão com“politicagem”são
aspecto totalmente oposto,o cidadão político com boa vontade de
ajudar a sociedade em um todo,cria melhorias para todos ao seu redor
e não arrodear para tapinhas nas costas,como sempre estou lendo
crônicas e narrativas em nosso site
www.reriutaba.com e me
deparei com algumas coisas boas e cheio de vida,como por exemplo o
projeto de nosso amigo Clerton Furtado através do deputado Eudes
Xavier, em beneficiar a comunidade de nossa Cabaceira no intuito de
encanar água naquele lugar tão precisado,essa água também nos lava a
alma,o bom político é aquele que mostra seus projetos e suas boas
vontade de ajudar o próximo,é sentir o prazer do bem plantado,é se
comprometer com o bem estar social,não importa se acertou ou errou,o
propósito é beneficiar a sociedade em comum,acredito que essa nova
era política seja repleto de homens de boa vontade,acredito que a
Reriutaba que tenho em mente,seja iniciada com a conscientização
desses novos políticos,tenho convicção que Clerton Furtado,seja uma
peça importante nessa transição social e econômica reriutabense,vejo
no horizonte no rumo do nascente uma grande guinada na política de
Reriutaba,com a melhoria cultural do nosso povo,os maus políticos
que se cuidem,suas trajetórias será curta,nossos sertanejos estão
deixando pra trás as promessas infundadas e estão querendo ver ações
e muitas ações sociais,o mundo mudou pra melhor,podemos observar o
comportamento de nossa gente em uma eleição para presidente,o
sertanejo fica mais solto com referencia seu voto,ninguém lhe faz
proposta para a conquista de seu voto,e as urnas nos mostra
resultado de um povo com o perfil mas exigente,apurado e demonstra
as verdadeiras necessidade do povo reriutabense,temos que nos
valorizar ,somos pobres,mas inteligente suficiente para dizer o que
queremos, uma eleição para presidente em nosso município divergem
das eleições municipais,nosso sertanejo não fica a mercê de proposta
indecorosa de maus políticos,e por essa razão tenho que acreditar
que exista bons políticos,volto a falar para meu povo através desse
site,para fortalecimento e coerência, uma campanha eleitoral a nível
nacional,no sertão cearense não existe grande manifestação, a busca
pelo o voto praticamente não existe,os eleitores agem como realmente
deve,afinal a parte financeira que os politicos troca por voto fica
neutralizada,pois os chefes de currais eleitorais ficam indiferente
a opção do eleitor,temos como exemplo a sucessão do presidente
Lula,o povo retribuiu nas urnas todo o trabalho do presidente
elegendo a Dilma,nos eleitores temos que cumprir nossa obrigação em
votar , mas temos que cobra de nosso
representante,prefeito,vereadores e gestores,mas atuação em trabalho
social.Fui a Reriutaba no inicio do mês de fevereiro,como sempre fui
até a Cabaceira,lugar onde me identifico,devido minhas origens,a
leveza e a codificação da felicidade de meu avô José Furtado de
Melo(Pai de minha mãe) ainda me dá lições de vida,a energia
produzida no rio Juré,deixa claro os verdadeiro valores da
vida,percebendo a mutação da vegetação e geograficamente,devido a
estrada de asfalto, estrada essa que será benéfica a todos os
sertanejos,para escoar seus produtos,locomoção mais rápida e
conforto para todos,me proporciona enxerga dias melhores em nosso
município,e acreditando na astucia e inteligência do sertanejo para
desenrolar o jogo político,afinal de contas,coisas muito piores já
atravessamos em nosso município,mas tenho que ser honesto,nosso
lugar esta bem mudado pra melhor e com isso posso enaltecer o nosso
sorriso.O café da manhã na banca do Manuel da Naná,encontro meu
amigo Abdoral,nervoso e me parecia ter tomado umas três talagadas de
cachaça,surpreso em me ver logo cedo,em seguida encosta sua
bicicleta no meio fio da calçada e inicia uma prosa.
.
___Ei Macho , tu por
aqui!! Chegou quando?
.
___Estou aqui desde ontem,estou matando a saudade de nossa Reriutaba
.
___Rapaz,Tem situação na vida que não consigo entender,talvez seja
minha leitura que é pouca ou então estou ficando mesmo doido,você me
acredita que tem um cidadão ali na esquina querendo que o Campo
Lindo seja emancipado e se torne um município independente,eu fico
só na escuta,eu não vou entrar em atrito com um pessoa dessa,esta
mais que claro que tal proeza é praticamente impossível pelas
característica do distrito,mas o cidadão,defende a tese,grita e
gesticula para todos,”Eu sou do Campo Lindo,meu pai é de Sobral e
minha mãe de Reriutaba”.
.
___Macho,tem gente que não se liga,diante da ultima declaração do
cidadão,o pai é sobralense e a mãe reriutabense,concluímos que ele é
porteiro daquele pequeno condomínio e pensa que é o sindico .
.
Abraços!
Carlos David Lopes
Morais |
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
15/12/2010
ALQUIMIA DOS CABACEIRAS
Há ciências ocultas nunca
compreendidas por todos,muitas vezes nos surpreendemos com o
desenvolvimento das pessoas,tanto na parte pessoal como
comercial,surge do nada para uma situação admirada por todos,é como
o crescimento da mangueira,estamos sempre na luta para que a mesma
vingue,adubando,dando-lhe atenção,quando menos se damos conta ela
nos surpreende com seus frutos,é nessa hora que temos que ter muito
calma,nossa criatividade entra em ação,não podemos nos empolgar e
achar que já estamos no ápice,temos a cautela para sustentação
permanente,humildade e perseverança ao extremo,a conquista ainda não
esta completa,temos que ir muito além do esforço,conscientização
espiritualmente, crescimento interior,orações de agradecimento ativa
para uma telepatia com Deus,na primeira vista uma inspiração
mística,filosóficos e oculta,comportamento inteligente de nosso
ancestrais,para a fuga de perseguição,hoje não muito
esclarecido,suas atitudes e forma de agir mercantilista nos faz
classificar como procedência judaica,devido seus comportamento e
suas habilidades para o comercio,mas nunca foi visto sinagogas no
sertão reriutabense,mesmo levando em consideração que judeus não tem
pátria,conforme pesquisa nada atina para essa origem,conforme nossos
ancestrais, os”cabaceiras”decente de português,pessoas até aqui
nômades,cheio de esperança,a procura de um mundo novo,chegando no
lugarejo no fim do século XVIII,as terras sem
proprietário,abandonadas e improdutiva,dão lhe boas vindas,tomam
posse e se estabelece na terra,longínquo de todos,habitam sem
resistência de terceiros,propício para situação em que alguns deles
se encontrava,perante o tribunal religioso,seu afastamento da
sociedade fazia necessário,mas perante a sua comunidade,era levado
em conta as condutas morais, ética,honestidade,fundamentos e
princípios básicos familiares,ao fixar residência e criar vínculos
no lugar,gera harmonia,paz,alegria e alivio aos sofredores
penalizado com a perseguição,o cultivo de culturas para
subsistência,arroz,feijão,milho e farinha transforma o lugar naquilo
que há de melhor,contando também com criações de pequenos rebanhos
de animais,caprinos,suínos e aves,apesar dos castigos climáticos da
natureza,por falta de chuva eles enfrentam a escassez e com trabalho
árduo,primitivos e rudimentar,tornam obstinados e cheio de esperança
com o descobrimento do lugar,se sentem livres e cheios de alegria de
viver por viver dentro da cadeia alimentar da mãe natureza.Com o
passar dos tempos foi realizando o domínio e integração por
completo,se engajam em negociações de suas produção,não é necessário
moeda corrente,sua linha de comercio mas praticado era o
escambo,transação não muito fácil,devido avaliação de cada
mercadoria,feito de acordo com sua necessidade,entre eles surgem os
que se destacam nas negociações,transforma o pouco produzido na
terra,em grande quantidade com sua inteligência hábil,sorte e
desempenho bem sucedido,os riscos de perdas eram remotos,pois tudo
se fazia necessário,nesse caso não faltava oportunidade de uma boa
rentabilidade com as trocas que aparecia,com o passar dos tempos as
vilas foram evoluindo,e concentrado pessoas onde viraram feiras
livres para as transações comerciais,foi então que surgiu o nome do
lugar, Cabaceiras,nome esse criado devido a grande produção de
cabaças na beira do rio Juré,também uma forma de localização de
moradia dos grandes negociadores,a economia direcionava para o
extrativismo vegetal,fundamental para a época,tais como,cera de
carnaúba,óleo de oiticica,couro de peles de animais e dando inicio a
cultura do algodão,mercadorias com grande demanda,mercadoria que nos
faltava em nossa região,era o sal,tinha um grande valor pela sua
carência,toda sua produção estava no litoral,longe de nosso pé de
serra,fazendo com que sua procura constante,realce seu valor,eram
feito avaliação do maior consumismo da época e as negociações eram
feito de acordo com as necessidades da comunidade,trazendo mais
lucros para os negociadores,nessa época de Capitão-Mor,nomeado pelo
o rei para exploração de toda a extensão da região norte do estado,
o nordeste brasileiro passava por três anos consecutivos de secas,a
sobrevivência era para os mais dotados de inteligência e que tinham
a competência de fazer as contas aritméticas,esse comercio arcaico e
primitivo prevalece até o inicio do século XX.Tenho orgulho de
pertencer a essa família,trago comigo característica nítida de meus
ancestrais,hoje nossa economia reriutabense esta lotado com muitos
deles pelo o esforço,trabalho digno e dedicação,todos são
merecedores da posição que galgaram no comercio de Reriutaba,indiferente
de ser ou não ser judeus,são homens que contribuíram para o
desenvolvimento de nossa cidade,certo ocasião estava eu passeando em
Reriutaba,uma senhora conversando sobre a minha família,me
questionou:
___Cardavid,
gostaria de entender,tem “Cabaceira” que não sabe nem
falar,inicia um pequeno empreendimento aqui em Reriutaba e logo se
destaca pelo seu crescimento,acredito que seus ancestrais lhe
ensinaram a arte de negociar,porque com outros comerciante fora da
família não acontece o mesmo.
___Na verdade eu
não sei,mas sei que:Assim como,” New York está para os judeus,Reriutaba
está para os Cabaceiras”.
Abraços !
Carlos David Lopes Morais |
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
01 /12/2010
AQUI SE FAZ, AQUI SE PAGA.
Como sempre estou
mencionando a Cabaceira em minhas narrativas ou crônicas , devido o
lugarejo fazer parte de minha vida,por questões familiar,afetiva e
raízes,por encontrar a alegria e a felicidade na casa pobre e
humilde de meu avô,Jose Furtado de Melo ,(pai de minha mãe) no qual
me espelho e o admiro até hoje,a colheita das culturas de
arroz,feijão e milho eram feito somente uma vez ao ano devido a
escassez de chuva,como bom cearense sabemos que a época
invernosa,inicia em janeiro e findando no máximo até o mês de maio,
esse é o período de plantação,quem não colheu no máximo até meio do
ano,infelizmente não colhe mais no ano,pois a terra depois de julho
torna-se improdutiva e o sertão transforma numa enorme caatinga de
fazer dó,o semi-árido reriutabense adversa pela temperatura quente e
falta de água,tornando inviável até para atividade
agropecuária,principalmente para animais de portes maiores,como o
gado,o sertanejo se limita a criação de animais de pequeno porte
como cabras,ovelhas e galinhas,sem duvida esse problema crônico é
muito mais político que climático,mesmo com todas as dificuldades o
sertanejo não perde o humor e a vontade de viver,sempre há uma prosa
a relatar,que se transforma numa grande gargalhada,como é o caso de
nosso amigo Abdoral,falando de sua experiência de vida,de suas
tentativas para se dá de bem.Abdoral sempre teve sorte na vida,tanto
é que ele já esta aposentado,por incrível que pareça,mas nunca
trabalhou na vida,sempre viveu na nossa Reriutaba,onde ele enfatiza
de Paraíso,ultimamente ele colocou uma “budega” para seu filho,forma
de complementar a renda da aposentadoria,contanto que ele não
trabalhe,para que todos entenda, a “budega” é para o filho,mas uma
coisa que Abdoral gosta é de sua criação de galinhas em sua pequena
propriedade na Cabaceira,conforme o mesmo é uma atividade que não
requer esforço nenhum.
___Gury,criar
galinhas,não carece de trabalho algum,simplesmente uma vez ao
entardecer jogo milho no terreiro,somente para complementar
alimentação para as mesmas e pronto , o resto elas se viram na mata
da caatinga para sobrevivência,temos em excesso sua alimentação
favorita,insetos e cobras,são alimentos naturais,sem contar a
limpeza que as mesmas fazem nos terreiros em ciscar a procura do
alimento,essas rações de hoje e simplesmente para inchar os
animais,não tem substancia nenhuma,sua dormida é nos poleiros do
pau-d! arco mesmo, só lamento que temos que dividir com as raposas e
guaxinim,mas tudo tem seu preço,a própria natureza me diz,que nem
tudo é exclusivamente meu,sem falar nos ladrões que andam
ultimamente por essas bandas,ultimamente podem faltar tudo em nosso
município, menos pessoas aproveitador das coisas alheias, e isso me
faz uma pessoa revoltada,não posso aceitar pessoas de má fé,tirando
proveito de pessoas pobres do sertão,pois já vivemos com
dificuldade,ainda aparece gente querendo nos roubar.Em um domingo
desse fui até a casa do meu compadre Nepomuceno,próximo daqui apenas
dois quilômetros,lá no Barro Vinte,tu conhece?Pois é,chegando lá me
surpreendi com o que vi,seu terreiro sem nem uma
galinha,capão,capote e peru,tinha sumido tudo,não tinha um pra conta
a estória no terreiro,me senti num velório,aquela tristeza,cheguei a
pensar besteira,conversa vai,conversa vem,a tristeza do compadre era
de fazer dó,proseando sem muita vontade,ele me dizendo meio sem
jeito,que foram dois “cabras” que roubaram todo o plantel das
galinhas,sem muito entrar em detalhes com relação ao roubo das
galinhas,aquilo me intrigava,chego a pensar que ele esteja sobre
ameaças dos bandidos,ou coisa parecida,entro no assunto do roubo das
aves.
___Compadre Nepomuceno ,
você viu quem roubo suas galinhas?
___Vi não compadre
Abdoral,mas parece que é castigo de Deus,você acredita compadre que
faz um mês que capei todos os frangos machos,tendo em vista sua
carne mais saborosa e gorda na hora do abate,mas depois deles
capados não cantavam mais,tinha comportamento esquisito,diante de
uma galinha fogosa,coloca o pescoço debaixo da asa,como ser
entendedor da situação e com isso se acanhava,compadre tal situação
me deixava com um sentimento de culpa horrível,meu arrependimento
matasse,eu estaria morto,o que eu fiz foi um afronto a natureza,Deus
me castigou compadre,pelo meu egoísmo e ainda veio um “fio duma
égua” e levou todos os meus bichos,mas começo tudo de novo,pra
recomeçar basta ter a coragem,já pedi perdão a Deus,sei que errei,e
prometi a mim mesmo e a Deus,nunca mais fazer tal malvadeza.
___Compadre
Nepomuceno,quem foi o “cabra” que inventou essa coisa de capar os
bichos?
___Foi um “cabra”muito do
sem vergonha,lá das bandas da Itália,seu nome era Caio,você acredita
compadre?Esse “cabra”tinha insônia e associava a falta de sono aos
cantos dos galos na madrugada,se dizendo não dormir devido os
barulhos dos bichos,incomodava,sendo assim ele criou uma
lei,ordenando e proibindo todos de criar galos em sua região e como
o povo necessitava dos animais para a própria sobrevivência,se
obrigava a castrar os galos porque assim eles não cantavam,para
satisfação e caprichos do italiano e nobre Caio,mas por grande
castigo no dia de sua morte,não só os galos cantaram como cantaram
também os amantes de sua mulher,foi descoberto que ele passava a
noite inteira pastorando sua amada com medo de chifre,e sua maior
neura era os cantos dos bichos,nesse dia houve uma grande festa e
almoço de toda a comunidade,com os capões existente na
província,quando amanheceu não havia um só capão no lugarejo,todos
foram abatidos para a grande festa,assim iniciou uma nova vida na
província.
___Compadre
Nepomuceno,será que aconteceu aqui é o que estou pensando?
___Não,compadre Abdoral ,
você não esta pensando que eu....Compadre vamos mudar o rumo dessa
prosa. |
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
22/11/2010
ENQUANTO O
CREPÚSCULO NÃO CHEGA.
.
Meus olhos lacrimejam ao ti
ver,a saudade é imensa,a felicidade por uns instante renasce e morre
ao vê-la tão indiferente, meu coração disparado
pulsa no sonho do passado,e acorda para o presente,mas sobrevive
como mandacaru na caatinga cinzenta da Cabaceira cheia de
pedregulhos e tão indescritivelmente confuso, na
calmaria e sensatez dos 55 anos,me vejo na agilidade e agitação dos
15 anos, tento fugir a todo preço,mas o elástico
da vida,me puxa e em seguida solta e bruscamente desaba em sua
direção,esbarro a você mesmo sem querer,surgindo o desespero e o
afogamento por completo, a liberdade no passado,na
qual era tão importante, fica presa ao teu olhar
julgador,calado, de extremo piedade,
dentro do teu desprezo, chego ao
flagelo,por saber que teu olhar mais uma vez era de adeus,
mas como bom reriutabense, meu sorriso
estampado de cima pra baixo continua,somente meu “Eu” tem
consciência da imprudência causadora de tanta dor e negligencia
impensado,o questionamento de seus olhos me deixa claro que não devo
aproximar de ti,mas mesmo de longe vejo teu sorriso,sinto essência e
aroma de teu perfume “Sandallus”, enquanto te
acompanho com meus olhos,meu coração delira de prazer,no entanto a
razão fisga a energia que pouco resta,percebo sem duvida,que esse
amor não é recíproco,mas sim em vão,mas colo em você,perpetuo,porque
não há outra saída, a fuga constante do meu olhar
é condenado pela a ansiedade,desejo,vontade de afagar e tocar ,mas
há fuga da realidade, e corro pela a tangente como
se estivesse perdido, nesse ínterim a orquestra
toca”Unforgettable” e meus sonhos voltam a delirar,imaginando eu e
você no salão dançante,colado sem que ninguém nos veja,como em
outrora,puro,ambos genuinamente belos e inocentes.
Ah!! as tertúlias do Reriutaba-Club, a quanto
tempo, hoje todo em ruínas e praticamente
demolido, fica transparente como meu coração,
frágil e vulnerável,mas o tempo fica restrito,
noto que já não há mais tempo hábil,o desabamento é certo,o mundo
que nos resta é menor que já vivido, correu muita
água debaixo da ponte,chego mesmo a pensar que você não é merecedora
dessa amor constante,infinito e belo,que meus sonhos e delírios
pertence somente a mim, essa tal felicidade
somente a ti pertence,minha alma sem luz,dirigi o automóvel na
Av.Jovita Feitosa, entra na Av.Alberto Monte,
chega na Av.José Basto,é necessário avançar todos os
semáforos, afinal são três horas da manhã,
a violência urbana em Fortaleza esta demais,na madrugada
opaca e sem vida , lá vou eu no mundo sem eira e nem beira,com meu
mundo de sub refugio,avançando os sinais da vida,
encantado com o sopro do passado tão bom e lindo.Em um passado
próximo, ao me aproximar fiquei a “ver navios”com
sua grosseria, meu atrevimento causa fobia de
orgulho, sentimento esse que nunca me faltou,
na vida não há castigo, somente
conseqüência,me sinto um sertanejo com a enxada no ombro mas não
tenho onde trabalhar por questões climáticas no sertão,o que me
resta é me proteger do sol escaldante e pedir a Deus que venha logo
o inverno,quem sabe ainda há tempo para brotar a felicidade,
adormeço com o cansaço da festa, mas
qualquer dia desse o amor desperta novamente,
porque o verdadeiro amor não morre jamais,
adormece para um despertar mais belo. |
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
15/11/2010 |
PROCLAMAÇÃO DA
REPUBLICA.15 de novembro de 1889,
Alegria.
GOLPE MILITAR. 31 de
março de 1964, Muita tristeza.
.
A monarquia chega ao fim depois de 67 anos
no poder,nosso imperador D.Pedro II,deixava a revelia os processos
sociais e econômico do pais,a crise assolava toda a nação,a falta de
atenção do governo com os trabalhadores liberais e entidades não
governamental,transforma o Brasil num causo de abandono,com essas
atitudes revolta a classe média trabalhadora,nosso imperador sem
conhecimento de causa,interfere nas religiões trazendo
descontentamento para igreja católica,corrupção na
corte,manifestação política na imprensa somente com autorização
previa da corte,falta de apoio aos produtores rurais,principalmente
produtores de café,produto em expansão no Brasil,onde quem o
produzia já tinha o poder econômico,mas lhes faltava o apoio do
governo,com isso o movimento republicano crescia,e Marechal Deodoro
da Fonseca com apoio de todas as classes trabalhadoras,dos
republicanos,principalmente das forças aramadas e também dos
intelectuais da época,como Rui Barbosa,Quintinho Bocaiuva,Campos
Sales e outros, anuncia,assina e proclama a republica do
Brasil,dando um basta no regime monarquia,na verdade se tratava de
um golpe de estado benéfico a nação,os processos sociais e
econômicos tomaram novos rumos favoráveis,a democracia passa a reger
o pais,dando passos largos ao desenvolvimento e crescimento,a
proclamação teve efeito no dia 15 de novembro de 1889 e em seguida
dia 18 de novembro,D.Pedro II e família real zarpa para
Portugal,como exílio em sua terra.Salve!! Salve!! a Republica do
Brasil,coragem era o que não faltava no Marechal Deodoro da Fonseca
e sua equipe,em busca de Brasil novo,em outras palavras “Esse Brasil
é nosso,suas riquezas nos pertence”.
.
Comparativo a esse golpe de estado relatado acima,benéfico e cheio
de atitudes boas,ao golpe de estado de 1964,há uma diferença como da
água para o vinho,seus valores são exatamente oposto,a inicial pela
não liberdade de expressão,que no governo do Marechal Castelo
Branco,todos ficam mudos,os processos sociais e econômicos ficaram
restrito a grupos formados entre eles,enfim ocorre o inesperado,um
regime Ditador e composto de força e poder a toda prova,AI-5 os
protestos,farejam para um mundo fechado,cheio de contradições e
nosso desenvolvimento lento,aquela caminhada de preguiça e de“João
Teimoso”onde os gestores,não tinha consciência,somente a força bruta
e imposições manipula o povo brasileiro,opressão,porradas e
humilhações naqueles que ousava a enfrentar o regime de frente,na
época foi criado dois partidos,ARENA pertencente ao governo e MDB
oposição,mais com fachada,forma de enquadrar a população numa
democracia não existente,chamado de bipartidarismo,partidos criado
pelo próprio governo militar,para que nosso leitor entenda melhor,é
como uma empresa,tem seu produto e lança o mesmo com outro nome,para
que não haja concorrente no mercado,ideologia e a forma de
comportamento é a mesma,e nessa forma de governo,ficamos com uma
economia com atraso de décadas,trazendo misérias e sofrimento ao
povo brasileiro e principalmente os nordestinos.
.
As
conseqüência de um governo,perverso,nos deixa mágoas e lembranças
para sempre,podemos fazer uma narrativa no ano de 1969 à
1974,estamos no governo de Emilio Garrastazu Médice,governo este
repressor,na época minha família,morava na praça da Matriz em
Reriutaba, éramos vizinho de dois grandes homens
reriutabense,na direita Senhor Doquinha da Sapataria e lado esquerdo
Senhor Chagas Vieira,proprietário de uma loja de tecidos,tanto eu
como,Ana Tereza,Tereza Dalva, Rogério,Romildo(gêmeos) estudava no
Ginásio Raimundo Mesquita,por muitas e muitas vezes,ouvia nossos
pais falando de política,sem entender nada,ficamos ouvindo
calado,todos os jovens da época fazia as contribuições na
igreja,como coroinha,ajudando o Padre Ataide nas missas,batizados e
casamento,na programação dos eventos religiosos eu era designado a
ajuda o Padre Ataide , nos batizados dos filhos dos sertanejos,povo
que vinha de longe,Cabaceira,Campo Lindo,Oitizeiro e outros
distritos,era grande o meu sofrimento,porque eu assistia dezenas de
crianças morrendo a míngua,sem a menor assistência,e no sofrimento
da suas mães correndo em direção ao Padre,gesticulando e falando em
desespero:
.
___Pe. Ataide, pelo o amor de
Deus, batize logo meu filho, ele
esta morrendo, se não ele morre pagão.
.
Época difícil para a sobrevivência em nossa Reriutaba,hoje tenho
consciência que as crianças morria mesmo era de fome,devido a
miséria,falta de trabalho para o povo,enfim nos faltava tudo,nossos
governantes na época não tinha respeito muito menos compaixão do
sofrimento de nosso povo,todos os sertanejos ficavam a “DEUS
DARÁ”,os governos ditadores transformava a nação num verdadeiro
massacre,quando não matava de porrada e torturas,matava de fome, e o
mais incrível ninguém podia falar ou reivindicar nada,corria o risco
de ser preso e torturado pelo o regime medíocre e cruel.
.
Mas Deus nos ajudou a superar e essa face ruim passou,sei que muitos
jovens que terão a oportunidade de ler esse relato,pode até pensar
que são criação minha,mas na verdade não é,tenho toda a minha
geração e contemporâneo que pode confirmar.
.
Abraços!
Carlos David Lopes Morais. |
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
10/11/2010 |
|
CHICO ROSENDO – O
leiloeiro oficial do município de Reriutaba.
A historia dos leilões
faz parte da historia da humanidade , as modalidades surgiram e
creio que ainda virão outras, as regras são simples , o que não muda
é o comportamento dos participantes , uma verdadeira batalha ,
bastava o produto ter uma boa aceitação , nesse ínterim há um
impulso a maior oferta, dentro de um certo tempo de anuncio do
produto , o mesmo será arrematado pelo melhor oferta ,os leilões de
nossa cidade na festa de agosto sempre foram na esquina da União em
frente nossa igreja matriz ,com objetivo de arrecadar fundos para a
paróquia , nosso leiloeiro oficial era Chico Rosendo , cidadão
distinto e conhecido por todos em Reriutaba , morava no São Jose ,
próximo o “Pelo Sinal” tinha umas característica inconfundível ,
tanto andava , como falava rápido ,fazia questão de encher de ênfase
seus leilões ,gostava de falar nos leilões o nome da pessoa que
tinha feito a doação da mercadoria para nossa paróquia , ou então
nomes das senhoras da sociedade, por exemplo: ,”Esse doce de banana
foi feito por Dona Tintinha” enquanto isso ele cheirava e confirmava
, o cheiro esta maravilhoso, e aos gritos perguntava , quem dá Mais?
Quem dá mais? Esta arrematado pelo senhor Abdoral e fechava a
negociação. Onde o leilão além de arrecadar valores para paróquia se
transformava engraçado e cheio de humor , além de leiloeiro , fazia
questão de falar para todos , que virava lobisomem , e isso me
deixava assustado e curioso , sempre que o via . estava lá , eu
perguntando:
___Tio Chico , como é que
uma pessoa virá Lobisomem ?
Ele com sua voz rouca e
falando rápido , passava a me explicar , enquanto eu o atendia na
Padaria Cinelândia de propriedade de meu pai , ele mesmo fazia
questão de separar a sua mercadoria , separava os pães d água, as
bolachas fogosa , e os biscoitos de água e sal , enquanto fazia a
separação ,se aproveitava para comer tudo que via pela frente, no
intuito de não pagar as mercadorias consumidas ali mesmo , falava
com orgulho do poder sobrenatural ,que ele mesmo se intitulava.
___É muito simples vira
um lobisomem ,quando a lua estive cheia e pontualmente a meia noite
, você vai lá na encruzilhada do alto do Chico Veríssimo ,ali depois
do Carão , se espoja juntos com os jumentos , se contorce e rosna ,
quando menos você espera , você aos poucos se transforma no bicho
horrível ,assustador , suas unhas crescem , seus dentes e boca ficam
como a de um lobo , a pelagem fica com de um bode “véi” , as orelhas
pontiagudas com a do cão , e corre desembestado pelo o mundo a fora
, tem a velocidade do vento ,com uivo assustador e horroroso , você
não tem mas domínio sobre sua pessoa , recordo a ultima vez que
virei lobisomem fui e voltei na cidade de São Paulo em cinco minutos
,sem contar que no meio do caminho , ataquei com violência um
cidadão , me lembrei devido os fiapos de suas vestes permanecia em
meus dentes , mas isso são coisas impactado com o diabo , não é pra
qualquer um .
___Meu Deus! , livrai-me
e me proteja que eu nunca veja uma criatura dessa.
___Tio Chico , mas
qualquer um pode vira lobisomem ? Basta se espojar com os jumentos?
___Não , é necessário que
a pessoa seja amancebado e que tenho no mínimo sete “ crutuvia”,
caso não tenha esses requisitos o diabo não concede a tal
transformação , corre o risco até mesmo de morrer , recordo que
nosso amigo Abdoral , metido a valente , queria , porque queria ,
vira lobisomem , fez todo o ritual e não conseguiu , escapou da
morte “fedendo” porque tinha uma imagem de Nossa Senhora do Perpetuo
do Socorro no bolso da calça , isso foi a sua salvação , aqui em
Reriutaba somente “Eu” tenho esse poder e mais ninguém.
___Tio Chico ,
sinceramente , o senhor esta de sacanagem comigo , o senhor nunca
virou lobisomem , isso é estória tio , pois então dê uma prova que o
senhor realmente vira lobisomem?
Ele com sua inteligência
e criativo ,por algum tempo ficou parado e pensativo , começou a
arregaçar sua camisa de mangas comprida e em seguida as calças até o
joelho , mostrando tanto os cotovelos como os joelhos todos
vermelhos e com um aspecto de feridas escamosa,eu observando suas
atitude sem entender , me surpreendo com seu argumento de prova.
___ Aqui esta a prova, o
lobisomem quando corre no meio do mundo ele usa os cotovelos e os
joelhos , eu nunca inventei nada , é a pura verdade , isso acontece
alheio a minha vontade , são coisas predestinada , eu não tenho
culpa de ter essa maldição , mas tenho fé em Nosso Senhor Jesus que
um dia me livrarei dessa penitencia , estou fazendo promessa com
todos os Santos , agora eu lhe pergunto , que dia é hoje?
___Tio Chico , o senhor
sabe que hoje é sábado , dia da feira de Reriutaba .
___Se hoje é sábado ,
isso implica que ontem foi sexta-feira , nessa noite o lobisomem
saiu desembestado , descendo o alto da Vila Nova , atravessou a
linha na estação e disparou no rumo da Cabaceira feito um louco com
vários cachorros atiçando atrás , por isso que minhas feridas nos
joelhos e cotovelos ainda estão tão inflamada , também diabo do
lugar que só tem pedra.
Sua mercadoria já
embrulhada , Chico Rosendo com sua rapidez rotineira se despede e
tomando seu rumo e na sua saída falando sem eu entender muito bem.
___Diga ao compadre David
que amanhã passo aqui pra pagar os pão e bolachas.
E num piscar de olhos ,
desaparece em direção a estação de ferro. |
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
08/11/2010
RERIUTABA COM A VITÓRIA DA DILMA ROUSSEFF
.
O homem é um ser político por natureza , desde os primórdios de sua
existência , estamos sempre sonhando com bem estar social , a
vitoria de Dilma Rousseff para presidente nos mostra a
conscientização de um Brasil hoje com mais sensatez nas urnas , sua
vitoria foi simplesmente pela a razão , o voto partiu para embalar e
endossar os projetos sociais da nação , coisa que outros governos
não viabilizava , existia , mas ficavam na gaveta ,o “bem-estar” a
população fez sua opção pela continuidade do governo Lula , com mais
quatro anos de Dilma , o PT(Partido dos Trabalhadores) completa 12
anos no comando da nação , isso explica bem aos políticos o que o
povo brasileiro quer , nada mais ou menos do que viver com dignidade
, nossa sociedade Reriutabense mostrou nas urnas claramente a
satisfação desse mundo novo que surge , direito iguais , acesso aos
campos universitários , clareza de seus direitos , sonhos de
consumo, com o resultados das urnas no primeiro turno , de 7.561
votos com margem de 81,02% contra 1.168 votos com margem de 12,52%
para o partido do PT sentimos a satisfação de nossa gente , quando
fomos para o segundo turno , Dilma teve uma aceitação maior ainda
com 8.354 com margem de 85,41% contra 1.427 com margem de 14,59% ,
isso demonstra que nosso povo anda ligado com referencias seus
direitos e obrigações de nossos gestores eleitos pelo o povo , eu
particularmente fico muito feliz.Em setembro voltei a Reriutaba para
festa de emancipação do municípios e em texto anterior falei de 89%
de nossa gente eram pessoas menos favorecidos , as urnas
reriutabense mostra bem essa margem , isso nos deixa nítido que
existe uma nova mentalidade e comportamento de nosso povo com
relação os políticos ,acredito que essa reforma política e ações
efetivas no governo Lula , teve um resultado positivo , essa
política concreta e geograficamente aplicada , dando ao menos
favorecido a condição de viver, faz com que nosso município mostra o
resultado pela satisfação , os frutos dessa política foram colhidos
não só em Reriutaba como em todo nordeste. Ainda há muita pobreza no
município , mas percebemos uma mudança nas condições de vida do
sertanejo,os trabalhos sociais , como bolsa família e outros são os
aspecto que chamam atenção para redução de pobreza e contribuindo
para distribuição de renda , para ajuda da carência desse povo tão
sofrido e desamparado por governantes anteriores , com nossa moeda
valorizada podemos suprir nossa necessidade básica , falamos assim
,temos direito as refeições na mesa para nossa família , mas há
muito que fazer , mas não deixa de ser um pequeno passo , mas uma
conquista vitoriosa , porque quem não tinha o que comer , hoje se
delicia com seu prato de feijão com arroz. A valorização do ser
humano é fundamental , o ativo mais importante da nação , somos nós
, o amparo faz com que todos nos sentimos confiante e nos enchemos
de esperança para um futuro promissor , todos nós queremos respeito
e atenção , afinal somos nós que fazemos essa nação , na esperança
que Deus ilumine nossa presidente Dilma Rousseff e que realmente
possa dá continuidade os projetos de Lula , nos trazendo menos
misérias , menos depreciações as pessoas , e que a sociedade seja
mais justa com os menos favorecido de nosso município , que cada uma
possa levar sua cesta básica pra casa , é muito pouco o que a
comunidade almeja ,diante dos pró-labore gigante de nossos
gestores.Em síntese a miséria e a fome foi o impulso para essa
eleição , o reconhecimento de um povo que a muitos e muitos anos
padeceu nas garras de uns políticos sem compaixão e egoístas ,
espero que nosso gestor reriutabense viabilize os projetos da união
e venha aglutinar junto ao nossos amigos conterrâneos reriutabense.
Abraços.
Carlos David
Lopes Morais |
|
|
|
|
|